quarta-feira, 7 de junho de 2017

Explicações científicas do dilúvio até os dias de hoje



O mundo antediluviano
    O relato dos primeiros capítulos do primeiro livro da Bíblia faz supor que haviam condições climáticas e ambientais bem diferentes no mundo antediluviano.
    Naquela época não havia chuva tal qual a conhecemos atualmente. Apenas um vapor subia da terra através da evaporação e posteriormente regava a superfície terrestre na forma de um orvalho, como diz Genesis 2:6.
    Com base nesse relato do livro de Genesis, as condições do mundo antes do dilúvio eram bem mais favoráveis para o desenvolvimento das espécies.

    A irrigação do solo era feita através de um vapor que subia pela evaporação, condensava-se e posteriormente se precipitava. Em Jó 36:27 e 28, o livro mais velho da Bíblia, existe uma referência ao ciclo hidrológico exatamente nesses termos.

    Naquele processo ideal de irrigação por borrifamento discreto, a água era suficiente para uma manutenção mínima das condições necessárias para a preservação das espécies animal e vegetal.


 



No princípio...

 
A expansão nos céus
    A declaração de Genesis 1:6 de que havia uma “expansão” ou “firmamento” entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão, dão a entender que naqueles primórdios havia um grande acúmulo de vapor de água circundando a Terra, acima da camada atmosférica.

    A palavra “expansão” usada no texto bíblico está relacionada com a atmosfera e assim, essa camada super-saturada de água estava provavelmente no espaço hoje conhecido como “troposfera”, que é a região abaixo da estratosfera, onde se formam atualmente as correntes aéreas e as tempestades.
 

 
    Quando ocorreu o dilúvio, diz Genesis 7:11 que “romperam-se todas as fontes do abismo e as janelas do céu se abriram”, o que significa que todo aquele imenso dossel de água acumulado em volta do globo terrestre precipitou-se de uma única vez na forma de uma chuva ininterrupta, a qual durou quarenta dias (v. 12), fazendo com que todas as criaturas vivas que haviam na face da terra morressem, exceto aquelas que se encontravam dentro da arca construída por Noé (v. 23) e aquelas que sobrevivem naturalmente na água. 
    O uso da expressão "rompimento das fontes" e "abertura das janelas dos céus" no relato de Genesis, confirmam-nos a idéia de um manancial que estava anteriormente suspenso e recluso, até que rompeu-se e precipitou toda a água armazenada de uma só vez, cobrindo toda a superfície da terra, inclusive os grandes montes (Genesis  7:19). É concebível que muito da atual água oceânica estivesse acumulada nessa grande camada de vapor de água que rodeava a Terra, antes do dilúvio.

 
A separação entre os continentes
 
    De alguma maneira, aquele dossel de água se condensou e desceu sobre a terra por ocasião do dilúvio. Alguns estudiosos supoem que a liberação de energia necessária para aquela “super-precipitação” seria decorrente do início do processo de separação dos continentes, o qual teria se completado nos dias de Pelegue , como faz supor a citação de Genesis 10:25.
    Essa teoria, hoje largamente aceita nos meios científicos, é chamada “deriva continental” e enuncia que no princípio os continentes estavam todos ligados por terra, mas foram desagregados progressivamente como mostram as figuras na sequencia abaixo.

 
    Um dos subsídios científicos para essa teoria é a existência de placas tectônicas nas chamadas “dorsais oceânicas”, existentes justamente na linhas divisórias entre os continentes. A correspondência entre a constituição rochosa da costa ocidental do continente africano com o solo do território brasileiro e a similaridade entre os contornos dos respectivos litorais também é um fato incontestável.
    O fato de todos os povos terem a mesma língua antes do episódio de Babel (Gênesis 11:2) também reforça essa teoria do "continente único", pois fica claro que antes do dilúvio todos os homens se comunicavam normalmente entre si.
    Aquela camada de vapor de água que havia em volta da Terra funcionava como um grande filtro solar, capaz de manter uma temperatura homogênea sobre todos o planeta, a qual protegia as espécies contra os efeitos degenerativos dos raios solares de forma mais eficaz do que a atmosfera atual.
    É sabido que a radiação de ondas curtas, tanto através dos raios ultra-violeta como dos raios X, produz efeito degenerativo sobre as células dos organismos vivos e aceleram o seu envelhecimento. O processo de fermentação natural das substâncias orgânicas é uma prova disso.
    Quando Noé embebedou-se como registra Gênesis 9:21, com certeza desconhecia o efeito alcoólico decorrente da fermentação, pois estava acostumado a beber o suco da uva sem esse tipo de consequência, antes do dilúvio.

    Sem a existência de água no ar, excetuando-se o vapor de água invisível concentrado ao redor do globo terrestre, o arco-íris era um fenômeno desconhecido até aquela ocorrência do dilúvio, quando então a sua primeira aparição tornou-se um sinal para Noé, como diz Gênesis 9:11 a 17.

