segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Monsanto Compra Blackwater

Agosto 2, 2013 Monsanto compra Blackwater, o maior exército mercenário do mundo Um relatório de Jeremy Scahill em The Nation revelou que o maior exército mercenário do mundo, Blackwater (mais tarde renomeada Xe Services e, mais recentemente, “Academi”), serviços de inteligência clandestinas foi vendida para a multinacional Monsanto. Blackwater foi rebaptizada em 2009 depois de ter sido exposta ao mundo, com inúmeros relatos de abusos no Iraque, incluindo os massacres de civis. Blackwater continua a ser o maior contratante privado do Departamento de Estado dos EUA de Serviços de Segurança, que pratica o terrorismo de estado dando ao governo a oportunidade de negá-lo e escondê-lo.
Muitos oficiais da CIA e ex-militares trabalham para a Blackwater ou empresas relacionadas, criadas para desviar a atenção de sua má reputação e ganhar mais lucro vendendo os seus serviços, que varia desde a infiltração de informação e inteligência, lobby político e treinos paramilitares de forma a servir outros governos, bancos e empresas multinacionais. De acordo com Scahill, os negócios com multinacionais, como a Monsanto, Chevron, e gigantes financeiros como o Barclays e o Deutsche Bank, são canalizados através de duas empresas de propriedade de Erik Prince, dono da Blackwater: Total Intelligence Solutions e Terrorism Research Center. Esses directores e conselheiros estão ligados à Blackwater. Um deles, Cofer Black, conhecido pela sua brutalidade como um dos directores da CIA, foi quem fez contacto com a Monsanto em 2008, como director da Total Intelligence, para contratar a empresa para espionar e infiltrar organizações de direitos das pessoas e animais e actividades anti-transgénicas por parte dos gigantes de biotecnologia. O executivo da Monsanto, Kevin Wilson, recusou-se a comentar sobre o acordo, mas mais tarde confirmou ao The Nation que tinham contratado a Total Intelligence em 2008 e 2009, apenas para manter o controle de “informações públicas” dos seus opositores, de acordo com a empresa genocida, a Monsanto. Ele também disse que a Total Intelligence era uma “entidade completamente separada da Blackwater”. Contudo, Scahill tem cópias de e-mails de Cofer Black, após a reunião com Wilson da Monsanto, onde explica a outros ex-agentes da CIA, usando os seus e-mails da Blackwater, que a discussão com Wilson foi que a Total Intelligence tornou-se o “braço de inteligência da Monsanto, que foi usado para espionar activistas e a oposição contra os transgénicos e contar como infiltravam agentes para desestabilizar as pessoas nesses grupos legalmente. Monsanto pagou $ 127.000 em 2008 e US $ 105.000 em 2009 para a Total Intelligence de forma a realizar esse monitoramento. Não é à toa que uma empresa se dedique há “ciência da morte”, como a Monsanto, que tem se dedicado desde o início para produzir venenos tóxicos como o Agente Laranja PCBs (bifenilas abordando poli clorados), pesticidas, hormónios e sementes geneticamente modificadas, esteja associada a outra empresa de bandidos. Esta empresa está relacionada com a explosão de um carro de Boston como discutimos neste programa de vídeo. Quase simultaneamente com a publicação deste artigo no The Nation, a Via Campesina informou a compra de 500.000 acções da Monsanto, por mais de US $ 23 milhões até à Fundação Bill e Melinda Gates, que com esta compra de acções, tem concluído a retirada da máscara da “filantropia de Gates, ¨. Esta poderia ser uma outra associação que não é surpreendente em tudo… Uma vez que é um casamento entre os dois monopólios mais brutais da história do industrialismo: Bill Gates controla mais de 90% da quota de mercado de computação de propriedade e Monsanto detém cerca de 90% do mercado global de sementes transgénicas e sementes comerciais global. Não há nenhum outro modo monopólio brutal dentro da indústria, cuja própria existência é uma negação do princípio alardeada de “competição do mercado” do capitalismo. Tanto Gates e Monsanto são muito agressivos na defesa dos seus monopólios. Apesar de Bill Gates poder tentar dizer que a Fundação não está ligada ao seu negócio, tudo isto prova o contrário: a maioria das suas doações acabam favorecendo os investimentos comerciais do magnata, realmente não doa nada, mas em vez de pagar impostos para cofres do Estado, ele investe os seus lucros onde é favorável financeiramente (paraísos fiscais), incluindo propaganda das suas supostas boas intenções através da mainstream media. Por outro lado, a Fundação Bill Gates não esconde as suas “doações” para projectos destrutivos como a Geoengenharia ou a substituição de medicamentos naturais da comunidade por medicamentos patenteados de alta tecnologia nas áreas mais pobres do mundo. Que coincidência, o ex-secretário da Saúde, Júlio Frenk e Ernesto Zedillo são conselheiros da Fundação.
Como a Monsanto, Gates também está envolvido na tentativa de destruir o pequeno agricultor e a agricultura rural em todo o mundo, principalmente através da “Aliança para uma Revolução Verde na África” ​​(AGRA). Ele funciona como um cavalo de Tróia para despojar os agricultores africanos pobres das suas sementes tradicionais, substituindo-os por empresas de sementes geneticamente modificadas, como a Monsanto. Para este fim, a Fundação contratou Robert Horsch em 2006, o director da Monsanto. Agora Gates, ambiciona grandes lucros financeiros, pois ele foi directo à fonte. Blackwater, Monsanto e Gates são três lados da mesma moeda: a máquina de guerra genocida contra o capitalismo, contra o planeta e a maioria das pessoas que o habitam, os camponeses, as comunidades indígenas, as pessoas que querem compartilhar informações e conhecimentos ou qualquer outro que não quer estar na égide do lucro e destruição do capitalismo. Em tantos meios de comunicação, editorialistas e blogueiros que pretendem espalhar a notícia da compra da Blackwater pela Monsanto, haveria de ser considerada um “engano”? Esta é uma boa pergunta. O mais alerta de nós poderia suspeitar de um incentivo financeiro próprio destes “jornalistas” da Monsanto. A Monsanto contratou uma equipa de relações públicas para encontrar blogs críticos e sites que relatam os crimes contra a natureza e a humanidade. Nós vimos em primeira mão nos comentários sobre os artigos sobre Monsanto em PoliticalBlindSpot.com. Não é fora do reino das possibilidades que têm sido capazes de criar blogs onde os autores escrevem pensamentos orgânicos aparentemente legítimos, comentários e refutações em favor da empresa mega-Monsanto. Esses sites estão disfarçados como as pessoas na vida real, quando são, na verdade, trabalho de relações públicas para o maior inimigo do planeta, a MONSANTO.
Mas o argumento central daqueles que dizem que a compra da Blackwater não ser verdade, é o facto de que ser possível documentar oficialmente a contratação da Blackwater pela Monsanto durante anos. Devido à natureza de como ocorre a venda, é impossível documentar uma eventual venda. A conclusão óbvia e lógica a esta informação privilegiada (em particular na indústria de segurança privada) é de que a venda é real, de facto, a Monsanto é quem tem andado a contratar este tipo de empresas. Não há nenhuma maneira de documentar oficialmente quem são realmente os proprietários da BlackWater, mas a conclusão lógica seria a de que é a Monsanto, que tem vindo a utilizar estes mesmos mercenários antes da venda. Isto, é claro, também tem um senso de sigilo em torno do negócio e da identidade dos novos proprietários. A empresa foi comprada por investidores privados, por meio de empresas de capital privado que não precisa de divulgar publicamente qualquer um dos seus relacionamentos. Além disso, o Bank of America tem proporcionado grande parte do financiamento de US $ 200 milhões para este acordo genocida. Não é por acaso que há alguns meses atrás foi aprovada uma lei no Congresso dos EUA, que retira qualquer responsabilidade sobre a Monsanto… e agora, compram a maior empresa de mercenários do mundo. Está tudo interligado, siga o dinheiro e você vai descobrir a verdade! Fonte: http://www.laverdadnosharalibres.es

