quarta-feira, 7 de junho de 2017

Explicações científicas do dilúvio até os dias de hoje


O mundo antediluviano
    O relato dos primeiros capítulos do primeiro livro da Bíblia faz supor que haviam condições climáticas e ambientais bem diferentes no mundo antediluviano.
    Naquela época não havia chuva tal qual a conhecemos atualmente. Apenas um vapor subia da terra através da evaporação e posteriormente regava a superfície terrestre na forma de um orvalho, como diz Genesis 2:6.
    Com base nesse relato do livro de Genesis, as condições do mundo antes do dilúvio eram bem mais favoráveis para o desenvolvimento das espécies.

    A irrigação do solo era feita através de um vapor que subia pela evaporação, condensava-se e posteriormente se precipitava. Em Jó 36:27 e 28, o livro mais velho da Bíblia, existe uma referência ao ciclo hidrológico exatamente nesses termos.

    Naquele processo ideal de irrigação por borrifamento discreto, a água era suficiente para uma manutenção mínima das condições necessárias para a preservação das espécies animal e vegetal.
 

 
 

 

No princípio...
 

 
  
 
A expansão nos céus
    A declaração de Genesis 1:6 de que havia uma “expansão” ou “firmamento” entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão, dão a entender que naqueles primórdios havia um grande acúmulo de vapor de água circundando a Terra, acima da camada atmosférica.

    A palavra “expansão” usada no texto bíblico está relacionada com a atmosfera e assim, essa camada super-saturada de água estava provavelmente no espaço hoje conhecido como “troposfera”, que é a região abaixo da estratosfera, onde se formam atualmente as correntes aéreas e as tempestades.
 
 

 
  
 
    Quando ocorreu o dilúvio, diz Genesis 7:11 que “romperam-se todas as fontes do abismo e as janelas do céu se abriram”, o que significa que todo aquele imenso dossel de água acumulado em volta do globo terrestre precipitou-se de uma única vez na forma de uma chuva ininterrupta, a qual durou quarenta dias (v. 12), fazendo com que todas as criaturas vivas que haviam na face da terra morressem, exceto aquelas que se encontravam dentro da arca construída por Noé (v. 23) e aquelas que sobrevivem naturalmente na água. 
    O uso da expressão "rompimento das fontes" e "abertura das janelas dos céus" no relato de Genesis, confirmam-nos a idéia de um manancial que estava anteriormente suspenso e recluso, até que rompeu-se e precipitou toda a água armazenada de uma só vez, cobrindo toda a superfície da terra, inclusive os grandes montes (Genesis  7:19). É concebível que muito da atual água oceânica estivesse acumulada nessa grande camada de vapor de água que rodeava a Terra, antes do dilúvio.

 
A separação entre os continentes
 
    De alguma maneira, aquele dossel de água se condensou e desceu sobre a terra por ocasião do dilúvio. Alguns estudiosos supoem que a liberação de energia necessária para aquela “super-precipitação” seria decorrente do início do processo de separação dos continentes, o qual teria se completado nos dias de Pelegue , como faz supor a citação de Genesis 10:25.
    Essa teoria, hoje largamente aceita nos meios científicos, é chamada “deriva continental” e enuncia que no princípio os continentes estavam todos ligados por terra, mas foram desagregados progressivamente como mostram as figuras na sequencia abaixo.
 
 
 

 
  
 
    Um dos subsídios científicos para essa teoria é a existência de placas tectônicas nas chamadas “dorsais oceânicas”, existentes justamente na linhas divisórias entre os continentes. A correspondência entre a constituição rochosa da costa ocidental do continente africano com o solo do território brasileiro e a similaridade entre os contornos dos respectivos litorais também é um fato incontestável.
    O fato de todos os povos terem a mesma língua antes do episódio de Babel (Gênesis 11:2) também reforça essa teoria do "continente único", pois fica claro que antes do dilúvio todos os homens se comunicavam normalmente entre si.
    Aquela camada de vapor de água que havia em volta da Terra funcionava como um grande filtro solar, capaz de manter uma temperatura homogênea sobre todos o planeta, a qual protegia as espécies contra os efeitos degenerativos dos raios solares de forma mais eficaz do que a atmosfera atual.
    É sabido que a radiação de ondas curtas, tanto através dos raios ultra-violeta como dos raios X, produz efeito degenerativo sobre as células dos organismos vivos e aceleram o seu envelhecimento. O processo de fermentação natural das substâncias orgânicas é uma prova disso.
    Quando Noé embebedou-se como registra Gênesis 9:21, com certeza desconhecia o efeito alcoólico decorrente da fermentação, pois estava acostumado a beber o suco da uva sem esse tipo de consequência, antes do dilúvio.

