sábado, 5 de outubro de 2013

CURIOSIDADES: 10 TRADIÇÕES PERIGOSAS AO REDOR DO MUNDO


10 tradições perigosas ao redor do mundo


Em alguns países islâmicos, é mais do que normal ver mulheres andando pelas ruas cobertas dos pés à cabeça. Para nós, que moramos no Brasil, o costume é quase absurdo. Provavelmente, as muçulmanas pensam o mesmo sobre as roupas que as mocinhas não usam nas praias brasileiras.

Tradições são assim: variam de país para país e acaba pegando meio mal condenar as práticas culturais de outros povos. O problema é que tem muita tradição por aí que coloca a saúde – e a vida – de pessoas em risco. Listamos alguns dos mais perigosos e malucos costumes culturais mundo afora. E nem o Brasil escapou.

1. Andar sobre brasas no dia de São João – Brasil



Enquanto uns aproveitam as festas juninas para se esbaldarem de canjica, milho e quentão, outros levam a festa religiosa muito mais a sério. Na noite de 23 de junho – véspera do dia de São João – é tradição andar sobre brasas para testar a fé. Pelo menos para os fiéis do quilombo Mato do Tição, no interior de Minas Gerais. Lá, mulheres, crianças, velhos, jovens, enfim, todo mundo caminha sobre 12 metros de brasas incandecentes à meia noite. Loucura?

O fotógrafo Francilins, autor da imagem acima, registrou a tradição no Mato do Tição por três anos e viu toda sorte de gente caminhar sobre as brasas sem se queimar. No terceiro ano, tomou coragem, correu sobre a madeira incandescente e… teve queimaduras de 1º, 2º e 3º graus nos pés.



Crianças, não tentem repetir isso em casa!

AS PROFECIAS NUM RELANCE

 

Profecias que já foram cumpridas

Israel

  • Abraão e Sara teriam um filho chamado Isaque (Gn 15.4-6; Gn 17.17-19; Gn 18.9-15). Cumprida literalmente (Gn 21.1-5; Hb 11.17-19).
  • Jacó e Esaú: o mais velho serviria ao mais novo (Gn 25.23). Cumprida literalmente (vv.30-34; Gn 27.1-46).
  • Escravidão no Egito, seguida de libertação e grande recompensa (Gn 15.13-14; Gn 46.1-4). Cumprida literalmente (Êx 5.1-14.31).
  • A Tribo de Judá governaria (Gn 49.10). Cumprida literalmente através do rei Davi (1Sm 16.1-13).
  • Remoção da terra por causa de pecado (Dt 28.15-68). Cumprida literalmente: cativeiro na Assíria, 722 a.C.; cativeiro na Babilônia, 586 a.C.
  • Problemas de Davi devido ao pecado com Bate-Seba (2Sm 11.1-12.11). Cumprida literalmente: Amnom estupra Tamar (2Sm 13.1-39); Absalão mata Amnom (vv.28-30); Absalão se rebela e morre (2Sm 14.1-18.33).
  • O reino seria dividido devido ao pecado de Salomão (1Rs 11.29-40). Cumprida literalmente (1Rs 12.16-24).
  • Julgamento de Jeroboão; nomeação de Josias (1Rs 13.1-5). Cumprida literalmente 300 anos mais tarde (2Rs 23.15-20).
  • O cativeiro duraria 70 anos; o retorno seria sob o governo de Ciro (Is 44.21-28; Is 45.1,5; Jr 25.11-12). Cumprida literalmente (Ed 1; Dn 9.2).

As Nações*

  • Síria (Damasco): Destruição por meio do fogo (Am 1.3-5). Cumprida literalmente: a Assíria arrasa Damasco em 732 a.C. (2Rs 16.7-9).
  • Filístia (terra dos filisteus): Punição por vender o povo judeu à escravidão (Am 1.6-8). Cumprida literalmente: a Babilônia destrói as cidades dos filisteus (2Cr 26.6).
  • Tiro (Fenícia): Punição por quebrar os votos e entregar o povo judeu a Edom (Am 1.9-10). Cumprida literalmente: Alexandre, o Grande, derrota a fortaleza da ilha em 322 a.C.
  • Edom: Punição por causa da crueldade e do ódio ao povo judeu (Jr 49.15-20; Ez 25.12; Am 1.11-12; Ob 10). Cumprida literalmente: Roma conquista os nabateus no ano 106 a.C.; no século IV, Petra fica desabitada.
  • Amom: Punição por seus freqüentes ataques às fronteiras, tortura de mulheres e morte de crianças antes de seu nascimento (Am 1.13-15). Cumprida literalmente: a Assíria destrói Amom em 732 a.C.
  • Babilônia: Seria capturada por medos e persas (Is 21.1-9; Jr 25.11-12; Jr 51.1,7-14). Cumprida literalmente em 539 a.C. (Dn 5.25-30).

Profecias que serão cumpridas

Israel

  • O povo judeu retorna à sua terra, vindo dos países para onde havia sido levado (Jr 16.14-15; Jr 23.7-8; Jr 24.6).
  • O Anticristo promete a Israel sete anos de paz (Dn 9.27).
  • O Anticristo desencadeia terrível perseguição contra Israel (Dn 7.24-25; Mt 24.21; Ap 12.13).
  • Israel foge para o deserto em busca de proteção (Ap 12.6,14).
  • Israel volta para Deus de todo o seu coração (Jr 24.7; Zc 12.10-13.1).
  • O Senhor Retorna. Ele defende Seu povo e destrói seus inimigos (Zc 9.14-17; Zc 12.1-9; Zc 14.3-5; Ap 19.17-21).
  • O Rei Messias governa sobre o novo Reino Davídico (Is 9.7; 11.1-5; Jr 23.5-6; Jr 33.14-17).
  • Israel recebe uma porção dobrada de bênçãos em sua terra (Is 61.7).
  • O lobo habita junto com o cordeiro, e o leão come palha no Reino Messiânico (Is 11.6-9; Is 65.25).
  • Israel habita em paz e segurança em sua Terra Prometida (Jr 23.6).
  • Israel guia os gentios em louvor ao Deus de Israel (Is 61.6; Zc 8.23).

As Nações

  • A Rússia, o Irã, a Líbia, a Etiópia (hoje o Sudão) e outras nações atacam Israel (Gogue e Magogue, Ez 38-39).
  • O Anticristo surge do Império Romano reavivado (Dn 7.7-8; Ap 13.1-2).
  • Os juízos dos selos, das trombetas e dos flagelos (Ap 6.1-12; Ap 8.1-9.21; Ap 11.15; Ap 15.5-16.21).
  • O Anticristo exige adoração e engana o mundo (Dn 11.36-37; 2Ts 2.3-4; Ap 13.2,4,8).
  • Os sistemas comerciais e os falsos sistemas religiosos do mundo são destruídos (Ap 17-18).
  • As nações vêm a Armagedom. O Senhor Retorna. Ele derrota o Anticristo e Satanás (Jl 3.9-16; Zc 14.2-4; Ap 19.11-20).
  • As nações são julgadas com base no tratamento que deram ao povo judeu (Mt 25.31-46).
  • Os gentios são abençoados no Reino Messiânico Milenar (Is 11.10; Is 42.1; Is 49.1; Is 66.12,19).
  • O Egito, a Assíria e Israel são bênçãos (Is 19.23-25).
  • O Julgamento do Grande Trono Branco. Todo joelho se dobrará diante do Messias, Jesus, e todos confessarão que Ele é o Senhor (Fp 2.10-11; Ap 20.11-15).

A Igreja

  • Livrada da Tribulação (o Tempo da Angústia de Jacó) por meio do Arrebatamento (Jo 14.2-3; 1 Ts 4.13-18; Ap 3.10.
  • Os crentes recebem corpos ressurretos como o de Cristo e O vêem fisicamente (1Co 13.12; 1Co 15.52; 1Jo 3.2-3).
  • Trono do Julgamento de Cristo; recebimento de recompensas; ceia das Bodas do Cordeiro (Rm 14.10; 1Co 3.12-15; 2Co 5.10; Ap 19.9).
  • O Senhor retorna. Os santos vêm com Ele e Ele prende Satanás por 1.000 anos (Zc 14.5; Ap 20.1-3).
  • Os santos reinam e governam com o Messias no Reino Messiânico (2Tm 2.12; Ap 20.4-6).
  • Os santos julgam os anjos (1Co 6.3).
  • No final dos 1.000 anos, após uma breve rebelião de Satanás, todos os redimidos, de todos os tempos, judeus e gentios, entram na eternidade, onde estarão diante do Senhor nos novos céus e na nova terra, para sempre (Is 66.22; Ap 21.1-7).
  • Nunca mais chorarão, nunca mais morrerão, nunca mais serão separados de seus amados (Ap 7.17; Ap 21.4).
Maranata! Vem, Senhor Jesus!
 
Explicação: Esta lista é uma sinopse extremamente resumida das profecias. Ela mostra que Deus prediz o futuro e sempre faz exatamente o que diz – em 100% das vezes.
*A informação nesse item vem do livro The Ruin and Restoration of Israel [A Ruína e a Restauração de Israel], de David M. Levy.
Disse Deus: ‘Eu sou o Senhor, este é o meu nome (...). Eis que as primeiras predições já se cumpriram, e novas coisas eu vos anuncio; e, antes que sucedam, eu vô-las farei ouvir‘ (Is 42.8-9). ‘Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome‘ (Jo 20.31). (Thomas Simcox )

Por Paula Jordem

A ORIGEM E QUEDA DE SATANÁS

 
Na história do Universo nunca houve – nem haverá – traição maior. A criatura que representava a mais magnificente obra de seu Criador ressentiu-se de que sua glória era apenas emprestada, de que o papel que lhe estava destinado era o de tão somente refletir a infinita majestade do Deus que lhe deu o fôlego da vida. Dessa maneira, nasceu no coração de Lúcifer – e, em última análise, no recém-criado universo moral – o desprezível impulso da rebelião. Esse impulso originou a insurreição angélica que foi a mais terrível sedição na história em todos os tempos.