Mercenários da Blackwater Já Operam No Brasil

O General-de-Brigada Durval Antunes de Andrade Nery, Coordenador de Estudos e Pesquisas do Cebres (Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos), denuncia em entrevista publicada no O Dia, que a recriação da IV Frota da Marinha dos EUA tem como objetivo uma futura intervenção militar nas jazidas de petróleo de pré-sal, recém descobertas pela Petrobrás no litoral brasileiro.
Além disso, o General relata a existência de mercenários da Blackwater em plataformas de petróleo administradas pela Halliburton e pertencentes à família Bush situadas na plataforma continental brasileira, devidamente licitadas pela ANP. A relação entre a Halliburton e a Blackwater é bem conhecida no mundo e seu histórico de ilegalidades e arbitrariedades está bem documentado no Google: •Halliburton's Hidden Treuhand •The few, the proud, the Blackwater •Role of security companies likely to become more visible •Waxman on warpath over Blackwater payments Dick Cheney, atual Vice-Presidente dos EUA, era o Presidente da Halliburton antes de assumir a vice-presidência. A Halliburton possui escritórios no Rio de Janeiro e Macaé (RJ) e em Salvador (BA). Segundo o relato de um Coronel de Exército Comandante de Batalhão na Amazônia, mercenários também já ocupam reservas indígenas contando com bases fluviais bem equipadas e fortemente armados, onde militares brasileiros so podem entrar com autorização judicial. Conforme já prevíamos no artigo anterior sobre a Blackwater, o futuro já chegou: mercenários já ocupam bases na Amazônia brasileira!! Essa IV frota é amiga? Coordenador do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos, general vê com preocupação a reativação da esquadra dos EUA encarregada de proteger o comércio nos mares do sul e critica a presença de “mercenários” em plataformas do nosso litoral Rio - Para a maioria dos militares brasileiros, não há como desassociar a recriação da IV Frota dos Estados Unidos da descoberta de imensa jazida de petróleo no nosso litoral. Entre esses militares, está o general de brigada da reserva Durval Antunes de Andrade Nery, coordenador de estudos e pesquisas do Cebres (Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos), que reúne entre seus pesquisadores diplomados pela Escola Superior de Guerra. Abaixo os principais trechos da conversa dele com O DIA. IV Quarta Frota “A decisão dos Estados Unidos de recriar a IV Frota foi apresentada como destinada a proteger o livre fluxo do comércio nos mares da região. Ora, se alguém tem condições de proteger, tem condições de impedir esse fluxo comercial. Pergunto: Por que proteger o comércio de uma área que não vive situação de guerra? E isso quando o Brasil dá notícia da extensão das jazidas do pré-sal como uma das maiores de todo o mundo”. Grupo Halliburton dos EUA “Esta empresa está envolvida com o apoio logístico em todo o mundo no que diz respeito ao petróleo, principalmente no Iraque. A Halliburton é uma empresa que hoje, no Brasil, mantém um de seus (ex-) diretores como diretor da ANP (Nelson Narciso Filho, indicado pelo presidente Lula e aprovado em sabatina no Senado). Esse homem tem acesso a dados secretos das jazidas de petróleo no Brasil”. Bush e o pré-sal “Logo depois que o mundo tomou conhecimento da existência das reservas do pré-sal, o presidente (George W.) Bush disse na imprensa: ‘Não reconheço a soberania brasileira sobre as 200 milhas’. O pré-sal ultrapassa as 200 milhas. Tudo que existe ali para exploração econômica é do País, isso segundo a ONU. Por que o presidente norte-americano recria a IV Frota logo após não reconhecer nossa soberania?” O comando da IV Frota “Poderíamos imaginar que a IV Frota vai ter missão humanitária, mesmo custando uma fortuna manter porta-aviões nucleares com 50, 60 e 100 aviões navegando permanentemente nos mares do sul. Mas, por que nomear para o comando o contra-almirante Joseph Kernan, especializado em táticas de guerra submersa e no treinamento de homens-rãs? Um homem que com seus sabotadores deu um banho nas guerras do Afeganistão e do Iraque está à frente da IV Frota para proteger?” Blackwater no Brasil “(Após a eleição de Bush), a Hallibourton, contratada pelo governo dos EUA para planejar a redução das despesas do país com as Forças Armadas, criou uma empresa chamada Blackwater — firma de mercenários, com contrato de seis bilhões de dólares e que, só no Iraque, tem 128 mil homens. Eles fazem segurança e matam. Pergunto: Quem está fazendo a segurança das 15 plataformas que a família Bush tem no Brasil, todas vendidas (em licitação) pela ANP? Ainda faço um desafio: vamos pegar um barco e tentar subir numa plataforma. Garanto que vamos encontrar os homens da Hallibourton armados até os dentes e que não vão deixar a gente subir”. Estranho na selva
“Coronel que até o ano passado comandava batalhão na região da (reserva indígena) Yanomami contou que estava fazendo patrulha em um barco inflável com quatro homens em um igarapé quando avistou um sujeito armado com fuzil. Um tenente disse: ‘Tem mais um cara ali’. Eram cinco homens armados. O tenente advertiu: ‘Coronel, é uma emboscada. Vamos retrair.’ Retraíram. Perguntei: ‘O que você fez?’ Ele disse: ‘General, tive que ir ao distrito, pedir à juíza autorização para ir lá.’ Falei: ‘Meu caro, você, comandante de um batalhão no meio da Amazônia, perto da fronteira, responsável por nossa segurança, só pode entrar na área se a juíza autorizar? Ele respondeu: ‘É. Foi isso que o governo passado (Fernando Henrique) deixou para nós. Não podemos fazer nada em área indígena sem autorização da Justiça”. 15 homens e 10 lanchas “O coronel contou que pegou a autorização e voltou. Levou três horas para chegar ao igarapé, onde não tinha mais ninguém. Continuou em direção à fronteira. De repente, encontrou ancoradouro, com um cara loiro, de olhos azuis, fuzil nas costas, o esperando. Olhou para o lado: 10 lanchas e quatro aviões-anfíbio, no meio na selva. ‘Na sua área?’, perguntei. ‘É’, respondeu. Ele contou que abordou o homem: ‘Quem é você?”. Como resposta ouviu: ‘Sou oficial forças especiais dos Estados Unidos da América do Norte’. O coronel insistiu: ‘Que faz aqui’. E o cara disse que fazia segurança para uma pousada. Ele perguntou qual pousada? Ouviu: ‘Pertencente a um cidadão americano’. Quinze homens estavam lá, armados. Hallibourton? Blackwater?” Crise do Petróleo
“Temos (no pré-sal), talvez, a maior jazida de petróleo do mundo. Será que países desenvolvidos vão se aquietar sabendo que o futuro deles depende do petróleo? Os Estados Unidos tem petróleo só para os próximos cinco anos. Tanto é que o país não consome o dele, porque suas reservas são baixas. Passa a pegar o que existe no mundo. Foi assim no Irã, em 1953, quando derrubaram o (primeiro-ministro Mohamed) Mossadegh. Os aiatolás pegaram de volta e agora querem outra vez atacar o Irã. No Afeganistão, deu no que deu. No Iraque, tomaram o petróleo de lá. Agora vem o petróleo do Mar Cáspio e a Georgia (em guerra com a Rússia por território onde passam gasodutos). E no Brasil, como será? Essa (IV) Frota é só amiga? Está aqui só para proteger?”.

Blackwater: O exército sombra de Bush

Em 10 de Setembro de 2001, antes de a maioria dos americanos ter ouvido falar da Al Qaeda ou sequer imaginado a possibilidade de uma "guerra contra o terrorismo", Donald Rumsfeld subiu à tribuna no Pentágono para pronunciar o seu mais importante discurso como secretario da Defesa sob o mandato do presidente George W. Bush. De pé, perante os executivos que ele próprio nomeara para altos cargos de supervisão dos suculentos negócios dos contratos militares – muitos deles procedentes de empresas como a Enron, a General Dynamics e a Aerospace Corporation – Rumsfeld proclamou uma declaração de guerra.




