sexta-feira, 22 de julho de 2011

Este Mundo Jaz no Maligno (Movimento Raízes Hebraicas)



   O Movimento do Nome Sagrado (ou Raízes Hebraicas) é um movimento religioso que começou por volta de 1920-30.
   Segundo alguns pesquisadores, esse movimento nasceu dentro das igrejas de Deus do Sétimo Dia: alguns dizem que alguns indivíduos, antes de 1930, já haviam publicado panfletos e livretes a respeito do assunto envolvendo a polêmica dos nomes sagrados.
   A principal preocupação deste movimento é com o homônimo escrito e oral do nome sagrado Yahweh (inglês) ou Iavé (português), uma das muitas formas de pronunciar o nome de Deus; e também Yahshua para Jesus. Desta ênfase deriva o nome deste Movimento.
   Enquanto a forma mais popular do Nome vem a nós como Yahweh, nas Bíblias hebraicas é hvhy e nos manuscritos e gravuras como hwhy. Em inglês este tetragrama é representado como YHWH ou YHVH.

   É UM MOVIMENTO UNIFICADO?
   Não. O movimento é fragmentado tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, sendo que, por  lá, parece que o maior grupo é o chamado “A Casa de Yahweh”.
   No Brasil existem:
   a Igreja de Deus Testemunhas de Ierrochua;
   Comunidade Judaica Messianitas, Igreja do Senhor Yahôshuah;
   Testemunhas de Yehoshua;
   Gideões de Yehoshua Hamashiach;
   Igreja do Deus Yehoshua;
   entre outras, até mesmo um grupo dissidente dos adventistas do Sétimo Dia já se envolveram com mais esta heresia.
   QUANTOS ADEPTOS EXISTEM?
   Não sabemos ao certo.
   Nos EUA alguns acreditam que existem perto de 7.000 adeptos, enquanto aqui, no Brasil, não existem estatísticas referentes ao número correto de membros (mas, pelo tamanho das comunidades existentes, parece não ultrapassar a cifra de mil).
   QUAIS SÃO SEUS PRINCIPAIS LÍDERES AQUI NO BRASIL?
   É difícil averiguar este ponto, pois o movimento é formado por pequenas comunidades independentes.
   Todavia, a literatura que temos pesquisado para obter informações deste movimento trás o nome deHaroeh José Cláudio PinheiroJosué B. PaulinoIvo Santos de CamargoDjalma Mathayah Pynto e outros.
   NO QUE CRÊEM OS ADEPTOS DO MOVIMENTO DO NOME SAGRADO?
   Os pontos doutrinários assim como o movimento é fragmentado: não existe um consenso geral doutrinário.
   Todavia, podemos traçar um perfil geral das várias doutrinas esposadas por eles:
  1. Alguns negam a inspiração do Evangelho de Mateus, sob alegação de que é um livro apócrifo;
  2. Ensinam que o nome correto de Jesus é Yehoshua e que Jesus significa deus-Cavalo;
  3. Fazem ligação entre Jesus (no grego Iesous) com Esus, um deus celta, pretendendo com isso afirmar que os cristãos são pagãos;
  4. Ensinam que o número 666 (número da Besta de Apocalipse 13:6-18) se enquadra no nome de Jesus;
  5. Negam o nascimento virginal de Jesus, ensinando ser ele filho de José e Maria;
  6. Negam a doutrina da Trindade, afirmando que o Pai é o Filho e o Filho, o Pai (Unicismo);
  7. O batismo é realizado em nome de Yehoshua-Mashiach;
  8. Creem em duas classes de pessoas: os cristãos, que vão para o céu; e os judeus, assírios e egípcios, que irão herdar a terra;
  9. Negam a salvação de quem invoca o nome de Jesus. Só há salvação para quem invoca o nome Yehoshua;
  10. Ensinam a guarda do sábado como fator necessário à salvação.
  11. Renegam o nome de "cristãos", dizendo que tal nome foi dado para escarnecer dos discípulos, é um nome pagão.
  12. Guardam festas e dias tipicamente judaicos; outras usam véu, praticam lava-pés, ósculo santo, comem pão ázimo, etc.
   Além destas acima, podemos incluir ainda a crença de que a pronúncia original do tetragrama pode ser determinada com certeza absoluta: muitos líderes dentro deste movimento acreditam e ensinam que, a menos que a pessoa use o nome hebreu e só o nome hebreu para Deus, ele ou ela será condenado eternamente!
   Contudo nenhum deles sabe, de fato, a pronúncia hebraica original do nome de Deus e isso fica constatado quando comparamos os diferentes nomes usados por grupos dentro do movimento ou por indivíduos que vivem mudando constantemente o nome e sua pronuncia, que acreditam ser sagrados.
   Para alguns deles Deus é chamado de Yah, Yahh, Yahweh, Yahveh, Iahueh, Yahwah, e Yaohu; para outros ele é chamado como Yhwh, Yhvh.
   Jesus é chamado de Ierrochua, Yehoshua, por alguns; por outros de Yasha, Yeshua, Yahushua, Yaohushua, Iahushua, Yahvahshua, Yhwhhoshua.
   A ortografia e pronúncia do Nome usadas por um grupo difere grandemente da pronuncia usada por outro grupo: alguns o chamam de Iaurrúshua, e outros de Yahôshuah…
   Também em relação ao tetragrama temos uns com Yahweh, e outros com Yaohu, ou Yahuwah, e outros nomes.
   Todas estas ortografias e pronúncias são, na verdade, nomes diferentes!
   Então, entre os próprios adeptos do movimento, há muitos Nomes diferentes, cada qual sagrado apenas aos seus usuários. Ainda por cima, cada um está convencido que a ortografia particular usada por ele é o verdadeiro Nome que o anjo pronunciou a Maria!
   O pior de tudo é que muitos até vivem mudando de pronúncia e isso mostra a tremenda confusão que impera no seio destes grupos heréticos.
Fonte: Sola Scriptura (baseado em estudos publicados no CACP).

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O Mito da Caverna - Platão

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Cavaleiros Templários e a Maçonaria