    Sem a existência de água no ar, excetuando-se o vapor de água invisível concentrado ao redor do globo terrestre, o arco-íris era um fenômeno desconhecido até aquela ocorrência do dilúvio, quando então a sua primeira aparição tornou-se um sinal para Noé, como diz Gênesis 9:11 a 17.

    Devido à aquela homogeneidade  da temperatura sobre todo o globo terrestre, certamente não haviam nem os polos, nem as regiões glaciais que hoje existem nos extremos norte e sul do eixo de rotação da Terra. Com um ambiente mais saudável e ameno, não haviam as condições extremas de calor e frio que existem atualmente, resultando em um clima de características sub-tropicais em todo o planeta.

 
A questão da longevidade dos antediluvianos
 
    Essas condições climatológicas mais favoráveis, juntamente com um arranjo muito diferente e mais brando da topografia, explicariam a surpreendente longevidade dos antediluvianos, tais como Adão que viveu 930 anos (Genesis 5:5), Sete que viveu 912 anos (Genesis 5:8), Enos que viveu 905 anos (Genesis 5:11), Cainã que viveu 910 anos (Genesis 5:14), Maalalel que viveu 895 anos (Genesis 5:17), Jarede que viveu 962 anos (Genesis 5:20) e Matusalém que viveu 969 anos (Genesis 5:27), sendo considerado o homem mais longevo de todos os tempos.
    Por sua vez, Noé já estava com seiscentos anos de idade quando o dilúvio veio sobre a Terra (Genesis 7:11).

    Beroso, historiador babilônio de 300 a.C., baseando-se nos arquivos do Templo de Marduque, copiados de inscrições primitivas, mencionou 10 reis longevos, que reinaram antes do dilúvio. Nesses registros, o historiador menciona a história do rei Xisutro, que à semelhança de Noé teria sido orientado por um dos "deuses" a construir um navio para receber seus parentes e amigos, bem como todas as espécies de animais, abrigando tambem todo o alimento necessário para sobreviver à catastrofe.
    Outros registros históricos descobertos entre os persas, egípcios, hindus e tribos indígenas das Américas fazem referência tanto à longevidade dos anti-diluvianos, quanto ao próprio dilúvio.

    Após o dilúvio, o tempo de vida do homem limitou-se a um máximo de cento e vinte anos, como lemos em Gn.6:3, sendo que atualmente o fato de alguém atingir essa idade é um feito extraordinário.

    As condições excepcionais ambientais daquele período, alem de favorecerem a longevidade,  possibilitavam também o desenvolvimento avantajado dos seres, explicando assim o fato de existirem homens gigantes (Genesis 6:4) e animais de grande porte antes do dilúvio, como os fósseis e esqueletos de criaturas "pré-históricas" podem comprovar.

    Adão teve muitos filhos e filhas, sendo que ele ainda viveu 800 anos depois do nascimento de Sete, o qual não necessariamente foi o seu terceiro filho. A regra geral daquela época parece ter sido longevidade e proliferação, segundo a orientação que foi dada ao primeiro casal: "Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra" (Genesis 1:28). Assim sendo, a capacidade de gerar filhos parece não ter sido muito reduzida pela idade avançada, haja visto que Noé tinha 500 anos antes de gerar Sem, Cão e Jafé (Genesis 5:32).
    Devido a uniformidade de temperatura que havia sobre todo o planeta antes daquela “redoma” se romper, muitos animais e plantas de climas tropicais vieram a ser encontrados nas geleiras de regiões hoje consideradas “eternamente frias”, ainda com alimentos próprios de regiões quentes, como se tivessem sido repentinamente surpreendidos pela catástrofe.

