sábado, 10 de maio de 2014

“Vem o Anticristo” (I João 2:18).





O mais impressionante e abominável sinal do fim do mundo conforme o conhecemos, e para o qual a Bíblia dedica alguns capítulos-chave, será o surgimento de um governo mundial liderado por um tirano possuído pelo Diabo, conhecido como o Anticristo ou “a Besta”, ao qual é dado autoridade“…sobre toda tribo, língua e nação." (Apocalipse 13:7). Será que o mundo está se encaminhando para um governo global como essa passagem parece indicar?
A União Européia agora compreende 27 nações e outras batem à porta da organização pedindo para ser admitidas. Existe um Parlamento Europeu, a Comissão Européia e uma moeda comum—o euro—já aceita em várias nações européias. Caso o tratado da Comunidade Européia seja ratificado, haverá também o “Presidente da Europa".
A União Africana, que envolve 53 nações, foi fundada em 2001 e tem o objetivo de, daqui a algum tempo, ter uma moeda única e integrar forças de defesa e outras instituições estatais dos Estados-membros, inclusive um gabinete para um futuro Chefe de Estado da União Africana.
Em 2004, os países da América do Sul assinaram a Declaração de Cuzco, anunciando a fundação da Comunidade Sul-Americana, seguindo modelo da União Européia, cujos planos prevêem a criação de moeda, parlamento e passaporte comuns.
O Diálogo de Cooperação Asiática—do qual participam 30 países da Ásia, inclusive os megaestados da Rússia, China e Índia—declara ter o objetivo de transformar o continente em uma Comunidade Asiática.
As Nações Unidas é uma organização global com 192 Estados-membros e reúne muitas organizações que influenciam e, em alguns casos, regulamentam nossas vidas, tais como a Organização Mundial da Saúde, a Comissão Internacional de Energia Atômica, a Organização Internacional do Trabalho, a, UNESCO, a Corte Internacional de Justiça (ou Corte Mundial), a Corte Criminal Internacional e o Banco Mundial.
A globalização da economia é uma realidade. Já existem numerosos organismos e tratados comerciais, tais como a Organização Mundial do Comércio, a ASEAN, a NAFTA, e o Mercosul. A idéia da governança global, segundo a qual acordos e protocolos internacionais governarão o comportamento internacional, está sendo defendida por renomados comentadores políticos. Se analisarmos o quadro, veremos muitos organismos, tratados e protocolos internacionais e supranacionais cuja idéia central é promover a cooperação e integração regional e, posteriormente, global.
O Acordo de Paz em Jerusalém
Ao que parece, o Anticristo subirá ao poder com uma plataforma de paz, segurança e estabilidade econômica. Como o próprio Satanás, que pode aparecer como um anjo de luz, esse homem vai enganar a maior parte do mundo e levar as pessoas a pensar que ele é um grande homem de paz, um herói.
O profeta Daniel escreveu que “Ele [o Anticristo] virá caladamente, e tomará o reino com engano.” (Daniel 11:21). Ele confirmará com muitos um protocolo internacional, ao qual o profeta denominou Santa Aliança (Daniel 9:27; 11:22–32)
Ainda não sabemos se, quando esse documento for assinado, o governo chefiado pelo Anticristo já estará instituído ou se a celebração da aliança o guindará ao poder. Entretanto, o que as Escrituras afirmam é que o tratado terá uma duração planejada de sete anos e será essencial para sua ascensão à liderança do mundo. Esse pacto resolverá a crise no Oriente Médio (ao menos temporariamente), uma tarefa aparentemente impossível que, desde a criação do Estado de Israel, em 1948, já eludiu várias vezes os melhores esforços empreendidos pelos líderes mundiais parapromover a paz na região. Parece que o acordo entre israelitas e palestinos incluirá Jerusalém e seus lugares sagrados. Dentre estes, se destaca como ponto crítico o Monte Moriá, sagrado para os judeus, pois é onde ficava seu templo antes de ser destruído pelos romanos em 70 d.C., mas também para os muçulmanos, por ser o endereço do terceiro lugar sagrado mais importante no Islã, a Cúpula da Rocha, parte do complexo de Al-Haram al-Qudsi al-Sharif.
