sábado, 30 de novembro de 2013

A HORA DA GLÓRIA DE JESUS



"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz" (Fp 2.5-8).

Por que, afinal, Jesus seguiu esse caminho da entrega total? Por que Ele foi obediente até a morte, até a morte de cruz?
Por amor a Seu Pai no céu
A hora da Sua glória, quando exclamou na cruz "Está consumado!", a hora de triunfo e vitória do Cordeiro de Deus aconteceu em primeiro lugar para o Pai no céu. É óbvio que Jesus morreu por nós – Jesus nos redimiu – Jesus nos libertou – Jesus nos salvou. Mas, embora tudo isso seja tão belo e verdadeiro, não aconteceu primeiramente por nossa causa, e sim, por causa da vontade santa de Deus, para quem o pecado é abominação.
Pelo fato do Deus santo jamais poder tolerar pecado, Ele não viu outra alternativa do que enviar Seu próprio Filho ao mundo para fazê-lO morrer como cordeiro de sacrifício pelos pecados. Entretanto, mesmo que Jesus Cristo já tenha sido designado para ser o Cordeiro de Deus desde a fundação do mundo – porque Deus sabia como tudo havia de acontecer –, esta nunca fora a intenção original de Deus. Como sabemos disso? Por ocasião da criação do homem, Deus não incluiu a necessidade de salvação – o Calvário –, embora soubesse que o homem cairia no pecado.
Em Gênesis 1.26a e 27 lemos sobre a criação do homem: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou". Disso se deduz claramente que, por ocasião da criação do homem, Deus agiu como se nunca houvesse a queda em pecado – pois mesmo sabendo muito bem da queda que haveria de acontecer, Ele colocou dentro do homem a Sua própria e gloriosa imagem. Ao mesmo tempo precisamos saber que o Filho de Deus estava presente no ato da criação, pois está escrito no plural: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança". Podemos ver retrospectivamente o quanto Jesus se alegrou pela criação dos homens, mesmo que mais tarde tivesse que morrer por eles: "O Senhor me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra... eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo tempo; regozijando-me no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens" (Pv 8.22-23; 30-31). Aqui se fala da Sabedoria em pessoa, que não é outra senão o próprio Jesus Cristo, pois dEle está escrito que "se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção" (1 Co 1.30). Jesus, que já estava com o Pai desde a eternidade, participou da criação do homem e teve, como diz a Bíblia Viva: "grande prazer no belo mundo que tinha sido criado e nas pessoas que moravam nele". Como era glorioso o Paraíso de Deus! Ali não havia pecado, nem sombra de pecado, nem qualquer perturbação. Pelo contrário. O Deus santo e eterno quis revelar-se de maneira tão concreta no homem, que colocou nele a Sua imagem. Imagine só: Deus se identificou tanto com a coroa da Sua criação, que essa criação passou a ser a imagem refletida dEle mesmo!
Contudo, para grande pesar do Criador e de todos os Seus exércitos celestiais, aconteceu: a coroa da criação, o homem, caiu em pecado. Com isso, por um tempo, toda alegria havia terminado. Pois num só golpe, a imagem de Deus que Ele havia colocado no homem foi tocada e manchada e isso lançou uma pavorosa sombra sobre o glorioso Paraíso. O que Deus teve que fazer, então?
Quando Moisés voltou do Monte Sinai com as primeiras tábuas da Lei e viu como o povo dançava de maneira auto-destrutiva e pecaminosa ao redor do bezerro de ouro, ele despedaçou as tábuas de pedra diante dos olhos do povo. Bem entendido, tratava-se das tábuas da Lei que o próprio Deus havia feito e escrito com Seu dedo, mas elas foram destruídas por causa do pecado.
Entretanto, os primeiros homens que Deus havia feito e nos quais Ele colocara a Sua imagem, que, entretanto, sujaram essa imagem santa pelo pecado, não foram destruídos. Essa teria sido a possibilidade mais simples para Deus, porque dessa maneira Ele poderia limpar a Sua própria imagem santa de qualquer contaminação e desonra. Porém, Deus não destruiu a Sua criação. Ele procurou uma possibilidade para reparar o estrago. Havia somente um único caminho:
O Calvário
É dentro dessa perspectiva que precisamos olhar outra vez essa grandiosa vitória conquistada no Calvário, a hora da glória de Jesus Cristo, que em primeiro lugar foi a hora de Seu Pai. Como já dissemos, o alvo primordial não era resgatar o homem caído, mas restabelecer a glória de Deus que fora violada! Somos tão parciais e humanos em nosso modo de pensar, que muitas vezes esquecemos essa verdade.
