domingo, 20 de abril de 2014

Defendendo o Arrebatamento Pré-Tribulação



 
Um estudo Bíblico por Jack Kelley –
Alguém me fez uma grande pergunta outro dia: “As escrituras realmente prometem um arrebatamento Pré-Tribulação, ou isso é só uma opinião passada adiante de professor para aluno”? Então ele me desafiou a citar um só verso da Bíblia que levaria uma pessoa a acreditar na posição Pré-Tribulacionista se ainda não tivesse ouvido um professor falar sobre isso. Ele disse que em todos os seus estudos não havia sido capaz de encontrar nenhum. Vejamos se ele está certo.
Primeiro, Alguns Pontos Genéricos
O Arrebatamento não é outro nome para a Segunda Vinda. Como 1 Tes 4.15-17 e João 14.1-3 explicam, o Arrebatamento é um evento secreto, não agendado, onde Jesus vem a meio caminho da terra para encontrar Sua Igreja nos ares e nos levar para estar com Ele onde Ele está agora. Eu digo não agendado e secreto porque a sua cronologia específica permanece desconhecida até que ele verdadeiramente ocorra.
Por outro lado, a Segunda Vinda é um evento público agendado em que Jesus vem até a terra com Sua Igreja para estabelecer um Reino aqui. Eu digo agendado e público porque o tempo geral da Sua vinda será conhecido na terra com mais de 3 anos e meio de antecedência, e público porque todos na terra serão capazes de testemunhar Sua chegada. Mat 24.29-30 diz que isso acontecerá imediatamente após a Grande Tribulação e todas as nações verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu.
A afiliação à Igreja e, portanto, a participação no Arrebatamento depende de ter pessoalmente aceitado a morte do Senhor como pagamento total por seus pecados. Ainda que Sua morte tenha na verdade comprado o perdão para todos, nós temos que pessoalmente pedir para ter o nosso ativado. Todos os que pedem salvação recebem um incondicional, irrevogável “Sim!” (Mat 7.7-8, João 3.16, Efé 1.13-14). “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós” (2 Cor 1.20).
Isso é Grego Para Mim
E finalmente, ainda que os cínicos possam verdadeiramente dizer que a palavra Arrebatamento não aparece em nenhuma passagem das Escrituras, a declaração não é correta em sua intenção. Arrebatamento (rapto) é uma palavra de origem latina, não hebraica ou grega, as línguas da Bíblia. (A mais antiga tradução da Bíblia foi para o latim, e a palavra rapto vem dela). O seu equivalente grego é harpazo, que é encontrada no texto em grego de 1 Tes 4.17. Quando traduzidas para o Inglês (e outras línguas), ambas as palavras significam “ser apanhado, ou surrupiado”. Harpazo, a palavra que Paulo realmente usou, vem de raízes que significam “erguer do chão” e “tomar para si mesmo” e implicam em que ao fazê-lo o Senhor está ansiosamente nos reclamando para Si mesmo. Então, enquanto a palavra latina não aparece em nossas Bíblias, o evento que ela descreve certamente sim. Há uma situação similar com a palavra Lúcifer, também de origem latina. Ela não aparece em nenhum dos textos originais também, mas ninguém seria tolo o bastante para negar a existência de Satanás em uma base tão débil.
Com essa introdução, vamos primeiro à mais bem conhecida das passagens do Arrebatamento.
“Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tes 4.15-17).
A maioria de nós está familiarizada com esses versos. Mas note que eles não lhe dizem quando o arrebatamento ocorrerá, mas somente que ocorrerá. Note também que o Senhor na vem todo o caminho até a terra. Nós o encontramos nas nuvens e então, de acordo com João 14.1-3, voltaremos com Ele para o lugar de onde veio. Se isso fosse a 2ª Vinda, Ele estaria vindo aqui para estar onde estamos, não para nos levar para onde Ele está.