    As mumificações da Sibéria são uma evidência que a paleontologia revela, de que em certa ocasião da história da Terra, havia um clima temperado por sobre a face de todo o globo. Isso explicaria a exisência de restos de recifes de corais, formados por criaturas marinhas próprias de águas quentes, terem sido encontrados em grande número como fósseis em regiões geladas, não apenas na Sibéria, mas tambem na Groenlandia, no Alasca e em várias partes do globo.
    Samambaias fossilizadas e outros tipos de vegetação próprios de regiões tropicais e temperadas, têm igualmente sido encontrados em grande número nas regiões polares.
 

Quem habitava na Terra antes do dilúvio?

 
 
 
 
    O ambiente antediluviano, conforme demonstrado acima, teria muito menor intensidade de radiação do que o ambiente pós-dilúvio. Por conseguinte, certamente haveria um número menor de mutações nas espécies.

    Tudo isso favorecia a contínua produção de espécies agigantadas, mais fortes e mais longevas dos vários tipos de criaturas primitivas.

    Conforme o relato bíblico, conviviam naquele ambiente atípico anterior ao dilúvio, alguns tipos bizarros de pessoas, como descreve Genesis 6:4.
    O texto de Gênesis 6:4 fala de “gigantes”; fala dos “filhos de Deus”; fala das “filhas dos homens” e também dos chamados “valentes”, os quais seriam originários da união dos “filhos de Deus” (também conhecidos como "Nephilins" ou "vigilantes") com as “filhas dos homens” (mulheres humanas).
 

 
  
 


    
Os filhos de Anaque (anaquins) eram descendentes de gigantes, como diz Números 13:33, assim como os emins (Deuteronômio 2:10) e os zanzumins (Deuteronômio 2:20 e 21). Ogue, rei de Basã, que tinha altura de aproximadamente quatro metros e meio (Deuteronômio 3:11), foi considerado um dos últimos remanescentes daqueles gigantes, sendo que o dilúvio praticamente os extinguiu, bem como os grandes répteis que habitavam na terra.

    O famoso filisteu Golias, proveniente da cidade de Gate, cuja altura ultrapassava os 3 metros, como descreve 1 Samuel 17:4, também era um descendente de algum daqueles gigantes pré-diluvianos, cujos caracteres genéticos  teriam sido possivelmente transmitidos através de alguma das noras de Noé. Foi ele o gigante que Davi enfrentou e venceu, conforme registrado em 1 Samuel 17:49.

    Alem de Golias, haviam também na cidade de Gate outros descendentes de gigantes, entre os quais Isbi-Benobe (2 Samuel 21:16), Safe (2 Samuel 21:18) e um outro homem de alta estatura com seis dedos em cada mão e também seis dedos em cada pé (2 Samuel 21:20). Todos esses homens eram descendentes de Rafa e foram vencidos por Davi e seus companheiros (1 Cronicas 20:5 a 8).
    O livro de Enoque, apesar de ser considerado “apócrifo” pelos teólogos cristãos, é mencionado na Bíblia em Judas versos 14 e 15, e fala dessa união associando os “filhos de Deus” com os anjos e as “filhas dos homens” com  mulheres do gênero humano. No livro de Jó, os “filhos de Deus” também foram associados aos anjos, entre os quais incluía-se Satanás (Lúcifer), como descreve Jó 1:6.
    Esse livro de Enoque explica que aqueles anjos contaminaram os homens com toda a espécie de males tais como o ensino da feitiçaria, dos encantamentos e das propriedades das raízes e das árvores (livro de Enoque, capítulo 7, versículo 10). Tambem teria vindo deles o ensino sobre a fabricação de espadas, facas, escudos e outros artefatos para a guerra, bem como o despertamento da vaidade entre as mulheres através do fornecimento de espelhos, braceletes, ornatos, a arte de pintar as sobrancelhas, o uso de pedras preciosas e toda a espécie de tinturas (livro de Enoque, capítulo 8, versículo 1).
    Tambem os anjos foram os responsáveis pelo ensino do uso de sortilégios e a anulação deles, assim com tambem foram eles que introduziram os homens na arte de observar as estrelas, zodíaco e astronomia (livro de Enoque, capítulo 8, versículos 4 a 8). Até mesmo a prática do aborto criminoso descrito como “o meio infame de matar uma criança no seio de sua mãe” foi ensinada por um desses anjos maus, cujo nome era Kasyade (livro de Enoque, capítulo 67, versículo 18).

