sábado, 16 de novembro de 2013

O poder das palavras

   Onde está o vosso coração?



Meu irmão, você não deve se contentar com outra coisa na vida a não ser com a benção. Isaque trouxe esta benção verbalizando, proclamando, dizendo: "[...] Longe dos lugares férteis da terra será a tua habitação, e sem orvalho que cai do alto." Normalmente, nós achamos que o abençoado é apenas aquela pessoa que mora nos lugares férteis e que o orvalho é constante sobre a sua vida. Nós não podemos medir a benção por aquilo que os nossos olhos veem. Nós não podemos pesar a benção, porque a benção é algo que Jesus nos concede. Isaque disse a Esaú: " Viverás da tua espada e servirás a teu irmão." Poder servir aos irmãos é uma grande benção, pois só podemos dar ou fazer se tivermos condições para tal. Quem dará um pedaço de pão se não tiver nada para comer? Quem cuidará de uma pessoa doente se estiver enfermo? Então, se temos o privilégio de ajudar, de abençoar o próximo, é porque somos mais que abençoados. Jesus disse: "Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir." ( Marcos 10.45). É a benção de lavar os pés dos irmãos, de cuidar da ferida dele, de abraça-lo, de chorar com ele. Paulo disse que: "Mais bem-aventurado é dar do que receber"( Atos 20:35).
"Viverás da tua espada, servirás a teu irmão". Você não pode medir, de forma alguma, a benção com parâmetros humanos, naturais, mas pela óptica do Espirito Santo. Tudo se torna diferente quando entendemos o verdadeiro significado do "tomar posse" , de quere a benção. No Salmo 109, no verso 17, Davi diz: "Amou a maldição; ela o apanhe; não quis a benção; aparte-se dele." Infelizmente, existem pessoas que amam a maldição. "Não quis a benção". É uma escolha. Como disse o Senhor a Abraão( Gêneses 12:2b): Sê tu uma benção!" Temos a opção de receber ou rejeitar abençoar e ser uma benção . No mesmo Salmo, no verso 28, encontramos o seguinte registro:" Amaldiçoem eles, mas tu, abençoa; sejam confundidos os que contra mim se levantam; alegre-se, porém, o teu servo".
Aquele que tem o Senhor na vida não precisa ficar com medo das pessoas que o amaldiçoam. Podem amaldiçoar, rogar praga sobre a sua vida, mas o que acontece? Maior é quem está em você do que aquele que esta no mundo. O grande problema são os buracos da vida, as brechas que abrimos e damos espaço para o diabo agir.
Se guardarmos ódio no coração, se não perdoarmos, ao fazermos a leitura da Palavra, sentiremos uma dor, pois a Bíblia nos revela  , nos exorta. Mas quando estamos em comunhão com Deus e sem brechas, ao meditarmos nas Escrituras, seremos edificados e não mais condenados.
A Palavra, de uma forma tão bonita, proclama: "Amaldiçoem eles, mas tu, abençoa". O Senhor nos traz a benção de uma forma tremenda. Em Deuteronômio 23, versiculo5, Balaão amaldiçoava o povo, trazia na sua benção quase que uma maldição e, diz aqui: "Porém o Senhor teu Deus, não quis ouvir a Balaão; antes trocou em benção a maldição, portanto o Senhor, teu Deus, te amava." O povo de Israel enfrentava as situações mais terríveis, mas o Senhor escolheu amar aquele povo e, da mesma maneira, escolheu nos amar. "Trocou em benção a maldição, porquanto o Senhor teu Deus te amava". É exatamente isto que temos que proclamar, verbalizando e trazendo a graça do Senhor.

       Enquanto nos amaldiçoam, nós os abençoamos, pois somos imitadores de Cristo!

Dinheiro: Prisão ou liberdade?

                      O dinheiro na Bíblia



É interessante o quanto a Bíblia fala sobre o dinheiro. Mais até que o próprio inferno. E acerca do dinheiro, a Bíblia que o amor a ele é a raiz, a fonte, de todos os males. não o dinheiro em si, mas o amor, o apego a ele. Quantos casamentos desfeitos! Quantas vidas presas! Quanta vergonha na política! Tudo por causa do amor ao dinheiro.
É muito interessante o que o sábio Salomão diz acerca desse tema. Veja Provérbios 3, verso 7: "Não sejas sábio aos seus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos. Honra ao Senhor com teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares." Agora veja também verso 7, só que o capítulo 4.7: "O principio da sabedoria é: Adquire a sabedoria; sim, com tudo que possuis adquire o entendimento."
"Não sejas sábio aos teus próprios olhos, teme ao Senhor e aparta-te do mal." É o que Salomão diz. Veja agora o que o próprio Jesus fala acerca do dinheiro, das posses, dos bens: "Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde os ladrões escavam e roubam, mas ajunteis tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam ; porque está o teu tesouro, ali estará também o vosso coração" ( Mateus 6.19-21).Talvez você esteja dizendo: "Amiga isso não é para mim, porque eu não tenho nenhum tesouro para esconder. Eu não tenho dinheiro para fazer uma poupancinha." Mas não é uma questão da quantidade. O Senhor esta falando sobre o coração, pois Ele disse; "Porque onde está o teu tesouro, ai estará também o teu coração." Onde você colocar o teu tesouro, colocará também o teu coração. O tesouro pode ser muito grande, mas pode ser muito pequeno. Não é uma questão dos valores, mas do apego a eles, do dinheiro.
Além de Salomão e Jesus, quem tratou também do tema foi o apóstolo Paulo. Veja o que ele disse em sus Segunda Carta aos Coríntios: "Não atentando nós nas coisas que se veem , mas nas que não se veem, porque nas que se veem são temporais, e as que não se não veem são eternas"( 2Co 4.18). Você já viu um defunto no caixão com a carteira de dinheiro no bolso? Creio que não, porque ninguém leva quando morre. O dinheiro foi criado para nos manter enquanto estivermos aqui, nesse mundo. Quando não temos uma compreensão correta desses valores , desses princípios, toda a nossa perspectiva e forma como lidamos com a vida passam a ser terrenas. Na própria Palavra temos o exemplo de Ananias e Safira, que agiram em malícia, engano, mentira e trapaça sobre a venda de uma propriedade para benefício e lucro próprios. Pagaram com a vida pelo ato. O fato esta registrado em Atos 5.1-11. Onde estaria o coração deles quando assim agiram? Mentiram, enganaram, e por isso tiveram um fim triste.
O Antigo Testamento também trata do tema do dinheiro. Talvez mais até que o Novo Testamento. Em Deuteronômio , capítulo 8, versos 10 a 14, vemos o cuidado de Deus para com o seu povo, Israel. Veja o texto:
"Comerás, e te fartarás, e louvarás o Senhor; teu Deus, pela boa terra que te deu. Guarda-te, não te esqueças do Senhor, teu Deus, não cumprindo os seus mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos que hoje te ordeno; para não suceder que, depois de teres comido e estiveres farto , depois de haveres edificado boas casas e morado nelas ; depois de se multiplicar os seus gados e os teus rebanhos , e se aumentar a tua prata e o teu ouro , e ser abundante tudo o quanto tens, se eleve o teu coração, e te esqueças do Senhor, teu Deus, que te tirou do Egito, da casa da servidão. "
"Guarda-te não te esqueças." Deus tem um padrão. se há algo que Ele sempre deseja é que o homem nunca se esqueça Dele. É verdade que muitas pessoas lembram do Senhor só nos momentos de necessidades, sendo que o melhor momento de estar diante do  Senhor é quando você pode louva-lo, glorifica-lo, não simplesmente para dizer "Senhor me abençoe", mas para exalta-lo e honra-lo com toda a intensidade do seu coração.
Tão interessante essa questão de valores. Mesmo sabendo que Salomão poderia pedir a Deus o que quisesse, tendo diante de si a oportunidade para tal, Salomão agiu em graça e sob uma perspectiva correta, tendo os olhos voltados para o Reino e não para as coisas terrenas, ao pedir a Ele apenas a sabedoria para governar o povo. E porque pedira  sabedoria e não riquezas, Deus o honrara concedendo justamente riquezas e prosperidade. O relato já conhecido de muitos está em 1 Reis, dos versos 3 a 15.
Salomão pediu a Deus o quê? Sabedoria. Sabedoria para quê? Para cuidar do povo, para ser um bom rei, para abençoar a Israel. Salomão não pediu coisas para ele. Não pediu nada material. E em resposta ao pedido dele, Deus dissera: "Já que pediste esta coisa e não pediste longevidade, nem riquezas , nem a morte dos teus inimigos; mas pediste entendimento, para discernires o que é justo; eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá. Também até o que não pediste eu te dou, tanto riquezas como glória, que não aja teu igual entre os reis, por todos os teus dias"( 1 Reis 3.11-14).

