domingo, 19 de fevereiro de 2017

A HIPOCRISIA DAS IGREJAS
















A grande crise da igreja atual é conhecimento sem unção do alto, grau escolar sem o fogo do Espírito Santo.

Laodicéia é uma igreja assim, de nada tem falta, mas Jesus está fora dela. É rica e pobre ao mesmo tempo. Tem de tudo mas lhe falta tudo, pois Aquele que é o tudo em todos, não faz parte de suas cogitações. Jesus pode até ser um nome no cardápio, mas não é o prato do dia. Pode ser citado entre eles, mas ninguém ceia com Ele.
Falar de teologia sem as marcas da cruz é como um mecânico que acabou de consertar um carro velho sem manchas de graxa nas mãos e na roupa.
Campbell Morgan dizia que aquele que prega a cruz tem que prega-la, pregado na cruz.
Só os crucificados em Cristo podem transpirar os efeitos da morte do ego, sob o poder do Espírito Santo.
Mendigos, uma coisa é o discurso da cruz, outra, é o curso de um crucificado. “Não há dúvida de que, se há um só Deus, um só Cristo, uma só cruz, um só Espírito, há somente uma igreja, a dos crucificados.
                                                                              Do velho mendigo do vale estreito.



O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, que lhe retribuirá o seu benefício.

Tiago diz: "Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tiago 2:26). A fé sem obras é uma fé morta porque a falta de obras revela uma vida inalterada ou um coração espiritualmente morto. Há muitos versículos que dizem que a verdadeira fé salvadora resultará em uma vida transformada, e que a fé é demonstrada pelas obras que fazemos. Como vivemos revela o que acreditamos e se a fé que professamos ter é uma fé viva.

Tiago 2:14-26 é algumas vezes tomado fora do contexto numa tentativa de criar um sistema de justiça baseado em obras, mas isso é contrário a muitas outras passagens das Escrituras. Tiago não está dizendo que nossas obras nos tornam justos diante de Deus, mas que a verdadeira fé salvadora é demonstrada pelas boas obras. As obras não são a causa da salvação; as obras são a evidência da salvação. A fé em Cristo sempre resulta em boas obras. A pessoa que afirma ser um cristão, mas vive em desobediência intencional a Cristo, tem uma fé falsa ou morta e não é salva. Paulo diz basicamente a mesma coisa em 1 Coríntios 6:9-10. James contrasta dois tipos diferentes de fé – a fé verdadeira que salva e a falsa fé que é morta.

Muitos professam ser cristãos, mas suas vidas e prioridades indicam o contrário. Jesus coloca desta forma: "Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade" (Mateus 7:16-23).


A fé sem obras é morta porque vem de um coração que não foi regenerado por Deus. Profissões vazias de fé não têm poder para mudar vidas. Aqueles que afirmam ter fé, mas que não possuem o Espírito, vão ouvir o próprio Cristo dizer-lhes: "nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade" (Mateus 7:23).

Jesus e seus discípulos viviam misturados com os pobres e os excluídos (Mc 2,16; 1,41; Lc 7,37). Jesus reconhecia a riqueza e o valor dos pobres (Mt 11,25-26; Lc 21,1-4), e proclamava-os felizes (Lc 6,20; Mt 5,3). Não possuía nada para si, nem mesmo uma pedra para reclinar a cabeça (Lc 9,58). E a quem desejava segui-lo para conviver com ele, mandava escolher: ou Deus, ou o dinheiro! (Mt 6,24). Mandava fazer opção pelos pobres (Mc 10,21). A pobreza, que caracterizava a vida de Jesus, caracterizava também a sua missão. Ao contrário dos outros missionários (Mt 23,15), os discípulos e as discípulas de Jesus não podiam levar nada, nem ouro, nem prata, nem duas túnicas, nem sacola, nem sandálias, mas somente a Paz! (Mt 10,9-10; Lc 10,4-5). Eram pobres em espírito, pois iam animados pelo mesmo espírito de Jesus.

