quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O Cristão deve ser Conservador. Entenda.

"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão." (Mateus 24:35)

Cristão  x Conservador - Muitas pessoas  perguntam se tem diferença entre uma coisa e outra, ou se cristão tem que ser conservador, ou se alguém pode ser conservador sem ser cristão.

Vamos lá!
Muitos cristãos da atualidade não podem nem ouvir o termo “conservador”. Associam-no a farisaísmo, legalismo, fanatismo e posturas extremistas quanto a usos e costumes. Pensam que o conservador é aquele crente retrógrado, inimigo de tudo o que é novo, que parece viver em seu “mundinho”, como se pertencesse a uma religião ascética (cf. Cl 2.23, ARA). Entretanto, à luz da Palavra de Deus, todo salvo em Cristo deve ser conservador. Por quê? Porque conservar, do ponto de vista bíblico, não significa ter uma falsa santidade, estereotipada, que faz dos usos e costumes a causa, e não o efeito. Antes, implica observância à sã doutrina, a qual nos leva a ter santidade interna e externa.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Diferenças Entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda


Ao considerarmos a questão do Arrebatamento da Igreja, especialmente o momento em que vai acontecer, é essencial que observemos as diferenças que há entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda de Cristo. Creio fortemente que o Novo Testamento indica que a Igreja será arrebatada antes da sétima semana de Daniel. Uma razão-chave é que a Bíblia ensina que o Arrebatamento é um acontecimento distinto da Segunda Vinda de Cristo à terra. Em qualquer consideração sobre a veracidade do momento em que ocorrerá o Arrebatamento, essa distinção é de importância crucial.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Hamas, Israel e Brasil



Tenho acompanhado o que se escreve e se fala sobre o embate entre Israel e o Hamas, e percebo muito nitidamente que a maior parte é devida a um anti-americanismo travestido de anti-sionismo. Por que digo isto? Porque é absolutamente claro o fato de que 99% dos “analistas”, entre eles até professores doutores que se dizem “especialistas”, não conhecem absolutamente nada sobre a realidade histórica, política e cultural daquela região. Imaginem que um escreveu recentemente que nas escolas de Israel se ensina o ódio, mas nas árabes tradicionalmente se ensina o Humanismo; será que ele se esqueceu que o Humanismo é um valor essencialmente ocidental?

Diferenças Irreconciliáveis Entre o Islamismo e o Cristianismo



No início da década de 80, três irmãos – todos muçulmanos ativos e devotos, filhos de um líder da fé islâmica – entregaram a vida ao Senhor Jesus Cristo. Em relação à sua conversão, eles escreveriam, mais tarde: "Nós não mudamos de religião. O sangue de Jesus nos salvou [...]. O que ocorreu foi o gracioso ato divino da redenção".
O pai os repudiou. "Poderia ter sido pior" – escreveram eles – "De acordo com a hadith 9.57, nós três deveríamos ter sido mortos". Eles só voltaram a ver o pai dezessete anos depois, em 1999, quatro dias antes da morte dele. E ele morreu muçulmano.
Hoje em dia, Ergun e Emir Caner são professores cristãos de história eclesiástica e teologia, e autores de um livro extraordinário, intitulado Unveiling Islam (Revelando o Islã, Kregel Publications). O livro está repleto de informações históricas sobre Maomé e a fé islâmica, e esclarece de forma brilhante as diferenças irreconciliáveis entre o cristianismo e o islamismo.

Tempos Difíceis



Os cristãos estão vivendo tempos difíceis. Descontentamento, decepção, desconforto, desencorajamento, desespero, depressão, divórcio, discórdia, desdém, desgosto, dissensão e desobediência são bastante comuns entre os que foram chamados para dar testemunho da glória de Deus e para refletir a imagem de Cristo. Muitos cristãos têm buscado conselheiros profissionais e psicólogos para ajudá-los a resolver os problemas da vida, mas esses problemas parecem estar aumentando.
Os "consumidores" cristãos carregados de problemas também podem escolher entre uma grande quantidade de produtos: livros, conferências e grupos de auto-ajuda – mas os problemas continuam se multiplicando. Quanto mais se trata dos problemas, mais as pessoas se tornam centradas neles. Até aqueles que tentam resolver os problemas da vida com princípios bíblicos, muitas vezes acabam se envolvendo tanto nesses problemas que não alcançam a raiz da dificuldade real. O tratamento dos problemas freqüentemente alcança somente os sintomas superficiais, apenas substituindo-os por outros sintomas. Alguns cristãos vivem de crise em crise. Outros carregam um peso que parece ficar mais e mais pesado com o passar dos anos.

Desnutrição Profética



Quão bom seria o desempenho do seu carro se você removesse dele uma das suas rodas? Você se sentaria em uma cadeira que estivesse sem uma das pernas?
Essas perguntas podem parecer absurdas, mas cada uma tem algo em comum com a outra. Em cada caso, 25% de alguma coisa importante está faltando. E, em cada cenário, você estaria correndo riscos caso se contentasse com menos do que o todo. Nenhuma pessoa razoável teria disposição para escolher se colocar nessas situações.
Então, por que escolhemos considerar a Bíblia de modo diferente do que consideraríamos o carro e a cadeira? Vou fazer a mesma pergunta de outra maneira, mas com maior relevância: “Por que tantos pastores, mestres e ‘líderes cristãos’ escolhem ignorar, ultrajar, abrandar e interpretar mal 25% da Palavra de Deus, os quais representam as Escrituras proféticas?”.
Aqui estão alguns fatos convincentes a serem considerados, da Encyclopedia of Biblical Prophecy [Enciclopédia de Profecia Bíblica], de J. Barton Payne:

terça-feira, 27 de junho de 2017

Ai de mim! Miqueias 7





Miqueias 7




1 Ai de mim! porque estou feito como as colheitas de frutas do verão, como os rabiscos da vindima; não há cacho de uvas para comer, nem figos temporãos que a minha alma deseja.
2 Já pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja justo; todos armam ciladas para sangue; cada um caça a seu irmão com a rede,
3 As suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, e o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal.
4 O melhor deles é como um espinho; o mais reto é pior do que a sebe de espinhos; veio o dia dos teus vigias, veio o dia da tua punição; agora será a sua confusão.
5 Não creiais no amigo, nem confieis no vosso guia; daquela que repousa no teu seio, guarda as portas da tua boca.
6 Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa.
7 Eu, porém, olharei para o Senhor; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Explicações científicas do dilúvio até os dias de hoje