Uma questão preliminar

Por mais importante e original que tenha sido essa rebelião angélica, as Escrituras não incluem um registro específico do evento. No Antigo Testamento, Satanás aparece pela primeira vez no relato da queda de Adão (Gn 3). Ali, no entanto, ele era o tentador caído que seduziu os primeiros seres humanos ao pecado. Dessa forma, já no início das Escrituras, a queda de Satanás é tratada como fato. Mas, por razões que não são esclarecidas em nenhum lugar, o próprio relato de sua queda está ausente nesse registro.
Ainda assim, o evento é lembrado duas vezes nos escritos dos profetas: por Isaías, em meio a uma inspirada diatribe contra a Babilônia (Is 14.11-23), e, mais tarde, por Ezequiel, quando ele repreende duramente o rei de Tiro (Ez 28.11-19). Essas duas passagens contam-nos a maior parte do que sabemos sobre a queda de Satanás.
Entretanto, aqui temos algumas dificuldades exegéticas. Em ambas as passagens, a menção da rebelião de Lúcifer aparece abruptamente num contexto que não trata, especificamente, de Satanás. Esse fato levou muitos estudiosos da Bíblia a rejeitar a idéia de que as passagens se referem a uma rebelião luciferiana e a insistir que elas focalizam exclusivamente os governantes humanos das nações pagãs às quais são dirigidas.
Apesar disso, é preferível entender que Isaías e Ezequiel propositalmente queriam levar os leitores para além dos crimes de reis humanos, guiando-os até a percepção do grande arquétipo do mal e da rebelião, o próprio Satanás. Essas passagens incluem descrições que, mesmo levando em conta a inclinação ao exagero por parte de governantes da Antiguidade, não poderiam ser atribuídas a qualquer ser humano. O emprego da primeira pessoa do singular (por exemplo: “Eu subirei...”; “exaltarei o meu trono...”; “me assentarei...”) em Isaías 14.13-14 refletiria um nível de ostentação indicativo de insanidade, caso fosse proferido por um mero ser humano, mesmo em se tratando de um dos monarcas pagãos babilônicos, que a si mesmos divinizavam. E qual rei de Tiro poderia ser descrito como “cheio de sabedoria e formosura... Perfeito... nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado...” (Ez 28.12,15)?
Além disso, a Bíblia ensina explicitamente que a perversidade do mundo visível é influenciada e animada por um domínio povoado por espíritos caídos, invisíveis (Dn 10.12-13; Ef 6.12), e que, em sua campanha traiçoeira e condenável de frustrar os propósitos do Deus verdadeiro, esses espíritos maus são dirigidos por Satanás, o “deus deste século” (2 Co 4.4).
Nos tempos primitivos da Terra após a queda, os rebeldes de Babel estavam determinados a construir “uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus” (Gn 11.4).
É característico dos escritores bíblicos fazer a conexão entre o mundo visível e o invisível, e isso de forma tão abrupta que pega o leitor momentaneamente desprevenido. Quando Pedro expressou seu horror ante o pensamento da morte de Jesus, o Senhor lhe respondeu “Arreda, Satanás!” (Mt 16.23; cf. 4.8-10). De forma semelhante, repentinamente e sem aviso, o profeta Daniel pula de uma descrição profética sobre Antíoco Epifânio (Dn 11.3-35) para uma descrição similar do Anticristo dos tempos do fim (Dn 11.36-45). Antíoco, governante selêucida no período intertestamentário, precede o vilão maior que conturbará a terra nos últimos dias. Um salto abrupto e não-anunciado do mundo político ganancioso, auto-engrandecedor, visível, para o drama arquetípico que se desenrola num mundo invisível aos seres humanos – mas que, apesar de não ser visto, deu origem às atitudes denunciadas nessas passagens –, tal salto não está fora de lugar nas Escrituras.
Finalmente, por trás das conexões feitas nessas duas passagens pode muito bem estar um tema que freqüentemente retorna nas Escrituras. Nos tempos primitivos da Terra após a queda, os rebeldes de Babel estavam determinados a construir “uma cidade e uma torre” (Gn 11.4). A cidade era um centro de atividade comercial, enquanto a torre representava o ponto focal do culto pagão. Essa dupla caracterização do cosmo como expressão de egoísmo (o espírito ganancioso do comercialismo não-santificado) e de rebelião (a busca por ídolos) ressoa ao longo de toda a Palavra de Deus, chegando a um clímax em Apocalipse 17-18, onde anjos que se mantiveram fiéis a Deus anunciam a tão esperada e muito merecida destruição da Babilônia religiosa e comercial.
É instrutivo notar que enquanto todo o trecho de Ezequiel 26-28 repreende severamente a Tiro – o mais importante centro de comércio e de riqueza nos dias desse profeta – Isaías 14 denuncia Babilônia, que representa o centro da falsa religião ao longo de toda a Escritura. Talvez essa caracterização do cosmo caído como “cidade e torre” – tão importante naquilo que a Escritura afirma em relação ao mundo em rebelião contra Deus – ajude a explicar o salto dado pelos profetas nas passagens que consideramos. Quando contemplavam a cultura de seu tempo, que incorporava perfeitamente um elemento do cosmo caído, cada um deles se sentiu compelido pelo Espírito superintendente de Deus a focalizar a rebelião angélica dos tempos primitivos, a qual animava a rebelião humana que estavam denunciando.
Dessa forma, essas duas críticas severas, que identificam os espíritos perversos de cobiça inescrupulosa e rebelião espiritual, ajudam a explicar por que tais espíritos predominam tantas vezes ao longo da história humana. Os textos referidos, ao mesmo tempo, também antecipam a destruição profeticamente narrada em Apocalipse 17 e 18.

A linhagem de Satanás

De Isaías 14 e Ezequiel 28 emerge um quadro relativamente extenso de Satanás antes de sua rebelião.
Lúcifer: essa palavra vem de uma raiz hebraica que significa “brilhar”, sendo usada unicamente como título para referir-se à estrela de maior brilho e cujo resplendor mais resiste ao nascimento do Sol.
Sua pessoa: Ele foi o ser mais exaltado de toda a criação (Ez 28.13,15), a mais grandiosa das obras de Deus, um ser celestial radiante, que refletia da maneira mais perfeita o esplendor de seu Criador. Assim, ele apropriadamente era chamado de Lúcifer. Essa palavra vem de uma raiz hebraica que significa “brilhar”, sendo usada unicamente como título para referir-se à estrela de maior brilho e cujo resplendor mais resiste ao nascimento do Sol. O nome Lúcifer tornou-se amplamente usado como título para Satanás antes de sua rebelião porque é o equivalente latino dessa palavra. Na realidade, é difícil saber com certeza se o termo foi empregado com o sentido de nome próprio ou de expressão descritiva.
Seu lugar: Ezequiel afirmou que esse anjo exaltado estava “no Éden, jardim de Deus” (Ez 28.13). Aqui, a referência não é ao Éden terreno que Satanás invadiu para tentar a humanidade, mas à sala do trono em que Deus habita em absoluta majestade e perfeita pureza (veja Is 6; Ez 1). Ezequiel 28 também chama esse lugar de “monte santo de Deus”, onde Lúcifer andava “no brilho das pedras” (v. 14). Essas descrições não são apropriadas ao Éden terreno, mas adequadas à sala do trono de Deus, conforme representações em outros lugares da Escritura.
Sua posição: Satanás é denominado “querubim da guarda ungido” (Ez 28.14). Querubins representam a mais alta graduação da autoridade angélica, sendo seu papel guardar simbolicamente o trono de Deus (compare os querubins esculpidos flanqueando a arca da aliança – o trono de Javé – no Tabernáculo ou Templo, Êx 25.18-22; Hb 9.5; cf. Gn 3.24; Ez 10.1-22). Lúcifer foi ungido (consagrado) por sentença deliberada de Deus (Ez 28.14: “te estabeleci”) para a tarefa indizivelmente santa de guardar o trono do todo-glorioso Criador. Ele é descrito como sendo dotado de beleza inigualável, vestido de luz radiante, equipado com sabedoria e capacidade ilimitadas, mas também criado com o poder de tomar decisões morais reais. Portanto, a obrigação moral mais básica de Satanás era a de permanecer leal a Deus, de lembrar sempre que, independentemente de quão elevada fosse a sua posição, seu estado era o de um ser criado.

A queda de Satanás

Neste ponto, encontramo-nos diante de um dos mais profundos mistérios do universo moral, conforme revelado nas Escrituras: “Como é que o pecado entrou no universo?” Está claro que a entrada do pecado tem conexão com a rebelião de Satanás. Mas, como foi que o impulso perverso surgiu no coração de alguém criado por um Deus perfeitamente santo? Diante de tal enigma, temos de reconhecer que as coisas encobertas de fato pertencem a Deus; as reveladas, no entanto, pertencem a nós (Dt 29.29). E três dessas realidades claramente reveladas merecem ser enfatizadas:
Primeiro: a queda de Lúcifer foi resultado de sua insondável e pervertida determinação de usurpar a glória que pertence unicamente a Deus. Esse fato é explicitado em uma série de cinco afirmações que empregam verbos na primeira pessoa do singular, conforme registradas em Isaías 14.13-14. Nisto consiste a essência do pecado: o desejo e a determinação de viver como se a criatura fosse mais importante que o Criador.
Lúcifer andava “no brilho das pedras” (Ez 28.14). Essa descrição refere-se à sala do trono de Deus, conforme representações em outros lugares da Escritura.
Segundo: Satanás é inteira e exclusivamente responsável por sua escolha perversa. Nisso existe uma dimensão inescrutável. Alguns têm argumentado que Deus deve ter Sua parcela de responsabilidade por este (e todo outro) crime, porque, caso fosse de Seu desejo, poderia ter criado um mundo em que tal rebelião fosse impossível. Outros dizem que, se Deus tivesse criado um mundo em que apenas se pudesse fazer o que o seu Criador quisesse, nele não poderiam ser incluídos agentes morais feitos à imagem de Deus, dotados da capacidade de tomar decisões reais – e, conseqüentemente, de escolher adorar e amar a Deus. Há verdade nessa observação, mas também há mistério. O relato deixa claro que o orgulho fez com que Lúcifer caísse numa terrível armadilha (Is 14.13-14; Ez 28.17; cf. 1 Tm 3.6), mas nada explica como tal orgulho de perdição pode surgir no coração de uma criatura de Deus não caída e perfeita.
No entanto, não há mistério quanto ao fato de que Satanás é, totalmente e com justiça, responsável pelo seu crime. Ezequiel 28.15 afirma explicitamente que Lúcifer era perfeito desde o dia em que foi criado, “até que se achou iniqüidade em ti”. A culpabilidade moral é dele, e apenas dele. Na verdade, em toda sua extensão, a Bíblia afirma que Deus governa soberanamente o universo moral e controla todas as coisas – inclusive a maldade de homens e anjos – para que correspondam aos seus perfeitos propósitos. Mas ela também ensina que Deus não deve e não será responsabilizado por essa maldade, em qualquer sentido.
Finalmente, por causa de sua rebelião, Satanás tornou-se o arquiinimigo de Deus e de tudo o que é divino. Sua queda – bem como a dos espíritos que se uniram a ele – é irreversível; não há esperança de redenção. Satanás foi privado da comunhão com o Deus santo de forma final e irrecuperável. Para ser exato, Satanás ainda tem acesso à sala judicial do trono do Universo por causa de seu papel de acusador dos irmãos, papel este que lhe foi designado divinamente (Jó 1 e 2; Zc 3; Lc 22.31; Ap 12.10). Tal acesso, no entanto, é destituído da comunhão com Deus ou da Sua aceitação. Devido à sua traição, que foi a mais terrível na história do cosmo, Satanás e seus anjos somente podem esperar a condenação e a punição eternas (Mt 25.41). (Douglas Bookman)
 
Por Paula Jordem

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A VERDADE SOBRE OS SINAIS DOS TEMPOS

Quais São os Sinais do Fim da Era da Igreja?

Salvo algumas exceções, a era da Igreja não é um período de cumprimento profético. Pelo contrário, a profecia será cumprida depois do Arrebatamento, em relação à ação de Deus com a nação de Israel nos sete anos da Tribulação. A atual era da Igreja, em que os crentes vivem hoje, não tem uma cronologia profética específica, como Israel e sua profecia das setenta semanas de anos (Daniel 9:14-27). No entanto, o Novo Testamento dá características gerais que descrevem a era da Igreja.
Até mesmo profecias específicas cumpridas durante a era da Igreja estão relacionadas ao plano profético de Deus para Israel e não diretamente para a Igreja. Por exemplo, a destruição profetizada de Jerusalém e seu Templo em 70 d.C. é relativa a Israel (Mateus 23.28; Lucas 19.43-44; 21.20-24). Portanto, não é contraditório que as preparações proféticas relacionadas a Israel já estejam acontecendo com o restabelecimento de Israel como nação em 1948, apesar de ainda estarmos vivendo na era da Igreja.
A era da Igreja não é caracterizada por eventos proféticos historicamente verificáveis, exceto seu início no Dia de Pentecostes e seu fim com o Arrebatamento. Mas o rumo geral desta era foi profetizado e pode oferecer uma visão panorâmica do que se pode esperar durante esta era.

Existem sinais relacionados ao plano divino do fim dos tempos para Israel?

