sábado, 19 de outubro de 2013

Quem Tem a Última Palavra Sobre Jerusalém?


 
 
Tornei a levantar os olhos e vi, e eis um homem que tinha na mão um cordel de medir. Então, perguntei: para onde vais tu? Ele me respondeu: Medir Jerusalém, para ver qual é a sua largura e qual o seu comprimento. Eis que saiu o anjo que falava comigo, e outro anjo lhe saiu ao encontro. E lhe disse: Corre, fala a este jovem: Jerusalém será habitada como as aldeias sem muros, por causa da multidão de homens e animais que haverá nela. Pois eu lhe serei, diz o Senhor, um muro de fogo em redor e eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória. Eh! Eh! Fugi, agora, da terra do Norte, diz o Senhor, porque vos espalhei como os quatro ventos do céu, diz o Senhor. Eh! Salva-te, ó Sião, tu que habitas com a filha da Babilônia. Pois assim diz o Senhor dos Exércitos: Para obter ele a glória, enviou-me às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho. Porque eis aí agitarei a mão contra eles, e eles virão a ser a presa daqueles que os serviram; assim, sabereis vós que o Senhor dos Exércitos é quem me enviou. Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho e habitarei no meio de ti, diz o Senhor. Naquele dia, muitas nações se ajuntarão ao Senhor e serão o meu povo; habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos Exércitos é quem me enviou a ti. Então, o Senhor herdará a Judá como sua porção na terra santa e, de novo, escolherá a Jerusalém. Cale-se toda carne diante do Senhor, porque ele se levantou da sua santa morada” (Zc 2.1-13).
 
Atualmente a principal questão política é: quem é, de fato, o dono de Jerusalém – os judeus, os árabes, ou ambos? Até 1967 a parte oriental de Jerusalém estava sob o domínio jordaniano. A Jordânia simplesmente tinha anexado essa parte da cidade ao seu território. Depois Jerusalém Oriental foi conquistada pelos israelitas durante a Guerra dos Seis Dias, e finalmente, em 1982, o Knesset, o Parlamento israelense, declarou toda a cidade de Jerusalém como capital indivisível do Estado de Israel. Mas pouquíssimos países transferiram suas embaixadas de Tel Aviv para Jerusalém.
As discussões políticas dos governantes deste mundo e a luta dos palestinos têm o claro objetivo de novamente dividir a cidade e transformá-la em duas capitais. Mesmo as Nações Unidas são a favor de uma divisão e os dirigentes islâmicos chegam a reivindicar a cidade de Jerusalém inteira para o mundo árabe.
Mas de quem é a última palavra acerca de Jerusalém? O texto citado acima nos dá a resposta: “Então, o Senhor herdará a Judá como sua porção na terra santa e, de novo, escolherá a Jerusalém. Cale-se toda carne diante do Senhor, porque ele se levantou da sua santa morada” (vv.12-13). Essas palavras divinas têm um significado decisivo na resolução do conflito no Oriente Médio! Não existe forma mais clara de dizer que o Senhor é quem tem a última palavra e que as nações devem calar-se. Por mais que gritem e esperneiem, uma coisa é bem certa: Jerusalém é de Deus! O que o Senhor diz neste capítulo acaba com todos os pensamentos, opiniões e discussões das pessoas sobre Israel e Jerusalém.

1. O homem com o cordel de medir

Em 1982, o Knesset, o Parlamento israelense, declarou toda a cidade de Jerusalém como capital indivisível do Estado de Israel. Mas pouquíssimos países transferiram suas embaixadas de Tel Aviv para Jerusalém.
“Tornei a levantar os olhos e vi, e eis um homem que tinha na mão um cordel de medir” (Zc 2.1). A primeira coisa que o Senhor mostra claramente ao profeta Zacarias é um homem com um cordel de medir, com o qual Jerusalém é medida. Este cordel já apareceu no capítulo 1.16. Em meio a todas as ameaças que nos cercam precisamos dirigir o nosso olhar para Jesus, o homem que é a medida completa da salvação e que nos incluiu em Sua redenção.
Quem é este homem com o cordel, e o que a sua ação profética nos diz? Aparentemente, aqui trata-se do próprio Jesus. O profeta Ezequiel menciona uma pessoa semelhante: “Em visões, Deus me levou à terra de Israel e me pôs sobre um monte muito alto; sobre este havia um como edifício de cidade, para o lado sul. Ele me levou para lá, e eis um homem cuja aparência era como a do bronze; estava de pé na porta e tinha na mão um cordel de linho e uma cana de medir” (Ez 40.2-3). Em Ezequiel 1 esse homem é descrito com detalhes ainda mais específicos: “... havia algo semelhante a um trono, como uma safira; sobre esta espécie de trono, estava sentada uma figura semelhante a um homem. Vi-a como metal brilhante, como fogo ao redor dela, desde os seus lombos e daí para cima; e desde os seus lombos e daí para baixo...” (Ez 1.26-27; veja também Ap 1.12-15).
Acredito que foi por providência de Deus que Jesus cresceu como filho de um carpinteiro e provavelmente também tenha aprendido este ofício (Mt 13.55). Em grego usa-se para “carpinteiro” a palavra “tekton”, que significa “artífice, que trabalha com madeira e pedra”. Era natural esses artífices tirarem todas as medidas de uma casa ou de um objeto e fazerem seus cálculos antes de começar a construir: “O artífice em madeira estende o cordel e, com o lápis, esboça uma imagem; alisa-a com plaina, marca com o compasso...” (Is 44.13). Será que Zacarias já estava vendo o “filho do carpinteiro” dos evangelhos? Somente Ele pode reconhecer e apresentar o quadro geral das decisões de Deus a respeito de Israel e da Igreja.