O mundo antediluviano
    O relato dos primeiros capítulos do primeiro livro da Bíblia faz supor que haviam condições climáticas e ambientais bem diferentes no mundo antediluviano.
    Naquela época não havia chuva tal qual a conhecemos atualmente. Apenas um vapor subia da terra através da evaporação e posteriormente regava a superfície terrestre na forma de um orvalho, como diz Genesis 2:6.
    Com base nesse relato do livro de Genesis, as condições do mundo antes do dilúvio eram bem mais favoráveis para o desenvolvimento das espécies.

    A irrigação do solo era feita através de um vapor que subia pela evaporação, condensava-se e posteriormente se precipitava. Em Jó 36:27 e 28, o livro mais velho da Bíblia, existe uma referência ao ciclo hidrológico exatamente nesses termos.

    Naquele processo ideal de irrigação por borrifamento discreto, a água era suficiente para uma manutenção mínima das condições necessárias para a preservação das espécies animal e vegetal.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Por que o Feminismo Insulta Mulheres Reais



O movimento feminista conquistou muito nos Estados Unidos. Além da carnificina do aborto, eu suspeito que a conquista mais infeliz seja a destruição da ideia de alcançar a excelência como uma mulher.
Isso pode parecer contra intuitivo. Afinal, as feministas não lutam para que as mulheres possam ter mundos inteiros de oportunidades se apresentando à nossa frente – para que possamos voar alto, ir atrás de nossos sonhos, conquistar, nos destacar? Bem, na verdade, não.
Se você perguntar às pessoas comuns qual é a causa feminista, elas irão responder que é sobre mulheres serem iguais aos homens – sobre garantir que não sejamos tratadas como inferiores, ou cidadãs de segunda categoria. E, claro, se colocado dessa forma, que pessoa sã discordaria, certo? Entretanto, quando a posição feminista é resumida dessa maneira, há um trabalho sorrateiro acontecendo, como que por debaixo dos panos.

O Fruto da Igualdade Feminina

A ideia de que mulheres são iguais aos homens não é uma ideia feminista; é uma ideia cristã. O apóstolo Paulo o disse muito antes que Elizabeth Cady Staton ou Gloria Steinem, quando nos ensinou que em Cristo não há nem judeu, nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher (Gálatas 3.28). E ele o disse quase dois milênios antes que o pessoal do direito das mulheres aparecesse.
As feministas tentam levar o crédito por algo que é fruto do evangelho, trabalhando por meio da cultura como o fermento em uma massa. Nós precisamos parar de deixar as feministas agirem como se elas, de alguma forma, alcançaram nossa igualdade. Sociedades não convertidas nunca tratam as mulheres bem, e isso é extraordinariamente fácil de documentar. Mulheres tratadas com respeito é um fruto que cresce em apenas um tipo de árvore, e essa árvore é a cruz.
É claro que, nós, cristãos, cremos que as mulheres são iguais aos homens. Essa crença não é algo que comprometemos pelas feministas, ou que aprendemos delas, na verdade, é um de nossos distintivos. Temos versículos para essas convicções, e sempre tivemos.
O que é igualdade?
Então, o que há de errado com o feminismo? Honestamente, muito se resume a uma luta por definições. O que “igual” realmente significa? Significa “o mesmo”? Um cristão crê que mulheres são diferentes de homens – com diferentes qualidades, habilidades e responsabilidades. Nós não acreditamos que essas diferenças implicam em desigualdade. Uma feminista, por outro lado, crê que a verdadeira igualdade não pode ser alcançada sem semelhança.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O QUE A BÍBLIA TEM A NOS DIZER SOBRE A CRISE ECONÔMICA



“Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação”- 1 Timóteo 6.17 (NVI)
Nestes últimos meses, toda vez que vou ao mercado, eu “trago um embrulhinho na mão e deixo um saco de dinheiro”. Pois é, meus amigos, o negócio foi além das piores e mais pessimistas previsões. Estamos numa crise econômica e não há como negar que 2015, 2016 e 2017 naquilo que eles estão falando serem anos de “ajustes”, na verdade, é o ano do pagamento de uma fatura dos gastos irresponsáveis de governantes que olharam somente para o seu umbigo.

Os juros estão cada vez mais altos; os impostos aumentam e os benefícios diminuem. O resultado disto tudo? Famílias endividadas que vão à busca de crédito. Muitos com os seus orçamentos apertados não conseguem arcar com os custos e acabam entrando no “ciclo suicida” que os bancos usam para escravizar os seus tomadores; juros sobre juros; amortizar a dívida que é bom, nada!
Posto isso, então, onde iremos buscar socorro? Vou fazer outra pergunta? Onde você tem colocado a sua esperança? Vou além! Não somente na escassez, mas na FARTURA, onde você tem colocado a sua confiança? Paulo nos exorta severamente a não colocarmos nossa esperança na “incerteza das riquezas” (1 Tm 6.17).