Paulo descreve o mesmo evento em 1 Cor 15.51-52. Em um instante, em um piscar de olhos, os mortos em Cristo ressuscitarão e os vivos serão transformados. Ali ele diz que está revelando um segredo, mas a ressurreição dos mortos não era um segredo. Ela pode ser encontra em todo o Antigo Testamento. O segredo era que alguns não morrerão, mas serão levados vivos para a presença do Senhor em seguida a uma transformação instantânea. O arrebatamento acontece rapidamente. Em um momento estamos caminhando na terra e no momento seguinte estamos no Reino.
Não tente usar a referência à trombeta no verso 52 para marcar a cronologia. Há várias “Ultimas Trombetas” na Bíblia e na tradição judaica. Esse verso significa somente que será a última trombeta que ouviremos antes de ser transformados. Como tanto a passagem de Coríntios como a de Tessalonicenses descrevem a mesma coisa, é seguro assumir que essa trombeta é a mesma mencionada em 1 Tes 4.16 e não nos aponta para nenhum outro evento.
Assim, essas duas referências dizem que uma geração de humanos não morrerá, mas será repentinamente transformada de nossa forma terrena para a celestial. E, como tanto Mat 24.31 (ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus) quanto Apo 17.14 (vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis) dizem que estaremos com o Senhor quando Ele retornar, isso tem que acontecer algum tempo antes da 2ª Vinda. E não podem ser somente os crentes ressuscitados voltando com Ele porque as passagens do Arrebatamento acima dizem que seremos transformados ao mesmo tempo em que os mortos são ressuscitados.
Então Quando Isso Acontece?
No Novo Testamento, a mais clara indicação que conseguimos no departamento de cronologia é encontrada em 1 Tes 1.9-10. “Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura”. A palavra grega traduzida como “da” nesta passagem é “apo”. Tomada literalmente, ela significa ser resgatado do tempo, lugar ou de qualquer relação com a Ira de Deus. Isso denota tanto afastamento quanto separação. Isso é apoiado por 1 Tes 5.9 que declara, “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo”.
Alguns gostam de apontar que você não pode usar a Ira de Deus intercambiavelmente com a Grande Tribulação. Elas não são a mesma coisa, eles dizem. E estão certos, os dois termos não são sinônimos. A Grande Tribulação tem a duração de 3 anos e meio e começa em Apo 11-13. Já a Ira de Deus é muito mais longa, começando em Apo 6, como o verso 17 explica. Os advogados do arrebatamento Pós-Tribulação e Pré-Ira tentam negar, mas as Escrituras são claras. O tempo da Ira de Deus começa com o Juízo dos Selos. O Juízo das Taças, que acontece depois, não inicia o tempo da Sua Ira, eles concluem (Apo 15.1). Ser resgatada do tempo, do lugar e de qualquer relação com a Ira de Deus significa que a Igreja tem que desaparecer antes de Apo 6, e é por isso que cremos que o Arrebatamento acontece em Apo 4 e a Igreja é o grupo de crentes visto no Céu em Apo 5.
Seja Você o Juiz
Agora, vamos aplicar o teste do meu questionador. Poderia um crente, assentado sozinho na proverbial ilha deserta com nada mais que uma Bíblia e sem idéias pré-concebidas concluir que há um Arrebatamento pré-tribulação somente lendo sobre isso, ou ele somente poderia ser guiado a esta posição ouvindo primeiro alguém lhe ensinar sobre ela?
Bem, de Isa 13.9-13 e Amós 5.18-20 ele teria aprendido que Deus irá julgar a terra por seus pecados em um tempo terrível chamado o Dia do Senhor, quando Ele derramará Sua Ira sobre a humanidade.
Lendo Mat 24.21-22, ele aprenderia que esse tempo de julgamento seria tão ruim que, se o Senhor não pusesse um fim a ele, ninguém sobreviveria. Mas o Senhor porá um fim a ele voltando em poder e glória. Sabe que o Senhor não voltou ainda, ele saberia que a Ira de Deus ainda está no futuro.
Quando chegasse a 1 Tes 1.9-10, ele veria uma declaração bastante clara. Jesus nos resgata da ira vindoura. Na metodologia do “quem, o que, onde, quando e porque” dos repórteres investigativos, ele teria o Quem (Jesus), o o que (nos salva), e o quando (o tempo da ira por vir). Lendo adiante ele chegaria a 1 Tes 4.15-17 e teria o onde (da terra para as nuvens) e em 1 Tes 5.9 o porque (porque não estamos destinados à ira).