Sim, existem muitos sinais relacionados ao programa divino do fim dos tempos para Israel. No entanto, devemos ter cuidado com a maneira como os relacionamos a nós hoje durante a era da Igreja. Já que os crentes de hoje vivem na era da Igreja, que terminará com o Arrebatamento da Igreja, sinais proféticos relacionados a Israel não são cumpridos nos nossos dias. Ao invés disto, o que Deus está fazendo profeticamente nos nossos dias é preparando o mundo ou "montando o cenário" para a hora em que Ele começará Seu plano relacionado a Israel, que envolverá o cumprimento dos sinais e dos tempos. Um indicador importante de que provavelmente estamos próximos do começo da Tribulação é o fato evidente de que a nação de Israel foi reconstituída depois de quase 2000 anos.

O que significa "montar o cenário"?

A atual era da Igreja não é uma época em que a profecia bíblica está sendo cumprida. A profecia bíblica está relacionada com um período depois do Arrebatamento (o período de sete anos da Tribulação). Porém, isto não quer dizer que durante a atual era da Igreja, Deus não esteja preparando o mundo para esse período futuro – na verdade, Ele está. Mas isto não é "cumprimento" específico de profecia bíblica. Portanto, mesmo que a profecia não esteja se cumprindo na nossa época, isto não quer dizer que não podemos identificar "tendências gerais" na atual preparação para a Tribulação vindoura, principalmente porque ela acontecerá logo depois do Arrebatamento. Chamamos esta abordagem de "montagem de cenário." Assim como muitas pessoas separam a roupa na noite anterior para usá-la no dia seguinte, Deus está preparando o mundo para o cumprimento certo da profecia no futuro.
O Dr. John Walvoord explica:
Mas se não há sinais para o Arrebatamento em si, quais são as fontes legítimas que levem a crer que o Arrebatamento esteja próximo desta geração?
A resposta não é encontrada em nenhum dos eventos proféticos previstos antes do Arrebatamento mas no entendimento dos eventos que seguem ao Arrebatamento. Assim como a história foi preparada para a primeira vinda de Cristo, ela está sendo preparada para os eventos que levam à Sua Segunda Vinda... Sendo assim, isto leva à conclusão inevitável de que o Arrebatamento pode estar inevitavelmente próximo.[1]
A Bíblia fornece profecias detalhadas sobre os sete anos da Tribulação. Na verdade, Apocalipse 4-19 oferece um esboço detalhado e ordenado dos participantes e eventos principais. Com base em Apocalipse, o estudante da Bíblia pode harmonizar as centenas de outras passagens bíblicas que falam da Tribulação num modelo claro do que será o próximo período de tempo no planeta Terra. Com esse modelo para nos guiar, podemos ver que Deus já está preparando ou montando o cenário para o mundo, no qual o grande drama da Tribulação se desdobrará. Assim, esse período futuro lança sobre a nossa época uma sombra de expectativa, de tal forma que os eventos atuais oferecem sinais discerníveis dos tempos. (Thomas Ice e Timothy Demy)

Notas

1. John F. Walvoord, Armageddon, Oil and the Middle East Crisis, revised (Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1990), p. 217.

A VERDADE SOBRE O ARMAGEDOM E O ORIENTE MÉDIO

 
 
No decorrer da história inúmeras batalhas, campanhas e guerras foram travadas por toda a terra. Algumas foram limitadas em abrangência, outras foram globais. Exércitos lutaram por causa de terra e líderes, amor e lealdade, por causas que foram justas e, na maioria das vezes, injustas. A dor, o sofrimento e a morte causados por estes conflitos e pelos que vivenciamos hoje não podem ser calculados.
A Bíblia nos diz que o futuro também será cheio de guerras. Existe um grande conflito profético que tem chamado a atenção de crentes e incrédulos no decorrer dos séculos – Armagedom. Esta batalha é profetizada como o acontecimento mais catastrófico e devastador da história humana. Quer as pessoas acreditem que acontecerá ou não, elas logo se identificam com a magnitude do seu simbolismo. Isso é comentado direta e indiretamente na literatura, no cinema, na propaganda, nos debates políticos, sermões e comentários culturais. Parece que todo mundo tem alguma noção ou idéia a respeito. Algumas das idéias são bíblicas, muitas não.
Só há um lugar onde se pode encontrar informações precisas sobre Armagedom – a Bíblia. Nas suas páginas proféticas lemos não só sobre Armagedom, mas também sobre os eventos que antecedem e seguem essa guerra final da história humana. Apesar de não termos todos os detalhes de Armagedom, recebemos um panorama geral dos planos de Deus para o futuro.
Por que a Bíblia fala de Armagedom? Porque essa batalha afirma a soberania de Deus sobre a história e nos lembra que há um propósito e plano divino que não será frustrado. Um dia Deus acertará todas as contas, julgará todo mal e estabelecerá um reino universal de justiça. A esperança dos crentes no decorrer dos séculos será realizada com a Segunda Vinda de Jesus Cristo e a derrota daqueles que se opuseram a Ele em Armagedom. É por causa dessa esperança que estudamos as profecias, esperando o cumprimento das promessas de Deus.

O Que a Bíblia Diz Sobre Armagedom?
 
Lemos sobre Armagedom em Daniel 11.40-45; Joel 3.9-17; Zacarias 14.1-3; Apocalipse 16.14-16. Essa grande batalha acontecerá nos últimos dias da Tribulação. João nos fala que os reis do mundo se reunirão "...para a peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso. ...no lugar que em hebraico se chama Armagedom" (Apocalipse 16.14,16). O local da reunião dos exércitos é a planície de Esdraelom, ao redor da colina chamada Megido, que fica no norte de Israel, a cerca de 32 quilômetros a sudeste de Haifa.
Segundo a Bíblia, grandes exércitos do Oriente e do Ocidente se reunirão nessa planície. O Anticristo reagirá a ameaças ao seu poder provenientes do sul. Ele também tentará destruir a Babilônia restabelecida no leste antes de finalmente voltar suas forças contra Jerusalém. (Durante centenas de anos a Babilônia, localizada no atual Iraque, foi uma das cidades mais importantes do mundo. Segundo Apocalipse 14.8; 16.9; e 17-18, ela será reconstruída novamente nos últimos dias como uma cidade religiosa, social, política e economicamente poderosa). Enquanto o Anticristo e seus exércitos atacarem Jerusalém, Deus intervirá e Jesus Cristo voltará. O Senhor destruirá os exércitos, capturará o Anticristo e o Falso Profeta e os lançará no lago de fogo (Apocalipse 19.11-21).
Quando o Senhor voltar, o poder e o governo do Anticristo terminarão. O Dr. Charles Dyer escreve sobre esse evento:
Daniel, Joel, Zacarias identificam Jerusalém como o local onde a batalha final entre o Anticristo e Cristo acontecerá. Todos os três prevêem que Deus intervirá na história para salvar Seu povo e destruir o exército do Anticristo em Jerusalém. Zacarias prevê que a batalha terminará quando o Messias voltar à terra e Seus pés tocarem o Monte das Oliveiras. Essa batalha termina com a Segunda Vinda de Jesus à terra... A batalha termina antes mesmo de começar.*
A batalha de Armagedom – na verdade em Jerusalém – será o combate mais anticlimático da história. À medida em que João descreve os exércitos reunidos de ambos os lados, esperamos testemunhar um conflito épico entre o bem e o mal. Mas não importa quão poderoso alguém seja na terra, tal indivíduo não é páreo para o poder de Deus.
 
O conflito de Armagedom será uma batalha real?
 
A profecia de Armagedom não é uma alegoria literária ou um mito. Armagedom será um evento real de proporções trágicas para aqueles que desafiam a Deus. Será uma reunião de forças militares reais no Oriente Médio, numa das terras mais disputadas de todos os tempos – uma terra que nunca conheceu paz duradoura. Armagedom será também uma batalha espiritual entre as forças do bem e as do mal. Ela terá o seu desfecho com a intervenção divina e o retorno de Jesus Cristo.

UMA RESPOSTA AO ATEÍSMO DE RICHARD DAWKINS

 
 
 
Pergunta: “O professor Richard Dawkins, de Oxford (Inglaterra), tem sido tão comentado ultimamente que resolvi ler seu livro, Deus, um Delírio.[1] Em um dos capítulos, ele contesta a precisão histórica dos quatro evangelhos, aponta muitas supostas contradições, diz até que os escritores dos evangelhos são desconhecidos e que “é quase certo que nunca conheceram Jesus pessoalmente”. No final, afirma que os evangelhos são uma ficção! Eu sou uma pessoa simples (Dawkins diria que sou “não-intelectual”) e não tenho nenhum problema em confiar em versos bíblicos como “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus” e “Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem”, mas me preocupo com muita gente que pode ter a fé abalada pelas mentiras de Dawkins. Essas pessoas precisam de comprovações para ajudá-las a ver a verdade. Será que vale a pena um cristão comum como eu, que tem apenas a Bíblia e um certificado de ensino médio, tentar se colocar contra esse ateu tão instruído?”.
 
Resposta: É claro que sim! Cristo afirmou: “Se vós permanecerdes na minha palavra [...] conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.31-32). Sua confiança não está depositada na instrução ou inteligência que recebeu. Lembre-se de como Davi repreendeu o exército de Israel que estava tremendo diante de Golias, com medo de partir para o confronto direto: “Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?” (1 Samuel 17.26b). Ele não foi se aproximando do gigante devagar, repleto de admiração ou medo; ele foi correndo, cheio de ousadia e confiança. Quando os filisteus zombaram dele, Davi gritou: “Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos” (1 Samuel 17.45-46). Hoje em dia, estamos precisando dessa mesma confiança inabalável no Senhor!
 
Se você realmente conhece a Deus, conhece Sua Palavra e está andando com Ele, já tem tudo de que precisa para envergonhar Dawkins. Não se deixe intimidar por esse homem. Ele está blefando. Ele não é nenhum especialista na “precisão histórica” dos quatro evangelhos. Ele leu alguns críticos que partem do pressuposto de que a Bíblia não é o que afirma ser e então tentam provar isso.
Já foram escritos muitos livros que provam a historicidade da Bíblia e revelam claramente que as alegações de Dawkins contra a Palavra de Deus são mentiras. Eu mesmo já escrevi muito sobre as provas irrefutáveis da autenticidade da Bíblia. Mas vamos tentar aqui uma abordagem mais simples. Acompanhe meu raciocínio:
 
As alegações dos críticos que atacam a autoria da Bíblia são ridículas. Eles literalmente acusam a Bíblia de ser uma fraude intencional do princípio ao fim! Eles dizem, por exemplo, que Daniel não escreveu o livro que traz seu nome. Ele teria sido escrito séculos mais tarde, por um impostor. E que prova eles têm disso?
Eles estão convencidos de que milagres não acontecem, de modo que a história dos três hebreus andando no meio de uma fornalha ardente sem sequer chamuscar os cabelos não pode ser verdade. Daniel também não poderia ter sobrevivido numa cova de leões famintos; portanto essa história também é ficção. Essa é a “evidência” que os críticos apresentam. É claro que é justamente o que Dawkins está procurando, e ele a passa adiante como se tivesse comprovado pessoalmente tudo que os críticos disseram.
 