 

Um alerta para as futuras gerações
 
    Muito provavelmente aquela “redoma” que circundava a Terra antes do dilúvio seria invisível para os habitantes daquela época. Assim sendo,  fica fácil deduzir o motivo do descaso dos antediluvianos com relação a catástrofe que Noé anunciava. Eles nunca haviam visto chuva (Genesis 2:5) e Noé lhes exortava a se prepararem para entrar numa arca que estava sendo construída para sobreviver à grande inundação que haveria de acontecer!

    Antes do dilúvio, a água que originou aquela grande chuva estava sobre a atmosfera, mas ninguém a via por causa de sua transparência. Isso fez com que os homens duvidassem da pregação de Noé, assim como muitos duvidam hoje das promessas de Jesus porque não estão discernindo os sinais dos últimos tempos, nem considerando o exemplo do passado.

    Em Mateus 24:36 a 44, Jesus afirmou que os dias que antecederiam o juízo final e o fim dos tempos serão semelhantes aos dias anteriores ao dilúvio, nos quais os homens despreocupados e incrédulos “comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento” até vir o dilúvio, que os surpreendeu a todos.
    Quando em Hebreus 11:7 lemos que Noé foi “avisado sobre coisas que ainda não se viam”, podemos agora compreender que isto se refere à chuva, a qual tanto Noé como os seus contemporâneos desconheciam antes do dilúvio ocorrer.

    Para concluir este estudo, lemos a mensagem profética em II Pedro 3:4 a 12, que nos últimos dias, muitos escarnecedores viriam cobrar o cumprimento das antigas promessas relativas ao fim do mundo, demonstrando o mesmo descaso dos homens nos dias de Noé, o que nos serve de alerta, para que não sejamos surpreendidos como o foi aquela geração pré-diluviana.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Por que o Feminismo Insulta Mulheres Reais


O movimento feminista conquistou muito nos Estados Unidos. Além da carnificina do aborto, eu suspeito que a conquista mais infeliz seja a destruição da ideia de alcançar a excelência como uma mulher.
Isso pode parecer contra intuitivo. Afinal, as feministas não lutam para que as mulheres possam ter mundos inteiros de oportunidades se apresentando à nossa frente – para que possamos voar alto, ir atrás de nossos sonhos, conquistar, nos destacar? Bem, na verdade, não.
Se você perguntar às pessoas comuns qual é a causa feminista, elas irão responder que é sobre mulheres serem iguais aos homens – sobre garantir que não sejamos tratadas como inferiores, ou cidadãs de segunda categoria. E, claro, se colocado dessa forma, que pessoa sã discordaria, certo? Entretanto, quando a posição feminista é resumida dessa maneira, há um trabalho sorrateiro acontecendo, como que por debaixo dos panos.