As Sagradas Escrituras indicam que a aliança promovida pelo Anticristo permitirá aos judeus reconstruírem o seu templo, onde voltarão a praticar seus antigos rituais de sacrifício de animais (ver Daniel 8:23-25; 9:27; 2 Tessalonicenses 2:1-4), suspensos desde a destruição do templo. “A escatologia judaica prevê a construção do Terceiro Templo de Jerusalém antes da vinda do Messias, motivo pelo qual os adeptos do judaísmo ortodoxo e os judeus conservadores anseiam por isso.”^95^
Boa parte da parafernália religiosa e material de construção para esse templo já está pronta e armazenada, e os sacerdotes e trabalhadores do templo já foram capacitados.^96^
A Rússia Entra em Cena
O profeta bíblico Ezequiel (que viveu, aproximadamente, entre 623 a.C. e 571 a.C.) chama o Anticristo de “…Gogue, da terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal…” (Ezequiel 38:2). Vários estudiosos concordam que a região antigamente conhecida por Magogue é hoje uma potência ou uma poderosa região ao norte de Israel. Apesar deque não havia um lugar chamado Rússia nos dias de Ezequiel, o termo Rosh é muitíssimo similar a “Ros” (também transliterado para Rus), nome dado ao povo que se estabeleceu entre os principais rios da região hoje denominada Rússia, entre 700 e 800 d.C., e dos quais derivam os termos “Rússia” e “russos”. Meseque e Tubal poderiam corresponder a Moscou e Tobolsk, cidades que surgiram somente um a dois mil anos depois de Ezequiel. A primeira é atualmente a capital russa e Tobolsk —até pouco tempo— a mais importante cidade da Sibéria. Como não existiam na sua época, é compreensível que Ezequiel usasse nomes que lhe fossem familiares ou fonicamente similares. Por essa razão, muitos estudiosos da Bíblia acreditam que o Anticristo surgirá da Rússia.
Há também indicações nas Escrituras de que o Anticristo pode estar de alguma forma relacionado ao Egito (Daniel 8:22–26). Já as visões registradas nos capítulos 2 e 7 de Daniel sugerem que o ele se associará aos dez “reis” das nações que, no passado, eram parte do Império Romano, o que inclui várias da Europa Ocidental e Oriental. O Livro do Apocalipse diz que esses dez reis “…entregarão o seu poder e autoridade à besta." (Apocalipse 17:13).
A Grande Tribulação
Embora, a princípio, a maior parte do mundo vá receber a Besta como um salvador político, apenas três anos e meio depois do início da aliança de sete anos, ele vai revogar o pacto de paz e manifestar sua natureza satânica. Então, tudo indica, ele invadirá Israel e estabelecerá em Jerusalém sua capital mundial (Daniel 11:45).
Nesse momento, seu governo banirá todas as religiões, exceto a adoração a si mesmo e a uma imagem dele, que de alguma forma receberá poder para falar e fazer que sejam mortos todos os que não a adorarem (Apocalipse 13:14 – 15). Jesus disse que quando a virmos, “… a abominação da desolação […] no lugar santo [templo] […] haverá então grande aflição [tribulação], como nunca houve desde o princípio do mundo…” (Mateus 24:15,21). Portanto, esse período é chamado de “A Grande Tribulação”, um tempo de cruel repressão e perseguição —por parte da Besta e seu regime— contra os que acreditam em Deus. (Daniel 7:21,25; 8:23-24; 11:31-35; 12:7,10; Apocalipse 13:5-7.)
É nessa ocasião que o Anticristo tentará instituir seu infame sistema de crédito mundial, o “666”, nosso próximo assunto.

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