Daí ele logicamente concluiria que, já que seremos resgatados por volta do tempo da ira vindoura e como não estamos destinados para a ira, nosso resgate teria que precedê-la. Ele poderia também responder outra das perguntas do repórter investigativo em 1 Tes 4.15-17 e seria assim que aconteceria. O Senhor mesmo descerá do Céu para a nossa atmosfera e repentinamente nos arrebatar da terra para encontrar com Ele lá. No capítulo 5 ele aprenderia que nunca saberia o tempo exato desse evento mas somente que precederia a ira futura.
É claro que há muitas outras passagens que Eu poderia referenciar, mas acho que coloquei o meu ponto e respondi às perguntas. De fato, eu darei mais um passo. Creio que como nosso leitor hipotético não tem ninguém para persuadi-lo de forma diferente, ele assumiria o que está lendo como literal. E se esse for o caso, então a posição pré-tribulacionista é a única conclusão a que ele poderia logicamente chegar, porque todas as outras posições requerem uma reinterpretação de moderada a massiva das Escrituras.
Eu defendo que deixado sozinho para digerir isso somente com a ajuda do Espírito Santo, ele esperaria ser arrebatado antes de a Ira de Deus começar em Apo 6. Você vê, Deus não escreveu a Bíblia para nos confundir, mas para nos informar. É a humanidade que misturou tudo. Se você der o Espírito Santo a um estudante de mente limpa, não contaminada por opiniões e preconceitos humanos, Ele traria tal pessoa ao entendimento do Arrebatamento que é mais consistente com a interpretação literal das Escrituras. E isso requer um arrebatamento pré-tribulação.
Mas Espere, Tem Mais
Enquanto estamos no tópico, há um outro assunto que aponta para um Arrebatamento pre-tribulação e nos vem na forma de uma pista em 1 Tes 4.15, logo no começo da passagem do Arrebatamento. O verso 15 começa com a frase “Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor”. Simplesmente não há no Novo Testamento lugar algum em que Jesus tenha falado sobre alguns serem ressuscitados e outros serem transformados para encontrar o Senhor nos ares. Ele nunca disse nada parecido com isso, nem mesmo insinuou tal coisa.
Aqueles que crêem vê-lo em Mat 24.40-41 primeiramente têm que ignorar o fato de que Jesus estava explicando eventos na terra no próprio dia de Seu retorno, o que colocaria o Arrebatamento após a 2ª Vinda, algo em que ninguém acredita. Eles também têm que ignorar o fato de que em Mat 24.40-41 tanto crentes quanto descrentes são mandados para algum lugar, os crentes sendo recebidos para Ele, enquanto os descrentes são lançados fora. Você tem que pesquisar as palavras gregas traduzidas como “levado” (paralambano) e “deixado” (alphiemi) para descobrir isso, mas quando o fizer você verá que o português é enganoso. Nenhum ponto de vista do Arrebatamento inclui o posicionamento dos não crentes, nem mesmo menciona isso.
Por falar nisso, este é um grande exemplo do porque de a interpretação literal, histórica, gramatical ser tão importante. Nossa Bíblia foi basicamente escrita em Hebraico e Grego. Toda tradução se baseia no movimento das palavras de uma língua para outra. Esse processo nem sempre produz um encaixe perfeito, e assim homens eruditos tem que fazer concessões a isso e exercer seu próprio julgamento de tempos em tempos. Mas os homens não são perfeitos. Todos nós temos nossos defeitos. Quando se trata de um assunto importante onde você quer um significado exato é sempre bom verificar novamente o trabalho deles.
Felizmente temos uma inacreditável ferramenta na Concordância de Strong. Ela contém cada palavra hebraica e grega da Bíblia com seus significados primários e secundários, com que freqüência cada palavra aparece na Bíblia e quais significados são usados em cada utilização. Você pode comparar esses com o significado que os tradutores usaram e ver se concorda com seu tratamento da passagem. Fazendo isso com Mat 24.40-41, você descobrirá que o significado principal de paralambano é receber e que o significado principal de alphiemi é lançar fora.