O Livro de Daniel contém profecias precisas a respeito de eventos que a história registra e que ocorreram quatro séculos depois da época de Daniel. Mas os críticos não acreditam em profecia inspirada por Deus. Portanto, o que o Livro de Daniel diz sobre Antíoco Epifânio, por exemplo, não poderia ter sido escrito por alguém chamado Daniel, que viveu nos dias de Nabucodonosor, que foi testemunha ocular e participante dos acontecimentos narrados no livro que traz seu nome, e que recebeu de Deus as profecias ali registradas. “Daniel” tem que ser um impostor desconhecido que viveu 400 anos depois. O Livro de Daniel precisa ser desacreditado, ou seus leitores começarão a acreditar em profecia bíblica e milagres – e, conseqüentemente, em Deus. A única coisa que interessa a Dawkins é desacreditar a Bíblia; ele não quer a verdade que desmascararia seu ateísmo como a tolice que obviamente é.
O mesmo acontece com tudo o que está escrito na Bíblia, dizem os ateus. O nível de irracionalidade dessa afirmação é inacreditável. Ela equivale a dizer, por exemplo, que não existe um só autor honesto entre os escritores bíblicos; todos eles mentiram! Tudo é uma enorme fraude, do Gênesis ao Apocalipse. Os discípulos devem ter sido personagens fictícios; Jesus provavelmente nunca existiu; Paulo inventou um evangelho diferente do que Jesus pregou... e os absurdos se sucedem.
Para que uma fraude dessas proporções fosse tão bem coordenada, século após século, alguém tinha que estar supervisionando a construção da farsa! Ele teria que ser eterno e ter, pelo menos, acesso intermitente à mente humana. Quem poderia ser esse personagem?
As mentiras intencionais e a falsidade que os ateus atribuem aos homens que afirmaram ter sido inspirados por Deus para escrever as Escrituras não têm a menor credibilidade. Por outro lado, o que os escritores bíblicos dizem soa genuíno. Pedro jura solenemente: “Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares [...]” (2 Pedro 1.16). João diz: “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam [...] anunciamos também a vós outros [...]” (1 João 1.1-3). E jura solenemente: “Este é o discípulo que dá testemunho a respeito destas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro” (João 21.24). Os ateus insistem em dizer que isso foi escrito séculos mais tarde por um impostor fingindo ser João! Que motivo ele teria, e quem lhe pagou para fazer isso?
Lucas também testifica: “[...] muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares [...], igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído” (Lucas 1.1-4). Será que Lucas também está mentindo? É preciso mais fé para acreditar nessa ridícula teoria de conspiração do que para crer na verdade. Além disso, se todos esses homens mentiram e as profecias foram escritas depois dos fatos acontecidos, por que eles não escreveram as profecias de uma forma mais clara, como impostores certamente teriam feito? (Dave Hunt, The Berean Call )

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

-PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA E PSICOHERESIA -

 
Através dos anos, temos visto o surgimento e a queda de vários sistemas de aconselhamento psicológico. Escrevemos sobre alguns que influenciaram fortemente aqueles cristãos que buscavam incorporar sistemas de aconselhamento psicológico seculares no que eles denominavam “Psicologia Cristã” ou “Aconselhamento Cristão”. Nosso livro The End of “Christian Psychology” (O Fim da Psicologia Cristã) inclui descrições e análises de alguns dos teóricos mais importantes e seus modelos.[1]
Um sistema psicológico que não incluímos naquela época é a Programação Neurolingüística (PNL), que é a combinação de métodos de comunicação, aconselhamento, dinâmicas de grupo, manipulação e hipnose. Agora, entretanto, cremos ser necessário informar e avisar os crentes sobre a PNL.
A despeito dos poucos resultados de pesquisas sobre a PNL (ou NLP, em inglês), ela ainda está sendo usada hoje em dia por inúmeros conselheiros, inclusive conselheiros cristãos professos. Na verdade, há alguns que estão empacotando a PNL especialmente para os cristãos. Por exemplo, o site da “Christian NLP 2008” dizia sobre sua missão:
Ser uma das principais organizações centralizadas em Cristo no mundo, cujo enfoque é ensinar e treinar pastores, conselheiros e cristãos em geral, para usarem os instrumentos, padrões e processos que facilitam a realização do chamado e do mandamento de Romanos 12.2 para serem “transformados pela renovação do vosso entendimento”.[2]
Esse site estava conectado a outro site da PNL intitulado “Patterns for Renewing Your Mind International” [Padrões para Renovação de Sua Mente Internacional], projetado especialmente para cristãos.
O site incluía artigos, técnicas, testemunhos, informações para programas de treinamento, e até sermões para pastores que utilizam os instrumentos da PNL. A seção denominada “About Us” [Quem Somos] destacava um homem de nome Bob­by G. Bodenhamer (D. Min.) que, juntamente com L. Michael Hall (PhD.), escreveu um livro chamado Patterns for Renewing the Mind: Christian Communicating & Counselling (Padrões Para Renovação da Mente: Comunicação e Aconselhamento Cristãos) para animar os cristãos a usarem a PNL.
A apresentação do livro, escrita pelo Rev. Carl Lloyd, PhD., Professor e Chefe do Departamento de Sociologia e Serviço Social da Universidade George Fox em Newberg, Oregon, EUA, diz:
Seria negligência de minha parte não expressar meu profundo apreço tanto a Michael [Hall] quando a Bob [Bodenhamer] por empenharem tão diligentemente suas mentes e talentos na tarefa de integrar a PNL à sólida perspectiva judaico-cristã.[3]
Lloyd apresenta suas próprias credenciais, incluindo “quatro cursos de graduação”, “seis cursos de especialização em Saúde Mental”, experiência clínica, “mais de duas décadas” de pastorado, e sua posição atual lecionando terapia “tanto em nível de graduação quanto de pós-graduação”. Mais adiante ele acrescenta:
Richard Bandler, um dos criadores da Programação Neurolingüística (PNL).
Conheço bastante sobre aprendizagem, pessoas, terapias e sobre a integração da fé com a aprendizagem. Mesmo assim, este volume me abençoou com novos conhecimentos, novas técnicas e uma paixão renovada por levar o Cristo vivo para dentro dos processos educacionais e de aconselhamento.[4]
Em seu livro, Bodenhamer e Hall instam com os cristãos para que usem a Programação Neurolingüística (PNL) para se comunicar, aconselhar, pregar e transformar o eu. Com bastante confiança, eles anunciam a PNL como o meio através do qual os cristãos podem realizar a transformação espiritual, embora a PNL em si seja uma metodologia secular projetada e usada por não-crentes. Embora Bodenhamer e Hall usem versículos das Escrituras juntamente com a PNL, seu modelo carnal não consegue tocar a nova vida em Cristo. Em vez disso, ele apela para a carne, que pode ser manipulada pela PNL. Em seu Prefácio, eles afirmam que “alguns descobriram o tremendo poder no modelo de Programação Neurolingüística e o têm usado para manipular pessoas”.[5]
Todavia, eles usam, promovem e ensinam a PNL porque crêem que ela contenha o que chamam de “estado da arte em modelos de comunicação e instrumentos de cura” e que possa ser usada por cristãos para o bem (itálico deles). O livro é cheio de promessas como: “Na PNL, descobrimos padrões incrivelmente poderosos para uma renovação rápida, eficiente e permanente da mente”.[6] Contudo, não há evidências de pesquisas que substanciem as afirmações da PNL a não ser testemunhos pessoais. Usar testemunhos pessoais sem o devido apoio científico é uma das primeiras características de charlatanismo. Mesmo assim, as promessas e expectativas continuam a atrair as pessoas para dentro dessa rede de engano.

Uma Mistura Mundana

Por todo o livro os autores citam uma passagem ou uma expressão bíblica e a transformam em um método de PNL. Por exemplo, eles relacionam as técnicas de PNL “Governe Seu Próprio Cérebro” com uma admoestação bíblica na seção denominada “Dirija Seu Próprio Cérebro ou ‘Guarde Seu Coração Com Toda Diligência”’. Eles dizem:
Quem governa seu cérebro? Se você não o governar, alguém vai rapidamente se voluntariar para fazê-lo por você! Agora, “governe seu próprio cérebro” significa pensar seus próprios pensamentos e assumir as responsabilidades de suas próprias respostas. Isso corresponde à visão cristã sobre a responsabilidade humana (Js 24.15; At 11.24; Cl 3.1).
Para “governar nosso próprio cérebro”, precisamos primeiro saber que os cérebros funcionam baseados em imagens, sons, palavras, sensações, cheiros e gostos. Controle essas informações e nós dirigiremos nosso próprio caminho. Biblicamente, isso nos capacita a “renovarmos a nossa mente” e a experimentarmos a transformação (Rm 12.2)[7] (itálico deles.)
O livro dá a distinta impressão de que a pessoa precisa conhecer a PNL para progredir efetiva e eficientemente na vida cristã. Como conseqüência, reduz a santificação à mesma metodologia usada por não-crentes para seu autodesenvolvimento. Por outro lado, a Bíblia é clara sobre a fonte da nova vida em Cristo e sobre como um crente deve caminhar de acordo com o Espírito e não segundo a carne. Sempre nos impressiona quando nos deparamos com métodos e técnicas carnais que as pessoas usam em suas tentativas fúteis de crescer espiritualmente. Esta é uma de nossas principais preocupações sobre a intrusão das teorias e métodos psicoterapêuticos no cristianismo.

Origens da PNL

Embora muitos cristãos possam não ter ouvido falar sobre a Programação Neurolingüística, ela tem estado aí desde os anos 1970 e tem sido usada por terapeutas, conselheiros, oradores motivacionais, vendedores e muitas outras pessoas por todos esses anos. A PNL é um sistema tanto de aconselhamento psicológico individual quanto de programas de conscientização de grupo, inicialmente criada por dois não-cristãos, Richard Bandler e John Grinder. Esses homens tentaram construir um sistema de técnicas de comunicação elaborado com base em três psicoterapeutas influentes e aparentemente eficientes: Virginia Satir, Fritz Perls e Milton Erickson.
Satir era conhecida por sua maneira natural de tratar as pessoas, então Bandler e Grinder tentaram elaborar e codificar os maneirismos dela, o modo como ela assimilava e até refletia os maneirismos e padrões de fala daqueles que estava aconselhando. Fritz Perls parecia ser bem sucedido com as pessoas, então Bandler, que no início começou a imitar a voz de Perls e seu uso da linguagem, tentou copiar e codificar o que Perls fazia e dizia na terapia. Erickson, um hipnoterapeuta clínico, era capaz de colocar seus pacientes em transe através da conversação. Portanto, a PNL foi primeiramente formada através da modelagem e da codificação da forma que esses terapeutas se comunicavam. Grinder era lingüista, logo estava interessado no uso que eles faziam das palavras e expressões. Bandler estava interessado em computadores e imaginava que as pessoas poderiam ser programadas da mesma maneira, através de várias técnicas selecionadas a partir da observação desses três terapeutas. Assim como Franz Anton Mesmer fez uso de técnicas para obter a concordância de seus pacientes, Bandler e Grinder codificaram técnicas psicológicas específicas para obter concordância e fazerem o aconselhando sentir-se ligado a seu terapeuta. Outras técnicas de PNL incluem fantasias direcionadas, visualização, hipnose e manipulação emocional.
Algumas das primeiras teorias da PNL tinham a ver com a idéia de que uma pessoa pode influenciar outra pessoa através do uso de qualquer “sistema representacional” que esteja sendo usado por essa outra pessoa. Por exemplo, se uma pessoa usa termos visuais, como “Vejo o que você quer dizer”, o terapeuta também buscaria falar em termos visuais. Ou, se o aconselhando usa palavras de sentimento, como “Eu realmente me senti decepcionado”, o terapeuta usaria palavras relacionadas tanto com os sentimentos emocionais quanto sinestésicos*.
Num dado momento, a PNL ostentou seis sistemas representacionais:
...a construção de imagens visuais, a lembrança de imagens visuais, a construção de imagens auditivas, a lembrança de imagens auditivas, a aplicação de sensações sinestésicas ao indivíduo e a manutenção de diálogos interiores.[8]
A teoria era que uma pessoa poderia ser mais facilmente influenciada por alguém com quem ela pudesse se identificar, neste caso alguém usando sua chamada linguagem representacional.
Bandler estava interessado em computadores e imaginava que as pessoas poderiam ser programadas da mesma maneira.
Outra técnica da PNL é a de observar e notar o movimento dos olhos do paciente enquanto ele fala. Por exemplo, à medida que o paciente fala de um incidente do passado, o conselheiro vai supostamente obtendo dicas no que se refere à pessoa estar se lembrando ou criando algo novo, ou a pessoa estar usando o modo visual, auditivo, sinestésico, ou de pensamento, simplesmente através da observação dos olhos da pessoa. Não obstante, um livro publicado pela Commission on Behavioral and Social Sciences and Education [Comissão Sobre Ciências Comportamentais e Sociais e Educação] do National Research Council [Conselho Nacional de Pesquisa] dos EUA revelou o seguinte: “Não há nenhum fundamento direto citado em favor da relação postulada pela PNL entre a direção do olhar e o sistema representacional”[9]. O livro também diz:
Em suma, o sistema da PNL dos padrões do olho, da postura, do tom, e da linguagem como padrões representacionais indexadores não é derivado nem derivável de trabalhos científicos conhecidos. E mais, não há evidências internas nem documentação para apoiar o sistema.[10]
Eles concluem: “Além de tudo, há poucas evidências empíricas, ou nenhuma, até a presente data para defender os pressupostos da PNL ou a eficiência da PNL”.[11] A PNL não é um empreendimento cientificamente comprovado. É baseado no que foi dito, em sugestões e em habilidades de vendedor.
Respondendo à pergunta, “O que é a PNL?”, The Skeptic’s Dictionary diz: “É difícil definir a PNL porque aqueles que a iniciaram e os que se envolveram com ela usam uma linguagem muito vaga e ambígua, dizendo que a PNL significa coisas diferentes para pessoas diferentes.[12] Inúmeras pessoas foram treinadas em PNL e depois continuaram a desenvolver suas próprias formas dela. Finalmente, com pessoas reivindicando direitos a suas próprias versões da PNL, Bandler tomou uma decisão através de uma ação judicial sobre propriedade intelectual, uma vez que ele reivindicava ser o único autor da PNL. Ele também tentou obter marca registrada de alguns aspectos da PNL e controlar os vários programas de treinamento e de certificação.