       "Amado irmão e leitor, onde você tem colocado o teu coração? "
            Deus vos abençoe grandemente.

                              KL


O REI DOS JUDEUS

 
Multidões, que pouco ou nada pensam sobre Deus ou Cristo, aceitam que há mais de 2000 anos Jesus nasceu em Belém e "que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?" (Mt 2.1-2). Estranhamente, muitos cristãos que crêem que Jesus nasceu "Rei dos judeus" não atribuem a esse título um significado literal, especialmente que ele tenha algo a ver com judeus. Profecias que falam de Cristo reinando sobre o mundo a partir do trono de Davi, em Jerusalém, são interpretadas como metáforas que se referem ao Seu presente reinado a partir do céu.
A cidade de Davi
Jerusalém foi fundada pelo rei Davi há 3000 anos atrás. A Bíblia se refere a Jerusalém como "cidade de Davi" por mais de 40 vezes. Lá Deus estabeleceu o trono de Davi para sempre, e desse trono o Messias, o Rei dos judeus, descendente de Davi, deve reinar sobre Israel e sobre o mundo (2 Cr 6.6; 33.7; 2 Sm 7.16; Sl 89.3,4,20,21,29-36, etc.). Na Bíblia, Jerusalém é citada mais de 800 vezes e é peça central nos planos de Deus. Lá Ele colocou Seu nome para sempre.
O que há por trás do anti-semitismo?
Satanás tem inspirado 3000 anos de anti-semitismo sabendo que somente o Messias, descendente de Abraão, Isaque e Jacó, pode derrotá-lo. Destruindo todos os judeus, ele teria evitado o nascimento do Messias. Satanás perdeu esse "round". Mas se todos os judeus fossem destruídos hoje, Deus não poderia cumprir Suas promessas de que Cristo reinará como Rei dos judeus, no trono de Davi, em Sua Segunda Vinda. Deus seria, então, um mentiroso e Satanás, o vencedor. A integridade e os propósitos eternos de Deus estão ligados à sobrevivência de Israel!
A quem pertence Jerusalém?
Yasser Arafat afirma que Israel sempre pertenceu aos árabes e que Jerusalém tem sido uma cidade árabe por milhares de anos. Na realidade, Jerusalém não é sequer mencionada no Corão. Em 15 de julho de 1889, o jornal Pittsburgh Dispatch declarou que, dos 40.000 residentes de Jerusalém, 30.000 eram judeus e a maioria dos outros eram cristãos. Em 1948, quando Israel declarou sua independência, somente 3 por cento da "Palestina" pertencia aos árabes.
Israel tem seu Knesset (Parlamento) em Jerusalém. Mas o mundo não aceita isso e as embaixadas estrangeiras se localizam em Tel Aviv. Desafiando a Deus e Seu Rei (leia o Salmo 2), o mundo tem seus próprios planos para Jerusalém.
Aqui confrontamos os aspectos mais amplos da guerra anti-semítica contra Deus e o Rei dos judeus: a tentativa de controlar Jerusalém e a terra de Deus (Lv 25.23). Inacreditavelmente, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aplicou quase um terço de suas deliberações e resoluções a Israel, um país com menos de um milésimo da população do mundo! As Nações Unidas jamais condenaram os árabes pelo seu terrorismo, mas Israel já foi condenado mais de 370 vezes por se defender. Em março de 1999, Israel foi novamente notificado pela União Européia de que esta "não reconhece a soberania de Israel sobre Jerusalém". Numa bula papal, no Jubileu do Ano 2000, o papa João Paulo II mais uma vez rejeitou a soberania de Israel sobre Jerusalém.
Jerusalém pisada pelos gentios
Estamos vendo o cumprimento contínuo da notável profecia de Cristo: "Jerusalém será pisada por eles, até que os tempos dos gentios se completem" (Lc 21.24). A retomada de Jerusalém Oriental pelos israelenses em 1967 parecia marcar o fim dos "tempos dos gentios". No entanto, num lance surpreendente, Israel devolveu o monte do Templo aos cuidados do rei Hussein, da Jordânia, deixando o próprio coração de Jerusalém nas mãos dos gentios. Mais tarde [através do "Wagf", a entidade muçulmana que passou a administrar o local], Yasser Arafat e sua OLP assumiram o controle do monte do Templo.
Evangélicos com doutrina católica
A doutrina católica romana de que a nação de Israel foi substituída por aquela Igreja tem se espalhado progressivamente também entre evangélicos. Essa substituição de Israel é uma forma sutil de anti-semitismo. Ao invés de mandar os judeus para as fornalhas, nega-se sua importância e até mesmo sua existência: por alguma distorção na História, os comumente chamados judeus não seriam realmente judeus – os verdadeiros judeus seriam os mórmons, os "israelitas britânicos", os católicos ou os cristãos.
Parceiros de Satanás
O vergonhoso horror do anti-semitismo ao longo da História revela o coração humano. Satanás achou milhares de parceiros (muitos dos quais se diziam cristãos), ávidos por amaldiçoar, perseguir e até mesmo matar o povo escolhido de Deus. Roosevelt, Churchill e outros líderes aliados conheciam a "solução final do problema judeu" de Hitler e nada fizeram. Mesmo as nações neutras, como a Suíça e a Suécia, devolveram judeus refugiados às fornalhas de Hitler.
O objetivo do islamismo
Incrivelmente, um típico livro escolar da Jordânia iguala sionismo com nazismo. Entretanto, os árabes aplaudiram e ajudaram Hitler – e o islamismo busca colocar em prática a "solução final" de Hitler até hoje. Líderes políticos e religiosos muçulmanos estão continuamente fazendo ameaças hitlerianas na TV e nas rádios, pelos alto-falantes nas mesquitas ou nas ruas. A batalha entre Javé, o Deus de Israel, que ama os judeus como povo escolhido, e Alá, o deus do islamismo, que os odeia com furor, está alcançando um clímax apavorante.
Exterminar os judeus é dever de todo muçulmano religioso. Os muçulmanos sonham em destruir Israel. Os assassinos de inocentes cidadãos israelenses são exaltados em todo o mundo árabe e seus nomes são dados a feriados e ruas. Também são feitas comemorações em homenagem a terroristas. Os líderes islâmicos têm invocado um reavivamento espiritual como chave para a destruição de Israel – e o fundamentalismo islâmico, que descaradamente emprega o terrorismo, está agora se espalhando pelo mundo.
Todos os estudiosos islâmicos concordam que é dever sagrado de todo muçulmano, em qualquer idade, promover a jihad (guerra santa) sempre que possível, a fim de submeter o mundo inteiro ao islamismo. Há mais de 100 versos no Corão que falam em lutar e matar em nome da jihad. Um ministro do Gabinete líbio declarou: "A violência é a mais positiva forma de oração dos muçulmanos".
Saddam Hussein, apesar de ter invadido o Kuwait, é idolatrado por milhões de árabes porque seus mísseis "Scud" atingiram pesadamente alvos civis israelenses e ele, repetidamente, faz convocações para que se destrua Israel. Quando Kaddafi esbraveja que "a batalha contra Israel será tamanha que... Israel deixará de existir!", ele fala em nome de cada muçulmano. Maomé, o profeta fundador do islamismo, declarou que "a última hora não chegará antes que os muçulmanos lutem e matem os judeus".
O desejo islâmico de exterminar Israel é ensinado desde a infância. Um ministro da Educação da Síria escreveu: "o ódio que inculcamos nas mentes das nossas crianças desde o berço é sagrado". Um livro de ensino médio do Egito atesta: "Israel não sobreviverá se os árabes se mantiverem firmes no seu ódio". E um livro de quinta série declara: "os árabes não param de agir em direção ao extermínio de Israel". É um ato suicida de Israel trocar terra estratégica pela "paz" se é ameaçado por tamanhos inimigos – mas o mundo o tem forçado a fazê-lo.
O que o islã entende por "paz"?
Maomé mostrou aos muçulmanos como fazer "paz". Em 628 d.C. ele fez um tratado de paz com sua própria tribo kuraish. Dois anos depois, repentinamente ele atacou Meca e massacrou todos os homens. Arafat declarou publicamente: "em nome de Alá... eu o estou considerando (o acordo de paz entre Israel e OLP) tanto quanto nosso profeta Maomé considerou o acordo com a tribo kuraish... Paz, para nós, significa a destruição de Israel..." Não há lugar para o Rei dos judeus! Assim é o islamismo – preste bem atenção!
Armas de aniquilação
As nações muçulmanas estão se armando com mísseis, armas químicas, biológicas e nucleares. A Síria tem fabricado milhares de ogivas químicas, tem enormes estoques de armas biológicas e triplicou seu poderio aéreo e militar desde a guerra de Yom Kippur em 1973. O mundo inteiro sabe que essas armas têm apenas um propósito: destruir Israel. Mas Israel também possui armas nucleares (em novos e eficientes submarinos) e, se necessário, as usará. Então, quem promoverá a paz?