Naturalmente permanece o que está escrito em João 3.16: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Mas de que amor se trata aqui? Do grande amor do Criador para com a Sua criação que, desde a queda em pecado, jaz totalmente no maligno. Em outras palavras: trata-se daquele amor de Deus que sempre existiu. Muitas vezes falamos sobre o amor de Deus como se tivesse se tornado ativo apenas na cruz do Calvário. Mas esse é o mesmo amor pleno de Deus presente quando colocou a Sua imagem no homem por ocasião da criação. Que amor ilimitado Deus demonstrou naquela ocasião – e Seu amor nunca mudou.
Quando está escrito que "todo o que nele crê... tenha a vida eterna", não se trata de uma vida eterna que somente surgiu no Calvário, mas da vida eterna que os primeiros homens já possuíam no Paraíso e haviam perdido por causa do pecado.
Pela ressurreição de Jesus Cristo, todas as exigências de Deus foram cumpridas
Pela entrega da Sua vida na cruz do Calvário, o Senhor Jesus ofereceu o sacrifício pelo pecado original e por todos os pecados cometidos, e através desse sacrifício, o Deus santo pôde reconciliar-se com Sua criação: "a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões..." (2 Co 5.19). Mas o mais importante foi que, assim, a imagem santa de Deus que Ele colocara no homem foi resgatada. Pois cada pessoa que responde afirmativamente ao Calvário, aos olhos de Deus, é transferida de volta para o estado original da criação, porque em Jesus Cristo passa a ser justa. Em Romanos 8.1 lemos a respeito: "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus."
Assim cada pessoa que responde afirmativamente ao Calvário está novamente de posse da vida eterna que havia sido perdida no Paraíso. A esse respeito lemos em 1 João 5.12a: "Aquele que tem o Filho, tem a vida." Por isso, pela ressurreição de Jesus Cristo dos mortos, todas as exigências do Deus santo – como selo da obra expiatória consumada no Calvário – foram cumpridas.
Penso que João Batista viu isso claramente, pois no seu testemunho público em João 1.29, ele disse acerca de Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" Ele não disse: "Eis o cordeiro do sacrifício do mundo, que leva os homens novamente a Deus", mas "Eis o Cordeiro de Deus..." E este Cordeiro de Deus tem como prioridade a vontade de Deus e Sua glória e não as necessidades de um mundo pecaminoso. Isto significa que Jesus não foi ao Calvário como o nosso Advogado, mas como Enviado e Representante do Deus santo e justo que está nos céus! Por isso está escrito em 2 Coríntios 5.19a: "a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo..." E em Romanos 3.25 lemos: "...a quem (ou seja, a Jesus) Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé..."
Não é impressionante o que Jesus fez? Para restabelecer a honra de Seu Pai, Ele fez com que todos os que crêem nEle, no Senhor crucificado, morto, ressuscitado e que voltará, tivessem novamente acesso livre a esse Pai no céu. Somos exortados a fazer uso desse acesso com toda confiança: "Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça..." (Hb 4.16a).
É tão comovente o que Romanos 8.15 diz àqueles que foram salvos pelo sangue de Jesus: "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai". Não, nunca mais precisamos ter medo, pois Jesus restabeleceu tudo; entre nós e o Pai no céu tudo está purificado pelo sangue de Jesus. Como é glorioso agora podermos chamar nosso Pai de "Aba, Pai" outra vez, Ele que antes nem podia olhar para nós por causa dos nossos pecados! Isso encontra amparo total no Deus Eterno, que deseja que Seus filhos o chamem assim, pois está escrito em Gálatas 4.6: "E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!" Em outras palavras: àqueles que se tornaram filhos de Deus pela fé no sacrifício de Jesus Cristo no Calvário e na Sua gloriosa ressurreição, a esses o próprio Deus quer encher com o Espírito do Seu Filho para que tenham plena confiança de chamá-lO de "Aba", Pai.
Como é grandiosa a hora da glória de Jesus Cristo!
Pela Sua cruz e pela Sua ressurreição Ele restabeleceu a honra do Deus santo, e assim foi novamente aberto o caminho do homem ao coração do Pai. Nesse sentido devemos gravar bem fundo em nossos corações as palavras de Lucas 15.7, onde o Senhor Jesus diz: "...haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende..." A hora da glória de Jesus Cristo é festejada continuamente no céu! Você sabe quando? Cada vez que um pecador se arrepende! Pois cada pecador que se arrepende contribui para que a honra do Deus eterno se torne maior e mais gloriosa! (Marcel Malg)