O cordel de medir como símbolo para a reconstrução

Neste texto de Ezequiel 40.2-3ss, já citado, o cordel de medir é usado nos preparativos para a construção da cidade de Jerusalém e do templo, e também para o reinado futuro. É exatamente disso que fala Zacarias 2. Não se trata de derrubada, mas de reconstrução, não de divisão, mas de unificação. Com a medição, o Senhor faz valer o Seu direito sobre Jerusalém, isto é, Ele proclama visivelmente diante de todos os inimigos que ela é uma cidade indivisível.

O cordel de medir como símbolo da indivisibilidade

Vamos considerar três versículos em relação a este ponto: “Porque ele lançou as sortes a favor delas, e a sua mão lhes repartiu a terra com o cordel; para sempre a possuirão, através de gerações habitarão nela” (Is 34.17). Aqui o cordel representa o direito eterno de posse dos judeus sobre a terra de Israel.
“Farei do juízo a régua e da justiça, o prumo; a saraiva varrerá o refúgio da mentira, e as águas arrastarão o esconderijo” (Is 28.17). O Senhor não se deixa guiar pelas opiniões dos políticos nem pela mídia. Tampouco se guia pela opinião de uma religião ou do Corão. Sua medida são as Suas promessas a Abraão, Isaque, Jacó e Davi. O juízo e a justiça de Deus não permitem que estas promessas falhem.
“Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei; os teus muros estão continuamente perante mim” (Is 49.16). Este Senhor, que mediu Jerusalém, que andou pelos seus muros, mediu-os e tem a cidade constantemente diante de Seus olhos.

O cordel de medir como símbolo de proteção e cuidado

Será que Zacarias já estava vendo o “filho do carpinteiro” dos evangelhos? Somente Ele pode reconhecer e apresentar o quadro geral das decisões de Deus a respeito de Israel e da Igreja.
No Apocalipse vemos como o templo e o altar são medidos para proteger aqueles que estão adorando em seu interior: “Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que naquele adoram; mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa” (Ap 11.1-2). Os versículos 4-5 de Zacarias 2 deixam claro que se trata da proteção e do direito de posse de Deus sobre a cidade de Jerusalém. Jerusalém será protegida por dentro e por fora pelo próprio Senhor. Jesus retornará em glória e edificará o Seu reino tendo Jerusalém como centro.
Em nossos dias vemos a luta por Jerusalém: querem dividir a cidade para tirá-la dos judeus e submetê-la ao Islã. Mas a resposta de Deus prova exatamente o contrário: a cidade é medida para ser edificada. Ela subsiste no Filho de Deus, Jesus Cristo, que em Sua encarnação nasceu na casa de um carpinteiro. Para Deus, Jerusalém é indivisível.
Também a nossa vida foi “medida” e é protegida contra invasões, por mais que o inimigo lute e tente fazer valer a sua reivindicação sobre nós, invadindo as fronteiras e derrubando muros. Mas podemos ter certeza de que estamos inseridos na construção de Deus. O inimigo não tem direito sobre nós se tivermos aceitado Jesus em nossas vidas, isto é, se tivermos nos voltado para Ele: “no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito” (Ef 2.21-22). Nossa vida está oculta em toda a medida do Seu amor e ali está protegida. Essa medida é descrita em Efésios 3: “A fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” (Ef 3.18-21).