Cristo advertiu a respeito dessa incrível destruição e que ninguém seria salvo na terra se Ele não interviesse para fazê-la cessar (Mt 24.21-22). Essa impressionante profecia anunciava as modernas armas de hoje. Não é de se admirar que o Deus da Bíblia, que por doze vezes chama a si mesmo de "o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó", prometa repetidamente proteger Israel e Jerusalém nos últimos dias! Tendo feito Israel renascer em 1948, Deus completará o Seu propósito. Ele declara: "Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Acaso, eu que faço nascer... diz o Senhor... fecharei a madre?" (Is 66.8-9).
O mundo rebelde
Em sua louca rebelião contra Deus, o mundo faz seus próprios planos e rejeita o "Rei dos judeus" e Sua promessa de paz internacional reinando do trono de Davi em Jerusalém. Um governo mundial humanístico é um ideal que tem sido buscado desde Babel. Em 1921 foi estabelecido o Council on Foreign Relations – CFR (Conselho de Relações Exteriores). No ano seguinte, sua publicação Foreign Affairs (Relações Exteriores) afirmou que não haveria "paz ou prosperidade para a humanidade... até que fosse criado algum tipo de sistema internacional...". Em 1934, H.G. Wells declarou: "é preciso que se estabeleça uma fé e uma lei comum para a humanidade... A principal batalha é uma batalha educacional". As crianças estão sendo educadas para rejeitar a Deus e aceitar o Anticristo. Em 1973, no Saturday Review of Education, Gloria Steinem, líder feminista, afirmou que, por volta do ano 2000, "nós iremos, espero eu, criar nossos filhos para acreditarem no potencial humano, e não em Deus".
Em maio de 1947, Winston Churchill declarou: "A menos que se estabeleça e comece a dominar um eficaz supergoverno mundial..., as perspectivas de paz e progresso humano são obscuras e duvidosas...". Em 1948, no artigo UNESCO: Its Purpose and its Philosophy (UNESCO: Seu Propósito e Sua Filosofia), Sir Julian Huxley, o primeiro diretor-geral daquele organismo, explicou que "a filosofia geral da UNESCO deveria ser um humanismo científico mundial, global em sua extensão e evolutivo na sua prática... para ajudar no surgimento de uma cultura mundial única..." O Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, declarou que "o conceito de soberania nacional" está sendo redefinido e deverá ser colocado de lado. Num avanço rumo a uma religião mundial, "as Nações Unidas estenderam seu papel de manutenção da paz para o território espiritual" e convocaram "sua primeira cúpula de líderes religiosos mundiais".
Decepção com governos humanos
Independentemente do tipo de governo, os governantes são egoístas e opressores. Esse fato tem sido demonstrado repetidas vezes em muitas partes do mundo. A África se livrou do domínio colonial dos brancos. No entanto, ao invés da liberdade prometida, houve nova servidão sob déspotas negros. No lugar de paz e prosperidade, o caos, a pobreza, a intranqüilidade, as guerras étnicas e tribais são crescentes, com negros matando negros e a repetição de golpes e revoluções com que nada se ganha.
O comunismo também já foi uma grande esperança. A revolução comunista na Rússia foi financiada em grande parte por alguns dos homens mais ricos e poderosos da América. Em 1928, John Dewey escreveu no The New Republic que o comunismo, cujo ateísmo obrigatório exaltava, iria "neutralizar e transformar... a influência da família e da Igreja" e, finalmente, atingiria os objetivos estabelecidos no Manifesto Humanista.
Tudo soava tão bem: igualdade para todos. Mas aqueles que impuseram essa "igualdade" eram déspotas em busca dos seus próprios interesses egoístas, oprimindo e roubando quem estava abaixo deles. A corrupção prosperou na Rússia e na China e continua prosperando em cada nação comunista.
A trajetória cruel do islamismo
O mesmo também é verdade em relação ao islamismo. Maomé impôs o islamismo com a espada. Assim que ele morreu, muitos árabes tentaram abandonar o islamismo mas foram forçados a voltar à submissão nas Guerras de Apostasia, em que dezenas de milhares foram mortos. Isso também não trouxe paz. Os companheiros e parentes mais próximos de Maomé lutaram, barbaramente, para conquistarem a liderança, matando uns aos outros em nome de Alá e de seu profeta morto. Milhares de seguidores de Maomé foram massacrados por alguma facção rival.
O islamismo não mudou. Entre 1948 e 1973 houve 80 revoluções no mundo árabe, 30 das quais foram bem sucedidas, incluindo o assassinato de 22 chefes de Estado. Os sunitas, a maior seita islâmica, e os xiitas, a segunda maior, ainda lutam uns contra os outros. Na guerra de oito anos entre o Irã e o Iraque foram usadas 1.000 toneladas de gases venenosos e houve mais mortes do que na Primeira Guerra Mundial. O islamismo não consegue obter paz nem mesmo entre os muçulmanos. No entanto, o primeiro-ministro britânico Tony Blair disse que o islamismo é sinônimo de "paz, tolerância e uma força para o bem". Incrivelmente, nos EUA a Catedral de Cristal (de Robert Schuller) mantém o "Instituto Cristão e Muçulmano Conjunto Pela Paz". Paz? Que paz seria essa?
Ditaduras islâmicas e democracia israelense
Os países islâmicos são ditaduras dominadas por assassinos inescrupulosos e terroristas internacionais como Saddam Hussein do Iraque, Kaddafi da Líbia e Assad da Síria. Em nome de Alá eles prendem, torturam e matam dezenas de milhares dos seus próprios cidadãos e treinam e financiam o terrorismo mundial. Nos territórios da OLP, entregues por Israel, assim como em todos os países muçulmanos, não há liberdade de consciência, de expressão, de religião, de voto ou de imprensa.
Israel é a única democracia do Oriente Médio e ali existem os problemas típicos de uma democracia. A "Terra Santa" está contaminada por drogas, pornografia, prostituição, rebeldia juvenil, estupro, roubos e crimes. Israelenses são jogados uns contra os outros pelo egoísmo. A violência doméstica atinge mais de 200.000 mulheres israelenses por ano. A selvageria nas escolas israelenses se iguala à dos Estados Unidos. Os crimes violentos entre jovens israelenses mais do que duplicaram de 1993 até 1998. Há hostilidade entre israelenses religiosos e seculares e a desilusão com o judaísmo é crescente, especialmente entre a juventude.
Sacrifício pelo pecado
Se Jeremias estivesse vivo hoje em dia, mais uma vez advertiria Israel sobre o julgamento que virá por seu pecado. Israel precisa arrepender-se diante do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Mas, e se isso viesse a acontecer? Os rabinos não têm como oferecer perdão para pecadores arrependidos. Há mais de 1900 anos eles não têm Templo nem sacrifícios pelo pecado – exatamente como foi previsto (Os 3.4; Lc 21.20-24).
Por que Deus profetizaria e permitiria essa condição? A única resposta lógica é ter enviado Jesus, o Messias: como Cordeiro de Deus, Ele morreu pelos pecados dos judeus e dos gentios. Se a Sua morte na cruz foi o sacrifício maior, então os sacrifícios do Antigo Testamento tornaram-se desnecessários. Essa é a única explicação para Deus ter deixado Israel sem Templo ou sacrifícios por todos esses anos.
As Escrituras hebraicas contêm mais de 300 profecias contando quando e onde o Rei dos judeus nasceria, falando tudo sobre Ele, inclusive de Sua rejeição, crucificação e ressurreição. Todas essas profecias se cumpriram ao pé da letra em Jesus Cristo. Se Ele não é o Messias, então não há Messias. No dia exato revelado pelo anjo Gabriel a Daniel (Dn 9.25), Jesus entrou em Jerusalém e foi aclamado como o Messias, como Zacarias havia profetizado (Zc 9.9). A seguir, Ele foi crucificado pelos nossos pecados e ressuscitou, como os profetas de Israel tinham previsto. Na cruz, sobre a Sua cabeça, Pilatos escreveu a acusação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus" (Mt 27.37).
A volta do Messias
De acordo com os fatos históricos incontestáveis e os próprios profetas de Israel, os que esperam a primeira vinda do Messias estão 2000 anos atrasados. A única esperança para Israel é Sua segunda vinda. Tragicamente, será preciso que a batalha de Armagedom aconteça para que Israel reconheça o seu Messias. Quando Javé aparecer pessoalmente para salvar Israel da destruição, todos os judeus vivos verão que Ele é o Homem que foi traspassado e morto pelos seus pecados e ressuscitou, o próprio Messias prometido por seus profetas, a quem eles rejeitaram. Então todo o Israel ainda vivo virá a crer (veja Rm 11.26-27). E o Rei dos judeus finalmente "reinará para todo o sempre"! Por enquanto, Ele oferece perdão, paz, vida eterna e um reinado benevolente no trono de todo coração que se abrir para Ele. (Dave Hunt)
 