Jesus anunciava o Reino para todos, para pobres e ricos. Não excluía ninguém. Mas anunciava-o a partir dos pobres e excluídos: prostitutas eram preferidas aos fariseus (Mt 21,31–32; Lc 7,37-50); publicanos tinham precedência sobre os escribas (Lc 18,9-14; 19,1-10); leprosos eram acolhidos e limpos (Mc 1,44; Mt 8,2-3; 11,5; Lc 17,12-14); doentes eram curados em dia de sábado (Mc 3,1-5; Lc 14,1-6; 13,10-13); mulheres faziam parte do grupo que acompanhava Jesus (Lc 8,1-3; 23,49.55; Mc 15,40-41); crianças eram apresentadas como professores de adultos (Mt 18,1-4; 19,13-15; Lc 9,47-48); samaritanos eram apresentados como modelo para os judeus (Lc 10,33; 17,16); famintos eram acolhidos como rebanho sem pastor (Mc 6,34; Mt 9,36; 15,32; Jo 6, 5-11); cegos recebiam a visão (Mc 8,22-26; Mc 10,46-52; Jo 9,6-7) e os fariseus eram declarados cegos (Mt 23,16); possessos eram libertados do poder do mal (Lc 11,14-20); a mulher adúltera era acolhida e defendida contra os que a condenavam em nome da lei de Deus (Jo 8,2-11); estrangeiros eram acolhidos e atendidos (Lc 7,2-10; Mc 7,24-30; Mt 15,22). Os pobres perceberam a novidade e acolheram Jesus dizendo: Um novo ensinamento dado com autoridade! (Mc 1,27), diferente dos escribas e dos fariseus (Mc 1,22). Todo este carinho de Jesus na convivência com os pobres era a maneira de ele revelar a preferência do amor solidário do Pai para com eles.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O que a Bíblia diz sobre a inveja?




A. A definição de inveja
1. Inveja é um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materiais como qualidades inerentes ao ser) e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem. É um sentimento gerado pelo egocentrismo e pela soberba de querer ser maior e melhor que todos, não podendo suportar que outrem seja melhor.
2. A origem latina da palavra inveja é "invidere" que significa "não ver". Com o tempo essa definição foi perdendo o sentido e começado a ser usado ao lado da palavra cobiça, que culminou, então, no sentido que temos hoje.
B. Vamos ver o que a Bíblia diz sobre a inveja, e como os cristãos podem superá-la?
1. Versículos da Bíblia relacionados: Êxodo 20:17, 1 Samuel 18:25, Provérbios 14:30, Marcos 7:21-23, I Coríntios 13:4, Provérbios 23:17, Lucas 10:27

1. A Bíblia ensina o seguinte.

A. A inveja é como um veneno. Provérbios 14:30.
Um coração cheio de graça e do amor de Deus alimenta a vida e o seu próprio corpo. Dá uma boa saúde e longa vida. Mas, o homem que inveja a felicidade e a prosperidade dos outros, é presa da sua própria alma, e não apenas desperdiça sua carne, mas enfraquece e consome as partes mais fortes de seu corpo, os seus ossos, são como uma "traça" dentro dele.
B. A inveja não é de Deus. Marcos 7:21-23. Nenhum cristão é um filho de Deus, se não está liberto da inveja. A inveja não é de Deus. O cristão que inveja a outra pessoa está imunda e nojenta diante de Deus.
C. Onde há inveja não há amor. I Coríntios 13:4. 
Jesus ensinou que a lei se cumpre em sua totalidade, se amarmos o Senhor nosso Deus com todo nosso coração, toda a nossa força, e toda nossa mente. E amar ao nosso próximo como amamos a nós mesmos (Lucas 10:27). A Bíblia também diz que o amor não inveja. Como eu posso chamar a mim mesmo de filho de Deus, se eu invejo o meu próximo?