O Fruto da Igualdade Feminina

A ideia de que mulheres são iguais aos homens não é uma ideia feminista; é uma ideia cristã. O apóstolo Paulo o disse muito antes que Elizabeth Cady Staton ou Gloria Steinem, quando nos ensinou que em Cristo não há nem judeu, nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher (Gálatas 3.28). E ele o disse quase dois milênios antes que o pessoal do direito das mulheres aparecesse.
As feministas tentam levar o crédito por algo que é fruto do evangelho, trabalhando por meio da cultura como o fermento em uma massa. Nós precisamos parar de deixar as feministas agirem como se elas, de alguma forma, alcançaram nossa igualdade. Sociedades não convertidas nunca tratam as mulheres bem, e isso é extraordinariamente fácil de documentar. Mulheres tratadas com respeito é um fruto que cresce em apenas um tipo de árvore, e essa árvore é a cruz.
É claro que, nós, cristãos, cremos que as mulheres são iguais aos homens. Essa crença não é algo que comprometemos pelas feministas, ou que aprendemos delas, na verdade, é um de nossos distintivos. Temos versículos para essas convicções, e sempre tivemos.
O que é igualdade?
Então, o que há de errado com o feminismo? Honestamente, muito se resume a uma luta por definições. O que “igual” realmente significa? Significa “o mesmo”? Um cristão crê que mulheres são diferentes de homens – com diferentes qualidades, habilidades e responsabilidades. Nós não acreditamos que essas diferenças implicam em desigualdade. Uma feminista, por outro lado, crê que a verdadeira igualdade não pode ser alcançada sem semelhança.
No entanto, um rolo de massa é diferente de um copo de medidas, e podemos constatar isso sem dizer que um é melhor que o outro. E que coisa estranha seria se não pudéssemos! Imagine mostrar os seus utensílios de cozinha para alguém e essa pessoa acusar você indignamente de acreditar que o copo de medidas é melhor que o rolo de massas. Melhor em quê? Se você deseja medir farinha, será muito difícil fazê-lo com um rolo de massas, e terá problemas similares se tentar abrir uma massa com um copo de medidas. Um rolo de massas deve ser avaliado de acordo com os padrões do que faz um bom rolo de massas e copos de medida também devem ser julgados em seus próprios termos. (Como nota, se você se incomoda com a analogia doméstica, isso mostra que você está fazendo exatamente o que estou falando.)
O Potencial das Mulheres para a Excelência
Cremos que as mulheres são diferentes dos homens, e, portanto, devem se realizar nos padrões do que consiste uma mulher excelente, julgada em seus próprios termos. Uma mulher admirável e bem-sucedida é diferente de um homem admirável e bem-sucedido, e ela irá alcançar coisas diferentes.
Isso está, realmente, no coração de nosso desacordo com as feministas. Elas desejam que os padrões, categorias e julgamento sejam exatamente os mesmos tanto para homens quanto para mulheres. A surpresa, porém, está aqui: os padrões que elas desejam aplicar para todo mundo são os que sempre foram aplicados aos homens. “Quebrar o teto de vidro” é pouco pela insistência em que padrões masculinos de sucesso sejam agora impostos às mulheres.
O Potencial das Mulheres para a Excelência
Em nossa sociedade, uma mulher que alcança a excelência realmente feminina é considerada retrógrada e constrangedora. As poucas mulheres que conseguem atingir o sucesso no mundo masculino recebem um tapinha nas costas e um brinde de participação. É terrivelmente condescendente.
Pense na maneira como nossa sociedade celebra as mulheres que conseguem entrar nas equipes militares de elite, ou qualquer coisa similar a isso. Honestamente, é a mesma reação quando uma criança muito, muito lerda finalmente cruza a linha de chegada da corrida, 12 minutos depois de todo mundo.  Nós, mulheres, precisamos parar de ser tão facilmente lisonjeadas com esse tipo de admiração. Se você prestar atenção, perceberá que não é mesmo um elogio.
Nós cristãos, particularmente mulheres cristãs, precisamos lutar mais para recapturar a ideia da excelência feminina. Muitas vezes, em nome do conservadorismo, nós compramos o estereótipo e abraçamos a figura da mulher “impotente, fraca e medíocre”, pensando que isso significa feminilidade. Mas precisamos estudar nossas Bíblias e aprender a incorporar virtudes como mulheres, obediência como mulheres, ambição como mulheres, sabedoria como mulheres, coragem como mulheres, fidelidade como mulheres, força como mulheres.
Para saber mais sobre como Jesus interagiu com as mulheres e o que ele disse sobre vida eterna, leia “João Capítulo 11” na Bíblia.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O QUE A BÍBLIA TEM A NOS DIZER SOBRE A CRISE ECONÔMICA



“Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação”- 1 Timóteo 6.17 (NVI)
Nestes últimos meses, toda vez que vou ao mercado, eu “trago um embrulhinho na mão e deixo um saco de dinheiro”. Pois é, meus amigos, o negócio foi além das piores e mais pessimistas previsões. Estamos numa crise econômica e não há como negar que 2015, 2016 e 2017 naquilo que eles estão falando serem anos de “ajustes”, na verdade, é o ano do pagamento de uma fatura dos gastos irresponsáveis de governantes que olharam somente para o seu umbigo.

Os juros estão cada vez mais altos; os impostos aumentam e os benefícios diminuem. O resultado disto tudo? Famílias endividadas que vão à busca de crédito. Muitos com os seus orçamentos apertados não conseguem arcar com os custos e acabam entrando no “ciclo suicida” que os bancos usam para escravizar os seus tomadores; juros sobre juros; amortizar a dívida que é bom, nada!
Posto isso, então, onde iremos buscar socorro? Vou fazer outra pergunta? Onde você tem colocado a sua esperança? Vou além! Não somente na escassez, mas na FARTURA, onde você tem colocado a sua confiança? Paulo nos exorta severamente a não colocarmos nossa esperança na “incerteza das riquezas” (1 Tm 6.17).