2. A reunião de Israel e o juízo de Deus sobre as nações

“Eh! Eh! Fugi, agora, da terra do Norte, diz o Senhor, porque eu vos espalhei como os quatro ventos do céu, diz o Senhor. Eh! Salva-te, ó Sião, tu que habitas com a filha da Babilônia. Pois assim diz o Senhor dos Exércitos: Para obter ele a glória, enviou-me às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho. Porque eis aí agitarei a mão contra eles, e eles virão a ser a presa daqueles que os serviram; assim, sabereis vós que o Senhor dos Exércitos é quem me enviou” (Zc 2.6-9). Os versículos 6 e 7 em Zacarias 2 têm um significado duplo. Por um lado referem-se à época de Zacarias e eram um chamado aos judeus que ainda não tinham saído da Babilônia para voltar a Israel: “...salva-te ...tu que habitas com a filha da Babilônia” (v. 7). A Babilônia é chamada de “terra do norte” porque tanto ela como todos os outros inimigos sempre atacavam Israel a partir do norte. Ainda que o rei persa tivesse possibilitado a volta dos judeus à sua terra, muitos não haviam aproveitado essa oportunidade. Apenas cerca de 50.000 pessoas tinham voltado para Jerusalém. Agora o chamado se dirigia àqueles que tinham ficado para trás, para que voltassem à sua terra e se tornassem o povo que receberia o Messias na sua primeira vinda.
Em nossa época o povo judeu foi reunido de sua segunda diáspora (dispersão) com a mesma finalidade. Ele deve ser preparado para receber o Messias que voltará. É a isto que o versículo 6 parece referir-se: “Porque vos espalhei como os quatro ventos do céu”. É interessante que os primeiros a voltarem para casa dessa segunda diáspora chegaram por volta de 1870, vindos do norte. Depois vieram dos quatro cantos do mundo (Sl 120.5 – Meseque e Quedar). As nações reagem a este segundo retorno dos judeus saqueando Israel. Brigam pela terra e querem dividir Jerusalém. Mas isto terá como conseqüência o juízo, que é indicado pelo versículo 9 (veja também Joel 3.14-17).
Jesus indicou profeticamente essa dispersão mundial do ano 70 d.C. quando disse: “Cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles” (Lc 21.24). O tempo em que os povos serão atingidos pelo juízo de Deus está próximo, pois o tempo dos gentios terminará com a Grande Tribulação mundial. Por isso, na minha opinião as declarações dos versículos 6-9 apontam para além da época de Zacarias e também referem-se ao remanescente dos judeus que deve fugir da Grande Tribulação da Babilônia anticristã. Lemos a este respeito em Apocalipse 18.4: “Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos”.
O juízo de Deus atingirá as nações da Babilônia anticristã com toda a violência, pois elas levantaram suas mãos contra Israel. Elas despojaram o povo e a terra de Israel e, de acordo com Joel 3.2, queriam dividir a terra entre si para dominá-la em sua arrogante loucura por poder. Mas Aquele que declarou Jerusalém possessão Sua com o cordel de medir irá chamá-las à responsabilidade. Quem ataca a honra do povo judeu ataca a honra de Deus, e quem toca o povo judeu, toca a menina dos olhos de Deus.
Quem ataca a honra do povo judeu ataca a honra de Deus, e quem toca o povo judeu, toca a menina dos olhos de Deus.
A expressão “menina dos olhos” (veja também Dt 32.8-10) refere-se ao centro do globo ocular, a parte mais sensível do olho humano e a que mais precisa de proteção. Poderia haver exemplo melhor do quanto Deus se identifica com Seu povo? As promessas de Deus a respeito de Israel estão tão intimamente ligadas com Ele mesmo que cada golpe contra Israel atinge o próprio Deus. Certa vez li uma afirmativa muito significativa sobre este tema: “Nós alemães vimos alguém que tentou tocar esta ‘menina dos olhos’. Ele percebeu que na verdade foi como colocar o dedo em uma tomada de alta tensão; o choque o derrubou”. No Salmo 17.8 Davi ora: “Guarda-me como a menina dos olhos...” Certamente Deus fará isto!
As nações trataram Israel como escravo. De acordo com o versículo 9, agora elas mesmas serão o despojo deste servo. Virá um tempo em que as relações de poder deste mundo serão invertidas: “Os povos os tomarão e os levarão aos lugares deles, e a casa de Israel possuirá esses povos por servos e servas, na terra do Senhor; cativarão aqueles que os cativaram e dominarão os seus opressores” (Is 14.2). Israel, que durante milhares de anos foi servo dos povos, no reino de Jesus será elevado à posição de cabeça sobre as nações. Conosco igualmente houve essa inversão de domínio: no passado o pecado reinava sobre nós, mas agora, depois que fomos resgatados por meio de Jesus, podemos dominar o pecado (Rm 5.21). Éramos escravos do pecado, mas agora estamos libertos. No futuro, no reino de Cristo, os papéis serão trocados: Seu povo, atualmente odiado por todos os povos, mas também a Igreja de Jesus, hoje ainda perseguida e desprezada, o pequeno rebanho, reinarão como reis e sacerdotes junto com Jesus.