À medida que o sol aparecia no horizonte nas planícies de Babel, o céu era tingido por uma variedade de cores. O Poderoso Caçador contemplava os primeiros raios de luz que batiam na estrutura colossal. As instruções tinham sido explícitas, os planos tinham sido seguidos nos mínimos detalhes, e agora, a torre imponente que serviria como catalisadora da cultura e tecnologia do passado distante estava praticamente concluída. Não era apenas uma obra construída com pedras. Era muito mais significativa que apenas sua aparência física. Era algo esotericamente espiritual e profundamente religiosa. A religião que representava, os "Antigos Mistérios", continha crenças e doutrinas de uma era anterior; uma época quando os homens e os seres angélicos caídos experimentavam juntos todas as paixões que podiam imaginar. Ninrode aquecia-se com os raios de sol da aurora e era tomado de uma imensa euforia de satisfação pessoal, mas neste mesmo dia o próprio Deus estorvaria seus planos ambiciosos de estabelecer um império mundial.
A construção seria interrompida. Os sonhos de Ninrode seriam feitos em pedaços, mas mesmo com sua morte e posterior desmembramento de seu cadáver, os Mistérios Antigos continuariam a existir. Com a ajuda da viúva e do filho (Semíramis e Tamuz), a Sabedoria Antiga seria cuidadosamente preservada na Religião de Mistério da Babilônia. (1) Quando os seguidores de Ninrode se espalharam pela face da terra, levaram os Antigos Mistérios desde o Egito até a China. Com a passagem do tempo, a Sabedoria Antiga foi guardada pela "elite de pessoas sábias" da Babilônia, da Média e da Pérsia, de Pérgamo e de Roma. Ela encontrou um bom refúgio nas religiões orientais, na Cabala judaica e no gnosticismo ocidental. (2).
Após a virada do terceiro século da nossa era, o poder da Igreja de Roma começou a crescer. No entanto, isso provocou um cisma entre os guardiães dos Mistérios. Quando Constantino adotou o cristianismo, a Igreja Católica Romana recebeu a influência de muitas das doutrinas das Religiões de Mistério da Babilônia. "Isso resultou em algo muito diferente daquilo que Jesus Cristo e seus discípulos ensinaram. Os ensinos da Igreja Romana tornaram-se uma forma sofisticada de filosofia pagã camuflada com os ensinos de um Deus onipotente e transcendente." (3) A Igreja adotou a adoração da mãe e do menino, o batismo de bebês, a confissão a um sacerdote e muitos outros aspectos da Religião de Mistérios da Babilônia. No entanto, a Igreja Católica não adotou os aspectos ocultistas das Religiões de Mistério. Esses aspectos permaneceram com as Escolas de Mistério do Oriente, os Cabalistas, e os Gnósticos até o tempo das Cruzadas. Os aspectos ocultos da Sabedoria Antiga apareceram publicamente em França com a ascensão da Dinastia Merovíngia e as lendas de "Percival e a Busca Pelo Santo Graal". O cisma explodiu e tornou-se um grande conflito quando os Cavaleiros Templários (A Ordem do Templo) retornaram das Cruzadas como os homens mais ricos do mundo.
Os Cavaleiros Templários e o Priorado de Sião (A Ordem de Sião) tornaram-se a elite cultural que adotou totalmente os aspectos ocultistas dos Antigos Mistérios. Isso os colocou em rota de colisão com a Igreja de Roma e seus aliados. O Priorado de Sião passou a operar às escondidas e tornou-se uma "sociedade secreta" da elite, enquanto os Cavaleiros Templários foram violentamente atacados pelo rei francês Filipe IV, o Belo, e pelo papa Clemente V. Em 13/10/1307, Filipe IV ordenou a prisão de todos os Cavaleiros Templários. No entanto, na noite anterior, um número desconhecido de Cavaleiros partiu da França, com dezoito navios carregados com o lendário tesouro da Ordem. (4). Uma parte desses navios aportou na Escócia e os Templários associaram-se com os Guardas Escoceses, com os Rosa-cruzes, o Colégio Invisível, e a Sociedade Real (todos grupos ocultistas) e juntos formaram o Rito Escocês da Maçonaria. (5). Os maçons têm os Templários como antecessores, bem como guardiães autorizados de seus segredos arcanos. (6). Conseqüentemente, o Rito Escocês é "orientado em forma de magia, enfatizando uma hierarquia social e política, uma ordem divina e um plano cósmico subjacente." (7) Essa é exatamente a essência dos Mistérios Antigos de Ninrode.
Enquanto isto, o poder da Igreja de Roma continuava a crescer. A Igreja Católica e a Maçonaria eram inimigas juradas de morte, e a influência ocultista pública da Maçonaria crescia muito lentamente. No entanto, por volta de 1750, apareceu uma nova geração de cavaleiros místicos. Eram um braço da Maçonaria, e chamavam-se a si mesmos de Jacobinos. (8) O grito jacobino de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" levou ao primeiro grande feito da Maçonaria Iluminista, a Revolução Francesa. Os Jacobinos nomearam um ex-jesuíta rebelde, Adam Weishaupth, de "Grande Patriota". (9) Weishaupth adotou os mistérios antigos e organizou a Ordem dos Iluministas em 1776. Por volta de 1778 infiltrou-se na Maçonaria como um maçom completamente iniciado. Em seguida, induziu a elite européia da Maçonaria européia ao Iluminismo — 600 homens em 1783. (10) No outro lado do Atlântico, maçons místicos estavam sob o cerco dos Iluministas ocultistas. Os Iluministas viam a América como o 13o passo na evolução, e o destino espiritual da América acompanhando a união mundial no espírito da liberdade, igualdade e fraternidade. (11) Por volta de 1789 a Maçonaria mística do Novo Mundo sucumbiu diante da visão ocultista de um mundo do Iluminismo de Weishaupth, o guardião dos Antigos Mistérios de Ninrode.
A Revolução Industrial mudou tudo. Os homens passaram a agir e pensar de uma forma diferente, e o materialismo tornou-se a ordem do dia. Devido a essa influência, o Humanismo Secular surgiu no início do século XX. Os ocultistas e gnósticos do passado eram considerados fanáticos ou lunáticos. Novamente o ocultismo passou a ser algo muito privado. No entanto, muitos desses homens eram muito ricos e poderosos. O Iluminismo estava vivo e bem, embora oculto dos olhos críticos do público geral. Assim, a Maçonaria tornou-se uma organização fraternal e beneficente, por necessidade. Como conseqüência disso, a vasta maioria dos homens que estão nos graus inferiores não tem a menor idéia do propósito da sociedade ou das reais intenções da elite.
A intranqüilidade dos anos 60 e o surgimento da "Cultura das Drogas" moldaram o início de outra reemergência pública do ocultismo. O Movimento de Nova Era dos anos 70 e 80 popularizou muitas crenças ocultistas. Essa nova renascença do ocultismo posicionou a Maçonaria para exercer um papel fundamental no sonho que Ninrode teve há 4400 anos, de um mundo unificado, sob um reino ocultista. Atualmente, a Maçonaria serve como um conduíte entre as organizações políticas da elite global (Clube de Roma, Sociedade Teosófica, Rosa-Cruzes, Lucis Trust, World Goodwill, etc.). Esses grupos reconhecem a posição da Maçonaria como uma organização religiosa ocultista com a capacidade de fazer a ligação entre a religião e a política. (12) Muitos maçons continuam insistindo que a Maçonaria não é uma religião. No entanto, os próprios escritos deles contradizem essas afirmativas. Albert Pike, Grande Comandante do Rito Escocês (1860) escreveu: "Toda loja é um templo de religião e seu ensino instrução em religião." (13).
A qual religião Pike está fazendo referência? Suas próprias palavras oferecem o esclarecimento necessário: "A Maçonaria é a sucessora nos Mistérios." (14).
Muitos maçons modernos tentam distanciar-se de Pike e de sua obra gnóstica (e profundamente ocultista) Morals and Dogma [leia a resenha]. Insistem que os ensinos dele não são os da Maçonaria, mas simplesmente suas interpretações pessoais. Insistem ainda que a Maçonaria moderna, que faz muitas obras beneficentes, não deve ser julgada pelos escritos de alguém que viveu cem anos atrás. Essa linha de raciocínio é muito confusa para aqueles que reconhecem a Lenda de Hirão-Abi, supostamente de três mil anos atrás. Eles não dizem que a Maçonaria originou-se no tempo de Salomão? Todos os ensinos anteriores ao século XX devem então ser desconsiderados? Isso também nega os 32 graus do Rito Escocês criados por Pike? Além disso, recentemente, em 1989, o Grande Comandante do Rito Escocês, C. Fred Kleinknecht escreveu: "O ponto mais alto dos nossos ensinos é Morals and Dogma, escrito há cem anos..." (15).
Pike não é o único porta-voz que fala a verdade sobre o que é a Maçonaria. Alice Bailey, que foi porta-voz da Sociedade Teosófica e membro da Co-Maçonaria junto com seu marido Foster Bailey, declarou:
"O movimento maçônico tem a custódia da lei, é o guardião dos Mistérios e o trono de iniciação... uma organização ainda mais ocultista pode ser conseguida... voltada para ser uma escola de treinamento para os futuros ocultistas avançados." (16).
Alice Bailey sumarizou a história inteira da Maçonaria. Ela revela o fato que a Maçonaria iluminista é a guardiã atual da Sabedoria Antiga de Ninrode. A descrição do Grau 32 do Rito Escocês é esta:
"SUBLIME PRÍNCIPE DO REAL SEGREDO"
"A ciência oculta dos Antigos Magos estava encoberta nas sombras dos Mistérios Antigos; foi revelada de forma imperfeita, ou melhor, foi desfigurada pelos Gnósticos; é imaginada sob as obscuridades que cobrem os pretensos crimes dos Templários; e encontra-se envolta por enigmas que parecem impenetráveis, nos Ritos da Mais Elevada Maçonaria" (17).
Aqui, a guarda dos Mistérios Antigos foi rastreada dos Magos na Medo-Pérsia, ao Gnosticismo ocidental, aos Cavaleiros Templários e finalmente, ao Rito Escocês da Maçonaria.