O Sentido da Vida...

...sempre preocupou a humanidade. "Por que vivo?", "Qual a razão da vida?", "Qual o objetivo de viver?"
Mary Roberts Rinehart disse sobre o sentido da vida: "Um pouco de trabalho, um pouco de sono, um pouco de amor, e tudo acabou." • Edmund Cooke afirmou: "Nunca vivemos, mas sempre temos a expectativa da vida." • Colton: "A alma vive aqui como numa prisão e é liberta apenas pela morte." • Shakespeare: "Viver é uma sombra ambulante." • R. Campbell: "Viver é um corredor empoeirado, fechado de ambos os lados." • Rivarol: "Viver significa pensar sobre o passado, lamentar sobre o presente e tremer diante do futuro."
Será que todas essas não são afirmações bastante amargas e desanimadoras sobre o sentido da vida? Parece que todos falam apenas de existir e não de viver verdadeiramente.
Jesus tocou no âmago da questão ao dizer: "Eu sou... a vida" (João 14.6). Por isso o apóstolo Paulo escreveu sobre o sentido da sua vida: "Porquanto, para mim o viver é Cristo" (Filipenses 1.21). Por isso, também o apóstolo João começou sua primeira epístola com as palavras: "O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada)" (1 João 1.1-2).
Uma revista esportiva resumiu da seguinte forma a vida de um famoso ex-treinador e comentarista esportivo:
Eu acreditava que 20 anos de fama bastariam... talvez ganhar três campeonatos e então, no auge, com 53/54 anos, parar... Depois eu pretendia recuperar tudo o que tinha perdido, por causa do muito tempo que estive viajando... Agora tudo parece tão sem sentido... Mas aquela ânsia incontrolável de conquistar o mundo não podia ser freada... Ao se ficar doente, chega-se à conclusão: "o esporte não significa mais nada" – esse pensamento é simplesmente terrível.
Alguém disse certa vez: "Qual o significado da vida, quando ela se torna ‘antigamente’?" Sem Jesus, que é a vida em todo o seu significado presente e eterno, a vida na terra oferece no máximo "sucesso vazio", e mesmo esse se esvai no final como areia entre os dedos. Por isso, dê ouvidos à voz de Jesus, que resume o sentido da vida numa única frase: "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (João 17.3). (Norbert Lieth)