"A questão que nos ocupa hoje é um adversário que coloca uma ameaça, uma séria ameaça, à segurança dos EUA", disse Rumsfeld. "Esse adversário fragiliza a defesa dos EUA e põe em perigo a vida dos militares homens e mulheres deste país". Disse à sua nova equipa, "pensarão certamente que me refiro a um dos últimos decrépitos ditadores mundiais...[mas] o adversário encontra-se muito mais perto de casa, trata-se da burocracia do Pentágono". Rumsfeld pediu uma mudança drástica na administração do Pentágono, suplantando a velha burocracia do Departamento de Defesa com um novo modelo baseado no sector privado. Ao anunciar esta grande reforma, Rumsfeld comentou à sua audiência que "não tenho a intenção de atacar o Pentágono, apenas o quero libertar. Temos de o salvar de si mesmo". Na manhã seguinte o Pentágono seria literalmente atacado ao embater um Boeing 757 – o voo 77 da American Airlines – contra a sua fachada ocidental. Rumsfeld ajudou as equipas de resgate a retirar os corpos dos escombros, num gesto pleno de notoriedade. Mas não demorou muito para que Rumsfeld aproveitasse a oportunidade apresentada pelo 11/Set, inconcebível até aquele momento, para pôr em marcha a sua guerra pessoal. A nova política do Pentágono iria enfatizar as missões encobertas, o armamento refinado e uma maior confiança nas empresas privadas de segurança. Ficou conhecida como a Doutrina Rumsfeld. "Devemos promover uma atitude mais empresarial, que leve as pessoas a serem mais proactivas, em lugar de reactivas, a comportarem-se menos como burocratas e mais como capitalistas empreendedores", escreveu Rumsfeld no verão de 2002, num artigo para a revista Foreign Affairs intitulado "Transformar os militares" (Transforming the Military). Apesar de Rumsfeld ter sido posteriormente afastado da administração com a intenção de acalmar os críticos da guerra no Iraque, a sua revolução militar havia chegado para ficar. Na despedida de Rumsfeld em Novembro de 2006, Bush reconheceu que ele levou a cabo "a maior transformação da postura global das forças armadas americanas desde o final da Segunda Guerra Mundial". De facto, a nova marca da casa de Rumsfeld, "sem deixar rasto", originou um dos mais significativos desenvolvimentos da actual forma de fazer a guerra – o uso generalizado de empresas privadas de segurança em qualquer vertente da guerra, inclusivamente na sua participação em combates. É frequente não se fazer uma análise profunda do grau de subcontratação e privatização, verdadeiramente sem precedentes, das guerras pós 11/Set. Desde o instante em que se iniciou a preparação das tropas norte-americanas para a invasão do Iraque, o Pentágono transformou as empresas privadas de segurança numa parte integrante das suas operações. Inclusivamente, quando o governo passava a ideia de que estava a tentar a via diplomática, a Halliburton estava a preparar-se para uma operação de larga escala. Quando os tanques dos EUA entravam em Bagdade, em Março de 2003, levavam com eles o maior exército privado jamais movimentado numa guerra moderna. Quando em finais de 2006 Rumsfeld deixa o seu cargo, havia no Iraque aproximadamente uns 100 mil contratados privados – uma proporção de quase um para um com os soldados americanos.





Para grande satisfação da indústria de guerra, Rumsfeld, antes de se demitir, tomou a extraordinária decisão de classificar os contratados privados como uma parte oficial e integrante da maquina de guerra norte-americana. Na Revista Quadrienal (Quadrennial Review) de 2006, do Pentágono, Rumsfeld fez o esboço daquilo a que chamou "mapa para a mudança" no Departamento de Defesa, que, disse ele, começou a ser implementado em 2001. Definia a "Força Total do Departamento" como sendo "os seus componentes militares activos e na reserva, os seus funcionários e os seus contratados, que no conjunto constituem a sua capacidade de combate. Os membros da dita Força Total servem em milhares de lugares no mundo, levando a cabo uma vasta série de tarefas a cumprir em missões críticas". Esta designação formal representou o principal triunfo obtido pelas empresas privadas bélicas – conferindo-lhes assim uma legitimidade nunca antes desfrutada. As empresas privadas de segurança proporcionaram cobertura política à administração de Bush, permitindo ao governo deslocar forças privadas para uma zona de guerra fora de alcance do escrutínio público, com as mortes, os feridos e os crimes das ditas forças, envolvidas no mais absoluto segredo. A administração dos EUA e o anterior Congresso, controlado pelos republicanos, protegeram as empresas privadas de segurança de ter de prestar contas, de serem supervisionadas e de qualquer outro impedimento legal. Apesar da presença de mais de 100 mil contratados privados no Iraque, apenas um deles foi acusado de crimes ou violações. "Temos cerca de 200 mil tropas no Iraque mas metade delas não são contabilizadas, e o perigo disto está em que se exige zero de responsabilidade", comenta o democrata Dennis Kucinich, um dos principais críticos no Congresso com a contratação da guerra. Apesar de no passado recente ter existido um monopólio republicano no governo, o que constituiu a era de ouro para a indústria de guerra, parece que os seus dias chegaram ao fim. Passado apenas um mês do início do novo mandato do Congresso, destacados representantes democratas estavam já a anunciar investigações sobre os contratados de guerra fugidos. O congressista John Murtha, presidente do Appropriations Committee's Subcommittee on Defence (Subcomissão da Defesa para o Orçamento), ao voltar de uma viagem ao Iraque, em finais de Janeiro, disse que "vamos levar a cabo extensas audiências para esclarecer o que ocorre exactamente com os contratados. Não têm uma missão clara e estão em roda-livre ". Dois dias depois, durante as audiências preliminares do general George Casey, como chefe de pessoal do exército, o senador Jim Webb declarou "temos um exercito de aluguer no estrangeiro". Webb perguntou a Casey, "não seria melhor para este país se essas tarefas, em termos de custo e especialmente para as tarefas quase-militares relacionadas com o combate, fossem levadas a cabo por soldados no activo?" Casey defendeu o sistema de subcontratação mas disse que os contratados armados "são aqueles que devemos controlar muito de perto". O senador Joe Biden, presidente do Foreign Relations Committee (Comissão para os Assuntos Exteriores), também anunciou que realizará audiências sobre as empresas privadas de segurança. Paralelamente a estas investigações, há varias propostas de lei a ganhar força e apoios no Congresso, e destinadas à supervisão dessas empresas. Por detrás de todas estas deliberações está a opaca empresa de mercenários Blackwater USA. Totalmente desconhecida para a maioria dos americanos e em grande parte fora do alcance do radar do Congresso, a Blackwater consolidou uma posição de efectivo poder e protecção no interior da máquina de guerra norte-americana. O êxito desta empresa representa o trabalho de toda uma vida dos responsáveis conservadores que fazem constituíam o núcleo da equipe de guerra da administração Bush, para quem a privatização radical era há muito uma acarinhada missão ideológica. A Blackwater citou insistentemente a afirmação de Rumsfeld de que os contratados são parte da "Força Total" como prova de que é uma parte legítima da "capacidade de combate" da nação. Ao invocar as palavras de Rumsfeld, a empresa declarou de facto as sua forças acima da lei – gozando da mesma imunidade que os militares têm perante as leis civis, mas não limitados pelo sistema das cortes marciais a que os militares têm de se submeter. Enquanto as primeiras pesquisas sobre a Blackwater centravam-se no complexo labirinto das subcontratações secretas, debaixo das quais esta empresa opera no Iraque, uma investigação mais profunda à companhia revela uma assustadora imagem de um exército privado com ligações políticas convertido na guarda pretoriana da administração Bush. A ascensão da Blackwater A Blackwater foi fundada em 1996 pelo cristão conservador e multimilionário ex-SEAL (Forças de elite da marinha norte-americana) Erik Prince – descendente de uma família rica de Michigan cujas generosas doações políticas ajudaram ao auge da direita religiosa e à revolução republicana de 1994. No momento de sua fundação, a empresa consistia essencialmente na fortuna privada de Prince e numa vasta propriedade de 5.000 acres [2.000 hectares] situada perto do Great Dismal Swamp en Moyock, Carolina do Norte. A sua visão foi "satisfazer antecipadamente a procura do governo por subcontratação de armamento e formação militar". Nos anos seguintes, Prince, a sua família e os seus aliados políticos encheram de dinheiro os cofres das campanhas republicanas, apoiando a tomada de controlo do Congresso e a ascensão de George W. Bush à presidência.