Os "Mistérios Antigos" ainda são muito misteriosos. Muito do que contêm somente será revelado no futuro. No entanto, há um nível de compreensão disponível não somente para os iniciados como também para aqueles que buscam diligentemente a verdade. Gregson registra que há um grande ganho para esses iniciados:
"Para Babilônia eram levados todos os sacerdotes e mestres do Egito, da Palestina, Mitra, Grécia, e mestres de toda a parte do mundo. Os reis também queriam ser iniciados nos ritos dos Mistérios." (18).
Os reis merovíngios também eram sacerdotes. Eles tinham o poder político e o poder religioso. (19) Muitos dos aspectos religiosos dos Mistérios podem ser vistos não somente nos rituais da Maçonaria, mas também nos ensino extrabíblicos da Igreja de Roma. Ambas lutam pelo domínio mundial. A Igreja tem a vantagem na arena religiosa com ensinos arraigados. A sociedade atual ainda não está preparada para o ocultismo grosseiro dos Iluministas. A Maçonaria tem vantagem na política. A maioria dos líderes mundiais participa de pelo menos um grupo Iluminista. Conjectura-se que a Igreja e a Maçonaria estejam aproximando-se uma da outra. O próprio passado do papa João Paulo II implica que até ele pode ser um agente Iluminista. Na sua juventude, ele estudou Teosofia com muito interesse e suas visões de Maria vão do místico para o ocultista. (20).
Os aspectos políticos dos Mistérios Antigos podem ser vistos claramente em um documento intitulado PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE SIÃO. Embora muitas pessoas afirmem tratar-se de um documento judaico conspiratório, é mais provável que tenha sido redigido pelo Priorado de Sião. Os pontos básicos são estes:
  1. Esquema para alcançar o domínio mundial;
  2. Advento de um Reino Maçônico;
  3. Um rei da linhagem sanguínea de Sião... da raiz dinástica de Davi;
  4. O Rei dos Judeus será o verdadeiro papa;
  5. O governante mundial será o patriarca de uma igreja internacional;
  6. Somente o rei e mais 3 que o patrocinarão saberão o que se passa. (21)
Para o leitor que está habituado com a Profecia Bíblica, há uma súbita revelação. Se OS PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE SIÃO foram redigidos por uma sociedade secreta iluminista, todos os fatos da história, desde Ninrode, passam a ter uma ligação em comum. Aqui está o sumário:
  1. Ninrode procurou restaurar o sistema pré-diluviano implantando um governo mundial, liderado por um rei-sacerdote, energizado diretamente por Satanás.
  2. Quando Deus estorvou os planos de Ninrode, a estratégia de Lúcifer foi criar um sistema de falsas religiões que preservassem esses poderosos Mistérios Antigos até o tempo em que ele (Lúcifer) possa estabelecer seu reino.
  3. Esses mistérios foram guardados desde aquele tempo por um grupo de elite selecionado. Houve alguns períodos na história em que o lado ocultista mais escuro dos mistérios foi aceito, e períodos em que o ocultismo foi perseguido.
  4. A Bíblia fala sobre o surgimento de um reino mundial futuro liderado pela Besta (o Anticristo), que declarará ser Deus. Esse reino mundial será acompanhado por uma igreja mundial até o tempo em que não seja mais útil para a Besta. A Besta declarará então ser o Messias dos judeus e o legítimo herdeiro ao trono de Davi.
  5. É bem possível que os 3 que estarão apoiando o rei sejam os "3 reinos" subjugados pela Besta, conforme profetizado em Daniel 7:24.
A Besta revelará os segredos dos Antigos Mistérios, que foram cuidadosamente guardados pelos ocultistas durante milênios, como prova de sua posição para estabelecer totalmente seu reino.
As religiões dos Mistérios Antigos não adoravam o Deus da Bíblia. Ninrode era um servo de Lúcifer, e o sistema religioso resultante era luciferiano. A despeito de todas as objeções em contrário, a prova incontestável é que a Maçonaria não honra o Deus das Escrituras, mas algum outro Deus. Na verdade, os ensinos da Maçonaria estão afastados em 180 graus da Bíblia. (22).
  1. O Templo Maçônico sempre tem uma entrada no ocidente e o altar está no oriente. Na Bíblia, temos a informação que a entrada para o jardim do Éden estava no oriente. Embora isso possa parecer coincidência, a entrada para o Tabernáculo estava no oriente com o Santo dos Santos no ocidente. O templo de Salomão (e os outros templos judaicos) tinham suas entradas pelo oriente, e o Santo dos Santos ficava no ocidente. Para entrar no jardim do Éden e ir até a árvore da vida, era necessário ir do oriente para o ocidente. Para entrar no Tabernáculo ou no Templo, o sacerdote precisava ir do oriente para o ocidente. Na Maçonaria isso está invertido em 180 graus. (23). Na verdade, um dos sinais da Maçonaria é a declaração "Tenho viajado no oriente". (24) Isso parece muito mais significativo quando se considera as supostas origens da Maçonaria com Salomão. Se Deus deu instruções explícitas a Salomão para a construção do Templo, por que ele criaria o projeto do Templo Maçônico invertendo tudo? A inversão de imagens é muito comum no ocultismo. Os ensinos ocultistas parecem ser a imagem negativa do positivo da obra de Deus.
  2. Existem certos juramentos na Maçonaria que são muito suspeitos. Por exemplo, como maçom, você precisa jurar que encobrirá os crimes dos outros maçons. Isso é o mesmo que dizer uma mentira e chamá-la de moral. (25) A Bíblia diz em Apoc 21, "... todos os mentirosos receberão a parte que lhes cabe no lago que arde com fogo e enxofre." Como alguém pode dizer que crê nas Santas Escrituras e racionalizar um comportamento totalmente em oposição ao que elas dizem?
  3. A Maçonaria ensina a doutrina da Universalidade. Basicamente, é a irmandade de todos os homens e a paternidade de Deus. ISSO NÃO ESTÁ NA BÍBLIA. ALÉM DISSO, ESSA DOUTRINA É DIAMETRALMENTE OPOSTA AOS ENSINOS DAS ESCRITURAS. A Bíblia diz que quando Adão afastou-se de Deus e caiu no pecado, sua natureza pecaminosa foi passada para seus descendentes. Devido ao fato de Deus não poder tolerar o pecado, a linhagem de toda a humanidade foi então adotada pelo originador do pecado, Lúcifer. Como resultado, todos os homens são "nascidos em pecado" sob a paternidade de Lúcifer. Jesus deixou isso bem claro em João 8:44, onde disse aos fariseus, "Sois do Diabo, que é vosso pai..." O único modo de um homem tornar-se filho de Deus é convertendo-se, confessar seus pecados e sua condição de pecador diante de Deus, e confiar pela fé no poder purificador do sangue de Jesus Cristo para reconciliar-se com Deus. SOMENTE AS PESSOAS QUE ACEITAM A JESUS CRISTO COMO SALVADOR SÃO FILHOS DE DEUS!!
O autor maçom Manly Hall revelou a posição oposta da Maçonaria quando escreveu:
"Ao altar da Maçonaria todos os homens trazem suas melhores oferendas. Em torno dele, todos os homens, tenham eles recebido os ensinos de Confúcio, de Zoroastro, de Moisés, de Maomé, ou do fundador da religião cristã [observe que ele nem menciona o nome de Jesus], desde que creiam na universalidade da paternidade de Deus e na irmandade dos homens... reúnem-se em um nível comum". (26).
Outro autor, Albert Mackey, escreveu: "Agora como maçons, nós não nos dividimos entre esses (Astarte, Vishnu, Dagon, Baal), mas recebemos todos como nossos irmãos, e a Deus como nosso Pai Celestial, revelado para nós como tal na Luz da Maçonaria". (27).
Mackey aqui não somente reitera a heresia da Universalidade, mas também levanta uma questão mais séria: Que Deus é esse que permite a aceitação dos seguidores de Baal e de outras deidades pagãs como irmãos? Certamente não é o Deus da Bíblia. (A propósito, o deus Baal era uma corruptela do deus babilônico Baco, que era diretamente derivado de Tamuz, o filho da viúva de Ninrode.) (28) Deus, no Antigo Testamento, ordenou que Israel aniquilasse os seguidores de Baal. O profeta Elias deveria estar terrivelmente enganado quando ordenou a execução dos 450 profetas de Baal no Monte Carmelo. Afinal, de acordo com Mackey, eles eram irmãos de Elias. (29).
Qual conclusão pode ser tirada da inversão de 180 graus das Escrituras? O DEUS DA BÍBLIA NÃO É O DEUS DA MAÇONARIA! O deus da Maçonaria precisa então ser o deus dos Antigos Mistérios. Em todos os aspectos do oculto, dos Mistérios da Babilônia, à Busca pelo Santo Graal, passando pelo Hinduísmo, Wicca e o Movimento de Nova Era, e sim, nos escritos da Maçonaria: Deus é descrito como uma força impessoal que se manifesta em tudo na natureza, no mundo espiritual e no próprio homem. Essa não é nada mais que a estratégia de Lúcifer desde o jardim do Éden. A serpente disse à mulher "sereis como Deus..." [Gênesis 3:5].
Chegará o dia em que todos os Antigos Mistérios serão revelados para aqueles que habitam na Terra. Na lenda de Hirão-Abi, este dia será marcado pela sua ressurreição para governar o mundo. De acordo com a Bíblia, O Anticristo reinará. Ele virá como Hirão-Abi para os maçons, Messias Ben Davi para os judeus, Crishna para os hindus, Imã Mahdi para os maometanos, Sosiosch para os seguidores de Zoroastro; mas na palavra de Deus ele é chamado de Besta (Anticristo). Ele trará paz e segurança a um mundo tumultuado durante três anos e meio. Será adorado como o rei-sacerdote por toda a humanidade. Relevará os Mistérios Antigos como suas credenciais. No entanto, seu reino de paz será curto. Mas então, ele terá de encarar face a face o REI DOS REIS E O SENHOR DOS SENHORES. O verdadeiro herdeiro do trono de Davi lançará a Besta viva no Lago de Fogo, onde será atormentada para sempre. O longamente aguardado Reino Maçônico cairá e Jesus Cristo reinará sobre a Terra "... e venha paz sem fim sobre o seu reino." (30).
Como se vê, a Maçonaria é uma religião ocultista, que preserva os Mistérios Antigos para o vindouro Reino Mundial Luciferiano.