A OBEDIÊNCIA NO FALAR


Na Bíblia, nossa língua é chamada de mundo de iniqüidade... que contamina o corpo inteiro... Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus” (Tg 3.6,9).
Na Palavra de Deus encontramos diversas instruções e exortações em relação ao uso da língua. Por exemplo: “Desvia de ti a falsidade da boca e afasta de ti a perversidade dos lábios” (Pv 4.24). Uma tradução livre do texto seria: “Não permitas que tua boca fale qualquer inverdade; que teus lábios pronunciem difamação ou engano”. Tudo o que é inverdade, tudo o que torce a verdade e tudo o que engana é mentira. O mais difícil para nós realmente é obedecer com a língua, não é mesmo? Uma pesquisa entre jovens alemães a partir de 14 anos revelou que as pessoas engendram alguma mentira a cada oito minutos: “São aproximadamente 200 inverdades durante o dia” (Topic, 4/2002).
A Bíblia declara com muita propriedade: “a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim” (Tg 3.8-10).
Uma história ilustra todo o poder do que falamos ou deixamos de falar:
Um homem riquíssimo tinha convidado muitas pessoas para uma festa. Encarregou seu cozinheiro-chefe de comprar os melhores alimentos. Este foi ao mercado e comprou línguas – somente línguas e nada mais. Apresentou-as como primeiro prato, segundo prato, etc., servindo somente línguas aos hóspedes. Os convivas elogiaram a composição da refeição e a idéia original do cozinheiro. Mas, aos poucos começaram a ficar saturados de tanto comer línguas. O anfitrião se irritou e mandou chamar o cozinheiro: “Não mandei que você comprasse o que há de melhor no comércio?” Ele respondeu: “Existe algo melhor do que língua? Ela é o vínculo na vida social, a chave para todas as ciências, o órgão que proclama a verdade e a razão. Graças ao poder da língua, edificam-se cidades e as pessoas se tornam letradas e cultas”. “É verdade”, concordou o dono da casa. E mais uma vez encarregou o cozinheiro de preparar outro banquete para o dia seguinte, com a ressalva de comprar o que de pior houvesse na feira. Novamente este comprou línguas, somente línguas. Preparou-as das mais variadas maneiras para o banquete. Já que os convidados eram os mesmos, enojaram-se rapidamente do cardápio. O anfitrião sentiu-se ridicularizado e envergonhado, e gritou com seu chefe de cozinha: “Não mandei que você preparasse o que há de mais ruim? O que você está pensando? Por que serviu línguas outra vez?” Ele respondeu: “A língua também é o que há de pior no mundo, a mãe de todas as contendas e discórdias, a fonte de todos os processos judiciais, das diferenças de opinião e o instrumento que incita à guerra e à destruição. Ela é o órgão que propaga enganos e difamações. Pessoas são levadas ao mal, cidades são destruídas e vidas são aniquiladas pelo poder da língua”.

O perigo de uma língua sem freios

"a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero."
Uma língua que não está sob o domínio do Espírito Santo anula qualquer ministério espiritual: “Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã” (Tg 1.26). Como ilustração, vejamos mais um relato:
Um senhor idoso foi solicitado a conversar com um jovem de sua comunidade que havia roubado a seu chefe e estava na prisão. “Parece que eu o conheço de algum lugar”, disse o homem ao jovem, “você não me é estranho”. “Com certeza”, respondeu o prisioneiro, “já faz mais de dez anos, mas parece que foi ontem, pois lembro-me claramente de nosso encontro. O senhor é o culpado de eu me encontrar nesta prisão”. – “Mas como?”, surpreendeu-se o visitante. “Em toda a minha vida não lhe fiz mal algum!” – “Não propositalmente; mas certa vez eu vinha com meu pai de uma evangelização, quando encontramos o senhor no caminho. Meu coração estava profundamente tocado pela pregação que ouvira e eu queria voltar para derramá-lo diante do evangelista. Mas aí ouvi o senhor ridicularizando o pregador, dizendo que ele era inculto e não sabia pregar direito. Essas palavras despertaram em mim um desprezo pela pregação que acabara de ouvir, e a partir de então parei de buscar a salvação de minha alma. Comecei a andar em más companhias e hoje estou aqui na prisão”.
Certa vez o Senhor Jesus disse que os homens prestarão contas de qualquer palavra frívola que tiverem falado (Mt 12.36). Portanto, tudo o que falamos fica registrado no céu.