É bem provável que a igreja de Éfeso, na qual Timóteo era pastor, detinha na maioria do seu pessoal, irmãos ricos. Então, Paulo, sabendo de como os ricos são tentados a colocarem a sua esperança nas riquezas, escreve a Timóteo exortando a igreja a colocar a esperança unicamente em Deus que nos sustenta em tudo.
Jesus nunca nos advertiu acerca dos perigos da “pobreza”, mas Ele sempre falou a respeito dos perigos da riqueza. O dinheiro não é neutro. O Senhor disse que o dinheiro é um “deus” (Mt 6.24). Como se diz na gíria do mercado financeiro, “o dinheiro não leva desaforo”, pois “as riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu” (Pr 23.5). Citando outra vez Paulo Romeiro, “o dinheiro é um ótimo servo, mas ele nunca será um bom patrão”. Onde você tem colocado a sua esperança?

O Eike Batista colocou a esperança dele no dinheiro. Será que ele não se arrependeu por isso? Ele não estava satisfeito com o que tinha, e querendo ganhar um pouco mais, perdeu quase tudo. É o que está escrito: “Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos” (Ec 5.10 NVI). O medo de perder nos impulsiona a buscar por mais; o resultado disto é inquietação, ansiedade e perturbação para si e para com os de sua volta, como está escrito: “Sim, cada um vai e volta como a sombra. Em vão se agita, amontoando riqueza sem saber quem ficará com ela” (Sl 39.6 NVI).

Nossos medos e incertezas em tempos de crise provêm da capacidade que achamos ter, fruto da comparação que fazemos com aquele que está, ou acima, ou abaixo do nosso padrão. Confiamos em nosso talento, entretanto, chega uma hora que as nossas forças se esvai. Como nos achamos “autossuficientes” e com a constatação que de fato não somos aquilo que pensávamos ser, logo, então, o medo do fracasso bate em nossa parte; você vira um refém da situação.

Devemos colocar nossa esperança unicamente em Deus. Vamos buscar recursos para nos aperfeiçoar; precisamos nos esforçar para fazer o melhor; todavia, nossa confiança deve estar em Deus que nos supre. Jesus manda que vivamos o dia sem se preocupar o que nos acontecerá amanhã (Mt 6.34). Mas ansiosos que somos, com o medo do fracasso, vivemos o mês, o ano e a década. Pára um pouquinho aqui; faça uma breve reflexão; você lembre a sua situação em janeiro de 2010? Você se programou e as coisas saíram conforme a sua programação durante nestes cinco anos? Será que não é mais fácil viver um dia de cada vez?

O Senhor sabe do que precisamos antes mesmo de pedir. Querer conforto não é pecado, pois é bênção de Deus, como o próprio Paulo diz: “… mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação”. Por vezes passamos por privações. Entenda a diferença entre privação e necessidade. Necessidade é algo criado por Deus. Por exemplo: você precisa tomar água. O marketing não cria a necessidade; ele promove o produto para “suprir” a necessidade. Nós nos privamos de muita coisa. Isso faz parte. O corpo pede água, o marketing nos oferece a Coca-Cola. Entendeu? Como você está em dificuldades financeiras, por exemplo, não tomará Coca, mas água que é mais barata (por enquanto). Estamos muitas vezes passando por privações, mas aquilo que é necessário, certamente, está garantido (Mt 6. 25-34).

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Pregando o evangelho para si mesmo