Os Cavaleiros Templários

Percursores da Maçonaria e de outras sociedades secretas, torturados horrivelmente e mortos pela Inquisição, somente agora, seis séculos depois, começa-se a desvendar o mistério que sempre envolveu os cavaleiros templários. Eles fizeram parte da ordem esotérica mais importante da Idade Média, formada com o objetivo oculto de procurar, no Templo de Salomão, a Arca da Aliança e as Tábuas da Lei, onde acabaram por encontrar a lei divina revelada a Moisés no monte Sinai. 
    Acusados de bruxaria e culto ao demônio, os cavaleiros da Ordem do Templo - a mais rica e influente comunidade religiosa da Idade Média - foram horrivelmente torturados, morrendo em prisões e nas fogueiras da Inquisição. Hoje, seis séculos depois, a ciência esotérica procura decifrar o enigma de sua existência. A Ordem dos Templários não foi fundada, por ocasião da Primeira Cruzada, com a única intenção de proteger os peregrinos de Jerusalém , como explica a ciência histórica. Mas fez parte de um plano elaborado e sistemático de Bernardo de Claraval, com a finalidade de descobrir, no templo de Salomão, a parte oculta e não apresentada ao público da Arca da Aliança e das Tábuas da Lei, onde acabaram por encontrar a lei divina revelada a Moisés no monte Sinai. O objetivo da Ordem, mais idealista e revolucionário do que parece, era adquirir um manual prático para o estabelecimento do reino de Deus na Terra. O imenso poder que os templários adquiriram com a sabedoria antiquíssima das Tábuas fez tremer o rei e o Papa, motivo pelo qual foram injustamente exterminados.

    Em 3 de abril de 1313, o papa Clemente V, sob ameaça da espada de Filipe o Belo, rei da França, expediu a bula que extinguiu de maneira drástica a poderosa Ordem dos Templários, cujas atividades se estendem entre os anos 1119 e 1314. Jacques DeMolay, último grão mestre da Ordem e seu fiel companheiro Godofredo de Charnay, abandonados à sanha e ambição do vaidoso e sanguinário rei, são lançados à fogueira, no átrio de Notre Dame, morrendo impassíveis e serenos diante da multidão que acompanhava, ansiosa, o escandaloso processo canônico-jurídico da Inquisição medieval.

