sexta-feira, 1 de novembro de 2013

FANTASMA DO 11 - S PARA JUSTIFICAR A VIGILÂNCIA SOBRE OS AMERICANOS!

O Fantasma do 11-S para Justificar a Vigilância Sobre os Americanos!



Funcionários da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), foram instruídos a iludir o fantasma dos atentados de 11-S, quando falavam com os membros do Congresso ou da imprensa ou preparar um relatório público.

O documento que comprova isso foi desclassificado, e foi recentemente disponibilizado para um correspondente do canal de notícias Al Jazeera, sob a Lei de Liberdade de Informação. Ele tem 29 páginas e faz parte dos padrões desenvolvidos no âmbito de uma campanha para influenciar a opinião pública lançada em resposta às divulgações de Edward Snowden.

As instruções deixam claro que seu objetivo era justificar escutas indiscriminada dos cidadãos americanos. Para conseguir isso, os funcionários deviam pronunciar algumas das fórmulas recomendadas e introduzir no seu discurso ou respostas as seguintes frases:

“Eu prefiro estar aqui hoje para explicar estes programas que explicar outro evento como 11-S que não podemos evitá-lo.”

“A NSA e os seus parceiros devem garantir que conexão dos pontos para que o país não seja atacada novamente, como foi em 11-S.”

“Depois do 11-S fizemos várias alterações e adicionamos um número de capacidades para conectar os pontos”.

“Estes programas ajudaram a evitar mais de 50 eventos terroristas desde 11-S, respeitando escrupulosamente as liberdades civis e a privacidade dos cidadãos.”

O correspondente da Al Jazeera Jason Leopold encontrou vários exemplos de como os funcionários da NSA usaram esses recursos discursivos durante as entrevistas. No entanto, o mais importante é que o diretor da Agência de Segurança Nacional, o general Keith Alexander, usou essa gama de declarações no seu depoimento perante o Congresso, quando ele falou dos programas de monitorização reveladas por Snowden.

O mais recente exemplo do uso deste sofisticada linguagem recomenda no documento são as audiências que foram realizadas no Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados sobre as práticas de vigilância em massa. Realizou-se na terça-feira e foi marcada pelas 14 ocasiões em que o chefe de segurança mencionou os ataques de 11 de setembro de 2001.

Alexander, entre outras coisas, disse, referindo-se a medidas de vigilância ‘suspeitas’: “Antes do 11/9 não sabíamos como conectar os pontos.” O congressista democrata Charles Ruppersberger, da mesma comissão, respondeu, repetindo a mesma frase dos “pontos conectados’:” Estes pontos deveriam ter sido conectados, e podiam ter sido conectados, para evitar o 11/9, e são necessários para evitar próximo ataque.”

O documento também aconselhou os funcionários da NSA sempre que possível usarem a palavra “legítima” quando se falar sobre os programas de vigilância. Eles também foram recomendados na adição da frase “Nossos aliados beneficiaram-se como nós.”

Conforme destacado neste contexto, o analista Steve Watson do projeto infowars.com, diz que a triste realidade é que a espionagem do NSA não logra frustrar qualquer conspiração terrorista. E todos os conceitos que recomendaram mencionar nos discursos a ‘legitimidade’ ou ‘benefício de aliados’ se provou falsa, como revelado pela análise de um grande número de peritos independentes.

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