Pessoas com uma disposição pós-tribulacionista lêem 1 Tes 4.15, e então se voltam para Mat 24.40-41 onde encontram um grupo sendo “levado” e outro sendo “deixado” após o fim da Grande Tribulação. Presumindo que essas eram as próprias palavras do Senhor a que Paulo se referia, eles param por ai. Viram o que queriam ver.
É claro que nada disso diz respeito ao nosso leitor na ilha deserta acima. Os versos que usei lá são claros o bastante para não necessitar qualquer pesquisa na língua original. Então, ele não precisaria de uma Concordância de Strong, somente da Bíblia.
Qual é o Ponto?
Se Jesus nunca ensinou sobre o Arrebatamento, a quais das “próprias palavras do Senhor” Paulo se referia? Alguns dispensam a frase, dizendo que Paulo estava falando de uma conversa que teve com o Senhor que não aparece nas Escrituras. Mas eu creio que merecemos uma resposta melhor do que essa. Lembre-se, 1ª Tessalonicenses foi provavelmente a primeira comunicação escrita de Paulo, realizada em 51 AD. Dependendo da opinião de quem você aceita, o Evangelho de Mateus estava ou sendo escrito ou há cerca de 10 anos à frente. Aqueles que lhe atribuem uma data mais antiga dizem que foi escrito aos Judeus em Jerusalém e deve até mesmo ter sido escrito em Hebraico. Em qualquer dos casos, nem este nem qualquer outro evangelho estava ainda em ampla distribuição. (O Evangelho de Marcos, o outro candidato para o mais antigo a ser escrito, não contem um equivalente de Mat 24.40-41). Então, se Paulo estava se referindo às Escrituras, como creio que estava, tinha que ser o Antigo Testamento.
Sim, como tudo mais no plano de Deus, você encontrará pistas do Arrebatamento até mesmo no Antigo Testamento. Veja esta passagem de Isa 26.19-21. “Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniqüidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seus mortos”.
Note como os pronomes mudam da segunda pessoa quando Deus fala do Seu pova para a terceira pessoa quando Ele fala do povo da terra. Isso significa que os dois grupos são diferentes. Àqueles chamados de “meu povo” é mandado “entrar em seus quartos (lugares)” (os lugares de João 14.1-3?) por que os outros, chamados de “os moradores da terra”, serão punidos por seus pecados em um período de tempo chamado de Sua Ira. Parece familiar? (Nota: a palavra hebraica traduzida como “vai” na frase “Vai, pois, povo meu” é traduzida como “vem” em algumas traduções, lembrando o comando dado a João em Apocalipse 4, “Sobe aqui!”, mas a palavra tem outro significado principal que é meu favorito. Ela significa desaparecer. “Desaparece, pois, povo meu!” Sim, nós vamos.)
Nem com um esforço de imaginação essa passagem já foi cumprida literalmente. Ela é uma profecia para os Tempos do Fim que promete uma ressurreição dos mortos e a ocultação do povo de Deus enquanto a Ira de Deus é liberado sobre o povo da terra por seus pecados. E ela foi escrita 2750 anos atrás. A ocultação dos Judeus no deserto na terra no começo da Grande Tribulação (Apo 12.14) não pode ser considerada como um cumprimento para esta passagem porque nenhuma ressurreição a acompanha. (A ressurreição de crentes do Antigo Testamento acontece no final da Grande Tribulação – Dan 12.2.)
É claro, ninguém sabe com certeza que essa seja a passagem a que Paulo se referiu, nas como evidência de sua influência sobre ele, vamos compará-la com o que Paulo escreveu em 1 Tes 4-5.
Isaías: Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos.
Paulo: Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
Isaías: Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira.
Paulo: Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares.
Isaías: Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniqüidade.
Paulo: Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.
As palavras são um pouco diferentes, mas realmente me parece que estão descrevendo o mesmo evento.