O orador misterioso

Quem é esta pessoa misteriosa que toma a palavra em Zacarias 2.8-9? “Pois assim diz o Senhor dos Exércitos: Para obter ele a glória, enviou-me às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho. Porque eis aí agitarei a mão contra eles, e eles virão a ser a presa daqueles que os serviram; assim, sabereis vós que o Senhor dos Exércitos é quem me enviou”. Outra pergunta: quem vem com a glória de Deus (Mt 24.30)? Quem se deixa enviar aos gentios por amor à honra de Deus (Lc 2.32)? Quem foi instituído como juiz sobre as nações (Jo 5.22; Mt 25.32)? Quem deverá ser reconhecido como o Enviado de Deus (Lc 10.16)? Com toda certeza não é ninguém menos do que Jesus! E como todo este trecho aponta para o tempo messiânico, também aqui a única resposta possível é que se trata do próprio Messias que está falando, que Ele é o orador misterioso. Deus sabe o dia em que Seu povo reconhecerá quem é o Enviado!
O Senhor também é o “Senhor dos Exércitos” (v.8), aqui várias vezes falando na primeira pessoa do singular. É o Messias reconhecendo o Seu povo. Foi a Este que Natanael (a quem Jesus chamou de verdadeiro israelita) viu, quando disse: “Antes de Filipe te chamar, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira. Então, exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!” (Jo 1.48-49). Deus nunca deixou Seu povo sair “de sua vista” (ou de sua menina dos olhos) e, portanto, um dia este povo fará coro com a confissão de Natanael declarando que Jesus é o Messias.

3. O Senhor tem a última palavra sobre Jerusalém

Para os homens não há alegria maior e não há vida mais plena do que contar com a presença de Jesus em seu coração e em sua vida!
“Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho e habitarei no meio de ti, diz o Senhor. Naquele dia, muitas nações se ajuntarão ao Senhor e serão o meu povo; habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos Exércitos é quem me enviou a ti. Então, o Senhor herdará a Judá como sua porção na terra santa e, de novo, escolherá a Jerusalém. Cale-se toda carne diante do Senhor, porque ele se levantou da sua santa morada” (Zc 2.10-13). Jesus retornará e tomará Jerusalém de volta para si. O Senhor chama a cidade de “filha de Sião”, expressando assim toda a Sua misericórdia com Seu povo. Sua promessa: “Eis que venho e habitarei no meio de ti”, cumpre-se em cinco etapas:
  • Primeiro Ele morou com Seu povo no tabernáculo e mais tarde no templo.
  • Deus morou entre os homens quando Cristo veio ao mundo: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14).
  • Com a morte, a ressurreição e a ascensão de Jesus o Espírito Santo mora nos corações dos renascidos desde o Pentecoste (Jo 14.23, 1 Co 3.16).
  • Depois do Arrebatamento o Senhor fará morada espiritual no remanescente de Seu povo selando os cento e quarenta e quatro mil (Ap 7.4).
  • Finalmente o Senhor retornará visivelmente e em glória para morar no meio do Seu povo (Zc 2.5,12).
Para os homens não há alegria maior e não há vida mais plena do que contar com a presença de Jesus em seu coração e em sua vida!
O Senhor fará morada em todos os povos (Zc 2.11) a partir de Israel, e do seu ponto central, Jerusalém. Muitas nações se juntarão a Ele e passarão a fazer parte de Seu povo. Então se dirá: “Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3). Depois toda carne repousará e ninguém mais poderá dizer nada negativo a respeito de Israel ou de Jerusalém, pois o seu maior Defensor terá tomado o Seu lugar e terá a última palavra (Zc 2.12-13). Aliás, este é o único texto da Bíblia em que a terra de Israel é descrita como “terra santa”. Mas isto somente será realidade quando Jesus voltar para a edificação do Seu reino.
Vem, dia feliz, ó vem,
dia que acalma o nosso anseio,
que cumpre em sua plenitude a promessa:
‘O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos’.

 Norbert Lieth

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