É bem provável que a igreja de Éfeso, na qual Timóteo era pastor, detinha na maioria do seu pessoal, irmãos ricos. Então, Paulo, sabendo de como os ricos são tentados a colocarem a sua esperança nas riquezas, escreve a Timóteo exortando a igreja a colocar a esperança unicamente em Deus que nos sustenta em tudo.
Jesus nunca nos advertiu acerca dos perigos da “pobreza”, mas Ele sempre falou a respeito dos perigos da riqueza. O dinheiro não é neutro. O Senhor disse que o dinheiro é um “deus” (Mt 6.24). Como se diz na gíria do mercado financeiro, “o dinheiro não leva desaforo”, pois “as riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu” (Pr 23.5). Citando outra vez Paulo Romeiro, “o dinheiro é um ótimo servo, mas ele nunca será um bom patrão”. Onde você tem colocado a sua esperança?

O Eike Batista colocou a esperança dele no dinheiro. Será que ele não se arrependeu por isso? Ele não estava satisfeito com o que tinha, e querendo ganhar um pouco mais, perdeu quase tudo. É o que está escrito: “Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos” (Ec 5.10 NVI). O medo de perder nos impulsiona a buscar por mais; o resultado disto é inquietação, ansiedade e perturbação para si e para com os de sua volta, como está escrito: “Sim, cada um vai e volta como a sombra. Em vão se agita, amontoando riqueza sem saber quem ficará com ela” (Sl 39.6 NVI).

Nossos medos e incertezas em tempos de crise provêm da capacidade que achamos ter, fruto da comparação que fazemos com aquele que está, ou acima, ou abaixo do nosso padrão. Confiamos em nosso talento, entretanto, chega uma hora que as nossas forças se esvai. Como nos achamos “autossuficientes” e com a constatação que de fato não somos aquilo que pensávamos ser, logo, então, o medo do fracasso bate em nossa parte; você vira um refém da situação.

Devemos colocar nossa esperança unicamente em Deus. Vamos buscar recursos para nos aperfeiçoar; precisamos nos esforçar para fazer o melhor; todavia, nossa confiança deve estar em Deus que nos supre. Jesus manda que vivamos o dia sem se preocupar o que nos acontecerá amanhã (Mt 6.34). Mas ansiosos que somos, com o medo do fracasso, vivemos o mês, o ano e a década. Pára um pouquinho aqui; faça uma breve reflexão; você lembre a sua situação em janeiro de 2010? Você se programou e as coisas saíram conforme a sua programação durante nestes cinco anos? Será que não é mais fácil viver um dia de cada vez?

O Senhor sabe do que precisamos antes mesmo de pedir. Querer conforto não é pecado, pois é bênção de Deus, como o próprio Paulo diz: “… mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação”. Por vezes passamos por privações. Entenda a diferença entre privação e necessidade. Necessidade é algo criado por Deus. Por exemplo: você precisa tomar água. O marketing não cria a necessidade; ele promove o produto para “suprir” a necessidade. Nós nos privamos de muita coisa. Isso faz parte. O corpo pede água, o marketing nos oferece a Coca-Cola. Entendeu? Como você está em dificuldades financeiras, por exemplo, não tomará Coca, mas água que é mais barata (por enquanto). Estamos muitas vezes passando por privações, mas aquilo que é necessário, certamente, está garantido (Mt 6. 25-34).

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Pregando o evangelho para si mesmo


Há grande segurança na salvação que vem do Senhor. Deus nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo, e sua decisão permanece. O Espírito Santo nos fez nascer de novo, e não há meios pelos quais possamos destruir a vida que ele nos deu. Todo crente foi crucificado com Cristo, e em nenhuma parte da Escritura vemos uma maneira pela qual possamos não ser crucificados. Todo aquele que crê em Jesus Cristo é justificado, e nenhuma obra do homem ou de Satanás pode anular o veredito de Deus. Jesus exerce cuidado soberano sobre todo o seu povo. Aqueles que estão em suas mãos não podem ser tirados dele. Ainda assim, apesar da segurança e permanência de nossa salvação diante de Deus por meio de Jesus Cristo, podemos nos encontrar em sofrimento quando nos afastamos da esperança do evangelho.
E nos desviamos. Enquanto o desvio pode vir na forma de ceder à imoralidade, mais frequentemente se disfarça como uma espécie de Cristianismo. Para muitos, a vida cristã é guiada pela precisão doutrinária. Podemos devidamente valorizar nossa herança confessional e ver a importância de uma teologia robusta, mas esse pode se tornar o objetivo pelo qual nos esforçamos, enquanto perdemos a conexão de toda a teologia com o evangelho. O conhecimento muitas vezes “vangloria-se” e o orgulho resultante nos leva à confiança confessional mais que à confiança evangélica. Alguns cristãos baseiam a sua vida espiritual em emoções — os movimentos íntimos do coração que muitas vezes estão conectados com as profundas verdades de Deus. Mas enquanto as verdades de Deus nunca mudam, a nossa experiência destas verdades muda. E quando os sentimentos não estão presentes, nossa fé acaba em crise. Ao encontrar confiança em nossas emoções, nos desviamos do que deveria ser a nossa única esperança na vida e na morte. Muitos de nós perdemos de vista o evangelho enquanto nos concentramos em nossas próprias obras e em quão bem estamos indo espiritualmente. Ao nos medirmos por padrões autoimpostos, acreditamos ser fortes ou fracos, mas em cada caso a correção é encontrada em fazer o nosso melhor, em vez de na obra de Cristo.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Deus criou homem e mulher: deleitando-se na distinção



Num jornal de Sydney reportava uma campanha online para fazer fabricantes de brinquedos e varejistas australianos pararem de marcar os produtos como sendo para meninas ou meninos. Eles queriam que os brinquedos fossem agrupados por temas, não por “estereótipos de gêneros”.