Embora a Blackwater obtivesse alguns contratos durante a era Clinton, que era favorável à privatização destes serviços, foi no entanto com a "guerra contra o terrorismo" que chegou o momento de glória da empresa. Quase do dia para a noite, depois do 11/Set, a empresa transformou-se no actor chave da guerra global. "Estou no negócio de formação militar desde há quatro anos e só agora comecei a ter uma pequena noção de quão seriamente as pessoas encaram os assuntos de segurança", disse Prince ao apresentador do noticiário da FOX, Bill O'Reilly pouco depois do 11/Set. "Agora o telefone não pára de tocar". De todas estas chamadas, uma era da CIA que acabou por contratar a Blackwater para trabalhar no Afeganistão nas operações iniciais norte-americanas nesse país. Nos anos seguintes a empresa converteu-se num dos grandes beneficiários da "guerra contra o terrorismo", ganhando quase mil milhões de dólares em contratos, que se conheçam, com o governo, muitos deles sem concurso público. Em apenas uma década, Prince ampliou as instalações de Moyock para 7.000 acres [2833 há], fazendo dessas instalações a maior base militar privada do mundo. A Blackwater tem neste momento 2.300 pessoas repartidas por nove países, e mais 20 mil prontos para entrar em acção. Possui uma frota de mais de vinte aeronaves, incluindo helicópteros de combate, e uma divisão de inteligência própria, e está a construir aeronaves de reconhecimento e sistemas de sinalização de alvos. Em 2005, e depois do furacão Katrina, a suas forças deslocaram-se para Nova Orleães cobrando ao governo federal 950 dólares por homem e por dia – chegando a atingir mais de 240 mil dólares por dia. No seu auge, a empresa chegou a ter cerca de 600 contratados distribuídos desde o Texas até ao Mississipi. Desde o Katrina que a Blackwater tem desenvolvido uma atitude agressiva na obtenção de contratos internos, abrindo uma nova divisão de operações nacionais. A Blackwater está a promover os seus produtos e serviços junto ao Departamento de Segurança Interna (Department of Homeland Security ), e os seus representantes reuniram-se já com o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger. A empresa solicitou a obtenção de licenças para operar em todos os estados costeiros norte-americanos, e está também a ampliar a sua presença no interior dos EUA com a abertura de novas instalações em Illinois e na Califórnia. A Blackwater obteve o seu maior contrato do Departamento de Estado, que consistiu no fornecimento da segurança dos diplomatas e das instalações norte-americanas no Iraque. Esse contrato teve início em 2003, com um acordo fora de concurso de 21 milhões de dólares, para protecção do procônsul no Iraque, Paul Bremer. A Blackwater também forneceu a segurança dos embaixadores seguintes no Iraque, John Negroponte e Zalmay Khalilzad, assim como de outros diplomatas e funcionários do país ocupante. As suas forças protegeram mais de 90 delegações do Congresso no Iraque, incluindo a da sua actual presidente, Nancy Pelosi. De acordo com os últimos registros governamentais, a Blackwater facturou, desde Junho de 2004, 750 milhões de dólares só em contratos com o Departamento de Estado. Actualmente encontra-se envolvida numa intensa campanha de lobbying para que seja enviada a Darfur como força de paz privada. Em Outubro último, o presidente Bush levantou algumas sanções ao sul cristão do Sudão, preparando assim o terreno para uma potencial missão de paz a desenvolver nessa zona pelas forças militares da Blackwater. Em Janeiro o representante do governo regional do sul do Sudão, em Washington, disse esperar que em breve a Blackwater iniciasse a formação das forças de segurança sulistas daquele país. A Blackwater contratou desde o 11/Set, como executivos seniores, alguns altos funcionários possuidores de bons contactos na administração Bush. Entre eles encontra-se J. Cofer Black, antigo chefe do contraterrorismo da CIA e o homem que levou a cabo a caça a Osama Bin Laden depois do 11/Set, e ainda Joseph Schmitz, antigo Inspector Geral do Pentágono, responsável pelos acordos com as empresas privadas de segurança, entre eles a Blackwater, durante a maior parte da "guerra contra o terrorismo" – algo de que foi acusado de o não ter feito eficazmente. Já no final da gestão de Schmitz no Pentágono, o poderoso senador republicano Charles Grassley lançou uma investigação do Congresso para averiguar se Schmitz tinha "abafado ou redirecionado duas investigações criminais em curso" sobre altos cargos da administração Bush. Vendo-se debaixo de fogo cruzado de ambos os partidos, Schmitz demitiu-se e entrou na Blackwater.




Apesar de ter desempenhado um papel central, a Blackwater esteve, de uma forma geral, a operar na sombra até 31 de Março de 2004, precisamente quando quatro dos seus soldados privados, em acção no Iraque, foram emboscados e mortos na cidade de Faluja. Os cadáveres foram queimados por uma multidão que os arrastou pelas ruas, pendurando dois deles numa ponte sobre o Eufrates. Este foi o momento que, sob muitos aspectos, alterou o rumo da guerra no Iraque. Alguns dias após estes acontecimentos, as tropas norte-americanas assaltaram Faluja, matando centenas de pessoas e deslocando milhares, exacerbando assim a feroz resistência iraquiana que assombra as forças de ocupação até aos dias de hoje. Para muitos americanos esta foi a primeira vez que ouviram falar dos soldados privados. "As pessoas começam a perceber que se tratava de um fenómeno alargado", comentou o congressista David Price, um democrata de Carolina do Norte, que disse ter começado a seguir o rasto das contratadas privadas depois dos acontecimentos de Faluja. "Provavelmente sou como a maioria dos membros do Congresso que apenas começaram a ter consciência e interesse por este assunto" após este incidente. O que não é do conhecimento geral é que, depois dos acontecimentos de Faluja, os executivos da Blackwater puseram mãos à obra em Washington, no sentido de capitalizar o recente reconhecimento da sua empresa. Um dia após a emboscada, esses executivos contrataram a Alexander Strategy Group, uma empresa de lobbying dirigida por altos funcionários do então líder da maioria republicana Tom DeLay, antes do desmembrar desta empresa no auge do escândalo de Jack Abramoff. Uma semana após a emboscada, Erik Prince sentava-se com pelo menos quatro membros do Comité do Senado para os Serviços Armados (Senate Armed Services Committe), entre os quais se encontrava o presidente desta comissão, John Warner. O senador Rick Santorum preparou o encontro em que, para além de Warner, participavam também outros dois importantes senadores republicanos – o presidente da Comissão Orçamental (Appropriations Committee) Ted Stevens, do Alasca, e George Allen de Virgínia. Esta reunião surgiu após uma série de anteriores contactos frente a frente que Prince promoveu com poderosos representantes republicanos que tinham estado na supervisão dos contratos militares, entre os quais DeLay; Porter Gross, presidente da Comissão da Inteligência da Câmara (House Intelligence Committee) e futuro director da CIA; Duncan Hunter, presidente da Comissão da Câmara para os Serviços Armados (House Armed Services Committee); e Bill Young, presidente da Comissão Orçamental da Câmara (House Appropriations Committee). O que se discutiu nessas reuniões permanece secreto, mas a Blackwater estava claramente a posicionar-se a fim de obter o máximo da sua nova fama. De facto, dois meses depois destes contactos, a Blackwater obteve do governo um dos maiores contratos de segurança internacional, avaliado em mais de 300 milhões de dólares. Além disso, a empresa estava igualmente muito interessada em ter um papel determinante na configuração das regras que iriam regular os mercenários contratados pelos EUA. "Devido aos acontecimentos públicos de 31 de Março, a necessidade da Blackwater de ter alguma visibilidade e de transmitir uma mensagem consistente aqui em Washington, aumentou", comentou o novo enviado da Blackwater, Chris Bertelli. "Existem agora vários regulamentos federais que se aplicam às suas actividades, embora sejam de natureza muito geral. Falta criar um modelo padrão para este sector, e é precisamente nisto que na realidade queremos participar". No mês de Maio seguinte, a Blackwater liderava já um grande esforço de pressão política da indústria militar privada para conseguir travar as iniciativas do Congresso e do Pentágono que visavam colocar as suas forças sob a lei marcial do sistema judicial militar. Mas enquanto a Blackwater gozava do seu novo estatuto de herói na "guerra contra o terrorismo", tanto na administração de Bush como no Congresso controlado pelos republicanos, as famílias dos quatro homens mortos em Faluja afirmavam que estavam a ser impedidas pela Blackwater de tentar esclarecer as circunstancias em que morreram os seus familiares. Depois do que descreveram como sendo meses de esforços para receber uma resposta directa da empresa, em Janeiro de 2005, as famílias apresentaram uma denuncia por "morte injustificada" contra a Blackwater, acusando a empresa de não fornecer aos seus homens aquilo que diziam ser "condições de segurança contratuais". Do conjunto das acusações afirmava-se que naquele dia a empresa enviou-os numa missão a Faluja com menos dois homens, com pior armamento do que deviam ter, e em jeeps Pajero ao invés de veículos blindados. Este caso poderá ter amplas repercussões pelo que está a ser seguido de perto pelo sector das empresas contratadas de guerra – uma antiga subsidiária de Halliburton, a KBR, apresentou inclusivamente um " amicus brief " (uma alegação a favor de uma das partes) apoiando a Blackwater. Se a acusação tiver êxito, poderá abrir caminho a um cenário equivalente ao das denúncias sobre a indústria tabaqueira, em que as empresas contratadas de guerra ficarão sujeitas a acusações judiciais dos seus trabalhadores feridos ou mortos em zonas de guerra. À medida que o caso se foi desenvolvendo judicialmente, a Blackwater contratou advogados da elite republicana para a sua defesa, entre os quais Fred Fielding que recentemente foi nomeado por Bush como conselheiro da Casa Branca (substituindo Harriet Miers), e Kenneth Starr, antigo auditor geral da Whitewater que investigou o presidente Clinton e actual advogado dessa empresa. A Blackwater não recusou formalmente as denúncias específicas da acusação, mas o que se depreende da posição expressa pela defesa é o recurso a um conjunto de argumentos legais, estruturados no sentido de reforçar aquilo que sustenta a Blackwater e que é, essencialmente, estar acima da lei. A Blackwater afirma que se os tribunais norte-americanos permitirem que a empresa seja acusada por "morte injustificada", isso poderia pôr em perigo a capacidade de combate da nação: "nada poderia ser mais nocivo para o conceito de Força Total, subjacente à doutrina militar dos EUA, do que expor os seus componentes privados aos sistemas de sancionamento de responsabilidades de cinquenta estados diferentes, a serem aplicados em campos de batalha no estrangeiro", argumentava a empresa nos seus documentos legais. Em Fevereiro a Blackwater sofreu uma importante derrota quando o Tribunal Supremo recusou a sua apelação para julgar o caso Faluja, deixando livre o caminho para um processo estatal – onde será mais difícil encobrir aos jurados os danos da sua actividade. O Congresso começou a mostrar interesse por este caso potencialmente desestabilizador. A 7 de Fevereiro o deputado Henry Waxman presidiu às audiências da Comissão de Supervisão das Reformas do Governo (Oversight and Government Reform Committee). Se bem que as audiências estivessem previstas para tratar da dependência dos EUA de empresas privadas de segurança, acabaram por se centrar quase exclusivamente na Blackwater e no incidente de Faluja. Pela primeira vez, a Blackwater viu-se obrigada a enfrentar as famílias dos homens mortos em Faluja. "As contratadas privadas como a Blackwater trabalham fora do alcance da cadeia hierárquica militar e podem fazer literalmente o que lhes apetecer sem que lhes seja atribuída qualquer responsabilidade ou que tenham de prestar contas ao governo norte-americano", disse à comissão Katy Helvenston, mãe de Scott, um dos contratados da Blackwater assassinados. "Deste modo, a Blackwater pode continuar a obter do governo centenas de milhões de dólares pagos pelos contribuintes sem se sentir obrigada a responder sequer a uma única pergunta sobre os operadores de segurança". Refugiando-se no processo em curso, o conselheiro geral da Blackwater, Andrew Howell, declinou responder à maioria das acusações imputadas à sua empresa pelas famílias, e pediu várias vezes que a comissão desenvolvesse os trabalhos à porta fechada. "Todos os homens da missão de 31 de Março tinha armamento e munições suficientes", disse Howell perante a comissão, acrescentando que os seus homens usavam veículos "apropriados". Isto foi vigorosamente questionado pelas famílias dos quatro homens, que argumentaram por sua vez que a Blackwater não lhes facultou veículos blindados para economizar um milhão e meio de dólares. "A partir do momento em que os homens assinaram contrato com a Blackwater e foram enviados para o Médio Oriente, a Blackwater tratou-os como se fossem bens descartáveis", disse Helvenston aos deputados da comissão durante o seu emocionado testemunho em representação das quatro famílias. O que colocou este caso sob a mira de Waxman foi a teia dos subcontratos que estão na base da missão de Faluja. Desde Novembro de 2004 que Waxman esteve a averiguar para quem estavam realmente a trabalhar os homens da Blackwater no dia da emboscada. "Durante quase dezoito meses, o Departamento de Defesa não respondeu à minha solicitação de informação", comentou Waxman. "Quando no passado mês de Julho finalmente respondeu, nem sequer me proporcionou os dados que pedi. Na verdade, negou que as empresas privadas de segurança desenvolvessem qualquer trabalho no âmbito do programa de contratações do Pentágono. Agora sabemos que não é verdade". A luta de Waxman para seguir o rasto do dinheiro deste contracto em concreto, que implica poderosas contratadas como a KBR, ilustra bem o secretismo que envolve a própria natureza da indústria das contratadas de guerra.