A Vida da PNL de Bandler

“O sistema da PNL dos padrões do olho, da postura, do tom, e da linguagem como padrões representacionais indexadores não é derivado nem derivável de trabalhos científicos conhecidos”.
De fato, Bandler desenvolveu grande parte do sistema assim chamado de transformação, que os cristãos agora usam em sua tentativa de se tornarem mais semelhantes a Cristo. Todavia, a observação do uso pessoal que Bandler faz de suas próprias técnicas conta a história de um homem que se perdeu em sua pretensão enquanto fascinava suas audiências nas inúmeras sessões de treinamento. Ele e Grinder ensinavam as pessoas a darem uma nova imagem ao passado: “Se você tiver uma [história pessoal] ruim da primeira vez, volte atrás e faça para si mesmo uma história melhor. Todo mundo deveria mesmo ter várias histórias”.[13] Bandler seguiu sua própria técnica tão bem que Frank Clancy e Heidi Yorkshire relatam o seguinte:
Bandler contou uma vasta seleção de histórias sobre sua vida pessoal e profissional... Contou às pessoas que era músico profissional de rock, que era dono de um bar de topless aos 16 anos e era milionário aos 18, e que era faixa preta no caratê.[14]
O que foi citado acima é apenas uma amostra das mentiras dele. Clancy e Yorkshire continuam:
Os enganos de Bandler foram longe. Através da PNL ele havia aprendido a estabelecer uma concordância fazendo poses em frente ao espelho e imitando a linguagem; ele levou esta ideia mais adiante, combinando história e identidade com a de seus companheiros ... Ele se perdeu em um turbilhão de imitação, engano e manipulação.[15]
Clancy e Yorkshire também relatam que Bandler “usava grandes quantidades de cocaína e álcool” e que era “obcecado pela violência”. Eles dizem:
A história de Bandler é, em certo sentido, uma parábola da Nova Era. Tendo rejeitado muitas das fronteiras que governam as relações entre as pessoas, ele era como um marinheiro sem âncora nem velas, à deriva em um mar peculiar da Nova Era. Aqui o indivíduo era soberano... e a moralidade era relativa.[16]
No que se refere à responsabilidade pessoal pelo que estavam ensinando, Bandler e Grinder “dispensavam tipicamente as questões éticas com uma mesmice perturbadora: uma pessoa não consegue evitar de manipular outras, insistiam eles; com o treinamento da PNL, pelo menos ela estará consciente – e no controle – da manipulação.[17]
Se Bandler tivesse inventado um abridor de latas melhor, sua própria vida de enganos não afetaria seu produto, mas, quando seu produto é um conjunto de métodos para ajudar as pessoas a viver uma vida melhor, precisamos questioná-lo. Ou, se ele tivesse feito uma descoberta científica que pudesse ser provada cientificamente, então diríamos que ele tem algo a apresentar ao homem natural. No entanto, ele não descobriu nada científico sobre o mundo físico. Pelo contrário, ele desenvolveu um conjunto de técnicas projetadas para manipular o âmbito não-físico da alma.
Embora o nome “neurolingüística” soe bastante científico, como se tivesse a ver com a neurobiologia e a lingüística, e, embora um sistema teórico tenha sido desenvolvido, a PNL não é um empreendimento científico. De fato, quando questionados sobre comprovações científicas, Bandler e Grinder declararam que não eram cientistas fazendo ciência, portanto, não tinham a oferecer as comprovações do que estavam fazendo.[18] A PNL não se baseia em descobertas científicas, mas em observações subjetivas. Seus métodos frustram a investigação científica e, por isso, seu pretendido sucesso se apóia em testemunhos individuais subjetivos, e no que a Bíblia denominaria de “fábulas” e “histórias de velhas caducas”.
Entretanto, a PNL continua a surgir em vários ambientes, inclusive num recente panfleto de uma conferência intitulada “Neuroscience Meets Recovery” [A Neurociência Encontra o Restabelecimento], em setembro de 2008. O subtítulo da conferência foi bem significativo: “Integrating Neurobiology with Pharmacotherapy, Psychotherapy and Spiritual Practices” [Integrando a Neurobiologia com a Farmacoterapia, a Psicoterapia e as Práticas Espirituais]. Os cristãos que acham que as Práticas Espirituais incluídas aqui podem ser algo bom precisam reexaminá-las, porque as práticas espirituais oferecidas incluem a espiritualidade em 12 passos e o budismo. O Dr. Richard Bandler é um palestrante em destaque com sua palestra denominada “NLP: A Tool for Better Living” [PNL: Um Instrumento Para Uma Vida Melhor].

Uma Mente Inconsciente Poderosa

Basicamente, a PNL é uma coletânea de idéias e técnicas, muitas das quais baseadas nas crenças freudianas de que a mente inconsciente influencia profundamente o pensamento e o comportamento conscientes, que os psicólogos podem ajudar um paciente a obter insight (percepção) sobre esse conteúdo, e que nós revelamos coisas em nosso inconsciente através de palavras e ações metafóricas. Entretanto, tudo isto é um mito! Em seu livro Therapy’s Delusions: The Myth of the Unconscious and the Exploitation of Today’s Walking Worried [As Ilusões da Terapia: O Mito do Inconsciente e a Explicação Sobre os Preocupados Andantes de Hoje], o professor Richard Ofshe, da Universidade da Califórnia, diz:
Embora seja claro que todos nós nos empenhamos em processos mentais fora da consciência, a idéia do inconsciente dinâmico propõe uma poderosa mente paralela que, desconhecida de quem a abriga, influencia obstinadamente até o mais insignificante pensamento e comportamento. Não há comprovações científicas desse tipo de inconsciente proposital, tampouco há comprovações de que os psicoterapeutas possuam métodos especiais para desnudar nossos processos mentais inconscientes. Contudo, a reivindicação dos terapeutas de serem capazes de expor e remoldar a mente inconsciente continua sendo a promessa sedutora de muitas terapias baseadas na conversação.[19]
Além disso, o Skeptic’s Dictionary revela:
Os benefícios da mente inconsciente, da hipnose e da habilidade de influenciar as pessoas através da apelação direta à mente subconsciente não são confirmados. Todas as comprovações científicas que existem em tais coisas indicam que as afirmações sobre a PNL não são verdadeiras. Não se pode aprender “a falar diretamente à mente inconsciente”, como afirmam Erickson e a PNL, exceto da maneira mais óbvia, que é usando o poder da sugestão.[20]
É evidente que, independentemente das pesquisas, Bodenhamer e Hall crêem e ensinam a noção de um poderoso inconsciente que controla as pessoas sem que elas tenham noção. Eles dizem:
A proporção em que esses processos e mecanismos [da mente] ficam do lado de fora de nossa consciência, é a proporção em que eles nos controlam. Ao desenvolver familiaridade com esses processos inconscientes, você aprenderá a lidar com eles.[21]
Na verdade, eles prometem que, à medida que uma pessoa aprende a controlar esses chamados processos inconscientes, “será cumprido o desafio de Paulo de levar “...cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5b).[22]
Além de revelarem sua crença em um inconsciente do tipo freudiano que controla as pessoas, essa citação é um exemplo do como eles usam mal as Escrituras. Paulo não está falando sobre pensamentos inconscientes sendo trazidos à consciência para que possam ser controlados.
Como os usuários e promotores da PNL crêem que as pessoas são controladas por processos inconscientes, as técnicas de PNL tentam ignorar o pensamento consciente para influenciarem a pessoa na consciência sensorial, no nível do sentimento profundo. Várias técnicas de PNL para obter a concordância e a confiança e até mesmo o controle colocam o paciente em um estado mental receptivo (com o raciocínio proposital e avaliativo deixado de lado), pronto para ser manipulado por meio da linguagem e dos sentidos, por meio das fantasias e da visualização, e através de estimulação emocional.
A idéia de programar o cérebro como um computador é usada bastante consistentemente. De fato, a PNL é apresentada como um manual de programação para o cérebro. Afirma-se que ela ajuda as pessoas a programar seu cérebro através da conscientização sensorial, da visualização, da reimagem do passado, da meditação, da auto-sugestão e de outras técnicas usadas na auto-hipnose. Essas manipulações mentais são as mesmas que os ocultistas usam para colocarem a si mesmos e aos outros em estado de transe. O terapeuta que está usando a PNL com um paciente aplicará os instrumentos da PNL para obter uma concordância semelhante à obtida pelo hipnotizador. O terapeuta pode trabalhar no sentido de ensinar às pessoas a técnica da PNL para reprogramarem seus cérebros, mas a maneira como isso geralmente funciona é que o terapeuta faz a reprogramação (i.e., a manipulação) através da sugestão ou da fantasia direcionada.

Os Instrumentos da PNL

Os cristãos que usam e promovem a PNL tentam mostrar que os instrumentos são apenas meios para que as coisas funcionem. Embora algumas técnicas da PNL sejam marca registrada, a maioria delas está por aí há longo tempo, mesmo antes da PNL. Muitas delas vieram da observação sobre como as pessoas se relacionam umas com as outras e como elas podem influenciar umas às outras. Outros instrumentos incorporam técnicas de ocultismo. Aqui descrevemos apenas uns poucos instrumentos da PNL: rapport (sincronia), pacing (compasso), manipulação sensorial, modelagem, Outcome Thinking (Pensamento de Resultados), e hipnose.

