quinta-feira, 30 de agosto de 2018

No Final, Todos Vão para o Céu?










O universalismo tem diversas variantes – algumas reportam-se mais à Bíblia que outras. Um ponto, porém, é comum a todos os universalistas, a saber: a ideia de que ao final de tudo, quando Deus for “tudo em todos”, Ele também terá reconciliado tudo e todos consigo mesmo. Em outras palavras: ao término, não haverá mais pessoas perdidas nem anjos caídos, mas todas as criaturas estarão salvas por Jesus Cristo – inclusive aquelas que O rejeitaram. Diante do contexto geral da Bíblia, essa noção universalista precisa ser decididamente rejeitada. As razões são as seguintes:Por mais atraente que essa ideia possa ser do ponto de vista humano, ela não passa de filosofia e especulação cristã que vai além da Palavra revelada de Deus. Paulo nos adverte enfaticamente: “Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo” (Cl 2.8). E em outra passagem ele afirma: “Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo” (2Co 10.5).

Sobre o aborto e as perguntas que a mídia não quer fazer


Nestes últimos dias, o tema do aborto tem voltado ao centro das discussões nacionais. Em um passo muito concreto, na sexta-feira, 3 de agosto, o STF deu início a uma série de audiências em preparação para discutir a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, ajuizada pelo PSOL, que questiona os artigos 124 e 126 do Código Penal. Esses artigos determinam como crime a interrupção intencional da gravidez tanto para a mulher como para quem realiza o procedimento. A proposta visa a liberação do aborto até a 12ª semana de gravidez, sem necessidade de autorização legal.
A discussão certamente é necessária, mas é curioso como o debate trata de alguns temas e, intencionalmente, omite outros. Em um documentário de um grande emissora de TV, o tema foi discutido com testemunhos e dados apresentados como científicos. Durante quase 30 minutos relataram o quanto sofrem mulheres que tentam realizar o aborto em clínicas clandestinas. Caso após caso foi descrito, com as devidas personagens testemunhando com voz distorcida e imagem em silhueta. As histórias e os abusos a que estas mulheres se submetem, sempre pior para as pessoas de baixa renda, são no mínimo trágicas. Foram também incluídos, sem nenhum questionamento, comentários sobre o quão mais seguro seria caso esses abortos fossem feitos na rede de saúde regular. Neste momento, qualquer pessoa com um senso crítico precisa comentar: “Mais seguro para a mulher, pois para o feto o resultado continua sendo o óbito”.
A Constituição brasileira garante o direito do ser humano a partir da concepção.
Essa é a primeira questão que é cirurgicamente eliminada do debate. A Constituição brasileira garante o direito do ser humano a partir da concepção. O respeitado jurista dr. Ives Gandra Martins afirma:
A Constituição brasileira declara, no caput do artigo 5º, que o direito à vida é inviolável; o Código Civil, que os direitos do nascituro estão assegurados desde a concepção (artigo 2º); e o artigo 4º do Pacto de São José, que a vida do ser humano deve ser preservada desde o zigoto.[1]
Por que então a atual discussão não aborda a questão do início da vida e do direito do ser humano ainda não nascido? A única resposta possível é que este é um ponto que os grupos de pressão pró-aborto não conseguem defender em suas argumentações. Para o cristão, a pergunta permanece: quando é que começa a vida? O que a Bíblia tem a dizer sobre esse tema?
Dentre as muitas passagens possíveis, queremos nos concentrar em apenas duas. A primeira é Salmo 139.16, que afirma:
Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.