    Devido à aquela homogeneidade  da temperatura sobre todo o globo terrestre, certamente não haviam nem os polos, nem as regiões glaciais que hoje existem nos extremos norte e sul do eixo de rotação da Terra. Com um ambiente mais saudável e ameno, não haviam as condições extremas de calor e frio que existem atualmente, resultando em um clima de características sub-tropicais em todo o planeta.

 
A questão da longevidade dos antediluvianos
 
    Essas condições climatológicas mais favoráveis, juntamente com um arranjo muito diferente e mais brando da topografia, explicariam a surpreendente longevidade dos antediluvianos, tais como Adão que viveu 930 anos (Genesis 5:5), Sete que viveu 912 anos (Genesis 5:8), Enos que viveu 905 anos (Genesis 5:11), Cainã que viveu 910 anos (Genesis 5:14), Maalalel que viveu 895 anos (Genesis 5:17), Jarede que viveu 962 anos (Genesis 5:20) e Matusalém que viveu 969 anos (Genesis 5:27), sendo considerado o homem mais longevo de todos os tempos.
    Por sua vez, Noé já estava com seiscentos anos de idade quando o dilúvio veio sobre a Terra (Genesis 7:11).

    Beroso, historiador babilônio de 300 a.C., baseando-se nos arquivos do Templo de Marduque, copiados de inscrições primitivas, mencionou 10 reis longevos, que reinaram antes do dilúvio. Nesses registros, o historiador menciona a história do rei Xisutro, que à semelhança de Noé teria sido orientado por um dos "deuses" a construir um navio para receber seus parentes e amigos, bem como todas as espécies de animais, abrigando tambem todo o alimento necessário para sobreviver à catastrofe.
    Outros registros históricos descobertos entre os persas, egípcios, hindus e tribos indígenas das Américas fazem referência tanto à longevidade dos anti-diluvianos, quanto ao próprio dilúvio.

    Após o dilúvio, o tempo de vida do homem limitou-se a um máximo de cento e vinte anos, como lemos em Gn.6:3, sendo que atualmente o fato de alguém atingir essa idade é um feito extraordinário.

    As condições excepcionais ambientais daquele período, alem de favorecerem a longevidade,  possibilitavam também o desenvolvimento avantajado dos seres, explicando assim o fato de existirem homens gigantes (Genesis 6:4) e animais de grande porte antes do dilúvio, como os fósseis e esqueletos de criaturas "pré-históricas" podem comprovar.

    Adão teve muitos filhos e filhas, sendo que ele ainda viveu 800 anos depois do nascimento de Sete, o qual não necessariamente foi o seu terceiro filho. A regra geral daquela época parece ter sido longevidade e proliferação, segundo a orientação que foi dada ao primeiro casal: "Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra" (Genesis 1:28). Assim sendo, a capacidade de gerar filhos parece não ter sido muito reduzida pela idade avançada, haja visto que Noé tinha 500 anos antes de gerar Sem, Cão e Jafé (Genesis 5:32).
    Devido a uniformidade de temperatura que havia sobre todo o planeta antes daquela “redoma” se romper, muitos animais e plantas de climas tropicais vieram a ser encontrados nas geleiras de regiões hoje consideradas “eternamente frias”, ainda com alimentos próprios de regiões quentes, como se tivessem sido repentinamente surpreendidos pela catástrofe.

    As mumificações da Sibéria são uma evidência que a paleontologia revela, de que em certa ocasião da história da Terra, havia um clima temperado por sobre a face de todo o globo. Isso explicaria a exisência de restos de recifes de corais, formados por criaturas marinhas próprias de águas quentes, terem sido encontrados em grande número como fósseis em regiões geladas, não apenas na Sibéria, mas tambem na Groenlandia, no Alasca e em várias partes do globo.
    Samambaias fossilizadas e outros tipos de vegetação próprios de regiões tropicais e temperadas, têm igualmente sido encontrados em grande número nas regiões polares.
 

Quem habitava na Terra antes do dilúvio?
 
    O ambiente antediluviano, conforme demonstrado acima, teria muito menor intensidade de radiação do que o ambiente pós-dilúvio. Por conseguinte, certamente haveria um número menor de mutações nas espécies.

    Tudo isso favorecia a contínua produção de espécies agigantadas, mais fortes e mais longevas dos vários tipos de criaturas primitivas.

    Conforme o relato bíblico, conviviam naquele ambiente atípico anterior ao dilúvio, alguns tipos bizarros de pessoas, como descreve Genesis 6:4.
    O texto de Gênesis 6:4 fala de “gigantes”; fala dos “filhos de Deus”; fala das “filhas dos homens” e também dos chamados “valentes”, os quais seriam originários da união dos “filhos de Deus” (também conhecidos como "Nephilins" ou "vigilantes") com as “filhas dos homens” (mulheres humanas).