Sintonia e Pacing (Compasso)

Na PNL, a sintonia é uma estratégia para se conectar com outra pessoa imitando-a ou espelhando-se nela.
Na PNL, a sintonia é uma estratégia para se conectar com outra pessoa imitando-a ou espelhando-se nela. Muitos estabelecem a sintonia naturalmente à medida que se relacionam com os outros. Eles se identificam com as pessoas e até refletem o vocabulário e os maneirismos delas. A PNL tem codificado sistematicamente esses procedimentos para que as pessoas possam obter essa sintonia, não através da compaixão e do cuidado naturais, ou por se identificarem verdadeiramente com o próximo, mas através de técnicas aprendidas. A sintonia é reduzida a um conjunto de habilidades para que, havendo ou não empatia, a empatia seja comunicada. Isso é feito pela observação cuidadosa da outra pessoa e depois por meio de pacing (compasso), ou seja, fazendo a mesma coisa ou algo semelhante, como ter o mesmo ritmo de respiração e/ou usar o mesmo tipo de palavras, expressões, aparência, postura e atitudes.
Existe uma história da PNL sobre uma mulher que estava marcando o compasso de outra tão aplicadamente que entrou em um tipo de transe místico, de tal forma que, quando a outra curvou-se para a frente e caiu da cadeira, a mulher que estava fazendo o compassamento também caiu. Bodenhamer e Hall dizem: “Nós experimentamos a concordância como um estado místico no qual escutamos tão exclusivamente o outro – que perdemos a consciência de nós mesmos” (negrito acrescentado). Então, eles dizem que “Jesus escutava dessa maneira”.[23] Mas Jesus nunca se perdeu em um “estado místico”!

Conscientização Sensorial e Manipulação

À primeira vista, a idéia de conscientização sensorial soa bem, mas um exemplo de Bodenhamer e Hall revela do que realmente se trata. Eles solicitam ao leitor que participe de um experimento. Eles o instruem da seguinte maneira: “Lembre-se de uma experiência prazerosa do passado”. Depois eles prosseguem dizendo para a pessoa visualizar a experiência, lembrar-se dos sons, dos sentimentos, etc. A seguir, eles o instruem a aumentar a imagem mais e mais e dizem: “Quando você aumenta a figura, o que acontece com seus sentimentos acerca daquela experiência? Eles se intensificam?” Então, eles falam para diminuir a imagem, depois para deixá-la num tamanho confortável, a seguir mais próxima, depois mais distante, para mostrarem como nós podemos “distanciar-nos das experiências”.[24] Eles também dizem para a pessoa mudar as cores e a nitidez visual, etc. Embora essas atividades possam ser exercícios inofensivos para alguns, podem colocar outros em um estado alterado de consciência. Tais atividades de visualização podem parecer seguras, mas também podem abrir a mente para a intrusão demoníaca.

Modelagem

O instrumento denominado modelagem é usado para imitar comportamentos de pessoas que nós admiramos. Assim, os que querem tornar a PNL palatável para os cristãos dizem que ela é uma maneira de nos tornarmos mais parecidos com Jesus através de “dividirmos o caráter de Jesus em pequenos passos que podemos imitar em nossa vida”.[25] Além do fato de que nós não nos tornamos mais parecidos com Jesus por dividirmos Jesus em pedaços para podermos imitá-lO, essa técnica é uma atividade da carne, que pode fazer com que na carne nos pareçamos mais com Jesus e, assim, impedir-nos de ter um verdadeiro crescimento espiritual. Ao seguir a modelagem da PNL, sem dúvida pode-se desenvolver uma “forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder” (2 Tm 3.5).

Pensamento de Resultados

Na PNL, o pensamento de resultados não é apenas pensar sobre o futuro. É montar imagens sensoriais para criar o futuro. Portanto, eles usam a visualização. Bodenhamer relata:
Eu (BB) ouvi o Rev. Charles Stanley utilizar o modelo da PNL à medida que ele instruía sua congregação a assumir a mente de Cristo. Ele usou o modelo acima para ensinar como criar uma imagem de onde Deus quer que eles cheguem com sua vida. O Dr. Stanley mencionou, então,  que “não é errado visualizar”. O que acham disso?[26] (itálico dele).
De fato, nem toda visualização é pecado, mas esse tipo de visualização pode levar à visualização ocultista. Tentar fazer alguma coisa acontecer no futuro por meio da visualização é uma prática ocultista promovida no livro popular de ocultismo The Secret [O Segredo].

Hipnose

Os cristãos precisam estar conscientes do que está emboscado por trás das promessas da PNL: um outro evangelho – um evangelho de obras, esforço próprio, manipulação, hipnose e outras práticas ocultistas.
A hipnose tem sido uma grande parte da PNL desde seu princípio. Bodenhamer e Hall tentam fazer com que a hipnose soe como uma resposta natural a determinadas formas de conversação que fazem a pessoa se sentir relaxada, confortável, aceita e confiante. Eles crêem que a hipnose ajuda a atingir a mente inconsciente. Eles dizem que:
Como nossa mente inconsciente contém vastos reservatórios de conhecimento e experiências, precisamos aprender como acessar esses reservatórios. Infelizmente, muitas pessoas deixam que eles fiquem quase sem ser tocados. Embora a maior parte de nosso comportamento funcione inconscientemente, nós apenas deixamos que ele siga – pensando (erradamente) que não podemos influenciá-lo.[27]
Eles argumentam que uma “faceta do ‘transe’ e da ‘hipnose’ (...) se correlaciona maravilhosamente com o ‘evangelho da graça de Deus”’.[28] Afirmam eles:
Portanto, para tratar com nossos programas profundos e inconscientes, as boas-novas de Jesus começam por nos enviar não ordens e comandos, mas segurança para que possamos relaxar, nos sentir seguros, descansar na certeza do trabalho redentor daquele que fez por nós o que não poderíamos fazer por nós mesmos, e que nos prometeu força interior, o testemunho do espírito em nosso íntimo, etc. Que estado interior tremendamente positivo e cheio de possibilidades para acessarmos![29] (itálico deles).
Mas, então, como é que podemos acessar esse “estado interior positivo e cheio de possibilidades”? Entrando em um estado de transe. Dizem eles:
Quão especificamente os processos da linha do tempo da PNL fornecem instrumentos para descobrir essas partes inconscientes? Utilizando o transe como um estado alterado, como um estado de mente e de emoções (relaxada, segura, aberta, confortável, receptiva, com expectativas, etc.) que nos capacita a funcionar efetiva e diretamente no nível inconsciente. Ele nos dá acesso àquela parte de nossa mente que o Senhor fez para armazenar e codificar nossos padrões habituais – ele se refere a nada mais que isso, nada misterioso, oculto, demoníaco. Isso descreve o dom de Deus em nós.[30] (itálico deles).
É claro que discordamos profundamente da convicção deles de que não há “nada misterioso, oculto, demoníaco” em entrarmos em um estado alterado de consciência através da hipnose, e escrevemos um livro tratando dessa atividade demoníaca.[31]

Cuidado com a PNL em Outros Lugares

Os vários ensinos, técnicas e instrumentos são usados por inúmeros psicoterapeutas, por outros profissionais de saúde mental psicologicamente treinados, por conselheiros, líderes de grupos, pastores e líderes de igrejas. Essas coisas são ensinadas em aulas de aconselhamento nas faculdades e universidades tanto seculares quanto cristãs. Os ensinos, as técnicas e os instrumentos da PNL também são usados em várias formas de cura interior e terapia de regressão, e contribuem para as táticas manipulativas de dinâmicas de grupo.[32]

Os Perigos Implícitos da PNL

Pode-se ver, a partir das práticas da PNL descritas acima, que há sérios perigos no uso da PNL. Os cristãos precisam estar conscientes do que está emboscado por trás das promessas da PNL: um outro evangelho – um evangelho de obras, esforço próprio, manipulação, hipnose e outras práticas ocultistas. Através da sedução dos que proporcionam a PNL, os cristãos são arrastados para longe da dependência da Palavra de Deus e da obra do Espírito Santo, sendo enganados a usarem um atalho carnal para a transformação espiritual. Concluíndo, a PNL é uma das falsificações satânicas do crescimento espiritual, que nutre a carne e faz morrer o espírito. De fato, é um engano do inimigo que afastará as pessoas de Deus, mesmo que elas pensem que estão crescendo espiritualmente.
Finalmente, as pessoas se colocam em uma posição espiritual vulnerável às forças ocultas do mal. Em vez de usarem a armadura espiritual que Deus lhes deu, elas estão abaixando a guarda e não usando a Palavra de Deus para resistirem ao que está sendo dito, e não estão levando cativo todo pensamento ao senhorio de Cristo. Isso exige pensamento consciente, e não a passividade de um transe. Tenha cuidado com aqueles que misturam a sabedoria dos homens, sobre a qual Deus alertou Seu povo, com as Escrituras e então seduzem os cristãos com promessas de transformação espiritual através de técnicas, metodologias e fórmulas. (Martin e Deidre Bobgan - PsychoHeresy Awareness Letter - http://www.chamada.com.br)
* Sinestesia: Relação subjetiva que se estabelece espontaneamente entre uma percepção e outra que pertença ao domínio de um sentido diferente (p. ex., um perfume que evoca uma cor, um som que evoca uma imagem, etc.).

Notas:

  1. Martin e Deidre Bobgan. The End of “Christian Psychology”. Santa Barbara, CA: EastGate Publishers, 1997, também disponível como e-book gratuito em www.psychoheresy-aware.org.
  2. “Christian NLP 2008”, http://christiannlp2008.com/index.php.
  3. Bobby G. Bodenhamer and L. Michael Hall. Patterns for renewing the Mind: Christian Communicating & Cousenlling Using NLP. Clifton, CO: NSP: Neuro-Semantic Publications, 1996, p.5.
  4. Ibid.
  5. Ibid., pp. 7-8.
  6. Ibid., p. 6.
  7. Ibid., p. 65.
  8. Commission on Behavioral and Social Sciences and Education, National Research Council. Enhancing Human Performance: Issues, Theories, and Techniques. Daniel Druckman e John A. Swets, eds. Washington D.C.: National Academy Press, 1988, p. 139.
  9. Ibid., p. 141.
  10. Ibid., p. 142.
  11. Ibid., p. 143.
  12. Robert Todd Carroll, “Neuro-Linguistic Programming (NLP)”, The Skeptic’s Dictionary, http://skepdic.com/neurolin.html, p.1.
  13. Ibid., p. 27.
  14. Ibid.
  15. Ibid.
  16. Ibid., p. 24.
  17. Frank Clancy e Heidi Yorkshire, “The Bandler Method”, Mother Jones, Fevereiro-Março, 1989, p.26.
  18. Ibid., p. 26.
  19. Richard Ofshe e Ethan Watters. Therapy’s Delusions. New York: Scribner , 1999, pp. 38-39.
  20. Carroll, op. cit., p. 6.
  21. Bodenhamer e Hall, op. cit., p. 12
  22. Ibid.
  23. Ibid., p. 32.
  24. Ibid., pp. 12-13.
  25. “Christian NPL 2008”, op. cit., p. 3.
  26. Bodenhamer e Hall, op. Cit., p. 16.
  27. Ibid., p. 137.
  28. Ibid., p. 138.
  29. Ibid.
  30. Ibid., p. 139.
  31. Martin e Deidre Bobgan. Hypnosis: Medical, scientific, or occultic? Santa Barbara, CA: EastGate Publishers, 2001, também disponível gratuitamente como e-book em www.psychoheresy-aware.org.

O código da Bíblia desvenda acontecimentos futuros?