Fonte Comum dos Espíritas e Maçons


    A exterminação sistemática de uma enorme comunidade religiosa, com sábias regras ditadas por São Bernardo de Claraval (Bernard de Calirvaux), é realmente um fenômeno fora do comum. Depois de terem sido os "Cavaleiros Pobres de Cristo", heróicos defensores dos peregrinos da Palestina, os templários passaram a representar um poder militar, político e religioso, gozando de alto respeito durante dois séculos.

    O Problema dos templários é, para o estudioso, antes de mais nada, um problema arquival. É claro que uma grande quantidade de dossiês se perdeu, extraviados de propósito, ou guardados em arquivos inacessíveis para o pesquisador. Além disso, nada parece contradizer a opinião de que os próprios cavaleiros do templo, acusados de bruxaria e culto ao demônio, no último momento antes do ataque de Felipe, o Belo, em 13 de outubro de 1307, destruíram os arquivos juntamente com os documentos de contabilidade e administração, ou talvez esconderam-nos em lugar tão seguro que até hoje não foi encontrado. Permanece a pergunta sobre o que aconteceu com os enormes capitais em moeda sonante de que a Ordem dispunha.

    Aparentemente, a ciência histórica já explorou quase por completo a Idade Média. Entretanto continuam a existir não só esse mas muitos outros problemas que indiscutivelmente, não foram ainda resolvidos. E é evidente que os templários nos legaram o maior entre os enigmas do chamado "período negro" da Idade Média.

    Neste artigo, apresentamos ao leitor a hipótese político-esotérica baseada no livro Les Mystères de Templiers, de Louis Charpentier, pesquisador que apresenta soluções alternativas que a ciência acadêmica não alcança. De acordo com sua interpretação, podemos ver no processo de amadurecimento da "Novela dos cavaleiros" a primeira estrada dos espíritas e maçons, construída paralelamente ao súbito e inexplicável aparecimento da arquitetura gótica naquele tempo.

    A própria existência da Ordem dos Templários é também um fenômeno misterioso, cuja origem constitui-se objeto de muitas dúvidas. Teria tido a Ordem, fundada durante a Primeira Cruzada, a única intenção de defender os peregrinos da Cidade Santa contra a intolerância e crueldade dos turcos que mantinham em seu poder o túmulo de Jesus? Ou o estabelecimento de um poder religioso no Oriente Próximo não foi apenas uma desculpa para a aquisição de conhecimentos esotéricos, não divulgados na Bíblia e guardados secretamente no templo de Salomão, onde primeiro se instalaram?


O Mistério da Arca da Aliança
    Segundo Charpentier, a fundação da Ordem não seria o resultado de uma iluminação, na idade de 58 anos, de Hugo de Paganis (Hugues de Payens) e seus companheiros, mas de um plano cuidadosamente elaborado por Bernardo de Claraval, do qual as atividades desses homens corajosos faziam parte. Naturalmente, a presença de um poder religioso-militar no Oriente Próximo lhe interessava; no entanto, isso não era o mais importante.

    No campo religioso, Bernardo de Claraval era, à sua maneira, um teimoso, com vontade de ferro e inteligência fantástica. Uma pesquisa histórica mais profunda provavelmente comprovaria que suas atividades eram consideradas revoltantes pela igreja. Ele não só defendia os judeus contra os progons, como também convidava escriturólogos cabalistas para trabalhar na abadia de Claraval, método pouco adequado para se fazer apreciar naquele tempo.

    Tudo isso estava relacionado com um desejo muito ambicioso: a redescoberta das Tábuas da Lei que se encontrariam dentro da Arca da Aliança.

    Após o término da construção do templo de Jerusalém, Salomão levou a Arca para lá. O templo era a casa do Senhor, edificado por Salomão, para a eterna habitação do Senhor, com a presença da Arca e das Tábuas da Lei como testemunhas. Esses dois fatos são mencionados na Bíblia pela última vez e com precisão no I Reis, 8,9.

    Após uma descrição minuciosa da técnica com a qual a Arca devia ser construída, os autores da Bíblia passam a tratar esse assunto de maneira cuidadosa e esotérica. Essa cautela sugeriu a Louis Charpentier a idéia audaciosa de que há uma contradição entre a lei de Moisés - tal como é descrita no Velho Testamento e aceita pelos crentes- e o mistério que envolve toda essa história.

    O que significam os vários incidentes, mencionados na Sagrada Escritura, indicando ser a Arca um objeto muito perigoso e carregado de uma alta frequência estática?

    Charpentier levanta a hipótese de que, sob o pretexto de proteger os peregrinos, Bernardo de Claraval enviou um pequeno grupo de cavaleiros à Judéia, chefiados por Hugo de Paganis, homem a quem ninguém conseguiria desviar de seus intentos. Mas a ordem secreta era fazer uma pesquisa no Templo de Salomão, com a finalidade de recuperar a Arca e as Tábuas.

    No prefácio do regulamento dos templários, ditado pelo próprio São Bernardo, há uma significativa passagem referente a uma outra tarefa da Ordem, além da proteção aos peregrinos e da luta contra os muçulmanos. Ora, em 1119, o grupo consegue permissão de Balduíno I, rei de Jerusalém, para estabelecer seu centro de operação no templo./ Mas só em 1128, após a recuperação da Arca e das Tábuas, é que a Ordem Dos Templários foi fundada oficialmente, no Concílio de Troyes. Que outra tarefa seria essa, portanto, senão a recuperação dessas relíquias, então levadas para a França, protegidas por uma impressionante escolta militar?


A Verdadeira Lei Divina

    O grande interesse de São Bernardo pela Arca e pelas Tábuas naturalmente não se prendia apenas ao valor religioso que elas apresentavam, mas também, segundo Charpentier, pelos capítulos mais importantes e essenciais nelas escondidos cuidadosamente e fora do alcance do público. Essa parte continha a sabedoria antiquíssima, a verdadeira lei divina participada a Moisés no Monte Sinai, ou escrita por ele mesmo com os conhecimentos que adquirira através de sua iniciação no Egito.

    Seja qual for o sentido esotérico dos documentos trazidos, o fato é que nas Tábuas não havia mensagens míticas ou considerações vagas que pudessem dar margem a interpretações arbitrárias. Pois a parte da lei não destinada ao público formava uma enciclopédia compacta e de natureza científica- parecida com o texto de Hermes Trismegistus contendo dados de milhares de anos antes de Moisés!

    Essa ciência podia ser comparada perfeitamente a um impresso político ou, ao que tudo indica, seria um manual prático para o estabelecimento do reino de Deus na terra. Dessa forma, o homem estaria garantido de receber, no momento apropriado, liberdade, justiça e segurança.


A Procura do Santo Graal

    Era esse o motivo por que São Bernardo, talvez em conseqüência das informações dos teólogos e cabalistas judeus, e após uma pesquisa preparatória de muitas reuniões, havia dado ordens a Hugo de Paganis para conquistar a Arca e seu contudo inestimável.

    Sua ação era bem sistemática e não uma simples coincidência. A intenção era pôr em prática, com muito cuidado e de maneira experimental, a verdadeira lei divina, chave dos segredos do universo, para o bem da humanidade.