Em certo aspecto, isso faz sentido. Muitos meninos gostam de brincar com bonecas e de cozinhar; e meninas (como eu) gostam de aeromodelos e bastões de críquete. Mas o objetivo dos ativistas não é apenas a remoção dos estereótipos de gênero. Eles querem que o gênero deixe de ser uma parte importante do que uma criança é – de quem nós somos. Eles querem um mundo em que a identidade de uma pessoa não seja definida pelo primeiro rótulo que recebemos ao nascer: “É uma menina!”  ou “É um menino!”
Eles não estão sozinhos nisso. O Facebook parou de oferecer a opção de apenas dois gêneros para perfis de usuários. Até o presente momento, ele oferece cinquenta e seis diferentes identidades de gênero.
Estes são apenas dois exemplos de uma tendência crescente que vê o gênero como uma construção social: um fenômeno que é produto de forças sociais e da linguagem que usamos para falar sobre a vida mais do que algo que faz parte de uma realidade determinada biologicamente. Para uma minoria crescente e cada vez mais barulhenta, essa é uma construção que já teve a sua época.
No entanto, aqui estamos nós escrevendo, e aqui está você lendo  sobre mulheres: algo que afirma não só que mulheres existem, mas também que o gênero é um bem intrínseco e essencial, e uma parte dada por Deus de quem somos. Então, antes de ponderarmos sobre outras questões acerca do ministério de mulheres, precisamos primeiramente entender o que é ser uma mulher (ou um homem) nos propósitos de Deus.

Deus criou o ser humano homem e mulher

 A Palavra de Deus por si só fornece a base para a fé e a vida, e o melhor lugar para começar a explorar questões relacionadas a gênero são os três primeiros capítulos da Bíblia, onde (entre outras coisas) Deus nos dá uma lição de antropologia bíblica: uma introdução a quem nós somos.
Gênesis não começa com apenas um relato da criação, mas com dois relatos complementares (Gênesis 1.1–2.3, 2.4-25). Ambos tratam da criação de Deus de todas as coisas, mas dão visões e focos diferentes sobre verdades complementares. Eles não são relatos conflitantes, mas também não são idênticos. Cada um ensina as mesmas e, no entanto, diferentes verdades sobre Deus, criação e humanidade.
Ambos os relatos revelam Deus como criador soberano, governante e legislador amoroso. Ele está lá antes de qualquer outra coisa. Ele vê todas as coisas, sabe de todas as coisas e cria todas as coisas. Ele é generoso e bom. Ele está acima da criação, chamando-a à existência (Gênesis 1), e está presente nela, formando, plantando e dando vida (Gênesis 2).

terça-feira, 28 de março de 2017

Anticristo islâmico? O Anticristo será um muçulmano?




Pergunta: "Anticristo islâmico? O Anticristo será um muçulmano?"

Resposta: Com as crescentes tensões no Oriente Médio nos últimos anos, e especialmente com as declarações de xiitas muçulmanos extremistas sobre o Décimo Segundo Imã, muitas pessoas começaram a perguntar como isso se relaciona com as profecias bíblicas. Para responder, é preciso primeiro descobrir quem é o décimo segundo imã é o que se acredita que ele fará pelo Islã. Em segundo lugar, devemos examinar as declarações de muçulmanos xiitas em relação a essas esperanças e, em terceiro lugar, precisamos ver o que a Bíblia diz sobre a questão.

Dentro do ramo xiita do Islã, houve doze imãs, ou líderes espirituais, designados por Alá. Estes começaram com o imã Ali, primo de Maomé, o qual reivindicou a sucessão profética depois da morte de Maomé. Por volta do ano 868 DC, o Décimo Segundo Imã, Abual-Qasim Muhammad (ou Maomé al Mahdi), nasceu ao décimo primeiro imã. Porque o seu pai estava sob intensa perseguição, Mahdi foi enviado a esconder-se para a sua proteção. Aos 6 anos de idade, ele rapidamente saiu da clandestinidade quando o seu pai foi morto, mas depois voltou a se esconder. Diz-se que ele tem se escondido em cavernas desde então e retornará de forma sobrenatural antes do dia do juízo para erradicar toda a tirania e opressão, trazendo harmonia e paz à terra. Ele é o salvador do mundo na teologia xiita. De acordo com um escritor, o Mahdi vai combinar a dignidade de Moisés, a graça de Jesus e a paciência de Jó em uma pessoa perfeita.

As previsões sobre o Décimo Segundo Imã têm uma impressionante semelhança com as profecias bíblicas do fim dos tempos. De acordo com a profecia islâmica, o retorno do Mahdi será precedido por uma série de eventos durante três anos de horrível caos mundial e ele dominará sobre os árabes e o mundo por sete anos. A sua aparição será acompanhada por duas ressurreições, uma dos ímpios e uma dos justos. Segundo os ensinamentos xiitas, a liderança do Mahdi será aceita por Jesus e os dois grandes ramos da família de Abraão serão reunidos para sempre.

Como as declarações de muçulmanos xiitas, como as do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, se relacionam com isso? Ahmadinejad é um xiita profundamente comprometido e afirma que deve pessoalmente preparar o mundo para a vinda de Mahdi. Para que o mundo seja salvo, é necessário que esteja em um estado de caos e subjugação, e Ahmadinejad sente que foi escolhido por Alá para preparar o caminho para isso. Ahmadinejad tem repetidamente feito declarações sobre destruir os inimigos do Islã. O presidente iraniano e seu gabinete supostamente assinaram um contrato com Al Mahdi no qual se comprometem à sua obra. Quando perguntado diretamente pela repórter do ABC, Ann Curry, em setembro de 2009, sobre suas declarações apocalípticas, Ahmadinejad disse: "Imã... virá com a lógica, com a cultura, com a ciência. Ele virá de modo que não haverá mais guerra. Não mais inimizade, não mais ódio. Não mais conflito. Ele vai convidar todos a entrarem em um amor fraternal. É claro que ele vai retornar com Jesus Cristo. Os dois voltarão juntos e trabalharão juntos para preencher este mundo com amor."