E Ainda Tem Mais
Há outras sólidas razões teológicas porque a Igreja será arrebatada antes de começarem os juízos dos Tempos do Fim. Uma é que o Senhor parece manter separados Israel e a Igreja, nunca lidando com ambos ao mesmo tempo (Atos 15.13-18). Se o propósito primário da 70ª semana de Daniel é finalmente cumprir as seis promessas a Israel em Daniel 9.24, então a Igreja tem que desaparecer.
Outra é que a Igreja foi purificada na cruz momento em que toda punição devida a nós foi carregada pelo próprio Senhor. Daquele momento em diante a Igreja é considerada por Deus como sendo tão reta quanto Ele (2 Cor 5.17 e 21). A idéia de que a Igreja necessite se submeter a alguma disciplina para se torna digna de habitar com Deus é contra as Escrituras e nega a obra completa do Senhor na cruz.
E terceiro, o propósito declarado da Grande Tribulação é bifacetado: purificar Israel e destruir completamente as nações descrentes (Jer 30.1-11). A Igreja não está destinada a nenhuma dessas conseqüências.
Há também diversas sub-pistas que por si só não podem ser usadas para apoiar a posição pré-tribulacionista, mas que sublinham a validade das passagens claras que acabei de citar. Tome por exemplo o fato de que Enoque, que carrega uma grande similaridade com a Igreja, desapareceu antes do Grande Dilúvio, que os anjos não puderam destruir Sodoma e Gomorra até que Ló e sua família estivessem a salvo, e que faltou Daniel na história da fornalha ardente, um modelo da Grande Tribulação.
Quando o Senhor descreveu Sua vinda em Lucas 17.26-29 Ele disse que seria tanto como os dias de Noé (alguns serão preservados através dos julgamentos) quanto como os dias de Ló (alguns serão tirados antes deles). E quanto à promessa que Ele fez à Igreja de Filadélfia de que nos manteria fora da “hora” da tribulação vindoura sobre todo o mundo (Apo 3.10). Será isso o mesmo que a “hora” da destruição de Babilônia em Apo 18?
Mas ao me pedirem para citar versos que não requeiram qualquer conhecimento anterior eu peguei dois que são os mais claros para mim, 1 Tes 1.9-10 e Isa 26.19-21. E assim, pelo testemunho de duas testemunhas, uma no Antigo Testamento e outra no Novo, nós vemos a separação física entre crentes e descrentes antes do tempo do Julgamento. E pelo testemunho de duas testemunhas uma coisa deve ser estabelecida (Deu 19.15).
É claro que alguns não se convencerão até que lhes mostremos um verso que diga que o Arrebatamento precederá a Grande Tribulação com todas as palavras. Obviamente, tal verso não existe. Eu acho que teremos que esperar e explicar isso a eles a caminho do Céu.

(Por que o Senhor não Mencionou o Arrebatamento?)
Um Estudo Bíblico por Jack Kelley – www.gracethrufaith.com
Em 51 AD, quase 20 anos após a ressurreição, o Apóstolo Paulo se tornou o primeiro a revelar o incrível segredo que se tornaria conhecido como o Arrebatamento da Igreja. Ele o fez nos primeiros comunicados escritos, sua primeira carta aos Tessalonicenses (1 Tes 4.16-17), repetindo-o quatro anos depois em uma carta aos Coríntios (1 Cor 15.51). Ao fazê-lo, Paulo finalmente identificou o grupo mencionado em Mat 24.31, que estaria no Céu aguardando para voltar com o Senhor em Sua 2ª vinda.
De Tessalonicenses sabemos que, no Arrebatamento, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro para serem seguidos imediatamente pelos crentes restantes e ainda vivos. Concernente aos crentes vivos, a carta de Paulo aos Coríntios explica que num piscar de olhos, seremos transformados de mortais em imortais, desviando completamente da morte. De qualquer forma, em menos do que um instante chegaremos juntos ao Céu. Como todos os que crêem no Arrebatamento da Igreja concordam que ele acontecerá algum tempo antes da 2ª vinda, o grupo no Céu os quais o Senhor envia os anjos para reunir em Mat 24.31 tem que incluir crentes ressurretos e arrebatados da era da igreja.