O direito e o dever de votar



O cidadão brasileiro deve ter tirado uma grande lição daquilo que diz respeito às eleições no País, tanto nas eleições majoritárias como nas eleições proporcionais; a classe política deixou expostas as fraturas representadas pela corrupção no seu mais alto grau, que deixaram os poderes da república um tanto quanto abalados, e, portanto, o que verificou-se foi a total ausência de respeito, de ética, de civismo com as leis do País.
É obrigação de todos nós, enquanto eleitores, pesquisar a vida pregressa daqueles que, fazendo parte de uma agremiação política, formam um grupo de fisiologistas inescrupulosos para associar-se a grupo de empresários bem estruturados que cercam as autoridades eleitas pelo voto ou não para saquearem os recursos oriundos de pagamento de impostos pelos cidadãos de bem.
O Brasil avançou e muito em relação ao direito ao voto, basta verificar que, após a proclamação da República, o voto deixou de ser um privilégio de homens detentores de riquezas e, a partir de então, todos os homens passaram a ter direito ao voto. Contudo, as mulheres continuaram excluídas do processo eleitoral, situação que teve o seu fim a partir de 1932, com a reforma do Código Eleitoral.
Porém, somente a partir de 1988, com a aprovação da nova constituição do Brasil, é que ficou bem definida a utilização do sufrágio universal para a escolha de todos os cargos eletivos, como de vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais, senadores e presidentes da república. 
Como se vê, conquistamos o direito de votar, porém, o dever de votar ainda encontra resistência por parte de candidatos e eleitores corruptos, que devem ser reprimidos pela sociedade com rigor.
Todo cidadão tem o dever de fiscalizar atos abusivos cometidos por aqueles que almejam o poder para exercer suas influências e locupletar-se, esquecendo do espírito de nobreza que deveria nortear suas condutas em favor do povo e da nação.
Benedito Rodrigues da Costa

POR QUE O BRASIL É UM PAÍS ATRASADO?




Super indico!
Por que o Brasil é um país atrasado?, livro de estreia do ativista político, empresário e descendente da família real Luiz Philippe de Orleans e Bragança, revela a construção de um Estado autocrático e interventor, fato que atingiu seu ápice com a Constituição de 1988. No decorrer da obra, o autor aborda os motivos – a partir de uma revisão de princípios universais que estiveram sufocados pelas narrativas que servem aos governos e à burocracia de Estado – pelos quais a nação se encontra mais uma vez em uma situação de decadência política, institucional e econômica.


Acessível a todo e qualquer leitor, mesmo aqueles sem conhecimento prévio de teorias políticas e econômicas, Por que o Brasil é um país atrasado? presta um serviço à sociedade brasileira ao combater a desinformação e mitos. Informa aos diversos segmentos da sociedade quais são as bandeiras legítimas na construção e defesa de um Estado de Direito moderno e de sucesso.

No Brasil pós segundo impeachment da Nova República, trata-se de uma obra essencial para entender nosso país e as estruturas que causam nossa instabilidade.


LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA é empresário, ativista político e acadêmico. Formou-se em administração de empresas pela FAAP, em 1991. Fez mestrado em Ciências Políticas pela Stanford University, nos EUA, e MBA pela INSEAD, na França. Trabalhou na área de planejamento financeiro da Compagnie de Saint-Gobain (EUA) e nos bancos especializados JP Morgan, em Londres, e Lazard Freres, em Nova York. Também atuou como diretor de desenvolvimento de negócios da AOL para a América Latina. Desde 2005, atua como empreendedor.

Em 2015, foi co-fundador do Movimento Liberal Acorda Brasil, oriundo de outros grupos surgidos no contexto de protestos contra o governo de Dilma Roussef. Como ativista político, articulou propostas de reforma política para o sistema de voto distrital com recall de mandato e projeto de lei de transparência tributária, bem como de mobilização na defesa da soberania e da cidadania atacadas por uma nova lei de imigração.

Luiz Philippe é sobrinho de Luís Gastão de Orleans e Bragança, atual chefe da Casa Imperial do Brasil. Descendente direto de figuras históricas como Dom Pedro II e princesa Isabel Leopoldina, sua família pertence ao Ramo de Vassouras, que detém o direito a eventual sucessão ao trono.

Trecho do livro - 

INTRODUÇÃO 
A partir de 2013, o Brasil viu despertar uma força política adormecida há muito tempo: a força da sociedade brasileira. No momento que esta obra é escrita, o país vive um período de alta instabilidade política com escândalos de corrupção que abalam os poderes públicos, promovem trocas de presidentes e geram mobilizações sociais de toda natureza. Meu propósito é apresentar subsídios para discussões propositivas e sugerir uma linha esquematizada de raciocínio. Esses instrumentos poderão ser úteis a todos os brasileiros que, desde o começo das manifestações anticorrupção espalhadas pelas grandes cidades brasileiras em junho de 2013, vêm se perguntando como direcionar o anseio popular por mudanças perenes e o renovado interesse do povo na política em ganhos substanciais. Como ativista político e membro da liderança do Movimento Liberal Acorda Brasil, tenho encontros regulares com os mais variados grupos: estudantes, artistas, músicos, juristas, empresários, militares, religiosos e, evidentemente, políticos dos mais diversos partidos. Este livro também é uma tentativa de consolidar essas  POR QUE O BRASIL É UM PAÍS ATRASADO? discussões e estimular outros brasileiros a criar seus próprios grupos de debate. Acredito que o Brasil poderá usar a energia por renovação para de fato superar limitações e entraves históricos ao desenvolvimento. O primeiro passo nesse sentido é preencher uma lacuna de conhecimentos básicos a respeito de conceitos da ciência política e revisar o significado de termos e chavões que vêm sendo usados acriticamente, apenas porque sempre o foram. E aqui, certamente, os críticos de matizes variados se encarregarão de sentenciar que é demasiadamente pretensioso querer transmitir conceitos de ciência política ao público numa obra de leitura rápida.