O que não oferece dúvidas no incidente de Faluja é que a Blackwater estava a trabalhar para uma empresa kuwaitiana chamada Regency, sob um contrato com a maior empresa de serviços de alimentação do mundo, Eurest Support Services. No Iraque a ESS é uma subcontratada da KBR e de outra enorme empresa contratada de guerra, a Fluor, sob o programa de contratos da LOGCAP do Pentágono. Um contrato que suportava a missão da Blackwater em Faluja revelava que essa missão era um subcontrato que tinha como contratada original a KBR. No verão passado a KBR negou isso. Depois a ESS escreveu a Waxman para dizer que a missão estava suportada pelo contrato da Fluor com a ESS. A Fluor negou, e o Pentágono disse a Waxman que não sabia a que empresa, afinal de contas, pertencia a missão. Waxman afirmava que a Blackwater e as outras subcontratadas estavam "a acrescentar margens significativas" aos seus subcontratos pelos mesmos serviços de segurança e que portanto, segundo ele, eram cobradas aos contribuintes norte-americanos. "É surpreendente como é tão turvo o mundo das contratadas e subcontratadas, não permitindo que cheguemos ao fundo deste assunto, e muito menos que possamos calcular os milhões de dólares perdidos pelos contribuintes em cada fase do processo de subcontratação", comentou Waxman. Apesar de parecer, durante quase toda a audiência de 7 de Fevereiro, que a origem do contrato continuava por esclarecer, no final da audiência a situação veio a mudar quando o Pentágono revelou que a empresa contratada original era de facto a KBR. Violando as directrizes militares, que são contrárias à prática dos contratantes da LOGCAP que usam as forças de segurança privadas em lugar de tropas norte-americanas, a KBR tinha afinal subcontratado aquela missão à ESS com a protecção da Blackwater; esses custos foram supostamente suportados pelos contribuintes pela quantia de 19,6 milhões de dólares. A Blackwater disse que facturou à ESS 2,3 milhões de dólares pelos seus serviços, o que significa que uma margem de mais de 17 milhões de dólares foi no final acrescida nos valores apresentados ao governo. Três semanas depois da audiência, a KBR disse aos seus accionistas que poderia ser obrigada a devolver até 400 milhões de dólares ao governo como consequência de uma investigação em curso no exército. Waxman esperou mais de dois anos para obter a resposta a uma pergunta simples: os contribuintes estavam a pagar os serviços de quem? Mas, como se pode concluir do incidente de Faluja, a questão não envolvia apenas dinheiro. Envolvia também vidas humanas. Um homicídio na noite de Natal Ainda que muita da publicidade conseguida pela Blackwater se deva ao incidente de Faluja, outro incidente mais recente está a atrair de novo as atenções gerais. Na noite de Natal e no interior da altamente fortificada Zona Verde em Bagdade, um contratado americano da Blackwater, supostamente, disparou e matou um guarda-costas iraquiano que se encontrava em serviço de protecção a um alto funcionário iraquiano. Após o tiroteio e durante várias semanas, circularam na Internet relatórios não confirmados sugerindo que o álcool estava na origem do incidente e que a vítima fora baleada dez vezes no peito. A história logo se complicou com o desaparecimento do contratado do Iraque antes que pudesse ser processado. As investigações dos meios de comunicação não chegaram a qualquer conclusão – a embaixada norte-americana negou-se a confirmar se se tratava de um contratado da Blackwater, e a empresa recusou fazer qualquer comentário.