2. As causas da inveja.

A. Descontrolado desejo de ganho material. Êxodo 20:17
Nas civilizações antigas uma prática comum entre os homens era matar o seu vizinho afim de possuir algo que pertencia à vítima. Isto poderia ser o gado, a riqueza, e provavelmente a mulher do outro homem. A falta de realização material e carnal levava-os a inveja contra os outros.
B. Sentimentos de insegurança e inferioridade. I Samuel 18:7-8. “As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares. Então, Saul se indignou muito, pois estas palavras lhe desagradaram em extremo; e disse: Dez milhares deram elas a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão o reino?"
Saul se sentia inseguro e inferior quando viu que as pessoas receberam Davi como um herói. Davi ganhou graça aos olhos dos cidadãos que Saul não pode conquistar. Isto o intimidava tanto,  que a partir daquele dia ele tentou matar Davi.
C. A ganância por fama 
“Porque sabia que por inveja o haviam entregado" (Mateus 27:18). 
Jesus era um fariseu também. Ele era um mestre da lei. Mas ele era diferente do outros líderes judeus, Jesus falava com autoridade (Marcos 1:21-28) 
Multidões iam após Ele (Marcos 12:37). 
Jesus realizou milagres que os outros não fizeram. 
Pense! Você se sente inferior, quando você vê os outros mais abençoados do que você? Muitos cristãos estão perseguindo a fama.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Ministrando aos que incorreram em pecados sexuais



Ir a Cristo é o teste decisivo da realidade, pois nos faz enfrentar o fato de que nosso pecado é nosso maior problema. Todos os dias, um crente deve enfrentar a realidade de que o pecado original nos distorce, o pecado atual nos distrai e o pecado interior nos manipula. Essa distorção, distração e manipulação criam uma distância entre nós e nosso Deus. Nós estamos em uma guerra, e quanto mais cedo a percebermos, melhor.
O sofrimento sexual vem com cargas de vergonha, pois o pecado sexual é em si mesmo destrutivo: nos persegue, nos aprisiona e nos seduz para fazermos a sua vontade. O pecado sexual não descansará até que tenha capturado seu objeto. Quando a nossa consciência nos condena, às vezes, tentamos lutar. Mas quando a vergonha impõe o isolamento, nos escondemos exatamente das pessoas e recursos de que precisamos. Nós ficamos apreensivos por isso, até que Satanás prometa enganosamente que o doce alívio virá apenas ao entretermos aquele olhar lascivo, clicarmos no link da Internet ou apagarmos as luzes de nossos quartos e corações, abraçando o semelhante portador da imagem divina que Deus nos proíbe abraçar.
Nós, ovelhas sexualmente feridas, sacrificaremos casamentos fiéis, filhos preciosos, ministérios frutíferos, trabalho produtivo e reputações imaculadas pelo prazer sexual imediato e ilícito.
Podemos orar sinceramente pela libertação de um pecado sexual em particular, apenas para sermos enganados quando sua falsificação nos seduzir. Quando oramos pela libertação do pecado por meio do sangue expiatório de Cristo, isso significa que eu conheço a verdadeira natureza do pecado, não que eu já não sinto sua atração. Se você deseja ser forte do seu próprio jeito, Deus não responderá a você. Deus quer que você seja forte no Cristo ressurreto.
As pessoas que são sexualmente feridas — você e eu — precisamos conhecer profundamente as seguintes realidades bíblicas se quisermos encontrar a liberdade em Cristo e ministrar a outras pessoas sexualmente feridas:

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Crê no Senhor Jesus e serás salvo




Porque a fé ordinariamente vem pelo ouvir as boas novas (Romanos 10.17), você e eu precisamos estar sempre prontos para dar uma resposta a todos que nos perguntarem “O que eu devo fazer para ser salvo?”. Mas nós também precisamos estar prontos para compartilhar essa resposta com outros, mesmo quando eles não a peçam diretamente. Essa resposta precisa estar no coração da mensagem que nós comunicamos aos outros, porque é o meio que Deus geralmente usa para trazê-los à fé em Cristo.
Talvez não haja resposta mais clara à pergunta “O que devemos fazer para sermos salvos?” do que aquela que o Apóstolo Paulo providencia em Romanos 10.8-13:
Porém que [a justiça baseada na fé] se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido. Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.
Aqui, Paulo diz que a nossa salvação, na realidade, não é uma questão de fazer alguma coisa – como se estivéssemos sob a lei (v. 5); ao invés disso, nossa salvação é uma questão de crer. E que “palavra” gloriosa é essa. Deus trouxe o caminho da salvação para “perto” de nós (v. 8). Ele o facilitou, pode-se dizer, e não o tornou algo que somente o mais forte, o mais apto ou o mais inteligente entre nós pudesse alcançar. Não há iniciação para encarar, nem teste de QI para passar, nem temos de pular por entre argolas, nem há testes de aptidão física para dominar. Não depende de quem conhecemos, ou de onde nascemos, ou de quanto dinheiro tenhamos. Deus trouxe o caminho da salvação perto de todos, não para amarrá-lo a algo que nós tenhamos que fazer, mas para torná-lo disponível àqueles que simplesmente crerem.
Mas o que significa crer? De acordo com Romanos 10.9-10, significa, em primeiro lugar, que nós devemos saber e afirmar certas verdades importantes, a saber, que “Jesus é Senhor” e que “Deus o ressuscitou dentre os mortos”. Em outras palavras, precisa haver um conteúdo básico para a nossa fé. Nós devemos crer que Jesus é ninguém menos do que o Senhor da glória e que ele morreu e ressuscitou. A ressurreição é central para a nossa defesa da fé. É uma declaração ao mundo que ele realmente é o Filho de Deus em poder (Romanos 1.4) e uma confirmação de que o sacrifício dele pelos nossos pecados realmente foi aceito por Deus para a nossa justificação (Romanos 4.25).