Como um aparte, aqueles que discutem essa doutrina declaram que a palavra arrebatamento não aparece na tradução de nenhuma das cartas de Paulo citadas acima (nem em qualquer outro lugar das Escrituras com esse sentido) e é claro que estão corretos. A palavra grega que Paulo usou originalmente para descrever o arrebatamento em 1 Tes 4.17 é harpazo, normalmente traduzida como “levado para cima” em português.
Por causa da crescente dominância do Império Romano nos tempos bíblicos, o latim substituiu rapidamente o grego como a língua comum do mundo, e assim em 400 AD a Bíblia foi traduzida do hebraico e do grego para o latim. Harpazo se tornou raptus, a raiz latina para a palavra rapto. Ela significa “transportar uma pessoa de um lugar para outro”. Arrebatamento é um sinônimo de rapto, especialmente quando se trata de transportar uma pessoa ao céu. Então, foi a versão em latim que deu ao evento o seu nome. Nossas traduções atuais são feitas diretamente a partir dos mais antigos textos gregos, e é por isso que a palavra arrebatamento não aparece nelas.
Por que a Demora?
Mas por que o Senhor não anunciou todo o assunto da salvação para os gentios incluindo o Arrebatamento da Igreja durante Seu tempo aqui? Por duas razões. Primeiro Israel precisava receber uma oferta de fidedigna do Reino. O Seu comprometimento com eles era claro. A primeira vez que enviou os discípulos para ministrar, Ele lhes disse, “Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos” (Mat 10.5). E mais tarde, quando os discípulos Lhe pediram para atender uma mulher gentia cuja filha necessitava de cura, Ele a princípio negou dizendo, “Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mat 15.23-24). Antes que pudesse expandir Seu ministério aos gentios, Ele tinha que cumprir Sua promessa a Israel.
Então, assim como oferecera reconciliação aos Amorreus no tempo de Abraão, sabendo de antemão que eles O rejeitariam (Gen 15.16), o Senhor estendem Sua oferta de um Reino a Israel. E é claro que Israel rejeitou Sua oferta atribuindo o poder por trás de Seus milagres a Satanás (Mat 12.22-37), e eventualmente acusando-O de blasfêmia (Mat 26.65). Essa rejeição foi confirmada a eles na parábola dos lavradores maus (Mat 21.13-44). Mas a ordem predeterminada de primeiro os judeus depois os gentios (Rom 1.16) tinha que ser observada. (As Escrituras Proféticas nos dizem que Israel terá outra chance, e da próxima vez eles aceitarão).
Em Segundo lugar, sabendo antes da história que os judeus O rejeitariam na primeira vez, o Senhor sempre planejara estender Sua oferta de salvação aos gentios, e isso significava que algo realmente dramático tinha que acontecer. Os gentios eram pecadores ainda piores que os judeus, que ao menos faziam tentativas periódicas de obedecer. Mas por 4000 anos o Senhor havia demonstrado através de Seu povo que nenhum nível de excelência no comportamento humano poderia jamais alcançar Seus requisitos para a salvação. E mesmo com o mais complexo sistema religioso jamais idealizado, a mais cara casa de adoração jamais construída, o povo mais consciente dos detalhes jamais criado e o mais agressivo sacrifício de sangue inocente jamais realizado, o placar final no final da Dispensação da Lei era de zero almas salvas através de serviços religiosos (Rom 3.20).
Pelo Menos Alguém está Ouvindo
Bem, Ele não os convenceu, mas convenceu Satanás, que acreditou que eventualmente toda a humanidade terminaria com ele na coluna de perdas do balanço, judeus e gentios igualmente. Certamente então o Senhor teria que rescindir o julgamento contra Satanás (Isa 14.16-21). A final de contas, era ele pior que a humanidade pecadora? Não haviam eles também se rebelado, tentado criar seus próprios reinos, e até mesmo tentado se tornar seu próprio deus? O Deus que é Amor não poderia ficar parado e deixar todos os seus preciosos filhos irem para o inferno só para punir Satanás, poderia? E se Ele dobrasse as regras por eles, teria que dobrá-las por Satanás.