 
O assunto do "Código da Bíblia" já circula há vários meses. Quase todas as grandes revistas noticiaram a "descoberta". O código foi vendido como sensação e o livro escrito a respeito tornou-se um bestseller. O matemático israelense Eliyahu Rips e o jornalista americano Michael Drosnin estão convictos de que é possível decifrar o código da Bíblia por meio de operações matemáticas por computador. Segundo os autores, no código estariam previstos o Holocausto, a morte de Rabin, a presidência de Bill Clinton, entre outros acontecimentos. Nesse meio tempo, porém, também se ouviram vozes pessimistas questionando ou rejeitando o código. Vários especialistas o classificaram simplesmente como bobagem e acrobacia numérica. A Sociedade Bíblica Alemã tomou posição em uma reportagem intitulada "Deus não fala por códigos" e conclamou a uma avaliação sóbria. A revista "Bibel Report" afirmou que, com talento para combinar as letras de diferentes maneiras, pode-se encontrar praticamente todos os acontecimentos importantes. O procedimento seria semelhante à leitura do destino em formas surgidas do endurecimento de chumbo derretido ou à adivinhação através da leitura da borra de café. De acordo com a Sociedade Bíblica Alemã, é difícil acreditar que Deus tenha falado a Seu povo de forma codificada durante 3.000 anos, e que tiveram de aparecer os senhores Rips e Drosnin (que nem são crentes no sentido bíblico) para descobrir o que Ele de fato queria dizer.
Alguns crentes mencionam a passagem de Daniel 12.4 e pensam que, com o código da Bíblia, essa época agora tenha chegado: "Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará". Evidentemente essa passagem não se refere a um código bíblico secreto, mas ao aumento do conhecimento sobre aquilo que já está escrito na Bíblia. O contexto geral de Daniel 12 leva a concluir que esta passagem trata do tempo do fim, quando mais e mais judeus chegarão ao conhecimento da verdade em Jesus e converter-se-ão. E isto realmente está acontecendo hoje em dia. Em Israel surgem cada vem mais igrejas messiânicas e atualmente o número de seus membros cresce bastante. Caso os senhores Drosnin e Rips tivessem razão, nenhum cristão que crê na Bíblia poderia lê-la sem idéias pré-concebidas. Teríamos de esperar pelas interpretações desses ou de outros "decifradores de códigos bíblicos" para poder predizer acontecimentos futuros. Fica a impressão de que através da tese do "Código da Bíblia" a Palavra de Deus torna-se mais morta do que realmente digna de crédito. Um artigo do boletim "Topic" (12/97) dizia:
 
Revelações segundo o método do "Código da Bíblia" também acontecem fora da Bíblia.
 
Seguindo o método do "Código da Bíblia", o matemático australiano Brendan McKay trabalhou com o romance "Moby Dick". Ele chegou aos mesmos resultados "sensacionais" como Michael Drosnin, o autor do livro "O Código da Bíblia". McKay encontrou dados apropriados para acontecimentos como o assassinato de Indira Ghandi, de Martin Luther King, de Yitzhak Rabin e até do trágico acidente de Lady Diana. Não se deve esquecer de que no hebraico não existem vogais. Isso significa que as sílabas são ambíguas e, além disso, as palavras são mais curtas. Dessa maneira, as chances de se encontrar codificações que fazem sentido são muito superiores do que no inglês ou em outros idiomas. Apesar disso, o romance inglês "Moby Dick" (de 1851) já "previu" todos esses acontecimentos terríveis. McKay também realizou cálculos em relação ao nome de Michael Drosnin. Bem próximo ao nome, o matemático australiano encontrou a palavra "liar" – "mentiroso", assim como algumas referências à morte do autor do livro "O Código da Bíblia".
A Bíblia é a Palavra de Deus! Nela é descrito o passado, o presente e o futuro, e o que é mais importante: a fé absolutamente necessária em Jesus Cristo. Para compreender isso não necessitamos de nenhum "Código da Bíblia" especial, mas sim do novo nascimento e da orientação do Espírito Santo. Jesus disse em João 3.3: "...se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." E em 1 Coríntios 2.10-12 lemos: "Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está? Assim, também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente."
 

TENDÊNCIAS DEMONÍACAS NOS TEMPOS FINAIS

 
Representantes empedernidos da evolução não querem aceitar a existência do Criador. Eles argumentam: “Mesmo que não haja provas para a teoria da evolução, não vamos crer na criação através de Deus”.
Li em um livro:
Os cientistas do painel da ONU sobre o clima advertiram: se não forem tomadas medidas drásticas, a humanidade estará sujeita a uma catástrofe climática... Há mais de 2000 anos, os autores bíblicos já previram catástrofes climáticas. Jesus Cristo também falou de alterações ameaçadoras em nosso sistema solar, de inundações e de abalos das forças da natureza. Na expectativa dessas coisas, os povos ficarão paralisados de medo, enquanto os líderes não saberão o que fazer. Jesus disse que o mundo em que vivemos passará. Mas a Sua Palavra permanecerá.
Isso significa que a Palavra de Deus se cumprirá. Das milhares de promessas de Deus, nenhuma ficará sem se realizar. Podemos confiar nisso inteiramente... Deus nos exorta a crermos na Sua Palavra e a obedecer-Lhe. Essa fé não é a crença em uma programa ou em um sistema, mas em uma Pessoa: Jesus Cristo, pois Ele é Deus. Ele tem a última palavra.[1]

O Deus evolucionista

Quanto mais avança o tempo, tanto menos acredita-se na veracidade da Palavra de Deus. Discussões acaloradas e campanhas pró-evolução e contra a criação dominam a mídia. Mesmo no meio cristão, a evolução é cada vez mais integrada à teologia. Argumenta-se que ambas podem ser maravilhosamente conciliadas: Deus teria criado através da evolução.
O relato seguinte mostra quanto já se alastrou o pânico por causa da poluição de um mundo que teria surgido através da evolução:
 
Uma vaca leiteira seria praticamente tão prejudicial ao clima quanto um automóvel de pequeno porte que roda 18.000 quilômetros por ano.
Os ecologistas exigiram uma maior contribuição dos agricultores para a proteção do meio ambiente. Segundo eles, a agricultura e a pecuária na Alemanha estariam produzindo até 11% dos gases causadores do efeito estufa... conforme um estudo publicado pelo WWF (World Wildlife Fund – Fundo Mundial da Vida Selvagem). Os gases provenientes da digestão por parte de uma única vaca leiteira seriam praticamente tão prejudiciais ao clima quanto os de um automóvel de pequeno porte que roda 18.000 quilômetros por ano. Por isso, o WWF exige um “imposto de emissão” para os agricultores... Os consumidores também deveriam prestar mais atenção ao equilíbrio ecológico da sua alimentação, afirmou Tanja Dräger de Teran, especialista agrária do WWF. Suas dicas: usar mais produtos regionais e ecológicos, consumir menos carne e menos arroz. Segundo ela, a produção de arroz em campos irrigados representa um grave problema climático em todo o mundo. A especialista enfatizou que a agricultura ecológica, por usar menos energia, também produz menos gases causadores do efeito estufa. Por isso, seria necessário estimular cada vez mais a agricultura ecologicamente correta.[2]
O jornalista alemão Peter Scholl-Latour disse recentemente que o atual ateísmo transformou-se, na realidade, em uma nova religião. Trata-se do afastamento de todos os valores bíblicos anteriormente aceitos nos países cristãos. Essa apostasia é freqüentemente citada na Bíblia. Entretanto, a pouca sustentação do ateísmo, que desaba facilmente como um castelo de cartas, foi bem descrita em uma frase de Robert Lembke: “Durante fortes turbulências, não há ateus nos aviões”.[3]
Os criacionistas, normalmente cristãos, são cada vez mais rejeitados. Os evolucionistas e ateus, entretanto, por terem criado um outro “deus”, recebem sempre mais espaço para espalharem suas divagações entre o grande público. Os ateus estão em alta. Por exemplo, o livro Deus – Um Delírio, de Richard Dawkins, tornou-se um best-seller.