 


    
Os filhos de Anaque (anaquins) eram descendentes de gigantes, como diz Números 13:33, assim como os emins (Deuteronômio 2:10) e os zanzumins (Deuteronômio 2:20 e 21). Ogue, rei de Basã, que tinha altura de aproximadamente quatro metros e meio (Deuteronômio 3:11), foi considerado um dos últimos remanescentes daqueles gigantes, sendo que o dilúvio praticamente os extinguiu, bem como os grandes répteis que habitavam na terra.

    O famoso filisteu Golias, proveniente da cidade de Gate, cuja altura ultrapassava os 3 metros, como descreve 1 Samuel 17:4, também era um descendente de algum daqueles gigantes pré-diluvianos, cujos caracteres genéticos  teriam sido possivelmente transmitidos através de alguma das noras de Noé. Foi ele o gigante que Davi enfrentou e venceu, conforme registrado em 1 Samuel 17:49.

    Alem de Golias, haviam também na cidade de Gate outros descendentes de gigantes, entre os quais Isbi-Benobe (2 Samuel 21:16), Safe (2 Samuel 21:18) e um outro homem de alta estatura com seis dedos em cada mão e também seis dedos em cada pé (2 Samuel 21:20). Todos esses homens eram descendentes de Rafa e foram vencidos por Davi e seus companheiros (1 Cronicas 20:5 a 8).
    O livro de Enoque, apesar de ser considerado “apócrifo” pelos teólogos cristãos, é mencionado na Bíblia em Judas versos 14 e 15, e fala dessa união associando os “filhos de Deus” com os anjos e as “filhas dos homens” com  mulheres do gênero humano. No livro de Jó, os “filhos de Deus” também foram associados aos anjos, entre os quais incluía-se Satanás (Lúcifer), como descreve Jó 1:6.
    Esse livro de Enoque explica que aqueles anjos contaminaram os homens com toda a espécie de males tais como o ensino da feitiçaria, dos encantamentos e das propriedades das raízes e das árvores (livro de Enoque, capítulo 7, versículo 10). Tambem teria vindo deles o ensino sobre a fabricação de espadas, facas, escudos e outros artefatos para a guerra, bem como o despertamento da vaidade entre as mulheres através do fornecimento de espelhos, braceletes, ornatos, a arte de pintar as sobrancelhas, o uso de pedras preciosas e toda a espécie de tinturas (livro de Enoque, capítulo 8, versículo 1).
    Tambem os anjos foram os responsáveis pelo ensino do uso de sortilégios e a anulação deles, assim com tambem foram eles que introduziram os homens na arte de observar as estrelas, zodíaco e astronomia (livro de Enoque, capítulo 8, versículos 4 a 8). Até mesmo a prática do aborto criminoso descrito como “o meio infame de matar uma criança no seio de sua mãe” foi ensinada por um desses anjos maus, cujo nome era Kasyade (livro de Enoque, capítulo 67, versículo 18).

 

Um alerta para as futuras gerações
 
    Muito provavelmente aquela “redoma” que circundava a Terra antes do dilúvio seria invisível para os habitantes daquela época. Assim sendo,  fica fácil deduzir o motivo do descaso dos antediluvianos com relação a catástrofe que Noé anunciava. Eles nunca haviam visto chuva (Genesis 2:5) e Noé lhes exortava a se prepararem para entrar numa arca que estava sendo construída para sobreviver à grande inundação que haveria de acontecer!

    Antes do dilúvio, a água que originou aquela grande chuva estava sobre a atmosfera, mas ninguém a via por causa de sua transparência. Isso fez com que os homens duvidassem da pregação de Noé, assim como muitos duvidam hoje das promessas de Jesus porque não estão discernindo os sinais dos últimos tempos, nem considerando o exemplo do passado.

    Em Mateus 24:36 a 44, Jesus afirmou que os dias que antecederiam o juízo final e o fim dos tempos serão semelhantes aos dias anteriores ao dilúvio, nos quais os homens despreocupados e incrédulos “comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento” até vir o dilúvio, que os surpreendeu a todos.
    Quando em Hebreus 11:7 lemos que Noé foi “avisado sobre coisas que ainda não se viam”, podemos agora compreender que isto se refere à chuva, a qual tanto Noé como os seus contemporâneos desconheciam antes do dilúvio ocorrer.

    Para concluir este estudo, lemos a mensagem profética em II Pedro 3:4 a 12, que nos últimos dias, muitos escarnecedores viriam cobrar o cumprimento das antigas promessas relativas ao fim do mundo, demonstrando o mesmo descaso dos homens nos dias de Noé, o que nos serve de alerta, para que não sejamos surpreendidos como o foi aquela geração pré-diluviana.

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