Paula Jordem Almança

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

80 pessoas são fuziladas pelo “crime” de possuir uma Bíblia

                                  

O jornal sul-coreano JoongAng Ilbo denunciou a execução de 80 norte-coreanos na semana passada. A notícia chocante foi reproduzida por vários órgãos de imprensa europeus e americanos.


biblia-proibida
O que chamou atenção foi o motivo alegado. As pessoas haviam desobedecido e lei, pois assistiram televisão e possuíam Bíblias em suas casa.
As execuções foram realizadas em sete cidades no dia 3 de novembro. Um grupo de refugiados norte-coreanos testemunham que a prática não é nova. A fonte do jornal é uma pessoa que alega ter saído ilegalmente da Coréia do Norte e ser testemunha ocular de um evento onde 10.000 pessoas foram até um estádio esportivo na cidade de Wonsan para assistir os condenados enfrentarem um pelotão de fuzilamento. A prática é uma maneira de a liderança ditatorial do país disseminar sua mensagem à população.
Segundo o jornal inglês Daily Mail, os mortos “foram amarrados a estacas com sacos cobrindo suas cabeças. Seus corpos foram crivados por tiros de metralhadora enquanto eram acusados” ​​de práticas que são consideradas traição ao regime, como assistir TV sul-coreana e terem Bíblias em casa.
Um dos líderes do grupo de refugiados Solidariedade Intelectual, disse ao The Independent: “O regime, obviamente, está com medo de possíveis mudanças na mentalidade das pessoas. Tenta preventivamente assustá-las”. Eles acusam o governo norte-coreano de continuamente ser responsável por execuções, desaparecimentos, detenções arbitrárias e tortura.
De acordo com o relatório sobre direitos humanos da ONU, “O governo submete cidadãos a controles rígidos em muitos aspectos de suas vidas, incluindo a negação das liberdades de expressão, de imprensa, de reunião, de associação, religião e movimento e os direitos dos trabalhadores”.
 
A Coreia do Norte é o país mais fechado do mundo e vive querendo retomar a guerra contra a coirmã do sul. Está em primeiro lugar na lista de países que mais perseguem os cristãos. Praticar a fé cristã é considerado crime grave. Pessoas apanhadas em reuniões de igrejas ou penas com uma Bíblia em casa é podem ser condenadas à prisão ou mesmo à morte. Apesar da campanha de medo constante, há relatos de que a Igreja subterrânea continue crescendo.
A notícia vem na mesma semana que o pastor americano Eric Foley recebeu destaque na imprensa ao mostrar como enviou cerca de 50 mil Bíblias para a Coréia do Norte este ano, utilizando balões de gás guiados por GPS.
“São os fiéis mais perseguidos na Terra”, acredita Foley. Ele afirma que existem cerca de 100.000 cristãos na Coréia do Norte. Ninguém sabe ao certo, mas acredita-se que mais de 70 mil estão atualmente detidos em campos de concentração, onde fazem trabalhos forçados, passam fome, são torturados e até mortos. Para a missão Portas Abertas, que também contrabandeia Bíblias usando balões, seriam perto de 400 mil cristãos. Com informações Daily Mail e The Blaze.
Fontes:
 
 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

AS VEZES O SILÊNCIO FALA MAIS DO QUE PODEMOS OUVIR

 
 
Muitas passagens na Bíblia nos mostram claramente que o silêncio de Deus foi a melhor resposta às orações. Em outros casos, as respostas dadas mostraram não ser o melhor para quem as pediu.n

Jesus – o Filho de Deus

Vamos começar observando a mais terrível e chocante oração não-respondida da história da humanidade: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27.46).
Esse questionamento por parte de Jesus tem um profundo significado para toda a humanidade. Em primeiro lugar, porque revela que Deus realmente Se manifestou na carne: "evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele (Deus) que foi manifestado na carne" (1 Timóteo 3.16). Além disso, ele também mostra que, de fato e de verdade, Jesus tornou-se 100% humano, estando inclusive sujeito à morte. Lemos em Filipenses 2.7-8: "Antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz".
Jesus, o Filho de Deus, deixou Sua habitação de poder, autoridade e glória e tornou-se um homem de carne e osso. Pela Bíblia sabemos que Ele foi tentado como nós somos tentados. Ele sentia cansaço, fome e sede; sentia alegria, tristeza, insatisfação e compaixão. Mas com uma diferença: Ele não tinha pecado!
O mais inexplicável mistério na história da humanidade é Deus manifestado na carne. Essa declaração tem sido pedra de tropeço para muitos que não estavam realmente em busca da verdade.
Um considerável número de religiões não crê em Jesus como o Filho de Deus. Seguidamente elas usam esta afirmação para justificar suas falácias, dizendo em tom de escárnio: "Se Jesus era Deus, então porque Ele orou ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?’ Por acaso Ele estava orando para si mesmo?"
Uma pessoa honesta que ousasse fazer tal questionamento iria rapidamente encontrar a resposta estudando as Escrituras e aprenderia logo que Jesus de fato é Deus.
Vamos analisar alguns exemplos:
"Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?"
Depois de Jesus ter curado um paralítico no tanque de Betesda, Seus inimigos Lhe fizeram a seguinte acusação: "e, porque ele disse isso, os líderes judeus ficaram ainda com mais vontade de matá-lo. Pois, além de não obedecer à lei do sábado, ele afirmava que Deus era o seu próprio Pai, fazendo-se assim igual a Deus" (João 5.18). Eles afirmavam que Jesus se fazia "igual a Deus".
Aqueles que escarneciam e acusavam Jesus ouviram-nO testemunhando que Ele era Deus, conforme lemos em Mateus 27.43: "...porque (Jesus) disse: Sou Filho de Deus".
Quando Jesus morreu, um centurião, do qual não sabemos o nome, declarou no versículo 54: "...verdadeiramente este era Filho de Deus"
Em João 20.28 lemos: "Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!".

A Grande Resposta Silenciosa

O que teria acontecido se Deus tivesse respondido ao apelo do Senhor Jesus? O que teria acontecido se o Pai não tivesse abandonado o Filho? O que teria acontecido se Deus tivesse respondido ao desafio dos principais sacerdotes, escribas e anciãos quando disseram: "Confiou em Deus; pois venha livrá-lo agora, se, de fato, lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus"(Mateus 27.43)? A resposta é a terrível realidade do que nós merecíamos! Cada um de nós permaneceria morto em suas transgressões e pecados, abandonado por Deus por toda a eternidade! Não teria havido salvação para a humanidade! Efésios 2.12 demonstra claramente nossa posição desesperançada: "naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo".
Se o Pai celestial tivesse respondido à oração de Jesus na cruz, não haveria futuro para nós, mas um perpétuo e imensurável sofrimento além de uma eternidade no inferno!
Entretanto, as Escrituras continuam: "Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo"(v. 13).
Assim sendo, para o nosso próprio bem, a melhor resposta para o clamor do Senhor Jesus foi o silêncio de Deus. Jesus deliberadamente veio à terra com o único propósito de redimir o homem caído. Sua vinda não foi um acidente ou o resultado de alguma circunstância invisível, mas fazia parte do plano eterno de Deus para a nossa salvação.
Se queremos ter um entendimento melhor do sacrifício supremo de Deus, precisamos ver a realidade de Suas intenções. Teremos um entendimento mais profundo para reconhecer Sua posição eterna ao nos ocupar com a Sua palavra. Para Deus nada acontece por acidente, nem existem coincidências. Deus não depende da nossa percepção de tempo porque Ele é eterno. Somente quando tivermos alcançado nosso destino final é que entenderemos o que é a eternidade.