Tudo é revelado na luz da glória de Deus

Quando o profeta Isaías viu a glória de Deus, ficou imediatamente consciente de seus lábios impuros: No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Is 6.1,5).
O rei Davi também sabia o mal que pode ser causado por palavras ditas impensadamente. Por isso, orou: “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios. Não permitas que meu coração se incline para o mal...” (Sl 141.3-4). A Bíblia Viva diz: “Ó Senhor, ajuda-me a tomar cuidado com o que falo; ajuda-me a não falar o que não te agrada. Não permitas que o meu coração seja atraído para o pecado...”
Por que alguém mente? Porque há falsidade em seu coração: “Vou descrever para vocês um homem vazio, inútil, um homem que não presta para nada. Suas palavras são mentirosas... Seu coração está cheio de maldade...” (Pv 6.12,14, A Bíblia Viva).

Áreas perigosas – onde devemos vigiar nossa língua

Existem três áreas potencialmente perigosas em relação ao nosso falar:

1. A mentira

No Antigo Testamento Deus já alertou: “Não furtareis, nem mentireis...” (Lv 19.11). E no Novo Testamento somos exortados: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros” (Ef 4.25). Em outras palavras: ninguém pode passar por cima da mentira; ela é séria demais e sempre deve ser exposta à luz. Uma meia-verdade é uma mentira completa.
No Apocalipse há menção específica de que os mentirosos não entrarão no reino dos céus e acabarão no lago que arde com fogo e enxofre (Ap 21.8,27).

2. Calúnia e difamação

É muito fácil acabar com a reputação de alguém falando apenas algumas poucas palavras. É por essa razão que a calúnia e a difamação devem ser levadas muito a sério, pois fazem parte das piores atitudes nos relacionamentos humanos. Lemos no Salmo 15.1-4: “Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao Senhor; o que jura com dano próprio e não se retrata”.

 

Exagero ou minimização devem ser equilibrados como os pratos das antigas balanças: o ponto certo é alcançado quando os ponteiros estão na mesma altura.

3. Exagerar ou minimizar os fatos

Exageramos com facilidade quando se trata de nossas boas ações, mas quando contamos alguma coisa boa acerca de alguém, tendemos a diminuir suas qualidades. Foi o que levou o salmista a orar: “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios. Não permitas que meu coração se incline para o mal, para a prática da perversidade na companhia de homens que são malfeitores...” (Sl 141.3-4).
Um menino disse a seu pai: “Papai! Papai! Eu vi um cachorro do tamanho de um elefante!” O pai retrucou: “Já avisei milhões de vezes que você iria apanhar se continuasse exagerando tanto!”
Exagero ou minimização devem ser equilibrados como os pratos das antigas balanças: o ponto certo é alcançado quando os ponteiros estão na mesma altura.

Confessando a culpa e recebendo perdão

Depois da conquista da cidade de Jericó, Acã tomou para si despojos proibidos, e todo o povo de Israel caiu em desgraça. Mais tarde esse pecado veio à luz, e mesmo que o culpado já tivesse sido revelado, Josué disse a Acã: “Filho meu, dá glória ao Senhor, Deus de Israel, e a ele rende louvores; e declara-me, agora, o que fizeste; não mo ocultes” (Js 7.19). Acã respondeu: “Verdadeiramente, pequei contra o Senhor, Deus de Israel, e fiz assim e assim” (v.20). Então, segundo a Lei, Acã teve de morrer.
Hoje ninguém é condenado à morte por ter mentido, caluniado, difamado, exagerado ou minimizado os fatos. A graça de Jesus está acima da Lei. Mas o pecado somente será perdoado quando for confessado: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1 Jo 1.9). (Norbert Lieth).

Jerusalém, Capital de Israel

A decisão do presidente dos Estados Unidos de assinar o reconhecimento oficial da cidade de  Jerusalém  como a capital de Israel, além ...