    Tal missão lembra-nos muito a procura do Santo Graal, assunto que nas décadas seguintes, passou a ter um vivo interesse na literatura ocidental.

    Seriam os romances do Graal uma reflexão velada do empreendimento de Bernardo de Claraval, destinados apenas a quem podia entendê-los? Ou seriam manuais de iniciação secreta dirigidos àqueles que fossem considerados maduros para recebê-la?

    Depois que voltaram para o Ocidente, onde foram recebidos como heróis, obtendo privilégios e honrarias da Igreja e de reis cristãos, os templários enriqueceram-se e tornaram-se a primeira e mais opulenta potência financeira da Europa, com vastíssimos domínios em Portugal, Espanha, Inglaterra, Alemanha e França. eles chegavam a formar um Estado dentro de um Estado.


O Surgimento da Arquitetura Gótica
    Um núcleo, provavelmente ultra-secreto, dos templários, formando a liderança da Ordem (seria esse o pequeno grupo dos cavaleiros do Graal ?), dispunha, por meio do uso das Tábuas completas da Lei, de um conhecimento ainda hoje fora do alcance da humanidade. Por exemplo, podemos provar que os templários não só racionalizaram como também revolucionaram a agricultura.

    No tempo do florescimento da Ordem do templo, surgiu a arquitetura gótica. Curiosamente, esse "aparecer' foi repentino, e não resultado de um crescimento orgânico e lento. O goticismo não cresceu da arquitetura romana que o precedeu. Era algo completamente novo. Subitamente estava lá.

    A arquitetura romana baseia-se numa força que age de cima para baixo; a cúpula redonda pressiona com seu peso os muros e estabiliza dessa maneira a construção. Os arcos pontudos da catedral gótica baseiam-se exatamente no princípio contrário: a pressão age de baixo para cima. Enquanto uma cúpula romana pode eventualmente cair, se mal construída, um arco gótico pode explodir. Trata-se de um caso de tensão dinâmica.

    Resumindo, podemos dizer que os arquitetos romanos, com toda sua inteligência, aplicaram nas suas construções uma técnica pouco diferente daquela usada pelos construtores megalíticos, quando amontoavam pedras pesadas umas sobre as outras. Já a catedral gótica exige um conhecimento muito maior, assim como dados científicos, tradicionalmente recebidos ou geometricamente calculados e recalculados constantemente. Ora, isso superava amplamente os conhecimentos daquela época.

    Será que a eclosão de uma arquitetura inteiramente nova era o resultado de um conhecimento científico, adquirido juntamente com o segredo que Hugo de Paganis e seus companheiros trousseram quando voltaram de Jerusalém em 1128? Quem é que não sente, numa visita a Chartres, que esta construção ultrapassa o alcance das possibilidades do homem do século 12?

    Essa constatação é válida também para o campo financeiro. As cidades eram pequenas e o núcleo de habitantes também. Os monarcas estavam constantemente sem dinheiro e a Igreja protegia cuidadosamente seu tesouro. Os funcionários públicos eram, salvo raras exceções, bastante pobres. Logicamente podemos perguntar o que estaria atrás dessa mania de construir que consumia somas astronômicas. Não devemos procurar aí o capital dos templários?

    É muito provável que essas construções, surgindo de uma hora para outra às dezenas ao mesmo tempo, dentro de um curto espaço de tempo, faziam parte do projeto gigantesco de São Bernardo para o estabelecimento do Estado de Deus.



Causas da Exterminação

    Continua um enigma: de onde vieram esses operários especializados, do arquiteto ao escultor ou chaveiro, num mundo de relativamente poucos habitantes ? Seja como for, nasceu uma classe de operários de construção, treinados numa técnica exemplar e fisicamente livres para, em caso de necessidade, se locomoverem de uma oficina para outra, sem problemas. Livres também mental e espiritualmente eles podiam receber uma avalancha de dados científicos e novas idéias cosmopolitas.

    Não era isso demais para homens que precisavam usar mais as mãos do que a cabeça?

    Não é sem razão que se considera essas oficinas de construtores livres (chamadas loges, em francês) como precursoras das lojas franco-maçônicas, não tanto operativas mas sim especulativas. Se quisermos ver a relação entre a Ordem do Templo e a Franco-Maçonaria, além do que se considera como folclore maçônico, podemos estabelecer o elo essencial através dos construtores medievais. E pergunta ainda se isso não fazia parte do plano esotérico do abade de Claraval, homem que não se deixava dominar por idéias convencionais.

    Deixando de lado as acusações de heresia, traição, magia- possivelmente , relacionadas a experimentações científicas ou alquímicas- , podemos perguntar se a exterminação trágica dos templários foi uma maneira cínica, aliás, sem muito resultado, de Felipe,O Belo, solucionar os problemas do tesouro nacional sempre vazio. A avidez do rei e o seu pânico em imaginar um poder mais forte do que a autoridade real seria suficiente para iniciar um golpe? Um golpe que apresenta uma semelhança notável com os genocídios e os assassínios de povos e raças do nosso próprio século 20?

    De fato, parece que os templários descobriram certos segredos. Isso, entretanto, não precisa estar relacionado com a procura da Arca da Aliança e escrituras iniciáticas que encontraram dentro dela. Pode ser que uma vez dentro da Terra Sagrada, eles tenham colecionado informações por meio de seus contatos pacíficos com maometanos e escriturólogos judeus, informações essas de um conteúdo tão desconcertante que desestruturou sua própria visão de vida.

    Segundo Ambelain, no seu livro Jesus ou le Mortel Secret des Templiers, devendo procurar as causas do extermínio dos templários nas suas descobertas e pesquisas em torno da figura de Jesus. Mas a descoberta de Cristo como um judeu corajoso e não conformista contra a tirania romana seria suficiente para fazer os templários desistirem de sua crença religiosa nele? Provavelmente não. No entanto, uma tal revelação (se esse autor tiver razão) não teria ficado sem consequências, mesmo se significasse apenas o desmoronamento de um mundo inteiro, para alguns.

    Possivelmente, podemos assumir que o núcleo secreto, mas poderoso, dos templários tinha sofrido o impacto de uma visão totalmente alterada sobre Jesus. E, mais ainda, que eles superaram esse impacto sem ter publicado nada a respeito. O que não impedia que, no princípio do século 14, tal segredo tivesse penetrado nas camadas mais inferiores do templo.

    Ao mesmo tempo, tinha nascido uma corrente de pensamento que, sem a menor dúvida, foi considerada como heresia pelas autoridades religiosas mundiais. Outra vez, com Louis Charpentier, pensamos que os templários chegaram aos poucos a uma consciência que naquele tempo dificilmente poderia ter sido apreciada. trata-se do fenômeno, não impossível naquele cadinho estranho do Oriente Próximo, de considerar cristãos, maometanos e judeus como filhos do único e mesmo Deus do Velho Testamento, uma opinião ecumênica e revolucionária que naqueles dias iria causar o fim da Ordem do Templo.