Surpresa, Surpresa
Mas ninguém sabia o que o Senhor havia arranjado para solucionar esse problema. Tendo sabido desde o começo que não poderíamos salvar a nós mesmos por nossas próprias obras, Ele determinara antecipadamente que Ele nos salvaria por nossa fé. Isso significava que alguém qualificado para fazê-lo teria que se apresentar e sofrer a penalidade por nossos pecados em nosso lugar. Então Deus poderia nos prometer que se aceitássemos essa substituição pela fé, nós seriamos salvos.
É claro que O único qualificado para fazer isso por nós era o próprio Deus. Assim Ele o fez. “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Cor 5.21). E como uma bênção especial por “crer apesar de não ter visto” (João 20.29) Ele foi até o ponto de tornar a Sua Igreja uma classificação separada da humanidade (Efé 2.15), dando-nos um lugar preeminente no Seu Reino e prometendo nos levar para fora deste mundo para estar com Ele para sempre em uma secreta, repentina partida, que nós agora chamamos de Arrebatamento. E apesar de podermos olhar para trás e ver pistas do Seu plano por todo o Antigo Testamento (Isa 49.6, por exemplo), nem Satanás, ou os líderes de Israel, nem mesmo os discípulos mais próximos do Senhor imaginavam que Sua morte na cruz tencionava realizar tudo isso.
“A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu;” escreveu Paulo, “porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória” (1 Cor 2.8). Está implícita na frase “príncipes deste mundo” uma referência a Satanás, a quem Paulo chamou de “o deus deste século” em2 Cor 4.4. Se Satanás soubesse que seus esforços para derrotar o Senhor matando-O resultaria em sua própria total derrota, ele teria feito qualquer coisa que pudesse para evitá-lo.
Eu Tenho Um Segredo
Por essas razões o Arrebatamento uma Igreja em grande parte gentia tinha que ser mantido em segredo. Era parte da sabedoria secreta de Deus, disse Paulo, “a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória” (1 Cor 2.7). Paulo não estava autorizado a revelar isso até quase 20 anos após a morte do Senhor, quando já era tarde demais para fazer qualquer coisa a respeito, mas foi o que ele quis dizer quando escreveu aos Colossenses, “E, despojando os principados e potestades (sofrendo a penalidade por nossos pecados) , os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo” (Col 2.15).
(É fácil esquecer que até a visão de Pedro e a subseqüente visita à casa de Cornélio, detalhadas em Atos 10, a maioria dos crentes vinha do meio dos judeus. A aceitação dos gentios na igreja não se tornou política oficial até o concílio de Jerusalém, 13 anos após isso, em Atos 15).
O que era para ser a maior vitória de Satanás resultou em uma total derrota. Agora os únicos do seu lado do balanço serão aqueles que escolherem estar lá rejeitando a oferta de perdão de Deus. Sua escolha alivia a Deus da responsabilidade. Ele ainda lamenta por eles, mas não pode anular seu direito soberano de escolher seu próprio destino. E já que escolheram se juntar a ele, Satanás não os pode usar como padrão para conseguir uma melhor barganha para si mesmo.
Concluindo...
A enormidade do Dom da Graça de Deus, disponibilizada aos judeus e aos gentios igualmente, e selada com a presença interior do Espírito Santo, é algo tão inacreditável que nem Paulo nem qualquer outro Apóstolo jamais foi capaz de descrevê-la adequadamente. O melhor que Paulo pode fazer foi emprestar uma passagem de Isaías, “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem,são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Cor 2.9). Amem a isso.
E assim, um dia em breve, sem aviso prévio e no momento em que o mundo menos O esperar, “mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tes 4.16-17). Não há condição precedente, nada precisa acontecer antes, exceto que se quiser ser incluído você tem que dar seu coração a Ele que está vindo antes do soar da trombeta. Melhor fazê-lo agora mesmo, porque se ouvir com atenção, você quase pode ouvir os passos do Messias.

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