segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Ministrando aos que incorreram em pecados sexuais



Ir a Cristo é o teste decisivo da realidade, pois nos faz enfrentar o fato de que nosso pecado é nosso maior problema. Todos os dias, um crente deve enfrentar a realidade de que o pecado original nos distorce, o pecado atual nos distrai e o pecado interior nos manipula. Essa distorção, distração e manipulação criam uma distância entre nós e nosso Deus. Nós estamos em uma guerra, e quanto mais cedo a percebermos, melhor.
O sofrimento sexual vem com cargas de vergonha, pois o pecado sexual é em si mesmo destrutivo: nos persegue, nos aprisiona e nos seduz para fazermos a sua vontade. O pecado sexual não descansará até que tenha capturado seu objeto. Quando a nossa consciência nos condena, às vezes, tentamos lutar. Mas quando a vergonha impõe o isolamento, nos escondemos exatamente das pessoas e recursos de que precisamos. Nós ficamos apreensivos por isso, até que Satanás prometa enganosamente que o doce alívio virá apenas ao entretermos aquele olhar lascivo, clicarmos no link da Internet ou apagarmos as luzes de nossos quartos e corações, abraçando o semelhante portador da imagem divina que Deus nos proíbe abraçar.
Nós, ovelhas sexualmente feridas, sacrificaremos casamentos fiéis, filhos preciosos, ministérios frutíferos, trabalho produtivo e reputações imaculadas pelo prazer sexual imediato e ilícito.
Podemos orar sinceramente pela libertação de um pecado sexual em particular, apenas para sermos enganados quando sua falsificação nos seduzir. Quando oramos pela libertação do pecado por meio do sangue expiatório de Cristo, isso significa que eu conheço a verdadeira natureza do pecado, não que eu já não sinto sua atração. Se você deseja ser forte do seu próprio jeito, Deus não responderá a você. Deus quer que você seja forte no Cristo ressurreto.
As pessoas que são sexualmente feridas — você e eu — precisamos conhecer profundamente as seguintes realidades bíblicas se quisermos encontrar a liberdade em Cristo e ministrar a outras pessoas sexualmente feridas:

O amor de Deus

Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5.8). A morte de Cristo é pessoal. É “por nós”. Se você está em Cristo, o seu amor expiatório vem com o poder de salvar você do seu pecado e de sua culpa. O pecado sexual produz três coisas que afastam do amor de Deus. Primeiro, a sua prática ao longo do tempo fere a consciência, fazendo-nos entorpecidos e mudos para a beleza da santidade. Segundo, porque o pecado sexual desenvolve-se em segredo, isso nos isola da família de Deus. Terceiro, o pecado sexual geralmente envolve outra pessoa e, portanto, atrai outra pessoa para o pecado, aumentando, assim, a extensão e o dano do pecado. Se você sofre sob o fardo do pecado sexual, venha a Jesus, porque o jugo dele está firmado no amor de Deus. Deus é amor e ele é por você. Ele está intercedendo por você. Ele quer que você conheça o seu amor.

O perdão de Deus

Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado (Salmo 32.3-5). Nós vivemos em um mundo que cada vez mais ensina a ideia de que o perdão de si mesmo resolve a vergonha. A noção de auto-perdão vem de uma falsa e deficiente antropologia da personalidade. Nós não nos criamos e, portanto, não podemos perdoar a nós mesmos. Porque Deus é por você, Ele quer perdoá-lo e restaurá-lo. Ele ama um coração quebrantado e contrito.

A cura de Deus por meio de Cristo

Enviou-lhes a sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal. (Salmo 107.20). Sara os de coração quebrantado e lhes pensa as feridas (Salmos 147.3). Por meio do seu sangue, Cristo satisfez a justiça de Deus. Nesse supremo ato de amor está a solução para a persistente culpa do pecado sexual. Pelas pisaduras de Jesus nós fomos sarados (Isaías 53.3).

A providência de Deus para a sua dor

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus (2 Coríntios 1.3-4). O pecado sexual tem consequências que não podemos controlar e nem mesmo ver até que o Espírito Santo tire as escamas dos nossos olhos. O pecado sexual é um tirano implacável. O aborto exige a morte de uma criança que ainda não nasceu. A homossexualidade exige a condenação da ordem de Deus na criação. O adultério exige a traição dos votos feitos diante de Deus e a destruição de “uma só carne”. A pornografia exige escravos sexuais e joga mulheres e crianças na indústria do tráfico sexual. Quando nós, crentes, cometemos pecado sexual, nós cuspimos na face de Deus. Quando, nós, crentes, nos arrependemos e abandonamos o pecado sexual, nós somos restaurados.
A providência de Deus tem um lugar para a sua dor. Porque você (ainda) vê o que outros cegos pelo pecado não podem ver, você é uma seta para o próprio Deus. Você vê o sangue em suas mãos, você sente a sua penalidade e culpa serem removidas e você trabalha como embaixador de Deus.

O povo de Deus

Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar (1Coríntios 10.13). Nós, na igreja, somos o meio de escape uns dos outros. Deus já proveu um meio de escape, através da sua Palavra e seu Espírito, e também através do corpo de Cristo e da simples prática da hospitalidade. A porta aberta de sua casa e de seu coração é o meio de escape de algum irmão ou irmã.
Jesus disse: “Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna” (Marcos 10.29-30).
Jesus fala aqui da família de Deus cujo amor, presença e bondade são o que o Senhor usa para recompensar o “cêntuplo” do que você precisou deixar para vir a Cristo. O evangelho é custoso. E é digno do custo.
Mas esses princípios bíblicos não são anotações para lembrete. Você não pode ministrar aos feridos sexualmente até que esteja cheio da Palavra de Deus, bebendo longa e firmemente dos seus poços profundos. Nossos vizinhos sexualmente feridos não necessitam primeiramente ser educados na visão de mundo cristã; eles precisam ser levados à cruz. Antes que possamos fazer isso, nós mesmos devemos “nos enriquecer com a Palavra” (emprestando o título do livro de A.W. Pink [Enriquecendo-se com a Bíblia – Editora Fiel]). Nós mesmos devemos saber que, para Deus, o arrependimento é o ponto de partida.

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