Antes da Fundação do Mundo

Pedro amplia nossa visão sobre a vinda de Cristo: "mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós" (1 Pedro 1.19-20). Mesmo antes do homem ter caído em pecado, Deus, em Sua onisciência, estabeleceu um plano de salvação que foi manifesto com a vinda de Jesus. E até mesmo o evento real que aconteceu aqui na terra foi suplantado pela resolução eterna proclamada em Apocalipse 13.8: "...do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo".
É virtualmente impossível entendermos essa incrível verdade apenas com o nosso intelecto limitado. Como algo pode ter ocorrido mesmo antes de ter se manifestado fisicamente aqui na terra? Não encontramos resposta se fizermos a pergunta nesse nível. Quem pode explicar intelectualmente a passagem: "...assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo..."(Efésios 1.4)? Podemos apenas perceber espiritualmente essa realidade quando a vemos pela perspectiva celestial. Para ilustrar esse fato, consideremos o seguinte exemplo:
Sabemos que o sol nasce no leste e se põe no oeste. Podemos determinar isso cientificamente através do uso de instrumentos que medem os movimentos do sol. Porém esse fato científico se tornaria nulo se viajássemos no espaço, pois lá as regras mudam, a lei do espaço vigoraria e veríamos que a Terra, na realidade, faz seu movimento de rotação em torno do próprio eixo, criando assim a ilusão de que o sol nasce no leste e se põe no oeste.

Jesus no Jardim

"Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres."
Para termos um entendimento melhor da morte voluntária de Jesus e do silêncio de Seu Pai em resposta à Sua oração, devemos primeiro olhar mais de perto aquela fatídica noite no Jardim Getsêmani: "Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" (Mateus 26.36-39). Do ponto de vista humano, esse é um dos mais trágicos eventos do Novo Testamento. Lemos uma descrição detalhada do comportamento do Senhor antes de Sua prisão, que resultou em Sua condenação e posterior execução na cruz do Calvário.
Jesus levou consigo Seus discípulos mais próximos, dos quais Pedro era o mais chegado. Lembre-se que pouco tempo antes Pedro jurara solenemente ser um fiel seguidor de Jesus, mesmo que isso lhe custasse a própria vida: "Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei..." (v. 35). Pedro fez uma declaração corajosa ao afirmar abertamente que seguiria Jesus mesmo que tivesse de morrer por isso.

Pedro Falhou

O Senhor já havia informado a Pedro que Ele teria de morrer para que as Escrituras se cumprissem. Pedro entendeu isso, porque anteriormente havia identificado o Senhor como sendo "o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mateus 16.16). A confissão de Pedro deu-se num lugar chamado Cesaréia de Filipe, onde Jesus perguntou a Seus discípulos: "Quem diz o povo ser o Filho do Homem?" (Mateus 16.13). É óbvio que Pedro sabia que a palavra profética tinha de ser cumprida. Ele não tentava mais defender Jesus, mas sabia que a morte era inevitável. Veja que ele disse: "Ainda que me seja necessário morrer contigo..." O fato de que Jesus teria de morrer já havia sido entendido, e o que restava agora era uma questão de fidelidade ao Senhor. Pedro permaneceria fiel até o fim?
De acordo com a Palavra de Deus sabemos que ele não o fez. Pedro negou ao Senhor, não apenas uma, nem duas, mas três vezes, como Jesus profetizou que ele faria.

No Getsêmani

Agora vamos focalizar nossa atenção no Senhor que foi até o jardim chamado Getsêmani, afastando-Se dos discípulos e ficando apenas com Pedro e os dois filhos de Zebedeu a Seu lado. Quando Ele ficou sozinho, mais tarde, "adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando..."(Mateus 26.39). Qual foi a Sua oração? "..Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" (v. 39). Jesus não recebeu resposta. O Pai ficou em silêncio. Jesus voltou até onde estavam os Seus discípulos: "...E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca"(vv. 40-41). Algo muito natural tinha acabado de acontecer: a carne dos discípulos não estava disposta e nem era capaz de resistir aos ataques de Satanás.
Não sabemos quanto tempo o Senhor orou, mas deve ter sido durante pelo menos uma hora, se nos basearmos na afirmação: "Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?" Apesar da promessa determinada de Pedro de morrer com o Senhor, ele já havia se afastado da batalha que acontecia no Getsêmani.

A Oração Contínua de Jesus

"Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade" (v. 42). Novamente não houve uma resposta do Pai, apenas silêncio. Jesus deu aos discípulos outra chance: "...voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados" (v. 43). Desta vez o Senhor não os acordou nem deu outra instrução. Ao invés disso, lemos que Ele: "...Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras" (v. 44).

A Agonia

"E, estando em agonia, orava mais intensamente."
Ao lermos o relato no evangelho de Marcos notamos que o evento é descrito de uma forma um pouco diferente. Entretanto, Lucas revela que após Jesus ter orado, "...lhe apareceu um anjo do céu que o confortava" (Lucas 22.43). Não nos é revelado como ele O "confortava", mas no versículo seguinte lemos que Suas orações tornaram-se ainda mais desesperadas: "E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra" (v. 44).
Quando analisamos esse fato de uma perspectiva humana, ele parece-nos ilógico, porque o versículo anterior diz que Jesus acabara de ser consolado por um anjo do céu, continuando a batalhar em oração a tal ponto que "gotas de sangue" caíram sobre a terra. Foi o consolo do anjo uma resposta à Sua oração ou esse consolo era necessário para que Ele continuasse orando? Creio que a segunda opção é a correta, como veremos ao examinarmos mais detalhadamente essa situação.

A Tentação no Getsêmani

Normalmente se interpreta que Jesus, como Filho do Homem, em carne e osso, tinha medo da morte como qualquer outro ser humano. Assim sendo, não seria surpresa que Jesus orasse que "este cálice", representando a morte na cruz, fosse passado d’Ele. Entretanto, tal interpretação não corresponde a versículos como os do Salmo 40.7-8: "Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei". Jesus se agradava em fazer a perfeita vontade de Deus, a qual foi estabelecida antes da fundação do mundo.
Para estar certo de que Davi não estava falando de si mesmo nesta passagem, encontramos a confirmação em Hebreus 10.7,9,10: "Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade... então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas". Se olharmos a oração de Jesus no Jardim Getsêmani como um sinal de fraqueza, apesar d’Ele ter sido consolado por um anjo, tal comportamento iria contradizer a passagem profética que acabamos de ler.

Como Cordeiro Para o Matadouro

Consideremos o texto de Isaías 53.3,5 e 7: "Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso... Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados... Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca".
Como um cordeiro, Jesus foi levado para o matadouro; Ele permaneceu em silêncio como uma ovelha.

Morte no Getsêmani?

Essas passagens das Escrituras nos dão razões para crer que algo mais tenha acontecido no Jardim Getsêmani quando Jesus orou para que "este cálice" pudesse ser passado dEle. Essa seria uma oração desnecessária, uma exibição de fraqueza e indecisão, mas tal quadro não corresponde à descrição completa do Messias.
Enquanto aparentemente o Pai ficou em silêncio diante da tríplice oração de Jesus, as Escrituras documentam que Sua oração, na verdade, foi respondida. Hebreus 5.5 fala de Cristo como o sacerdote da ordem de Melquisedeque: "assim, também Cristo a si mesmo não se glorificou para se tornar sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei".
"Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo"
O versículo 7 contém a resposta a essa oração: "Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade". O Getsêmani foi o único local onde Jesus pediu que Sua vida fosse poupada; Jesus não morreu no Jardim Getsêmani.
O silêncio aparente de Deus diante da oração de Jesus no Jardim foi, como vimos, uma clara resposta a essa oração. Desse ponto de vista, entendemos que a oração de Jesus não foi para que Sua vida fosse poupada na cruz do Calvário. A oração de Jesus foi ter sua vida poupada para que não morresse ali no Jardim Getsêmani. Ele estava destinado a morrer na cruz do Calvário para tirar os pecados do mundo.
O que aconteceu no Jardim Getsêmani? Pelo que já vimos, é claro que os poderes das trevas e mesmo a morte estavam prontos a tirar a vida de Jesus ali mesmo naquela hora. Em Mateus 26.38 lemos: "Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo". Marcos 14.34 revela: "...E lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte..."
Mesmo que Jesus não tenha morrido fisicamente no Jardim Getsêmani, Ele foi certamente obediente até à morte; Ele experimentou a morte dupla de um pecador condenado! Ele foi "obediente até à morte e morte de cruz" (Filipenses 2.8).