terça-feira, 29 de maio de 2018

A "malandragem" das distribuidoras por trás da greve dos caminhoneiros


A imprensa demorou um pouco a perceber que estamos diante de uma greve preponderantemente empresarial, patronal, conhecida como locaute, muito embora haja também o envolvimento de caminhoneiros autônomos, o que ajuda a dar ares de hipossuficiência às reivindicações.
Essa greve dos caminhoneiros está no contexto de uma campanha das grandes distribuidoras de combustível: “O problema não é o posto. É o imposto”. A campanha denuncia a alta carga tributária incidente sobre os combustíveis no Brasil.
A estratégia foi impressionante. Sem combustível nos postos, empresas de transporte e os demais caminhoneiros acabam, querendo ou não, aderindo à greve.
Quando iniciaram as negociações com o governo, a situação ficou mais clara. Alguém já viu caminhoneiro fazer demanda tributária?
Curioso que a maior tributação sobre os combustíveis é o ICMS, mas não se viu pressão sobre os governadores. Isso porque, além dos tributos incidentes sobre o combustível, há interesse direto das empresas transportadoras no projeto de reoneração da folha, do qual querem ficar de fora, e manter seus benefícios fiscais. Vale lembrar que esses benefícios fiscais gozados exclusivamente por empresas, além de fazerem falta na arrecadação da Previdência Social, propiciam redução no valor do frete (das empresas) e provocam concorrência desleal com o caminhoneiro autônomo.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Quem São os Espíritos?



Allan Kardec, o codificador do espiritismo moderno, viu-se obrigado a reconhecer um grande problema para sua doutrina: "A identidade constitui uma das grandes dificuldades do espiritismo prático, sendo muitas vezes impossível verificá-la, sobretudo quando se trata de Espíritos superiores antigos em relação à nossa época" ("O que É o Espiritismo", 36ª edição, FEB, p. 183); "A questão da identidade dos espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do espiritismo; é que, com efeito, os espíritos não nos trazem nenhum documento de identificação e sabe-se com que facilidade alguns dentre eles assumem nomes de empréstimo" ("O Livro dos Médiuns", 2ª edição, OPUS Editora Ltda, p. 461). Outra dificuldade encontrada pelo Kardecismo está na possibilidade de embuste dos espíritos que se manifestam através dos médiuns. Ele disse: "Os médiuns de mais mérito não estão ao abrigo das mistificações dos Espíritos embusteiros; primeiro, porque não há ainda, entre nós, pessoa assaz perfeita, para não ter algum lado fraco, pelo qual dê acesso aos maus espíritos..." ("O que É o Espiritismo", p. 183). Afinal de contas, quem são os espíritos que se manifestam nas sessões mediúnicas? Podemos confiar neles? Serão eles espíritos de pessoas mortas?

Apostasia, Anjos e Juízo


Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram; e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia; como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição. Ora, estes, da mesma sorte, quais sonhadores alucinados, não só contaminam a carne, como também rejeitam governo e difamam autoridades superiores. Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda! Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem. Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá” (Judas 5-11).
A apostasia não é algo novo. Embora ela possa parecer pior hoje do que em anos anteriores, ela tem estado por aí desde quase sempre; e ela colhe o juízo de Deus.
Apóstata é aquela pessoa que abandona a religião, os princípios, o grupo ou a causa aos quais era associada e cujos ensinamentos professava anteriormente.[1] O livro de Judas dá exemplos de apóstatas dos tempos do Antigo Testamento e do juízo divino que esses apóstatas colheram.

No Final, Todos Vão para o Céu?

O universalismo tem diversas variantes – algumas reportam-se mais à Bíblia que outras. Um ponto, porém, é comum a todos os...