O incidente chegou então à audiência de 7 de Fevereiro do Congresso. Quando a sessão estava prestes a terminar, o congressista Kucinich irrompeu de novo na sala com o que disse ser a sua última pergunta. Introduziu uma notícia sobre este incidente na acta e perguntou ao advogado da Blackwater, Howell, se a empresa tinha retirado o contratado do Iraque depois do suposto tiroteio. "Esse senhor, no dia em que se deu o incidente, não estava em serviço", disse Howell, naquilo que foi a primeira confirmação oficial do incidente por parte da Blackwater. "A Blackwater transportou-o de regresso aos EUA". "Ele vai ser extraditado para o Iraque por homicídio? E se não, porquê?" perguntou Kucinich. "Sr congressista, eu não faço cumprir a lei. Tudo o que posso dizer é que está a decorrer um investigação. Estamos a dar toda a cooperação e todo o apoio a essa investigação" respondeu Howell. Então Kucinich disse: "Quero apenas manifestar que existem dúvidas que poderiam de facto trazer os responsáveis da Blackwater aqui por terem fretado um voo que permitiu a alguém que cometeu um homicídio fugir à justiça ". A guerra em Capitol Hill O Congresso está a estudar várias propostas de lei no sentido de aumentar a supervisão e a transparência das forças privadas que se posicionaram como actores principais nas guerras do período pós 11/Set. Em meados de Fevereiro os senadores Byron Dorgan, Patrick Leahy e John Kerry, propuseram legislação destinada a atacar energicamente os contratos adjudicados sem concurso prévio ou por "amizades", prevendo penas até vinte anos de prisão e multas até um milhão de dólares, com o objectivo de perseguir a actividade que classificam de "lucrar com a guerra". Estas acções fazem parte daquilo a que os democratas descrevem como uma estratégia multi-facetada. "Creio que existe agora massa crítica entre aqueles que no Congresso estão a estudar este tema", afirmou o congressista Price, representante do estado originário da Blackwater. Em Janeiro, Price propôs legislação que ampliava a Lei sobre a Jurisdição Militar Extraterritorial (Militar Extraterritorial Jurisdiction Act de 2000), conhecida como MEJA, no sentido de nela incluir todos os contratados em zona de guerra, e não apenas aqueles que trabalham com, ou para, as forças armadas. A maior parte do trabalho da Blackwater no Iraque, por exemplo, é devido a contratos do Departamento de Estado. Price considerou que o suposto tiroteio da noite de Natal poderia ser um dos casos teste da sua legislação. "Vou seguir de perto este assunto e solicitarei uma investigação completa", disse. Mas existe pelo menos uma razão para se ser cauteloso nesta abordagem: é que o gabinete de Price consultou o lobby militar privado enquanto se preparava a nova legislação, a qual tem o apoio do dito sector. Talvez seja por isso que a MEJA, em grande parte, não tenha sido implementada. "Inclusivamente nas situações em que as leis civis americanas poderiam potencialmente ser aplicadas aos crimes dos contratados, ela não as aplica", observa P.W. Singer, um dos principais investigadores sobre as contratadas. Se os promotores públicos americanos já não possuem recursos suficientes para os seus próprios distritos, como se pode esperar que conduzam complexas investigações no Iraque? Quem protegerá esses promotores e investigadores? Como irão entrevistar as vítimas iraquianas? Como irão poder controlar 100 mil indivíduos espalhados numa ampla e perigosa zona de guerra? "É realmente uma boa pergunta", concorda Price. "Não digo que vá ser uma tarefa simples". O que Price sustenta é que a sua legislação tem a intenção de "colocar todo o conjunto de negócios das empresas privadas de segurança sob um novo equilíbrio de responsabilidades". No passado Outono e mudando totalmente de rumo – para grande desespero e consternação do sector empresas privadas de segurança – o senador republicano Lindsey Graham, um advogado e antigo juiz da Força Aérea na reserva, alterou discretamente o texto da Defense Authorization de 2007, que Bush veio a assinar como lei, colocando todos os contratados sob o Código Uniforme de Justiça Militar (Uniform Code of Military Justice, UCJM) conhecido vulgarmente como o sistema de justiça marcial. Graham implementou a mudança sem debate público e sem que quase ninguém no Congresso estivesse ao corrente deste assunto, de tal modo que as empresas privadas de segurança questionaram imediatamente a sua constitucionalidade. De facto, este poderia ser um daqueles raros episódios em que mercenários e defensores dos direitos civis estão do mesmo lado da barricada. Muitos dos contratados não são combatentes armados, trabalhando no sector alimentar, na lavandaria e noutros serviços de apoio. Apesar de se poder argumentar que os contratados armados, como os que trabalham para a Blackwater, deveriam estar sob o UCJM, as mudanças introduzidas por Graham poderiam levar a que um lavador de pratos do Nepal que trabalha para a KBR pudesse ser processado da mesma forma que um soldado americano. E a agravante é que, para além disto tudo, os militares já têm problemas bastantes com a gestão das suas forças, pelo que dificilmente se poderá esperar que venham a controlar também um corpo de pessoal privado de 100 mil novos integrantes. Além disso, muitos são os contratados no Iraque que estão ali sob os auspícios do Departamento de Estado e de outras agências civis, isto é, instituições não militares. Com a intenção de clarificar estes assuntos, o senador Barack Obama apresentou em Fevereiro uma nova e ampla legislação, onde se exigem regras claras para que os contratados armados possam entrar em combate, alargando o âmbito do MEJA e permitindo ao Departamento de Defesa "prender e deter" os contratados suspeitos de algum crime com o objectivo de os colocar à disposição das autoridades civis para dar seguimento ao processo de acusação. Também requer ao Departamento de Justiça a elaboração de um relatório completo das investigações em curso sobre os abusos dos contratados, do número de queixas recebidas sobre os contratados e dos casos criminais abertos. Em declarações a The Nation, Obama disse que empresas privadas de segurança estão "a operar sob directrizes de autoridade pouco claras, com custos fora do controlo, e virtualmente, sem supervisão do Congresso. Este buraco negro de responsabilidades aumenta o perigo para as nossas tropas e para os civis americanos que trabalham como contratados". Disse que a sua legislação "restabeleceria o controlo destas empresas" e "poria os contratados sob o primado da lei". O congressista democrata Jan Schakowsky, membro da Comissão de Inteligência da Câmara, foi um dos pioneiros a criticar o sistema de contratações na guerra. A sua Lei para a Clarificação dos Contratos no Iraque e Afeganistão (Iraq and Afghanistan Contractor Sunshine Act ), apresentada em Fevereiro e que reforça a legislação de Obama, reduz-se no que Schakowsky considera ser uma tarefa exaustiva de procura de evidencias na opaca burocracia dos contratos. Entre outras disposições, exige ao governo que identifique e faça publico: o número de contratados e subcontratados (a todos os níveis) que estão a trabalhar no Iraque e Afeganistão; as leis norte-americanas, internacionais e dos países onde eles operem, que tenham sido violadas pelos contratados; as acções disciplinares que tenham sido movidas contra os contratados; e o número total de contratados mortos ou feridos. Schakowsky afirma que durante os últimos anos tentou insistentemente obter essa informação e foi repetidamente dificultado ou ignorado. "Estamos a falar de milhares e milhares de milhões de dólares – algumas estimativas indicam que quarenta por cento dos gastos com a ocupação vai parar às mãos das contratadas e, apesar de disso, não pudemos obter qualquer informação sobre baixas, sobre mortes" disse Schakowsky. "Foi virtualmente impossível aclarar este aspecto da guerra, de modo que quando abordamos temas sobre a guerra, tais como a sua extensão, os seus custos, os seus riscos, não temos tido em linha de conta a questão das empresas privadas de segurança. Não sabemos quase nada de toda esta força na sombra que tem estado a operar no Iraque. Penso que o povo americano está muito distante do que realmente se passa nesta guerra". Embora não exista um número exacto para a totalidade de baixas entre os contratados, foram no entanto confirmados pelo Departamento de Trabalho 770 mortos e 7.761 feridos no Iraque até 31 de Dezembro de 2006. Porém, este valor contabiliza tão só os contratados cujas famílias solicitaram indemnizações a coberto do seguro da Lei Base da Defesa (Defence Base Act), pois analistas independentes sustentam que o valor pode ser muito superior. Só a Blackwater perdeu no mínimo vinte e sete homens no Iraque. E para além deste aspecto existe o custo financeiro: quase quatro mil milhões de dólares dos contribuintes foram gastos em forças de segurança privadas no Iraque, segundo Waxman. Ainda assim, mesmo com todas estas forças adicionais, os militares encontram-se em dificuldades para satisfazer as pretensões de uma Casa Branca empenhada no aventureirismo militar.




Uma semana depois de Rumsfeld deixar o Pentágono, e porque as forças norte-americanas haviam sido levadas ao limite pela "guerra ao terrori", o anterior secretario de Estado Colin Powell, foi levado a afirmar que "as forças armadas no activo estão prestes a desmoronarem-se". Em lugar de repensar a sua política externa, a administração dos EUA opta por uma fuga para a frente com planos de uma nova "onda" de tropas no Iraque, assim como de um plano para reforço das forças armadas com a utilização de um Corpo Civil de Reserva apresentado em Janeiro por Bush no seu discurso do estado da nação. "Este corpo funcionaria de forma idêntica à nossa reserva militar. Reduziria a carga das forças armadas ao permitir contratar civis com conhecimentos adequados para servir em missões no estrangeiro sempre que os EUA necessitem desses civis", disse Bush. Parecia que o presidente estava apenas a dar um novo e complicado nome para o que já tinha sido feito com a sua "revolução" nos assuntos militares e com a dependência sem precedentes dos EUA de empresas privadas de segurança. E no entanto, enquanto a proposta de Bush para a ampliação de tropas provocou um feroz combate político no Congresso e entre o público em geral, a crescente dependência da administração dos EUA de empresas privadas de segurança, ficou praticamente sem ser debatida e foi muito pouco difundida. "O uso crescente de contratados, forças privadas ou, como alguns diriam, de mercenários, torna as guerras mais fáceis de iniciar e de combater – apenas é necessário dinheiro, e dispensa a cidadania", disse Michael Ratner, presidente do Centro para os Direitos Constitucionais (Center for Constitutional Rights) que processou empresas privadas de segurança por supostos abusos no Iraque. "Quando se pede a um povo que vá para a guerra, surge sempre uma certa resistência, e que é indispensável para impedir guerras de auto-engrandecimento, guerras estúpidas e, no caso dos EUA, guerras pela hegemonia imperialista. As forças privadas são quase uma necessidade para uns EUA desejosos de evitar o declínio do seu império".