Há grande segurança na salvação que vem do Senhor. Deus nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo, e sua decisão permanece. O Espírito Santo nos fez nascer de novo, e não há meios pelos quais possamos destruir a vida que ele nos deu. Todo crente foi crucificado com Cristo, e em nenhuma parte da Escritura vemos uma maneira pela qual possamos não ser crucificados. Todo aquele que crê em Jesus Cristo é justificado, e nenhuma obra do homem ou de Satanás pode anular o veredito de Deus. Jesus exerce cuidado soberano sobre todo o seu povo. Aqueles que estão em suas mãos não podem ser tirados dele. Ainda assim, apesar da segurança e permanência de nossa salvação diante de Deus por meio de Jesus Cristo, podemos nos encontrar em sofrimento quando nos afastamos da esperança do evangelho.
E nos desviamos. Enquanto o desvio pode vir na forma de ceder à imoralidade, mais frequentemente se disfarça como uma espécie de Cristianismo. Para muitos, a vida cristã é guiada pela precisão doutrinária. Podemos devidamente valorizar nossa herança confessional e ver a importância de uma teologia robusta, mas esse pode se tornar o objetivo pelo qual nos esforçamos, enquanto perdemos a conexão de toda a teologia com o evangelho. O conhecimento muitas vezes “vangloria-se” e o orgulho resultante nos leva à confiança confessional mais que à confiança evangélica. Alguns cristãos baseiam a sua vida espiritual em emoções — os movimentos íntimos do coração que muitas vezes estão conectados com as profundas verdades de Deus. Mas enquanto as verdades de Deus nunca mudam, a nossa experiência destas verdades muda. E quando os sentimentos não estão presentes, nossa fé acaba em crise. Ao encontrar confiança em nossas emoções, nos desviamos do que deveria ser a nossa única esperança na vida e na morte. Muitos de nós perdemos de vista o evangelho enquanto nos concentramos em nossas próprias obras e em quão bem estamos indo espiritualmente. Ao nos medirmos por padrões autoimpostos, acreditamos ser fortes ou fracos, mas em cada caso a correção é encontrada em fazer o nosso melhor, em vez de na obra de Cristo.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Deus criou homem e mulher: deleitando-se na distinção



Num jornal de Sydney reportava uma campanha online para fazer fabricantes de brinquedos e varejistas australianos pararem de marcar os produtos como sendo para meninas ou meninos. Eles queriam que os brinquedos fossem agrupados por temas, não por “estereótipos de gêneros”.

Em certo aspecto, isso faz sentido. Muitos meninos gostam de brincar com bonecas e de cozinhar; e meninas (como eu) gostam de aeromodelos e bastões de críquete. Mas o objetivo dos ativistas não é apenas a remoção dos estereótipos de gênero. Eles querem que o gênero deixe de ser uma parte importante do que uma criança é – de quem nós somos. Eles querem um mundo em que a identidade de uma pessoa não seja definida pelo primeiro rótulo que recebemos ao nascer: “É uma menina!”  ou “É um menino!”
Eles não estão sozinhos nisso. O Facebook parou de oferecer a opção de apenas dois gêneros para perfis de usuários. Até o presente momento, ele oferece cinquenta e seis diferentes identidades de gênero.
Estes são apenas dois exemplos de uma tendência crescente que vê o gênero como uma construção social: um fenômeno que é produto de forças sociais e da linguagem que usamos para falar sobre a vida mais do que algo que faz parte de uma realidade determinada biologicamente. Para uma minoria crescente e cada vez mais barulhenta, essa é uma construção que já teve a sua época.
No entanto, aqui estamos nós escrevendo, e aqui está você lendo  sobre mulheres: algo que afirma não só que mulheres existem, mas também que o gênero é um bem intrínseco e essencial, e uma parte dada por Deus de quem somos. Então, antes de ponderarmos sobre outras questões acerca do ministério de mulheres, precisamos primeiramente entender o que é ser uma mulher (ou um homem) nos propósitos de Deus.

Deus criou o ser humano homem e mulher

 A Palavra de Deus por si só fornece a base para a fé e a vida, e o melhor lugar para começar a explorar questões relacionadas a gênero são os três primeiros capítulos da Bíblia, onde (entre outras coisas) Deus nos dá uma lição de antropologia bíblica: uma introdução a quem nós somos.
Gênesis não começa com apenas um relato da criação, mas com dois relatos complementares (Gênesis 1.1–2.3, 2.4-25). Ambos tratam da criação de Deus de todas as coisas, mas dão visões e focos diferentes sobre verdades complementares. Eles não são relatos conflitantes, mas também não são idênticos. Cada um ensina as mesmas e, no entanto, diferentes verdades sobre Deus, criação e humanidade.
Ambos os relatos revelam Deus como criador soberano, governante e legislador amoroso. Ele está lá antes de qualquer outra coisa. Ele vê todas as coisas, sabe de todas as coisas e cria todas as coisas. Ele é generoso e bom. Ele está acima da criação, chamando-a à existência (Gênesis 1), e está presente nela, formando, plantando e dando vida (Gênesis 2).