O que tudo isso tem a ver com o Anticristo? De acordo com 2 Tessalonicenses 2:3-4, haverá um "homem do pecado" revelado nos últimos dias que vai opor-se e exaltar-se acima de tudo que se chama Deus. Em Daniel 7, lemos da visão de Daniel dos quatro animais que representam reinos que desempenham papéis importantes no plano profético de Deus. O quarto animal é descrito (v. 7-8) como sendo terrível, espantoso, muito forte e diferente daqueles que vieram antes dele. Também é descrito como tendo um "pequeno chifre" que arranca outros chifres. Esse chifre pequeno é frequentemente identificado como o Anticristo. No versículo 25, ele é descrito como falando “palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo" (3 ½ anos). Em Daniel 8, a visão do carneiro e do bode identifica um rei que vai surgir nos últimos dias (v. 23-25), destruir muitas pessoas e se levantar contra Cristo, mas este rei será quebrado. Daniel 9:27 profetiza que o "príncipe que há de vir" faria uma aliança de 7 anos com muitas pessoas e em seguida traria muita desolação. Quem será este Anticristo? Ninguém sabe ao certo, mas muitas teorias foram dadas, inclusive a possibilidade de que seria um árabe.

Independentemente das várias teorias, há alguns paralelos entre a Bíblia e a teologia xiita que devemos observar. Primeiro, a Bíblia diz que o reino do Anticristo governará o mundo por sete anos e o Islã afirma que o Décimo Segundo Imã governará o mundo por sete anos. Em segundo lugar, os muçulmanos antecipam três anos de caos antes da revelação do Décimo Segundo Imã e a Bíblia fala de 3 anos e meio de Tribulação antes do Anticristo se revelar ao profanar o templo judaico. Terceiro, o Anticristo é descrito como um enganador que alega trazer paz, mas que realmente traz a guerra generalizada. A antecipação do Décimo Segundo Imã é que ele vai trazer a paz através de guerra massiva com o resto do mundo.

O Anticristo será um muçulmano? Só Deus sabe. Há ligações entre a escatologia islâmica e a escatologia cristã? Certamente parecem existir correlações diretas, embora sejam como a leitura das descrições de uma grande batalha, primeiro do ponto de vista do perdedor, tentando preservar a sua reputação e, em seguida, da perspectiva do vencedor. Até que vejamos o cumprimento dessas coisas, é preciso prestar atenção às palavras de 1 João 4:1-4: "Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Nisto conheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não é de Deus; mas é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que havia de vir; e agora já está no mundo. Filhinhos, vós sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo."

O Anticristo Islâmico




Por muitas vezes cogitamos quem seria o Anticristo. De onde ele vem? Neste vídeo, uma boa conjectura analítica das escrituras. Assista e tire suas conclusões.







quinta-feira, 23 de março de 2017

Obcecado por números



Primeiro, é importante discutir um dos problemas primários em missões na Índia – a empolgação do Ocidente pela eficiência numérica, isto é, a ideia de que grandes números são uma validação da bênção de Deus e do sucesso no ministério.
O mundo corporativo é apaixonado por números, por grandes números. Os números são a ordem do dia em toda esfera da vida, e a empolgação por números impressionantes encontrou seu lugar na igreja e na missão da igreja, tanto no Ocidente quanto – como um resultado da influência ocidental – na Índia. Muito do jargão de missões é, de alguma forma, colorido pela noção de eficiência numérica: “rapidez”, “multiplicação”, “estratégia”, “crescimento”.
Cada “visão” e cada “relatório” tem um tipo de etiqueta numérica acoplada. 5.000 igrejas em 5 anos. 30.000 batismos em 3 anos. Maior e mais rápido = melhor. Certo?
Errado!
Infelizmente, a obsessão da igreja do Ocidente por números tem tido um efeito destrutivo, de modo que o nome de Cristo é blasfemado na Índia.
Uma mania pecaminosa por números maiores e melhores tem infectado tanto os ministros nativos quanto a obra dos missionários ocidentais na Índia. A noção de que o crescimento numérico é um indicador de fidelidade é estranho às Escrituras e, na verdade, surge do “movimento de crescimento de igreja”.[1] Mas, infelizmente, a maioria das igrejas – até mesmo aquelas que sustentam uma teologia do evangelho centrada em Deus mais robusta – comprou essa falsa ideia de que “crescimento rápido” é o sinal primário da bênção de Deus.  Quanto mais rápido você cresce, mais fiel você é.
Eu espero desacreditar essa falsa ideia discutindo alguns dos desastrosos efeitos que isso teve em missões na Índia. Porém, mais do que isso, espero alertar meus irmãos e minhas irmãs do Ocidente para uma abordagem de missões mais sã, fiel e centrada no evangelho. Nós certamente podemos celebrar um crescimento numérico se ele for de acordo com a Escritura. Mas quando o crescimento numérico substitui prioridades da Escritura, o evangelho é comprometido e o testemunho cristão é manchado. Ao apontar alguns dos resultados devastantes da ênfase nos números, eu espero encorajar as igrejas do Ocidente a terem discernimento sobre os trabalhos dos missionários que eles sustentam, enquanto encorajo meus irmãos indianos a buscarem um crescimento real do evangelho em seus ministérios, independente de eles parecerem ou não impressionantes para o Ocidente.