Enquanto se fala de um Corpo Civil de Reserva e a Blackwater promove a ideia de uma "brigada de contratados" privada que trabalharia com o exército, os críticos da guerra no Congresso estão a voltar a sua atenção para o que consideram uma não debatida escalada contínua do uso de forças privadas. "Uma nova onda implica um aumento para o qual haverá limites" disse Schakowsky. "Ter um terço ou um quarto do total das forças presentes no terreno, sem que isso tenha sido alvo de debate, é algo muito perigoso para a nossa democracia, porque a guerra é a coisa mais crítica que estamos a fazer". O que está a acontecer é que as mortes dos contratados não estão a ser consideradas no total de mortes de norte-americanos, nem os seus crimes e violações são documentados, ficando por isso impunes, e ainda por cima estão a esconder os verdadeiros custos da guerra. "Quando são utilizados contratados aos quais não se aplica a lei, a Convenção de Genebra, as noções comuns de moralidade, tudo isso é atirado pela janela fora" disse Kucinich. "O que isto significa é que esses contratados privados são na realidade um dos braços executores da administração dos EUA e das suas políticas". Kucinich afirma que pretende investigar até que ponto as forças privadas estão envolvidas naquilo que é chamado de "Black bag", "false flag", ou operações encobertas no Iraque. "Mas qual é a diferença entre as operações encobertas e as chamadas operações abertas sobre as quais não se tem qualquer informação? Nenhuma". Kucinich também insiste em que os problemas com as contratadas não são apenas de transparência e supervisão. "Trata-se da privatização da guerra", disse. A administração dos EUA está "a ligar os lucros dos empreiteiros privados da segurança com a feitura da guerra. Assim, estamos a dar incentivos para os empreiteiros fazerem lobby junto à administração e o Congresso a fim de criar mais oportunidades de lucros, e tais oportunidades significam mais guerra. É por isto que o papel das empresas privadas de segurança deveria ser drasticamente limitado pelo Congresso". [*] Jornalista independente, colaborador de Democracy Now ! . Cobriu o Iraque e a Jugoslávia. O presente texto é um excerto do seu livro "Blackwater: A ascensão do exercito mercenário mais poderoso do mundo" (Blackwater: The Rise of the World's Most Powerful Mercenary Army) . O original encontra-se em http://www.alternet.org/story/49307/ . Tradução de MJS. Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