A ira de Deus desde o céu

Pachacuti, o grande rei dos incas, mesmo sem acesso à Bíblia, chegou à conclusão de que, até então, tinha adorado apenas um elemento da criação, o Sol, e não o próprio Criador.
Desse modo, conforme a Bíblia, encontramo-nos em meio aos tempos finais: o afastamento de todos os valores bíblicos anteriormente aceitos. A respeito, a Escritura diz: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis... pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” (Romanos 1.18-23,25).
Quais são os detalhes que essa passagem bíblica esclarece?
1. Que Deus é o Criador e, como tal, pode ser claramente reconhecido. Foi o que percebeu um rei inca, sobre o qual li:
O rei Pacachuti (1431-1471 d.C.) levou o império dos incas ao auge. Mesmo sem acesso à Bíblia, ele chegou à conclusão de que, até então, tinha adorado apenas um elemento da criação, o Sol, e não o próprio Criador.
Em primeiro lugar, ele observou que Inti (o Sol), seu deus, fazia diariamente a mesma coisa. Portanto, a vida dele mesmo era mais interessante do que a do seu deus. Em segundo lugar, ele se admirou que uma pequena nuvem podia encobrir a visão do seu deus. Em terceiro lugar, ele se perguntou: quem terá criado o Sol? Assim, ele pequisou os escritos de seus antepassados. E, eis que, tinha havido um tempo em que seu povo havia adorado o Criador de todas as coisas, o verdadeiro Deus. Desse modo, ele procurou e encontrou o Deus que é muito maior que qualquer elemento da criação. Então, o rei ordenou ao seu povo que não adorasse mais o Sol, mas Aquele que tinha criado o Sol.[4]
O conhecido poeta alemão Matthias Claudius (1740-1815) afirmou: “Certamente a primavera é uma clara revelação de Deus e da Sua bondade, pois, o que nos toca de tal maneira o coração, deve proceder do coração de alguém”.
2. A ira de Deus atinge o mundo numa época em que a criação foi elevada como divindade e a evolução foi aceita quase sem restrições. Esse é exatamente o nosso tempo! Uma tradução alemã de Romanos 1.25 diz: “eles trocaram o verdadeiro Deus por um emaranhado de mentiras, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!”.
3. A impiedade e a injustiça da humanidade nos tempos finais se revela menos através das atrocidades cometidas, mas principalmente pela mentira que bloqueia a verdade. Trata-se de um tempo em que se nega conscientemente a criação evidente por parte de Deus e se coloca a criatura acima do Criador. As barbaridades de nossos dias têm sua origem na impiedade e na injustiça e são conseqüências delas. É o que vemos, por exemplo, nas pesquisas com embriões, no homossexualismo, nos delírios mentirosos do esoterismo, da feitiçaria moderna, etc. A Bíblia descreve essas abominações com as seguintes palavras: “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (Romanos 1.28-32).
Se não existe Deus e Criador, mas apenas a evolução, o homem não é responsável diante de ninguém, o que leva à degeneração radical.
O evolucionismo conduz aos atos mais abomináveis. Li, por exemplo:
Desde o início de 2007 é permitida na Grã-Bretanha a formação de embriões mistos com células humanas e de animais. Agora, os pesquisadores poderão inserir DNA humano em um óvulo de suínos ou de gado, do qual tenha sido retirado antes o código genético original”.[3]
Se não existe Deus e Criador, mas apenas a evolução, o homem não é responsável diante de ninguém, o que leva à degeneração radical. Nessa situação, toda moral será logo lançada fora, para que o barco siga seu rumo.
4. Nos tempos finais, a ira de Deus atingirá a terra a partir do céu. Com isso, chegamos aos juízos que são descritos no Apocalipse. Tudo indica que o Espírito Santo relacionou o texto de Romanos 1.18 ao Apocalipse, ou seja, aos acontecimentos dos tempos finais. Certamente não é por acaso que no Apocalipse Deus é exaltado e louvado como Criador do mesmo modo como na Epístola aos Romanos: “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14.7). “Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos” (Apocalipse 9.20-21). Nesses dois versículos há duas referências à falta de arrependimento:
Os dados sobre as bolsas enchem a mídia e são o tema principal de todas as conversas.
a) Os homens não se arrependeram da falsa adoração, atrás da qual estão os demônios (v. 20). Os demônios têm por objetivo afastar os homens de Deus e oferecer-lhes alternativas, por exemplo, a adoração da matéria (evolução): Romanos 1 ensina que a ira de Deus virá sobre os homens porque eles adorarão a criatura no lugar do Criador. Na evolução, a criatura é exaltada como deus-criador. Portanto, a matéria é mais honrada que seu Criador. Por exemplo, lemos constantemente na mídia que “a evolução criou algo maravilhoso”. Atrás disso há claras influências demoníacas. A teoria da evolução, que se tornou popular e tem aceitação praticamente geral, leva ao afastamento radical de Deus, o que, por sua vez, provoca a ira de Deus do céu. No Apocalipse, essa ira de Deus a ser derramada sobre a humanidade é descrita com maiores detalhes. Confirma-se que Deus envia esses juízos porque a matéria é considerada mais elevada que seu Criador. Por isso, os homens daquele tempo são seriamente exortados a temer a Deus e a dar-Lhe glória: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14.6-7). Em minha opinião, “...é chegada a hora do seu juízo”, não significa que o juízo se dará apenas naquele momento, mas que a afirmação se refere a todo o Apocalipse. O “evangelho eterno” anuncia a Deus como o Criador, o que pode ser lido do início ao fim da Bíblia. Tudo foi criado por Ele! Pelo fato da humanidade não o crer mais, ela será julgada e exortada a retornar a essa verdade. Os homens, porém, não estão dispostos a desmanchar sua estrutura de teorias e a dar honra a Deus, razão porque não se arrependem.
As palavras “...das obras das suas mãos”, referem-se ao materialismo, relacionadas com ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau. Todas essas são coisas que Deus criou, mas os homens as utilizam mal, com objetivos egoístas, para se engrandecerem e para adorá-las.
Aplicando essas afirmações ao nosso tempo, elas significam que o homem confia mais em segurança passageira do que em Jesus Cristo e Sua Palavra infalível, ou seja, nas promessas de Deus. Quando o homem transforma seguranças terrenas em sua base de confiança e se apóia nelas, ele as transforma em seu deus. O materialismo transformou-se em “deus” no nosso mundo e muitos não conseguem controlar essa situação em suas vidas. Mesmo pessoas renascidas ainda podem ser gananciosas ou avarentas, razão porque a Epístola aos Colossenses exorta a deixar essa idolatria: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria” (Colossenses 3.5).
Qual é a situação atual? As empresas de seguros e os bancos registram um crescimento imenso. Imóveis e bens dominam a sociedade, os dados sobre as bolsas enchem a mídia e são o tema principal de todas as conversas. O luxo torna-se o fator mais importante da vida. A exigência do momento é viver e trabalhar para obter lucro.
O Diabo quis até induzir Jesus, o Filho do Deus vivo, a colocar os valores materiais acima do Seu Pai celestial, para obter adoração para si mesmo: “E, elevando-o, mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo. Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua” (Lucas 4.5-7).
O dinheiro (materialismo) tem um poder terrível e pode ocupar rapidamente o lugar de Deus. Como podemos verificar se nos tornamos escravos do dinheiro? Fazendo-nos as seguintes perguntas:
  • Quantas vezes fico pensando em dinheiro?
  • Até onde vão minhas preocupações financeiras e quanto sou dominado por elas?
  • O que deixo de fazer e o que faço apenas para ganhar dinheiro?
  • Quais são minhas prioridades?
  • Quanto tempo invisto em bens, compras, e pesquisas de preços?
  • Quão fácil ou quão difícil é para mim me desfazer de bens?
  • Estou disposto a contrair dívidas para satisfazer rapidamente algum desejo?
O dinheiro (materialismo) tem um poder terrível e pode ocupar rapidamente o lugar de Deus.
b) Os homens não se arrependeram do seu comportamento imoral: “nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos” (Apocalipse 9.21). Isso engloba: violentações, logros, homicídios, vida desregrada, viver junto sem que se seja casado, relações sexuais antes do casamento, divórcios, homossexualismo, etc. Isso tudo tornou-se comum para a maioria das pessoas, pois passou a fazer parte da nossa cultura.
Vemos pelos juízos futuros, que serão ainda muito mais violentos do que as atuais inundações, tempestades, erupções vulcânicas, etc., que a Palavra de Deus continua plenamente válida e que Seus juízos não são orientados por normas sociais, mas pela Sua Palavra revelada. Freqüentemente os cristãos são considerados atualmente como atrasados e desatualizados. Em breve, porém, se mostrará que a Palavra de Deus, que eles pregaram e na qual creram, é extremamente moderna!
A palavra “feitiçarias” foi traduzida do grego pharmakon (fármacos). Na Antiguidade, ela era usada freqüentemente para descrever drogas usadas para alcançar experiências religiosas ou para realizar rituais e cerimônias ocultistas. Nessa categoria se enquadram também as seitas orientais, o esoterismo, a yoga, a meditação transcendental, o xamanismo e os “deuses”, como o Dalai Lama.
Hoje em dia essas coisas são praticadas, principalmente e de forma crescente nos países de tradição cristã, razão porque podemos considerar que a ira de Deus se derramará sobre eles de modo especial.
Não é de admirar que a Bíblia prediz a adoração de deuses e ídolos e suas doutrinas para os tempos finais, que influenciarão cada vez mais o comportamento da sociedade? Será que essas coisas não caberiam melhor na escuridão da Idade Média? Não, as afirmações da Palavra de Deus são muito modernas, extremamente atuais. Nas últimas décadas, nosso mundo voltou-se para uma idolatria moderna.
É notável que os princípios dessa idolatria moderna coincidiram com o tempo da retomada de Jerusalém por parte de Israel (1967). Desse modo, temos um forte sinal da aproximação do fim da era das nações (Lucas 21.24). Por isso, não é de admirar que os fenômenos dos tempos finais começaram justamente naquele tempo e avançam fortemente até hoje. A respeito, alguns dados básicos:
  • Em 1966 foi fundada a Sociedade Internacional Para a Consciência de Krishna (Hare-Krishna).
  • Em 1966 surgiu a primeira igreja satânica na Califórnia.
  • Em 1966 começou a revolução sexual.
  • Em 1966 foi lançada a série de TV “Enterprise”, que contribuiu para aumentar o interesse pelo encontro com extraterrenos (espíritos).
  • Em 1966 foi iniciada a Revolução Cultural chinesa.
  • Em 1967 começou a onda das drogas.
  • Em 1967 começou a onda ocultista.
  • Em 1967 espalhou-se a onda da dinâmica de grupo.
  • Em 1968 foi gravado o filme ocultista “O Bebê de Rosemary‘.
  • Em 1968 irrompeu o movimento dos hippies, relacionado com experiências de expansão da consciência, baseadas nos conhecimentos dos nativos mexicanos.
  • Em 1968 irromperam as manifestações estudantis, a liberdade sexual e o neomarxismo.
  • Em 1968 foi fundada a NARAL, entidade de luta pela legalização do aborto nos EUA.
  • Em 1968 ocorreu a mudança do propósito de realização de Cristo na vida para a auto-realização.
  • Em 1969 começou o lobby homossexual nos EUA com o “Christopher Street Day”.
  • Em 1969 foi iniciado o movimento feminista em Berlim.
Na categoria de “feitiçarias” se enquadram também as seitas orientais, o esoterismo, a yoga, a meditação transcendental, o xamanismo.
Lemos em Apocalipse 10.5-7: “Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas”. Essa passagem pretende nos mostrar que Deus é tanto o Criador quanto o dono do mar, da terra e do céu. Apesar dos homens, em sua loucura, adorarem a matéria, não receberão ajuda dela – como era de se esperar:

“e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” (Apocalipse 6.16-17).

Deus – no final dos tempos

Se, além do seu significado literal, aplicássemos esses dois versículos aos nossos dias, de forma espiritualizada, poderíamos comparar esses “montes e rochedos” com o ex-vice-presidente americano Al Gore, que recentemente recebeu o prêmio Nobel da Paz pelos seus esforços em favor da preservação do meio ambiente:
“Paz, com a mãe-terra!”, ele exclama. “Arrependam-se!”, é a sua mensagem. Ele quer salvar a humanidade como um todo e acentua que o mundo está ameaçado de sofrer um “holocausto ecológico” e que as mudanças climáticas são “a questão moral, ética, espiritual e política mais importante de todos os tempos” para o ser humano...
Assim falam os criadores de religiões aos seus discípulos. Uma sociedade envolta no bem-estar, cansada da civilização, ouve com verdadeira voluptuosidade a mensagem da ameaça do fim do mundo... pois, conforme Gore, “as evidências de uma ‘Noite dos Cristais’ ecológica são tão claras como o barulho das vitrines quebradas em Berlim”. Seus rastros ecológicos correspondem ao tamanho das pegadas de King Kong”.[6]
Al Gore transforma as mudanças climáticas e a evolução numa nova religião.
Esse homem está transformando as mudanças climáticas e a evolução em uma nova religião, comparando-a espertamente com a Noite dos Cristais e o Holocausto. Entretanto, em meio a tudo isso, ele deixa de lado a Deus e Seu Evangelho. A respeito de Al Gore, uma revista cristã comentou:
Ele tenta extrair vantagens de um debate em que os grupos cristãos são cada vez mais apresentados como atrasados. Ele não ataca os cristãos diretamente, mas fala num só fôlego de “fundamentalistas cristãos e islâmicos”. Se crermos nos porta-vozes dos ateus, o bom senso na ação política é ameaçado principalmente pela religião. Gore utiliza esse raciocínio, não de maneira ofensiva, mas mesmo assim de modo bem claro... Tudo o que a terra precisaria, seria “a razão fria, calculista, apaixonada”. Nos debates encalorados sobre o aquecimento global, cujo manipulador e aproveitador se chama Al Gore, sente-se pouco de razão fria... Gore é um especialista no trato com a opinião pública. Ele sabe que o ponto culminante dos debates sobre religião, razão e política ainda está por vir”.
Através de todos esses acontecimentos, vemos que as mudanças climáticas servem a um poder anticristão, à união das nações é à “paz”. O cristianismo é rejeitado, a razão é colocada em destaque e a evolução é elevada acima do Evangelho de Jesus Cristo. Acontece exatamente o que está predito no primeiro capítulo da Epístola aos Romanos: a conseqüência será a intervenção de Deus a partir do céu.

O que realmente necessitamos?

A grande sedução, que avança sobre nós nestes dias, consiste em se achar que os problemas deste mundo poderão ser resolvidos através de um programa humano. Mas, isso não é possível! Recordando o que dissemos no início deste artigo: não necessitamos da fé em um programa, mas precisamos crer numa Pessoa, cujo nome é Jesus Cristo. A Epístola aos Hebreus testemunha a respeito dEle: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (Hebreus 1.3). (Norbert Lieth)
 
Notas:
  1. de “Leben ist Mehr”, 2008, CLV.
  2. Die Welt, 6/11/2007, p. 4, na rubrica “Deutschland”.
  3. factum, Nº 7/2007.
  4. de “Leben ist Mehr”, 2008, CLV.
  5. ‑de “Die Bibel beleuchtet die Hintergründe des Terrorismus”, A. Seibel, Bibelbundverlag Berlim.
  6. Die Weltwoche, Nº 42/2007.

Os Direitos Humanos na perspectiva bíblica

Temos que reconhecer a dificuldade em definir exatamente o que são os direitos humanos. Alguns poderiam assumir que a noção de “direi...