A praga do cristianismo nominal

Os relatórios missionários da Índia estão cheios de notícias de impressionantes “movimentos de pessoas” para Cristo que estão aparentemente acontecendo em todo o país. Os missionários com quem conversei descreveram seu trabalho nos seguintes termos: “7.000 igrejas foram plantadas na Caxemira nos últimos 5 anos”. “50.000 novos crentes foram batizados em Nova Deli ano passado”. “Centenas de milhares da casta inferior dos ‘Dalits’ (intocáveis) estão chegando para conhecerem a Cristo”. O que nos é dito é que as coisas estão acontecendo na Índia em uma “escala sem precedentes”, igualada somente pelos capítulos iniciais do livro de Atos. Isso é real? Deixe-me responder com 3 pontos.
i. Onde estão as igrejas?
Um colega indiano cooperador do evangelho (que trabalha em uma das regiões mais difíceis no norte da Índia) me disse que, quando ele ouve amigos do Ocidente falarem sobre essas milhares de igrejas plantadas, sem piscar, ele pergunta irritado pelo endereço e o CEP delas para que ele possa visitar pelo menos uma delas. Seu ponto não é que todas as igrejas têm que ter um endereço físico, mas que esses números estão relatando igrejas fantasmas, que não existem na realidade.
Em resumo, os números são uma ilusão. Essas assim chamadas “igrejas” são tipicamente nada mais que um grupo de três ou quatro pessoas que acabam por se encontrar uma ou duas vezes de forma casual. Elas ouvem umas duas histórias bíblicas aguadas e desaparecem no esquecimento depois disso.
Na maioria dos trabalhos missionários na Índia, as prioridades pragmáticas suplantaram as prioridades bíblicas. Um amigo missionário do Ocidente recentemente me disse que, acerca do seu desenvolvimento na Índia, os superiores na sua organização insistiram que ele fosse “estratégico” para “estimular um rápido crescimento” na plantação de “igrejas-coelho”, que são rapidamente estabelecidas e se multiplicam rapidamente, ao invés de plantar “igrejas-elefante”, que tomam um longo tempo para se estabelecerem e, então, requerem muito trabalho no discipulado, o que torna as coisas mais lentas. A resposta direta do meu amigo foi: “Mas igrejas-coelho são devoradas por falcões e lobos”.
A mania por números e o impulso por crescimento rápido resultam em “igrejas” que não têm o evangelho, nem liderança, nem teologia, nem profundidade, tornando-as presa fácil para as heresias da teologia da prosperidade, sincretismo e outros ensinos falsos.

terça-feira, 21 de março de 2017

A Palavra de Deus excede todas as ciências



A Palavra de Deus excede todas as ciências. O homem que é chamado de filósofo, mas não lê os livros de filosofia é envergonhado; o mesmo ocorre com aquele que é chamado de advogado, astrônomo ou físico, que seja ignorante dos livros de direito, astronomia e física. Ora, alguém que professa a Cristo e sua religião, pode não se dedicar (o máximo que puder ou for conveniente) a ler e ouvir, e assim conhecer os livros do evangelho e da doutrina de Cristo? Ainda que outras ciências sejam boas e devam ser aprendidas, o que nenhum homem pode negar, entretanto, a ciência de Cristo é essencial e ultrapassa todos os outros conhecimentos de modo incomparável. Que desculpas daremos, então, no último dia diante de Cristo, se nos deleitarmos em ouvir fantasias e invenções humanas mais do que nos deleitamos em seu santíssimo evangelho? E não encontraremos tempo para fazer o que devemos principalmente (sobre todas as coisas), se preferirmos ler outras coisas em vez da Palavra de Deus, pela qual deveríamos, antes, deixar todas as demais leituras. Portanto, apliquemos a nós mesmos, enquanto tivermos tempo e descanso, a conhecer a Palavra de Deus, por meio de ouvi-la e lê-la com diligência, se nós professamos a Deus e temos fé e confiança nele.
Desculpas vãs dissuadem do conhecimento da Palavra de Cristo. Aqueles que não têm boa afeição pela Palavra de Deus dão comumente duas desculpas vãs para disfarçar essa sua culpa. Alguns vão se desculpar por sua fraqueza e medo, dizendo que não se atrevem a ler as Sagradas Escrituras, pois temem que por sua ignorância não caiam em algum erro. Já outros fingem que a dificuldade de compreender a Palavra de Deus e a complexidade dela é tão grande, que é necessário ser lida apenas por pastores e homens eruditos.
Quanto à primeira desculpa, a ignorância da Palavra de Deus é a causa de todo erro, como o próprio Cristo afirmou aos saduceus, dizendo que eles erravam porque não conheciam a Escritura (Mateus 22.29). Como as pessoas evitarão o erro, se continuam sendo ignorantes? E como sairão da ignorância, se não leem ou ouvem aquilo que pode guia-los ao conhecimento? Aquele que nesse momento tem o maior conhecimento, já foi inicialmente ignorante; ainda assim, ele não se absteve de ler por temer cair em erro, mas leu diligentemente para que não permanecesse em ignorância, e pela ignorância, no erro. E se você não conhece a verdade de Deus (a coisa mais necessária) para que não caia em erro, pelo mesmo motivo você pode ficar deitado e nunca caminhar, para que não venha a cair na lama; nem coma nenhuma boa comida, para que não venha a se engasgar; nem semeie a sua semente, nem trabalhe, nem estoque, para que não corra o risco de perder a sua semente, seu trabalho e sua provisão. Seria melhor você viver na ociosidade, e nunca fazer qualquer coisa boa, para que algo de ruim não venha a lhe ocorrer.

terça-feira, 7 de março de 2017

Como nós obtemos a justificação? (Reforma Protestante 500 anos)