Quando Deus Não Responde

Esta análise da vida de oração de nosso Senhor antes de Sua crucificação deveria nos ensinar que as respostas às nossas orações podem nem sempre ser o mais importante. Podemos passar por derrotas, doenças, tragédias e catástrofes. Mas o que realmente deve ser lembrado é que somos de Cristo.
Creio que é por essa razão que, ao falar de provas e tribulações, o apóstolo Pedro exclamou triunfante: "Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (1 Pedro 1.6-7). (Arno Froese e Dieter Steiger )

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O SILÊNCIO DE DEUS

 
 
Quem nunca fez uma oração sincera e após isso não ouviu nenhuma voz, não viu nada acontecer, não sentiu nenhum movimento da parte de Deus? Isso acontece com todos nós. Em muitos momentos somos impactados pelo inquietante silêncio de Deus. Ou melhor, achamos que Deus está em silêncio, pois não conseguimos interpretar aquilo que Ele está querendo dizer ou mostrar, o significado desse “silêncio” que estamos pavorosamente experimentando. Parece ser exatamente esse o sentimento que tomou conta do salmista, que suplicou uma resposta clara de Deus: “Atenta para mim, responde-me, SENHOR, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte.“ (Sl 13.3). Pensando nesse “silêncio” de Deus, o que ele poderia significar? O que Deus pode estar querendo falar a nós através do Seu suposto silêncio?
(1) O que você quer fazer está incorreto, errado diante de Deus. O silêncio de Deus pode ser um indicativo de que nossas motivações estão erradas. Podemos estar sendo levados por interesses egoístas, paixões carnais, teimosia, caprichos, falsa religiosidade, orgulho, cobiça, etc. Nesse caso, o silêncio de Deus é um indicativo claro para uma reflexão mais cuidadosa de nossa parte a respeito do que estamos pedindo e por que Deus não está respondendo: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” (Tg 4.3). Ou seja, é bom que reflitamos a forma e as motivações dos nossos pedidos que, em muitos casos, podem explicar o silêncio de Deus.
(2) Não é o tempo certo de você fazer o que quer fazer. Quando estamos diante do silêncio de Deus, quase sempre não nos ocorre que não chegou ainda a hora de Deus agir concedendo nossa petição. Achamos que nós é que estamos certos, que sabemos o tempo e o modo de as coisas acontecerem. Somos ansiosos, impacientes, sem esperança, sem fé diante dos nossos pedidos e do silêncio de Deus. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Ec 3.1). Por que somos tão relutantes em descansar e crer que o silêncio de Deus pode ser um indicativo de que ainda não chegou a hora Dele agir em nosso favor?
(3) Deus está testando sua fé. Encontramos por toda a Bíblia Deus em silêncio e ao mesmo tempo testando a fé e a esperança de Seus servos. Uma pergunta precisa ser respondida: Até quando conseguimos manter a esperança e a fé em Deus mesmo ser ter uma resposta – clara – Dele? Muitos sucumbem a esse questionamento e abandonam a Deus, pois estavam mesmo interessados apenas em Suas bênçãos e não Nele como o seu caminho, verdade e vida. Apesar do salmista citado no inicio desse texto estar buscando desesperadamente a resposta clara de Deus, ele não deixa de registrar que, apesar do silêncio de Deus, ele permanece confiante na ação do Pai: “No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação. Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.” (Sl 13.5-6)   
 
(4) Deus não está em silêncio, você é que não O está ouvindo. Já passou por sua cabeça que Deus pode estar falando e você não estar percebendo? Pois é, isso normalmente acontece na vida das pessoas que não têm uma intimidade bem fundamentada com Deus. Elas não convivem de verdade na presença do Pai, por isso, têm dificuldades de ouvir a Sua voz. Jesus disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz” (Jo 10.27). Para reconhecer mais nitidamente a voz do pastor é preciso ter intimidade com Ele. O salmista explica isso muito bem, quando diz que “A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança.” (Sl 25.14). Talvez o silêncio de Deus seja, na verdade, uma surdez que você está vivendo. Ele está falando, mas você insiste em não escutar!
E VOCÊ, JÁ EXPERIMENTOU O SILÊNCIO DE DEUS? QUE SIGNIFICADO ELE TEVE PARA VOCÊ?

domingo, 10 de novembro de 2013

A SEDUÇÃO DOS TEMPOS FINAIS

 
 
Quando os discípulos perguntaram a Jesus quais seriam os sinais da Sua volta, entre outras coisas Ele falou de sedução: "Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos" (Mt 24.4-5).
 
Provavelmente nunca antes foram oferecidos tantos "cristos" às pessoas como hoje em dia. O esoterismo, amplamente espalhado e que tornou-se socialmente aceitável, apresenta-nos seu "cristo" afirmando que tudo é divino. Por isso, seus adeptos adoram todas as coisas, como pedras, animais, espíritos, etc.
Esses falsos "cristos" evidentemente oferecem um falso evangelho, que na verdade não é evangelho e, portanto, também não pode ajudar as pessoas. Li, por exemplo, em um jornal:
 
Pesquisadores americanos desvendam novo evangelho
 
Dois cientistas americanos conseguiram, segundo suas próprias afirmações, descobrir no mínimo seis evangelhos considerados perdidos. Eles conteriam, muito provavelmente, relatos autênticos dos ensinos de Cristo no primeiro e segundo séculos.
Na opinião desses cientistas, além dos quatro Evangelhos haveria pelo menos mais seis relatos de discípulos de Cristo. Por último havia sido redescoberto em 1945, no Egito, o evangelho de Tomé.
O manuscrito foi escrito em língua copta, usando o alfabeto grego, disse Paul Mirecki, cientista religioso da Universidade de Kansas. O copta era falado na época principalmente no Egito, disse o especialista em manuscritos antigos. O autor teria sido, provavelmente, um membro da minoria cristã dos gnósticos, dos conhecedores.
Ele redigiu o texto em forma de diálogo, apresentando conversas de Jesus com Seus discípulos após Sua ressurreição. O tema seria a redenção através do conhecimento. Isso lançaria uma luz completamente nova sobre as origens do cristianismo, disse Mirecki. A mensagem do texto seria: o conhecimento, e não a fé, leva à redenção – um ensino que a igreja oficial foi obrigada a rejeitar.
O fato de terem sido encontradas somente 15 páginas do manuscrito original provavelmente indicaria uma queima de livros no século 5, disse Mirecki. No decorrer dos séculos, muitas minorias cristãs teriam desaparecido. Algumas acabaram integradas na igreja católica ou na igreja ortodoxa, outras foram eliminadas devido ao seu desvio doutrinário. Por isso, o manuscrito seria também uma prova da existência de minorias religiosas.
 
A Bíblia ensina: "Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora" (1 Jo 4.1). E em 2 Coríntios 11.13-15 ela diz: "Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar; porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras."
 
Na notícia anteriormente citada não é revelado um novo evangelho, mas, sim, um "outro evangelho". Pois nela se rejeita a fé, colocando-se em seu lugar o conhecimento. Isso, entretanto, jamais pode ter sido dito por Jesus. Justamente Jesus destacou, com palavras claríssimas, exclusivamente a fé como base da salvação:
  • "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome" (Jo 1.12).
  • "...para que todo o que nele crê tenha a vida eterna" (Jo 3.15).
  • "Por isso quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (Jo 3.36).
  • "Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida" (Jo 5.24).
Em outras passagens, a Bíblia nos ensina com muita clareza que o conhecimento sem fé jamais pode levar à salvação. Pelo contrário, Deus transformou em loucura o conhecimento que se nega a crer, para destacar a fé, evidenciando que a fé em Jesus Cristo está acima de qualquer conhecimento:   
 
"Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência dos entendidos. Onde está o sábio? onde o escriba? onde o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar aos que crêem, pela loucura da pregação" (1 Co 1.18-21).
 
O que realmente deveríamos conhecer é que somos salvos exclusivamente pela fé em Jesus (e não por obras!): "...sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e, sim, mediante a em Cristo Jesus, também nós temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela em Cristo e não por obras da lei, pois por obras da lei ninguém será justificado" (Gl 2.16).
 