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Dez princípios da retórica conspiracionista



Ainda que visando alvos bastante distintos, os discursos conspiracionistas apresentam uma grande constância. Eles resultam de uma mecânica intelectual da qual é possível extrair os principais fundamentos
por Benoît Bréville


1. Nunca falar de conspiração
“Nesta Revolução Francesa, tudo, até seus planos mais espantosos, tudo foi previsto, meditado, combinado, resolvido, estabelecido; tudo foi [...] organizado por homens que tinham sozinhos o fio das conspirações havia muito elaboradas nas sociedades secretas e que souberam escolher e aguardar os momentos propícios para o complô.” No final do século XVIII, quando o abade Augustin de Barruel escreveu essas linhas, aqueles que viam complôs por toda parte avançavam com o rosto à mostra. Eles falavam de conspiração, sociedades secretas, planos escusos. Hoje, o vocabulário mudou. “Acho que essa palavra [conspiração] nunca foi utilizada em meu livro. Na verdade, eu falo de ‘projeto de dominação’, de ‘rede de dominação’”, explicou Alain Soral, em 23 de março de 2011 na rádio RFI. Como seus aliados Dieudonné e Thierry Meyssan – dois outros pontas de lança do conspiracionismo francês –, ele alega principalmente que desconfia das “versões oficiais” e propõe “informações alternativas”. O site Stop Mensonges [Stop Mentiras] tem como lema “A verdade nos libertará”; para o WikiStrike, “nada, nem ninguém, é superior à verdade”. Já o ultracatólico Médias-Presse-Info se apresenta como “uma mídia original que visa à vulgarização da informação de uma maneira deliberadamente objetiva, livre e sem concessão”. Quem poderia censurar?

2. Julgar-se vanguarda
“Falemos claramente: eu não acredito na versão oficial que as mídias nos apresentam repetidamente”, orgulha-se um colaborador do Médias-Presse-Info.1 Essa dúvida permanente provoca a impressão agradável de pertencer a uma vanguarda esclarecida, de estar entre aqueles que não são enganados. “Admitir que algo não está funcionando na tese oficial, compreender o modo como evidentemente ela foi fabricada, é um trabalho [sobre si] que muitas pessoas não são capazes de fazer, que a maioria não é capaz de fazer”, explica, satisfeito de si, o ator Mathieu Kassovitz em um vídeo postado na internet na ocasião do décimo aniversário do 11 de Setembro. Esse sentimento de superioridade encontra-se também no administrador do site Stop Mensonges, um “francês que mora nos Estados Unidos”: “Desde que tive acesso à língua inglesa, não paro de descobrir informações na internet que até então me eram inacessíveis em francês. Essas informações são, para a maioria das pessoas, ‘inacreditáveis’, de difícil acesso para nosso cérebro condicionado desde o nascimento pelas mídias oficiais, a educação tradicional”. Esse prazer de fazer parte de um grupo de iniciados, a convicção de dispor de informações reservadas a um pequeno número, de se distanciar do rebanho, contribui para a atração exercida pelas teorias da conspiração.