Segue abaixo um excerto dos comentários de Cranmer ao Livro do Rei, que era o título popular para “Uma Doutrina e Erudição Necessárias para Todo Homem Cristão; Apresentadas pela Majestade, o Rei da Inglaterra” (1538). Essa edição foi extraída do volume da Sociedade Parker dos escritos de Cranmer (Cambridge University Press, 1840).
Para saber como obtemos nossa justificação, é conveniente considerar, em primeiro lugar, quão rebeldes e pecadores somos todos nós que descendemos de Adão; e por outro lado, que misericórdia há em Deus, que perdoa todas as ofensas de todos os pecadores sinceramente arrependidos por causa de Cristo. Destas duas coisas, nenhum homem é tão ignorante que nunca tenha ouvido falar sobre a queda de Adão, a qual contaminou toda a sua posteridade; e, também, sobre a misericórdia inexplicável de nosso Pai celestial, que enviou o seu Filho unigênito para sofrer a sua severa paixão por nós e derramou o seu preciosíssimo sangue, como o preço da nossa redenção. Mas é muito desejável e esperado que, à medida que os cristãos conheçam esses fatos, cada homem possa reconhecer e, sem dúvida, crer que os mesmos são verdadeiros e verificados em relação a si mesmo, para que se humilhe diante de Deus e reconheça a si mesmo como um miserável pecador que não é digno de ser chamado de seu filho; e ainda seguramente confiar que estando arrependido, o Deus misericordioso está disposto a lhe perdoar. E, a pessoa que não percebe essas duas coisas verificadas em si mesmo, não pode ter qualquer proveito e lucro ao reconhecer e crer que tais coisas podem ser verificadas em outros. Mas, não podemos satisfazer nossas mentes ou firmar a nossa consciência de que essas coisas são verdadeiras, a menos que evidentemente consideremos o que a Palavra de Deus nos ensina.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Vendo O Casamento Pelos Olhos de Deus




"Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade..." (Malaquias 2:14). "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6). "Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento...para que não se interrompam as vossas orações" (1 Pedro 3:7).

O casamento não é invenção humana que pode ser definida e destruída conforme os caprichos egoístas dos homens. O casamento foi criado por Deus. Ele é testemunha dos nossos votos e está preparado para julgar a nossa desobediência. Desrespeito pelos compromissos do casamento destrói a nossa comunhão com o nosso Criador. É imprescindível que aprendamos a ver o casamento como Deus o vê.
"Cada um tenha a sua própria esposa"

Em 1 Coríntios 7:2, Paulo repete o princípio que Deus estabeleceu quando criou o primeiro casal. "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2:24).

As palavras de Jesus em Mateus 19:4-6 afirmam que a intenção de Deus desde a criação de Adão e Eva era que o homem fosse fiel a uma esposa legítima até a morte. As palavras que descrevem o primeiro casamento mostram que o Senhor pretendia que outros seguissem o mesmo padrão. Adão não tinha pais para deixar, mas os filhos de centenas de gerações posteriores têm cumprido este aspecto do princípio perpétuo estabelecido no Éden. Mesmo em sociedades corrompidas por anarquia e iniquidade, o casamento mantém uma posição honrada (Hebreus 13:4).

A relação do casamento: Dois se tornam um

Juntar duas pessoas numa união completa descreve vividamente a beleza do casamento que Deus planejou. Deus não pretendia deixar o homem sozinho; então ele lhe deu a companheira perfeitamente adequada. Quando um homem e uma mulher se casam, eles formam uma nova e única unidade. Eles dividem uma relação sexual especial que jamais deve ser compartilhada com outros (1 Coríntios 7:3-5). Quando a mulher segue a liderança de amor do marido (Efésios 5:22-33), os dois participam juntos de sonhos e sofrimento, de conquistas e calamidades, do vigor da juventude e da fragilidade da velhice. Para este par privilegiado, a vida não se define mais com a palavra eu, e sim com a palavra nós.

Ao longo dos anos, a fusão de duas mentes na busca da mesma meta eterna cria uma intimidade e compreensão sem igual em relações humanas. A faísca de admiração no olhar de uma jovem noiva é apenas uma sombra do brilho constante no olho de uma mulher que superou décadas de desafios da vida com o homem que ela ama. O prazer que o noivo sente quando toma a mão da sua noiva é meramente um presságio do carinho que sentirá anos depois quando toma a mão de sua mulher, então envelhecida, para firmar os seus passos incertos.

O perigo de desconsiderar os princípios divinos

Aqueles que desprezam a perfeição do plano divino sofrem as tristes conseqüências de lares quebrados, corações esmagados, e espíritos quebrantados. Uma sociedade que apóia divórcios pecaminosos e incentiva casamentos ilícitos ceifará o que semeia. O sacrifício necessário para casamentos bem-sucedidos é sufocado pelo egoísmo que os destrói. O amor que fornece segurança é substituído pela lascívia que deixa esposas e filhos inocentes abandonados e desprotegidos num mundo cruel. Nem leis humanas nem doutrinas engenhosas podem mudar o fato que Deus permite apenas dois motivos para contrair novas núpcias: morte do primeiro companheiro (Romanos 7:3; 1 Coríntios 7:8-9,39) ou divórcio porque o parceiro cometeu adultério (Mateus 19:9).

Outros abusos da vontade de Deus também causam destruição. O sexo antes do casamento, incluído no termo bíblico fornicação ou relações sexuais ilícitas, sempre está errado (1 Coríntios 6:9-11,18; 7:2; Gálatas 5:19; Hebreus 13:4). Mesmo quando perdoado pela graça de Deus, o sexo antes do casamento, muitas vezes, traz graves conseqüências. Além das possíveis conseqüências físicas, a fornicação pode roubar o casamento posterior da intimidade especial que Deus fez para ser dividida exclusivamente por pessoas casadas. 

Relações homossexuais são outra perversão do plano de Deus. Todas as tentativas de "autoridades" humanas a defender a conduta homossexual como algo "natural" não podem apagar as palavras nítidas de Romanos 1:26-27 e 1 Coríntios 6:9-11. Homossexuais, como fornicadores, adúlteros e todos os outros pecadores, precisam se arrepender para buscar o perdão de Deus (Lucas 13:3; Atos 2:38; 8:22; Mateus 3:8).

Abençoados por nosso Criador

O casamento é uma das ricas bênçãos preparadas para nós pelo benevolente Criador. Quando seguimos o plano dele, gozamos das maravilhas do amor e da segurança nesta vida, e a expectativa de um lar perfeito na eternidade.