domingo, 8 de setembro de 2013

As 10 Maiores Sociedades Secretas

Como são e como agem as sociedades secretas Não importa o suposto propósito das sociedades secretas, sempre há algo sinistro ocorrendo dentro delas. Embora a maioria seja formada por objetivos políticos e religiosos, sempre tem um foco no mistério e “secretismo”, tornando-se assim alvos de teorias da conspiração sobre alienígenas, ocultismos, ou a dominação do mundial. Naturalmente, a realidade é geralmente muito mais inócua, mas isso não significa que os grupos não têm algo estranho em suas práticas fascinantes, ou que eles não tiveram um impacto sobre os acontecimentos mundiais. Com isso em mente, seguem-se dez das sociedades secretas mais famosos e influentes da história: 10. Ordo Templi Orientis Ordo Templi Orientis é uma organização mística que foi iniciada no começo do século XX. O grupo foi criado nos mesmos moldes dos maçons, e, supostamente, se baseiam em rituais e práticas ocultas como um meio para que os membros se deslocam de um nível de prestígio para outro dentro da organização. A filosofia geral do grupo foi a crença nas práticas esotéricas como um método de realização de uma verdadeira identidade. O famoso ocultista excêntrico Aleister Crowley foi quem compôs grande parte da tradição do grupo, incluindo um manifesto chamado de Mysteria Mystica Maxima, e ele se tornou mais tarde sua cabeça. Após sua morte, a influência e popularidade do Ordo Templi Orientis começou a diminuir, mas ainda existe hoje e tem vários discípulos espalhados pelo mundo, principalmente nos Estados Unidos, Reino Unido e outras partes da Europa. Práticas Secretas: Enquanto a popularidade de Aleister Crowley como uma figura nova, continuava a crescer mais e mais nos ensinamentos da Ordo Templi Orientis. Como tal, o grupo faz muito menos de uma tentativa de hoje ser secretas que ele fez no passado. Isso não significa que eles não têm ainda algumas práticas bizarras. A principal delas é a fixação do grupo sobre a exploração sexual, especialmente seus ensinamentos sobre a “adoração do falo” e a magia da masturbação. 9. O Grupo de Bilderberg Esse grupo têm incluído membros como Ben Bernanke, a família real da Espanha e da Holanda, os funcionários do Banco Mundial e representantes de grandes corporações. O Grupo de Bilderberg não é uma sociedade secreta em si, mas opera sob um véu de mistério semelhante, o que tornou o assunto de inúmeras teorias da conspiração e críticas. O grupo foi iniciado em 1954, e desde então tem reunido a cada ano como uma conferência exclusiva apenas para convidados, de líderes mundiais, os capitães da indústria, e os magnatas da mídia. O grupo começou originalmente como um meio de lidar com um traço de anti-americanismo que se alastrava pela Europa após a Segunda Guerra Mundial, mas ao longo dos anos, parece ter se transformou em uma discussão mais ampla sobre alcançar o entendimento mútuo entre culturas. Práticas Secretas: O Grupo Bilderberg se tornou polêmico por uma razão fundamental: não é permitido imprensa na conferência e não há detalhes significativos sobre os temas discutidos são sempre lançado oficialmente ao público. Esse tipo de sigilo, juntamente com a intensa segurança dos locais de reunião, que muitas vezes apresentam guardas armados, policiais e, até mesmo, aviões de combate patrulhando os céus, com isso produziu-se uma série de teorias de conspiração centrada na conferência. O mais popular é que o grupo tenta orientar o direcionamento de políticas públicas, mercados financeiros, e meios de comunicação em determinadas direções prescritas de sua escolha, talvez até com o objetivo de formar o chamado “governo do mundo.” Estas alegações foram postas de lado pelo grupo, que reivindica a compreensão global e do fim da proliferação nuclear como seus principais objetivos. 8. Hashshashin-A Ordem dos Assassinos
O Hashshashin ou Nizari, foi um grupo de assassinos misteriosos muçulmanos que operavam no Oriente Médio durante o século 13. O grupo era formado por muçulmanos xiitas, que se separou de uma seita maior e se uniram a fim de estabelecer um estado xiita utópico. Porque o seu número era pequeno, o grupo usou táticas de guerrilha em sua luta contra os seus inimigos, incluindo a espionagem, sabotagem e, o mais famoso, o assassinato político. O Hashshashin implantavam agentes altamente treinados dentro das fortalezas inimigas, com instruções para atacar somente no tempo certo. Eles eram conhecidos por sua extrema discrição em minimizar as vítimas civis, bem como sua propensão de intimidar para conseguir seus objetivos. Como diz a história, os líderes inimigos, muitas vezes acorda de manhã para encontrar uma adaga Hashshashin deitado no seu travesseiro, junto com um bilhete dizendo “você está em nossas mãos.” Sua lenda cresceu rapidamente, antes mesmo de os mongóis finalmente destruirem o grupo, eles se tornaram conhecidos pistoleiros, supostamente realizando trabalhos para o Rei Ricardo “Coração de Leão”. Práticas Secretas: Por volta da época de sua queda, a biblioteca que continha todos os registros Nizari foi destruída, muito do que se sabe sobre eles hoje assumiu o estatuto de mito. Há histórias mais controversas do grupo, como da utilização de drogas e outros entorpecentes como o “Hashshashin” pode ser traduzido como “usuários de haxixe”, que alguns dizem que foram utilizados pelos membros na batalha. Isto tem sido amplamente desacreditado, mas o termo “Hashshashin”, como ele se refere ao Nizari, acredita-se ser a origem da moderna palavra “assassino”. 7. A Mão Negra
A Mão Negra é uma sociedade secreta de revolucionários políticos anti-imperialistas que foi iniciada na Sérvia em 1912. É formada por um ramo de Narodna Adbrona, um grupo que procurou unir todos os povos eslavos da Europa sob um único país. Isso exigiu a separação da Sérvia a partir da monarquia da Áustria-Hungria, que anexou o país alguns anos antes. Com isso em mente, o grupo começou a disseminar propaganda anti-austríaca de formação, sabotadores e assassinos para perturbar e obter dominação política no interior da província. O plano era para incitar uma guerra entre a Sérvia e a Áustria, que lhes daria a chance de libertar o seu país e unir as diferentes nações eslavas como um todo. Práticas Secretas: Mão Negra seria hoje esquecida se não fosse por seu envolvimento improvável em um dos maiores acontecimentos do século XX, o assassinato do arquiduque austríaco Franz Ferdinand em 1914. Os resultados do assassinato foram catastróficos. Dentro de dias, Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia, e depois de os aliados de ambos os países entraram na briga, a pequena disputa conseguiu se transformar em Primeira Guerra Mundial. O rescaldo da Primeira Guerra Mundial levou à Segunda Guerra Mundial, e isso levou à Guerra Fria, que faz da Mão Negra uma das forças mais estranhamente influentes do século XX. 6. Os Cavaleiros do Círculo Dourado
Os Cavaleiros do Círculo de Ouro foi uma sociedade secreta que floresceu nos EUA durante a American Civil War (guerra cívil americana). No início, o grupo procurou incentivar a anexação do México e as Índias Ocidentais. Mas, uma vez que a guerra civil começou, o grupo mudou seu foco do colonialismo para apoio fervoroso do recém-criado governo da Confederação. Os cavaleiros logo tiveram milhares de seguidores, muitos dos quais formaram exércitos de guerrilha e começaram a atacar as fortalezas da União no Ocidente. Nos estados do Norte, a misteriosa ordem tinha um impacto maior ainda. Muitos jornais e figuras públicas envolvidas em caça às bruxas, onde acusaram supostos simpatizantes do Sul, incluindo o presidente Franklin Pierce, de serem membros dos Cavaleiros do Círculo Dourado. Práticas Secretas: Ao contrário da maioria das sociedades secretas, o Círculo de Ouro não só preocupou-se com reuniões clandestinas e planos misteriosos. Em vez disso, o grupo formou exércitos, a fim de transmitir a sua agenda pela força. Em 1860, um grupo de cavaleiros fez uma tentativa fracassada de invadir o México. Durante a guerra, eles roubaram diligências e tentou um bloqueio do porto de São Francisco, e um grupo deles ainda conseguiu rapidamente tomar o controle do sul do Novo México. 5. A Sociedade de Thule
Algumas organizações secretas são suspeitas de ter segundas intenções malévolas, mas a Sociedade de Thule é uma das poucas em que essas suspeitas foram comprovadas. O grupo foi oficialmente iniciado na Alemanha logo após o fim da Primeira Guerra Mundial. Tudo começou como uma espécie de grupo de descendência alemã que se envolveu com o ocultismo, mas rapidamente se transformou em uma organização que procurou transmitir a ideologia da raça ariana, e levou uma abordagem aparentemente racistas em relação aos judeus e outras minorias. O grupo logo vangloriou-se em ter mais de mil membros, e ainda tinha um jornal de propaganda própria. Em 1919, membros da Sociedade Thule formaram uma organização política chamada Partido dos Trabalhadores Alemães. Um jovem Adolf Hitler tornou-se um membro e, eventualmente, assumiu o partido, que mais tarde se tornaria conhecido como Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou Nazi, o partido. Práticas Secretas: Mesmo antes de a Sociedade de Thule tornaram-se um veículo para o nazismo, os membros estavam envolvidos em algumas atividades bastante bizarras. O mais estranho foi o fascínio do grupo com a raça ariana, cuja origem eles tentaram localizar a terra mítica de Thule, que os gregos tinham reivindicado e foi encontrada ao norte da Europa, perto da Islândia e Groenlândia. 4. Os Filhos da Liberdade
Os Filhos da Liberdade é o nome de um grupo organizado de dissidentes que existia na América antes da Guerra Revolucionária. O grupo não existe como uma sociedade secreta, no sentido tradicional, mas sim, era composta de facções menores de patriotas de todo as colônias que se uniram em prol de um objetivo comum. Quando eles se encontravam, era geralmente em Boston em torno de um olmo, que desde então se tornou conhecida como a Árvore da Liberdade. Foi ali que o grupo iria formular a sua resistência, o que incluiu a divulgação de panfletos e, até mesmo, algumas sabotagem e atividades terroristas. Esse comportamento levou os britânicos a marca Filhos da Liberdade como sedicioso, e eram, muitas vezes, referido pejorativamente como “Os Filhos da Violência”. O grupo é o mais notável de hoje para plantar as sementes da revolução entre os colonos, com o protesto do Selo Lei, e por cunhar a famosa frase agora “nenhuma tributação sem representação”. Práticas Secretas: Os Filhos da Liberdade, em Boston, era o braço mais famoso do grupo, mas havia facções espalhadas por toda as 13 colônias. Um grupo em Rhode Island, saquearam e queimaram a Gaspee navio britânico de comércio em protesto contra práticas desleais de comércio, enquanto outros eram conhecidos por alcatrão e penas legalistas britânicos. Ainda assim, o mais famoso evento de engenharia do Sons continua a ser o Boston Tea Party, em 1773, quando membros do grupo vestidos como índios despejou carradas de chá sobrecarregado o porto de Boston. 3. Caveira e Ossos
Faculdades são conhecidas por suas muitas sociedades secretas e organizações estudantis, e a da “Caveira e Ossos” é provavelmente a mais famosa. A cada primavera novos alunos aderiam a sociedade, e o único verdadeiro pré-requisito para ser membro era ser um líder do campus. Como tal, atletas, membros do conselho estudantil, e os presidentes da fraternidade são muitas vezes considerados. “Caveira e Ossos” conta entre os seus membros Presidentes dos EUA, senadores e juízes da Suprema Corte, o que levou muitos a argumentar que o grupo funciona como uma espécie de organização clandestina para a elite de alta potência política. Não há como negar que o clube está bem financiados: uma organização de ex-alunos chamado Russell Trust Association financia suas atividades, e o grupo supostamente possui uma ilha no norte de Nova York. Práticas Secretas: “Caveira e Ossos” já não é mantida em segredo, mas as suas práticas ainda são. A ordem se reúne duas vezes por semana, mas o que se passa nas suas reuniões nunca foi revelado. Para a decepção dos teóricos da conspiração, o que os boatos têm saído são relativamente inócuos. O grupo supostamente participou de uma série de brincadeiras, e já foi processado pelo presidente da tribo Apache, que reivindicou a posse do esqueleto de Geronimo. Além disso, o grupo é conhecido por obrigar os novos membros a relatar sua história sexual para o resto da sociedade, e dando apelidos para cada iniciado. Em um rumor amplamente relatado, o Presidente George W Bush era supostamente conhecido como “Magog”, um nome dado a quem tinha maior experiência sexual. 2. Os Illuminati
Na cultura popular e no mundo das teorias da conspiração selvagem e estranho, nenhuma organização secreta tornou-se tão conhecido como os Illuminati, que têm feito freqüentes aparições em livros, filmes e televisão. O grupo, como é popularmente entendido é mais ou menos um mito, mas a lenda que remonta a uma organização real que existia na Alemanha no final de 1700. Na época, os membros do grupo apresentaram-se como uma ordem de iluminados pensadores livres. A imprensa se virou contra eles, e chegou a ser considerado por muitos como uma força subterrânea de dissidentes com intenção de derrubar o governo, e foram mesmo acusados de incitar a Revolução Francesa. O grupo se desfez logo em seguida, mas sua influência se manteve forte, e por anos após a sua dissolução tinham rumores de ainda estar funcionando em algum lugar nas sombras. Práticas Secretas: Graças à sua presença constante na cultura popular, os Illuminati continuaram a ser temidos. Modernos teóricos da conspiração têm afirmado que o grupo sobreviveu e agora opera como um governo sinistro que atua nas sombras, direcionando a indústria mundial e da política como lhe aprouver. A família Bush, Winston Churchill, e Barack Obama têm sido nomeado como membros mais proeminentes, mas nenhuma evidência legítima de um grupo nunca foi descoberto. Ainda assim, o boato sobre a vida como um dos mais populares, apesar de bizarro, de todas as teorias da conspiração. 1. Os maçons
Embora sejam menos influentes e secreto hoje do que eram antes, os maçons continuam a ser uma das organizações fraternas mais famosos no mundo, com uma adesão de 5 milhões de pessoas. O grupo foi fundado oficialmente em 1717, mas os documentos relativos à sua existência data de 1300. Ele foi originalmente criado para ser uma irmandade, cujos membros compartilham certas idéias filosóficas fundamentais, entre eles a crença em um ser supremo. O grupo salienta retidão moral, e como tal muitos dos capítulos se tornaram conhecidos por seu trabalho de caridade e serviço à comunidade. Apesar destas práticas aparentemente inofensivo, os maçons não estão sem seus críticos. Os teóricos da conspiração, há muito tempo, acham que eles estão envolvidos em práticas ocultistas abomináveis. Igrejas de todas as denominações também criticaram a organização, seus ensinamentos morais e crenças espirituais esotéricas. Práticas Secretas: Com a sua enorme adesão espalhada pelo globo, a Maçonaria moderna já não tem os mesmos princípios universais como o fez nos velhos tempos. Uma prática que tem se mantido constante é o método de introdução. Iniciados deve ser recomendado ao grupo por alguém que já é um maçon, e uma vez lá, o membro deve passar por três diferentes graus, antes de chegar ao nível de “Mestre Maçom.” Os membros também têm certos modos prescritos de cumprimentar uns aos outros, incluindo apertos de mão, gestos e senhas, e não-maçons são sempre proibidos de comparecer às

Jerusalém, Capital de Israel

A decisão do presidente dos Estados Unidos de assinar o reconhecimento oficial da cidade de  Jerusalém  como a capital de Israel, além ...