Simplesmente não é possível que o mesmo Cristo tenha ensinado
 mais tarde algo diferente, totalmente contrário às Suas afirmações anteriores. Não pode ser que os quatro Evangelhos e o ensino do Novo Testamento tenham sido escritos, concluídos e divulgados há quase 2000 anos, para que agora, após esses 2000 anos, apareça algo novo (comp. Ap 22.18-19). Não, aqui se trata evidentemente de um outro evangelho, que não é de Deus, e pretende afastar da fé em Jesus como único caminho até Deus (comp. Jo 14.6). Também a esse respeito a Bíblia fala com muita clareza:
 
"Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema" (Gl 1.8-9). (Norbert Lieth

A relação do Homem com a Morte no decorrer da história humana


                               

A relação do Homem com a Morte no decorrer da história humana #Don’t fear the reaper





“É impossível conhecer o homem sem lhe estudar a morte, porque, talvez mais do
que na vida, é na morte que o homem se revela. É nas suas atitudes e crenças
perante a morte que o homem exprime o que a vida tem de mais fundamental.”
Edgar Morin

A Morte, a figura sombria em que em nenhuma época o homem foi capaz de lutar contra ela. Um tabu que temos como a única certeza que temos na vida, que não conseguimos esquecê-la ou nega-la. Tentamos controla-la com os avanços da ciência, tendo a esperança de que as contribuições com a medicina, ciências humanas e sociais, possa tirar um pouco desta inquietude que nos persegue desde quando nos conhecemos por seres humanos. O Homem, segundo a ciência, é o único ser vivo que tem consciência da própria finitude. Desde os tempos mais remotos, constroem-se túmulos para sepultamento, fazem-se rituais, culminando em atos de grande inquietação, curiosidade, fascínio e medo. A nossa relação com a indesejada das indesejadas conta-nos uma história, que muitas vezes achamos que sempre foi imutável. Não, a Morte sofreu mutações com o tempo, e vamos contar com que olhos ela foi observado, desde a Pré-história até a nossa idade moderna. Prepara-se, vamos começar uma jornada minuciosa e incrível sobre aquela que nos encontra no final do túnel, carregada de metáforas, com sua foice e capa preta. Nossa velha amiga, aquela que nos espera no final da estrada.


Estudos apontam que o Homem de Neandertal foi o primeiro de nossa linhagem a enterrar os mortos. Como era antes disso? Bem, antes deste conceito, o homem pré-histórico era deixado à mercê dos animais. Nossos antepassados faziam várias oferendas, com os objetos mais próximos do morto, e os mesmos eram enterrados em cavidades abertas em rochas. O corpo era disposto de cócoras e em seguida coberto com pedras. Na época sucessiva ao Neandertal, o homem de Cro-Magnon colocava seus mortos em outra posição, geralmente deitado ou em posição fetal, mantendo as oferendas, na crença de que os mortos poderiam levar elas consigo. Na época do Mesolítico, predominou as sepulturas ovais. Os corpos continuaram a serem cobertos com pedras e geralmente eram adornados com materiais feitos de conchas e dentes de animais. No Neolítico e na Idade do Bronze, consolidaram-se as sepulturas coletivas e marcou o surgimento dos primeiros monumentos funerários.


Alcançar a vida eterna era um lema para os egípcios. Utilizou-se de feitiços, rituais, os embalsamamentos, e a construção de tumbas que entraram para a história. Coma crença de que cada um tinha uma espécie de “alma” que continuava após a morte, os egípcios colocavam uma série de objetos na tumba, a fim de que a “alma” pudesse usufruir-se deles depois da morte. Essa “alma” tinha o nome de “ka”. Sem os objetos, o “ka” não tinha como fazer uma ligação com o corpo físico, e este corpo-físico deveria estar muito bem conservado para que esta união acontecesse. Foi assim que surgiu a mumificação. E como era feita a mumificação? Primeiramente, o cadáver era submetido a um processo de embalsamamento, e o principal ingrediente era o sal, devido à sua grande capacidade de preservação de tecidos. Sobretudo, embalsamar é uma arte, e esta arte tem sua documentação lá no Egito antigo.  É uma forma de proteger o corpo da decomposição, causada por bactérias. O legado antigo foi tão importante para a sociedade moderna, que hoje o processo é pai de várias técnicas utilizadas para translado de corpos em viagens aéreas de longo percurso. O processo no Egito demorava cerca de setenta dias. Primeiramente, o cérebro era removido através das fossas nasais e as vísceras, através de uma incisão localizada no lado esquerdo do tronco. Esvaziado, ou seja, eviscerado, as cavidades eram esterilizadas e as vísceras eram posteriormente tratadas através da desidratação. A desidratação era realizada com natrão, um composto de carbonato de cálcio hidratado. O corpo era preenchido de resinas perfumadas e imerso na solução de natrão. Ficava imerso durante 40 dias. Depois de todo este processo, os membros tinham o preenchimento subcutâneo feito com uma mistura de areia e argila. As cavidades eram preenchidas com panos cheios de resina, serragem e materiais conservantes. Para espantar o odor, compostos aromatizantes feitos de mirra, canela. Com uma espécie de resina derretida, o corpo era envolto e posteriormente envolvido nas famosas faixas de linho. Por fim, a tumba era decorada com os famosos hieróglifos e pinturas.



Os egípcios antigos deixaram um legado cheio de representações da Morte. Trata-se do livro “O livro dos Mortos”, o mais antigo livro ilustrado do mundo. Segundo estudiosos, surgiu na V Dinastia, aproximadamente em 2345 a.C. Este livro contém toda a forma de louvor que os egípcios tinham com seus mortos, desde hinos, preces, textos mágicos de proteção (contra animais necrófagos, violação de túmulos). Os egípcios acreditavam que quem levasse este livro na tumba, encontraria a salvação para alma, pois o livro continha toda a orientação para chegar ao além.

 



Os romanos foram os primeiros a dar início às esculturas nos túmulos, tal como podemos ver hoje nos cemitérios. Era uma forma de homenagear os entes queridos. Tinha também como característica cultural, a cremação dos mortos, pois a cremação era vista como uma forma de marcar uma nova etapa na vida deles, que era a condição de estarem mortos. Na sociedade Greco-romana havia distinções entre as pessoas que morriam. Os anônimos e os que pertenciam à sociedade comum eram cremados e depois as cinzas eram dispostas em valas coletivas. Aos olhos da sociedade, eram meros mortais. Membros da alta sociedade, considerados como heróis, tinham uma linda cerimônia, e a cremação era cheia de pompa, pois o morto tornar-se-ia um imortal.

 Na Grécia, o sepultamento tinha uma série de rituais. O cadáver era desinfectado, lavado com essências aromáticas e envolto em um pano branco, para representar a pureza. Depois, é envolvido com faixas e disposto em uma mortalha, sempre com o rosto descoberto, pois é uma forma para que a alma possa enxergar o caminho que leva para o outro lado. Objetos de valor eram enterrados com o cadáver e muitas vezes, dependendo da época, colocava-se uma moeda em cima da boca. Como assim? Uma moeda? Sim, a moeda servia como uma espécie de pagamento para o barqueiro Caronte, pois era ele que atravessava as almas nos quatro rios do inferno de Hades. Algumas vezes, próximo ao cadáver, também era colocado um bolo de mel, para que agrade Cérbero, o cão de três cabeças, guardião da porta do inferno de Hades. Os mortos eram expostos em leitos, durante um ou dois dias dentro do cômodo mais importante da casa, sempre com os pés voltados para a porta. Os enterros em Atenas eram realizados antes do nascimento do sol, para que os raios do sol não fossem contaminados pela dor da Morte. As pessoas presentes no enterro se vestiam de preto, cinza ou branco e os cabelos eram cortados como símbolo de dor. Um vaso com cristais era colocado na porta da casa, a fim de absorver a contaminação da Morte. Os cemitérios eram sempre fora dos muros da cidade e então, o corpo era finalmente cremado e os restos recolhidos dentro de uma urna. Após todo este processo, os parentes do falecido tomavam um banho de renovação com água do mar, para retirar as impurezas que o rastro da Morte deixava. Um grande banquete era realizado, durante trinta dias após o falecimento e nos aniversários de falecimento, para dar memória ao falecido.

 Na Idade Média, a relação Homem-Morte desenvolveu-se em duas fases, pois a Morte teve duas representações distintas neste período. Temos a Alta Idade Média, que vai do período do século V até meados do século XII, e a Baixa Idade Média, que vai do século XII até o século XV.