-por Dennis Allan

domingo, 19 de fevereiro de 2017

A HIPOCRISIA DAS IGREJAS
















A grande crise da igreja atual é conhecimento sem unção do alto, grau escolar sem o fogo do Espírito Santo.

Laodicéia é uma igreja assim, de nada tem falta, mas Jesus está fora dela. É rica e pobre ao mesmo tempo. Tem de tudo mas lhe falta tudo, pois Aquele que é o tudo em todos, não faz parte de suas cogitações. Jesus pode até ser um nome no cardápio, mas não é o prato do dia. Pode ser citado entre eles, mas ninguém ceia com Ele.
Falar de teologia sem as marcas da cruz é como um mecânico que acabou de consertar um carro velho sem manchas de graxa nas mãos e na roupa.
Campbell Morgan dizia que aquele que prega a cruz tem que prega-la, pregado na cruz.
Só os crucificados em Cristo podem transpirar os efeitos da morte do ego, sob o poder do Espírito Santo.
Mendigos, uma coisa é o discurso da cruz, outra, é o curso de um crucificado. “Não há dúvida de que, se há um só Deus, um só Cristo, uma só cruz, um só Espírito, há somente uma igreja, a dos crucificados.
                                                                              Do velho mendigo do vale estreito.



O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, que lhe retribuirá o seu benefício.

Tiago diz: "Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tiago 2:26). A fé sem obras é uma fé morta porque a falta de obras revela uma vida inalterada ou um coração espiritualmente morto. Há muitos versículos que dizem que a verdadeira fé salvadora resultará em uma vida transformada, e que a fé é demonstrada pelas obras que fazemos. Como vivemos revela o que acreditamos e se a fé que professamos ter é uma fé viva.

Tiago 2:14-26 é algumas vezes tomado fora do contexto numa tentativa de criar um sistema de justiça baseado em obras, mas isso é contrário a muitas outras passagens das Escrituras. Tiago não está dizendo que nossas obras nos tornam justos diante de Deus, mas que a verdadeira fé salvadora é demonstrada pelas boas obras. As obras não são a causa da salvação; as obras são a evidência da salvação. A fé em Cristo sempre resulta em boas obras. A pessoa que afirma ser um cristão, mas vive em desobediência intencional a Cristo, tem uma fé falsa ou morta e não é salva. Paulo diz basicamente a mesma coisa em 1 Coríntios 6:9-10. James contrasta dois tipos diferentes de fé – a fé verdadeira que salva e a falsa fé que é morta.

Muitos professam ser cristãos, mas suas vidas e prioridades indicam o contrário. Jesus coloca desta forma: "Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade" (Mateus 7:16-23).


A fé sem obras é morta porque vem de um coração que não foi regenerado por Deus. Profissões vazias de fé não têm poder para mudar vidas. Aqueles que afirmam ter fé, mas que não possuem o Espírito, vão ouvir o próprio Cristo dizer-lhes: "nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade" (Mateus 7:23).

Jesus e seus discípulos viviam misturados com os pobres e os excluídos (Mc 2,16; 1,41; Lc 7,37). Jesus reconhecia a riqueza e o valor dos pobres (Mt 11,25-26; Lc 21,1-4), e proclamava-os felizes (Lc 6,20; Mt 5,3). Não possuía nada para si, nem mesmo uma pedra para reclinar a cabeça (Lc 9,58). E a quem desejava segui-lo para conviver com ele, mandava escolher: ou Deus, ou o dinheiro! (Mt 6,24). Mandava fazer opção pelos pobres (Mc 10,21). A pobreza, que caracterizava a vida de Jesus, caracterizava também a sua missão. Ao contrário dos outros missionários (Mt 23,15), os discípulos e as discípulas de Jesus não podiam levar nada, nem ouro, nem prata, nem duas túnicas, nem sacola, nem sandálias, mas somente a Paz! (Mt 10,9-10; Lc 10,4-5). Eram pobres em espírito, pois iam animados pelo mesmo espírito de Jesus.

Jesus anunciava o Reino para todos, para pobres e ricos. Não excluía ninguém. Mas anunciava-o a partir dos pobres e excluídos: prostitutas eram preferidas aos fariseus (Mt 21,31–32; Lc 7,37-50); publicanos tinham precedência sobre os escribas (Lc 18,9-14; 19,1-10); leprosos eram acolhidos e limpos (Mc 1,44; Mt 8,2-3; 11,5; Lc 17,12-14); doentes eram curados em dia de sábado (Mc 3,1-5; Lc 14,1-6; 13,10-13); mulheres faziam parte do grupo que acompanhava Jesus (Lc 8,1-3; 23,49.55; Mc 15,40-41); crianças eram apresentadas como professores de adultos (Mt 18,1-4; 19,13-15; Lc 9,47-48); samaritanos eram apresentados como modelo para os judeus (Lc 10,33; 17,16); famintos eram acolhidos como rebanho sem pastor (Mc 6,34; Mt 9,36; 15,32; Jo 6, 5-11); cegos recebiam a visão (Mc 8,22-26; Mc 10,46-52; Jo 9,6-7) e os fariseus eram declarados cegos (Mt 23,16); possessos eram libertados do poder do mal (Lc 11,14-20); a mulher adúltera era acolhida e defendida contra os que a condenavam em nome da lei de Deus (Jo 8,2-11); estrangeiros eram acolhidos e atendidos (Lc 7,2-10; Mc 7,24-30; Mt 15,22). Os pobres perceberam a novidade e acolheram Jesus dizendo: Um novo ensinamento dado com autoridade! (Mc 1,27), diferente dos escribas e dos fariseus (Mc 1,22). Todo este carinho de Jesus na convivência com os pobres era a maneira de ele revelar a preferência do amor solidário do Pai para com eles.

O Cristão deve ser Conservador. Entenda.

"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão." (Mateus 24:35) Cristão  x Conservador - Muitas pe...