Na primeira fase, nos deparamos com o conceito de uma morte mais “íntima”, ou seja, a Morte era mais presente na sociedade, mais “domesticada” e “familiar”. Nesta época, o morrer era encarado com muita naturalidade. A consciência da Morte era tão intima, que o moribundo já sabendo de sua aproximação, fazia uma espécie de reconciliação, em que pedia perdão por todos os seus pecados. Toda essa reconciliação era a fim de obter a tão desejada paz e o caminho para o paraíso. Um moribundo que não confessasse pedindo perdão aos seus pecados era destino certo a queimar no inferno, e este era um dos maiores medos do homem medieval. A morte súbita era vista com muito temor, pois não teria como pedir o perdão e então, na mentalidade da época, inviabilizaria a ida da alma para o paraíso.

Nesta fase, os mortos eram envoltos em um sudário e não existiam caixões. Os corpos eram jogados em valas, na maioria das vezes em cima de outros cadáveres, sendo muito deles em adiantado processo de decomposição. Os pobres eram enterrados no pátio das igrejas e os mais ricos dentro da igreja. Acreditava-se que aqueles que eram enterrados dentro da igreja, estavam protegidos do inferno, pois os santos e os mártires os protegeriam de toda maldição. Outra característica desta época é a não separação destes ambientes. Nos cemitérios e igrejas, era muito comum ocorrer inúmeras reuniões e festividades, o que denota a principal característica do convívio do homem com a Morte, ambos eram tão íntimos, que não era problema conviverem lado a lado. Segundo o historiador francês Philippe Ariès, autor do livro “História da Morte no Ocidente: Da Idade Média aos dias atuais”,

A atitude antiga em que a morte é ao mesmo tempo próxima, familiar e diminuída, insensibilizada, opõe-se demasiado à nossa onde faz tanto medo que já não ousamos pronunciar o seu nome. É por isso que, quando chamamos a esta morte familiar a morte domada, não entendemos por isso que antigamente era selvagem e que foi em seguida domesticada. Queremos dizer, pelo contrário, que hoje se tornou selvagem quando outrora o não era. A morte mais antiga era domada.”

 




 

Na segunda fase, com a ascensão definitiva da Igreja, a familiaridade com a morte tomou outro rumo. O julgamento da morte passa a ser sinônimo de fins dos tempos. A morte começa a tomar conta da literatura e pinturas europeias e esta caracterização é marcada como uma figura de horror, medo, podridão. Foi nesta época que surgiu o ícone que até hoje é tido como símbolo da Morte, o esqueleto e a foice. O conceito de que a morte é conhecida como a Ceifeira, vem do conceito de colheita. A Morte pode ceifar de maneira individual ou coletiva. A peste negra na Idade Média ilustra bem este conceito. Em quadros representativos, podemos ver a personificação da Morte, levando os pestilentos da terra. As guerras e as doenças levaram quase uma sociedade inteira. 1/3 da população europeia foi varrida do mapa por causa da peste bubônica, que era constantemente reintroduzida por causa das Cruzadas. Para tornar o cenário ainda mais mórbido, com a chegada da Inquisição, para punir os infiéis, fizeram que a sociedade da época estivesse ainda mais presente com a morte, todos os dias, sem exceção; e assim, a Morte torna-se um castigo de Deus para o Homem.

 


 




 



O filósofo Espinosa dizia que a sabedoria do homem não é uma meditação sobre a Morte, mas sim sobre a vida. O Homem livre não deveria pensar apenas na morte. Com a chegada do Iluminismo e o avanço da ciência e livre pensamento, o homem ocidental passou a repensar na forma de como encara a Morte. A morte, que antes era algo mais familiar, passou a ser reprimido, pouco falado, um verdadeiro tabu dos dias modernos. Constantemente negamos sua existência. Em 1794, o iluminista Condorcet teve uma visão de como nós encaramos a morte hoje:

“(…) um dia, chegará um período em que a Morte não será nada mais que o efeito de acidentes extraordinários ou da lenta e gradativa decadência de forças vitais: e no qual a duração do intervalo entre o nascimento de um homem e sua decadência não terá um limite que lhe possa ser atribuído”.

Foi durante o século XVII que o termo eutanásia passou a ser visto como um alívio àqueles que estavam sofrendo, e os mesmos médicos que trabalhavam com a cura, trabalharem também com uma morte mais tranquila. Hoje a morte é vista como uma espécie de escândalo, um mistério ao qual não temos do que se esconder. Cala-se e uma esfera de temor assombra em volta daqueles que ouvem falar seu nome. As revoluções científicas ocorridas a partir do século XV colocaram mais razão e intelecto nos pensamentos sobre o assunto. Com o declínio do pensamento religioso, a Morte que antes era vista de forma mais íntima, passou a ser cada vez mais vista como algo ruim. Com o crescimento da burguesia pós-revolução industrial, o conceito de higiene e sanitarismo aumentaram, entrando no concerne da saúde pública. Morrer é sujo, contamina, fede. A morte torna-se cada vez mais impessoal,

”Um tipo absolutamente novo de morrer apareceu durante o século XX, em algumas das zonas mais industrializadas, mais urbanizadas, mais tecnicamente avançadas, do mundo ocidental… Dois traços saltam aos olhos do observador menos atento: a sua novidade, evidentemente, a sua oposição a tudo o que precedeu, de que é a imagem revertida, o negativo: a sociedade expulsou a morte, exceto a dos homens de Estado. Nada avisa já na cidade que se passou qualquer coisa… A sociedade deixa de fazer pausas: o desaparecimento de um indivíduo já não afeta a sua continuidade. Tudo se passa na cidade como se já ninguém morresse.” (Ariès).

O quarto do moribundo passou da casa para o hospital. Devido às causas técnicas médicas, esta transferência foi aceita pelas famílias, estendida e facilitada pela sua cumplicidade. O hospital é a partir de então o único lugar onde a morte pode escapar seguramente à publicidade – ou àquilo que resta – a partir de então considerada como uma inconveniência mórbida. É por isso que se torna o lugar da morte solitária.” (Ariès)

A Morte passou então a ser associada com tudo o que é ruim, não somente ao medo, à perda.

 

“O quarto do moribundo passou da casa para o hospital. Devido às causas técnicas médicas, esta transferência foi aceita pelas famílias, estendida e facilitada pela sua cumplicidade. O hospital é a partir de então o único lugar onde a morte pode escapar seguramente à publicidade – ou àquilo que resta – a partir de então considerada como uma inconveniência mórbida. É por isso que se torna o lugar da morte solitária.” (Ariès)



 


“O Beijo da Morte”, é considerado um ícone da arte fúnebre. Criada em 1930, encontra-se no cemitério de Poblenou, em Barcelona, na Espanha. É a homenagem de uma família a um filho morto, representado como um deus grego na escultura. A estátua, segundo boatos, influenciou Ingmar Berg­man para a criação da obra-prima cinematográfica, “O Sétimo Selo”, que retrata a vida e a morte e ilustra a imagem tema desta matéria, acima do título.


Vida e Morte, de Gustav Klimt

Cena da série “Six Feet Under”, de Allan Ball, produzida pela HBO.

A Morte é uma inconstante. Mesmo com o passar dos tempos, sempre nos restará dúvidas e perguntas sobre a Indesejada. A ciência já nos colocou diante da realidade, os aspectos da Morte, já nos debruçamos sobre este tema tentando aceitá-lo. Por que tanto medo? Por que tanto tabu em algo que tanto sabemos que não podemos escapar? Todos nós tempos medo da Morte, essa representação já tão antiga da entidade vestida de negro, o esqueleto que carrega a foice que ceifa vidas. Poucos se aventuram a entender todo o mistério sombrio que existe dentro do tema. E a grande questão deste enigma está na nossa sobrevivência à morte biológica. Será que um dia vamos enganar a morte? Existirá o dia em que ninguém mais morrerá? Pense, reflita. Neste mês o Literatortura trará a você uma série de matérias sobre o tema. Um novo olhar sobre aquela que ninguém escapa. Nem eu e você.



Fontes de Pesquisa:

 ARIÈS, Philippe. A história da morte no ocidente.

ARIÈS, Philippe. O homem diante da morte.

BECKER, Ernest. A Negação da Morte.

GIMENEZ, Sonia Maria. Morte: Implicações ambientais e culturais.

HUIZINGA, Johan. O outono na Idade Média.

 

O Cristão deve ser Conservador. Entenda.

"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão." (Mateus 24:35) Cristão  x Conservador - Muitas pe...