A ORDEM ROSA CRUZ E A MAÇONARIA



O que estas Fraternidades possuem em comum. Para saber-se as ligações entre a Maçonariae a Ordem Rosacruz ou ”Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis”, vamos fazer algumas considerações sobre esta Ordem. Rosacruz é denominação da fraternidade filosófica, que, de acordo com a tradição mais em voga, teria sido fundada porChristian Rosenkreuz e representa uma síntese do ocultismo imperante na Idade Média.

Harvey Spencer Lewis
 pretende, todavia, que Rosenkreuz tenha sido um renovador, já que a instituição remontaria ao antigo Egito, à época do faraó Amenophis IV. Os Rosacruzes têm aceitado essa hipótese, conforme a tradição no contexto da verdade histórica. Na realidade, essa fraternidade nasceu no período medieval, embora apresentando, em sua ritualística, muito do misticismo das antigas civilizações, como acontece com a Maçonaria. Muitos maçons também afirmam que a Ordem Maçônica é antiquíssima e já existia no Antigo Egito e na Pérsia, o que é questionável. 

O Rosacrucianismo, assim como a Maçonaria, é um sincretismo de diversas correntes filosóficas-religiosas: hermetismo egípcio, cabalismo judaico, gnosticismo cristão, alquimia, misticismo.

A Ordem nas Américas

Harvey Spencer Lewis foi a pessoa que reativou a AMORC na América do Norte, no início do século XX, já que ela havia existido anteriormente, onde algumas pessoas que se destacaram como Benjamim Franklin teriam pertencido à mesma. Na ocasião a Ordem era ativa em alguns países da Europa, como França e Alemanha, mas com rituais diferenciados. Harvey Spencer Lewis ao trazer a AMORC para a América, não o fez sem antes estudar por mais de 10 anos suas raízes, o que permitiu mais tarde unificar todas as ordens no mundo, cuja essência fosse a mesma. A introdução do estudo à distância permitiu a rápida proliferação da AMORC, e em 1915 ele tornou-se o Primeiro Imperator (ser supremo da Organização), para a América do Norte. A unificação com as demais ordens ocorreu no início dos anos 30, tornando-se Lewis Primeiro Imperator mundial. No Brasil, os estudos foram introduzidos na década de 50, e o cargo supremo é ocupado por um Grande Mestre. Atualmente o Administrador de Empresas Hélio de Moraes e Marques ocupa o Cargo de Grande Mestre, tendo sua jurisdição em todos os países de Língua Portuguesa, sendo que a sede administrativa da AMORC está localizada na Cidade de Curitiba.

O teólogo Johann Valentin Andréa, neto do também teólogo luterano Jacob Andréa, foi o homem que divulgou o rosacrucianismo. Andréa, que nasceu em Herremberg, no Werttemberg, em 1581, depois de viajar pelo mundo, retornou à Alemanha, onde se tornou pregador da corte e, posteriormente, abade. A sua principal importância, todavia, originou-se do papel que ele teve naquela sociedade alemã, que no princípio do século XVII, lutava por uma renovação da vida, com uma nova insuflação espiritual. 

A Mística Idéia da Rosa provocou Grande Sedução

Esse símbolo, além de sugestivo, corresponde à ansiedade daquela época. Alguns procuraram relaciona-lo com as armas de Lutero, coisa que não pode ser facilmente aceita, pois ele poderia ser, nesse caso, relacionado, também, com as armas de Paracelso, convindo esclarecer que Andréa representou o seu Rosenkreuz com quatro rosas no chapéu, rosas essas que, desde a época de seu avô Jacob Andréa, adornavam as armas de sua família. Robert Fludd, considerado como o primeiro Rosacruz da Inglaterra, diz que o nome da Ordem está ligado a uma alusão ao sangue de Cristo, na cruz do Gólgota. A mística ideia da rosa, associada à lembrança da cor do sangue e aos espinhos que provocam o seu derramamento, contribuiu, certamente, para dar à palavra, uma grande força de sedução. Além disso, muitos Rosacruzes vêem, no emblema, um símbolo alquimista, concretizando uma ambigüidade muito comum aos símbolos. Os Rosacruzes atuais têm uma interpretação bem mais mística a respeito da Rosa-Cruz. A cruz representaria o ser humano, a parte material, enquanto a rosa representaria o ser imaterial, a alma, espírito ou corpo astral. Assim, a Rosa simboliza a Terra, como ser feminino, e a Cruz simboliza a virilidade do Sol, com toda a sua força criadora que fecunda a Terra. A junção dos sexos leva à perpetuação da vida e ao segredo da imortalidade, resultando, também dela, a regeneração universal, que é o ponto mais alto da Doutrina Rosacruciana. 

A Alquimia Evidencia uma ligação entre as duas Ordens

Existe ligação entre a Maçonaria e a Ordem Rosacruz e essa ligação começou já na Idade Média. No fim do período medieval e começo da Idade Moderna, com o inicio da decadência das corporações operativas (englobadas sob rótulo de maçonaria de Ofício ou operativa), estas começaram, paulatinamente, a aceitar elementos estranhos à arte de construir, admitindo, inicialmente, filósofos, hermetistas e alquimistas, cuja linguagem simbólica assemelhava-se à dos franco-maçons. Como a Ordem Rosacruz estava impregnada pelos alquimistas, dá-se aí a ligação do rosacrucianismo e da alquimia com a Maçonaria. É preciso lembrar ainda que durante o governo de José II, imperador da Alemanha de 1765 a 1790, e co-regente dos domínios hereditários da Casa d’Áustria, houve um grande incremento da Ordem Rosacruz e sua comunidade, atingindo até a Corte e fazendo com que o imperador proibisse todas as sociedades secretas, abrindo, apenas, exceção aos maçons o que fez com que muitos rosacruzes procurassem as lojas maçônicas. 
Ambas as Ordens são medievais, se for considerado o maior incremento da Maçonaria de Ofício durante a Idade Média e o início de sua transformação em Maçonaria dos Aceitos (também chamada, indevidamente, de “Especulativa”). Se, todavia, considerarmos o início das corporações operativas, em Roma, no século VI antes de Cristo, a Maçonaria é mais antiga. Isso, é claro, levando-se em consideração apenas, as evidências históricas autênticos e não as “lendas”, que fazem remontar à origem de ambas as instituições, ao Egito antigo. 
A Maçonaria é uma ordem totalmente templária, ou seja, os ensinamentos só ocorrem dentro das lojas. Já a Antiga e Mística Ordem Rosacruz dá ao estudante o livre-arbítrio de estudar em casa ou em um templo Rosacruz. O estudo em casa é acompanhado à distância, e assim como a maçonaria, é composto de vários graus, que vão do neófito (iniciante) ao 12º grau, conhecido como grau do:

ARTESÃO

O estudo no templo, mesmo não sendo obrigatório, proporciona ao estudante além do contato social como os demais integrantes, a possibilidade de participar de experimentos místicos em grupo, e poder discutir com os presentes os resultados, e por último, a reunião templária fortalece a egrégora da organização, o que também ocorre na maçonaria. 
A partir da metade do século XVIII e, principalmente, depois de José II, com a maciça entrada dos rosacruzes nas lojas maçônicas, tornava-se difícil, de uma maneira geral, separar Maçonaria e Rosacrucianismo, tendo, a instituição maçônica, incorporado, aos seus vários ritos, o símbolo máximo dos rosacruzes: ao 18º grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, ao 7º grau do Rito Moderno, ao 12º grau do Rito Adoniramita , e assim por diante.
O Cavaleiro Rosa -Cruz, é, como o próprio nome diz, um grau cavaleiresco e se constitui no 18º Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito. A sua origem hermetista e a sua integração na Maçonaria, durante a segunda metade do século XVIII, leva a marca dos ritualistas alquímicos, que redigiram naquela época os rituais dos Altos Graus. O hermetismo atribuído ao Grau 18 é perceptível no símbolo do grau, que tem uma Rosa sobreposta à Cruz, representando esta, o sacrifício e a Rosa ou segredo da imortalidade, que nada mais é do que o escoterismo cristão, com a ressurreição de Jesus Cristo, ou seja, a tipificação da transcendência da Grande Obra. 
A Maçonaria também incorporou, em larga escala, o simbolismo dos rosacruzes, herdeiros dos alquimistas, modificando, um pouco, o seu significado e reduzindo-o a termos mais reais. Assim, o segredo da imortalidade da alma e do espírito humano, enquanto é aceito o princípio da regeneração só pode ocorrer através do aperfeiçoamento contínuo do homem e através da constante investigação da Verdade. O misticismo dos símbolos rosacruzes, todavia, foi mantido, pois embora a Maçonaria não seja uma ordem mística, ela, para divulgar, a sua mensagem de reformadora social, utiliza-se do misticismo de diversas civilizações e de várias correntes filosóficas, ocultistas e metafísicas. 

As Iniciações

Uma singularidade entre a AMORC e a Maçonaria, são as Iniciações nos seus respectivos graus, sendo que para ambas, a primeira é a mais marcante. No caso da Maçonaria, a Iniciação é ao grau de Aprendiz, e da AMORC, é a Iniciação ao Primeiro Grau de Templo. As Iniciações têm o mesmo objetivo: impressionar o iniciante, leva-lo à reflexão, para que ele decida naquele momento, se deve ou não seguir adiante, e se o fizer, assumir o compromisso de manter velado todos os símbolos, usos e costumes da instituição de que fará parte. 

O Simbolismo

Vários são os símbolos comuns às duas instituições, a começar pela disposição dos mestres com cargos, lembrando os pontos cardeais, e a passagem do Sol pela Terra, do Oriente ao Ocidente. Cada ponto cardeal é ocupado por um membro. A figura do venerável mestre na maçonaria, ocupando sua posição no Oriente, encontra similar na Ordem Rosacruz, na figura de um mestre instalado, que ocupa seu lugar no leste. A linha imaginária que vai do altar dos juramentos ao Painel do Grau, e a caminhada somente no sentido horário, também é similar. Em ambos os casos o templo é pintado na cor azul celeste, e a entrada dos membros ocorre pelo Ocidente. O altar dos juramentos encontra semelhança no Shekinah na Ordem Rosacruz, sendo que neste último não se usa a bíblia ou outro livro, mas sim três velas dispostas de forma triangular, que são acesas no início do ritual e apagadas ao final deste, simbolizando a Luz, a Vida e o Amor. Outra semelhança é o uso de avental por todos os membros iniciados ao adentrarem o templo, enquanto que os oficiais, (equivalente aos mestres com cargo), usam paramentos especiais, cada qual simbolizando o cargo que ocupa no ritual. O avental usado pelos membros não diferencia o grau de estudo e representa o serviço à humanidade.Algumas das diferenças ficam por conta da condução do ritual, sendo que na Ordem Rosacruz tem caráter místico-filosófico e na Maçonaria destaca-se mais o simbolismo. Os iniciantes da Ordem Rosacruz recebem seus estudos em um templo separado, anexo ao templo principal, enquanto os aprendizes maçons recebem instrução juntamente com os demais irmãos. O formato físico da loja maçônica lembra as construções greco-romanas, enquanto que na Ordem Rosacruz , lembra as construções egípcias. Desde o antigo Egito, as mulheres da Ordem Rosacruz podiam ser iniciadas e participavam dos rituais. Na Maçonaria, as mulheres são proibidas de participar diretamente, embora já existam mulheres iniciadas em algumas potências maçônicas, em países do primeiro mundo. Ambas pertencem à Grande Fraternidade Branca e trabalham no combate à ignorância e em favor do progresso da humanidade.
Embora não seja interesse, nem da Maçonaria e nem tampouco da Ordem Rosacruz, discute-se nos meios místicos e esotéricos, qual dessas instituições surgiu primeiro. É sabido que ambas são antiqüíssimas, no entanto, os estudiosos da matéria, os buscadores sinceros, tentam por todas as formas, elucidar a questão, julgando-a importante, do ponto de vista histórido. Na Obra intitulada “Manual do Místico” de Rogério Sidaoui, autor Rosacruz, tratando desse assunto, num de seus capítulos, pode-se entender claramente, que a Ordem Rosacruz surgiu primeiro, no antigo Egito, tendo a Maçonaria se originado dela. Assim diz: “Podemos afirmar que a origem da Maçonaria vem do seio da AMORC (Rosa-Cruz), pois ambas carregam em determinados graus iniciáticos rituais idênticos.”
No livro “Manual do Aprendiz Franco-Maçon”, de Aldo Lavagnini, onde lemos sobre a origem da Maçonaria e seus ritos, o autor dá ênfase ao escrever, da seguinte forma: “Entre estes movimentos, os dois mais conhecidos e que mais influenciaram a Maçonaria, são a Ordem do Templo, que teve seu apogeu e seu período de esplendor no século XIII, e a Fraternidade Rosacruz, que a influenciou especialmente no século XVII.
Uma coisa importante, e ao mesmo tempo curiosa, que não deve aqui ser omitida, é o que concerne a personalidades que fizeram parte destas instituições milenares. Tanto no Brasil, como também a nível mundial, homens célebres engrossaram as fileiras da Ordem Rosacruz e da Maçonaria. Alguns deles, atuaram simultaneamente nas duas fraternidades, como é o caso de Benjamim Franklin, Lous-Claude de Saint Martin, Alessandro Cagliostro e tantos outros.

A Importância de Alessandro Cagliostro para as Escolas de Mistérios

É importante abordar aqui, um pouco do que representou Alessandro Cagliostro para a Maçonaria e Rosacrucianismo. Foi ele um baluarte para estas duas escolas de mistérios. À época, acusavam-no de praticar a magia, pois como um dos estudiosos e seguidores desta ciência, conheceu ele, desde cedo, e revelou ao mundo a Lei universal do equilíbrio e da harmonia. Por essa razão e outras, passou a ser perseguido pelo governo francês e da Inglaterra. Ele realizava proezas, deixando os poderosos em fúria total. Cagliostro era admirado por seus contemporâneos e era tido como “clarividente”, “taumaturgo”, “alquímico”, “mago”, ou “terapeuta”. Era possuidor de um grande poder e sabedoria ímpar. Ele falava de si próprio: “Sou apenas um instrumento de que Deus se serve para vos dar aviso. Insultai a fortuna e ela vos ameaçará porque sabe vingar-se. Eu não faço mais do que traduzir as suas fantasias...” Dizia ainda: “Ninguém pode fazer o bem sem fazer invejosos.” A maior obra de Cagliostro foi, sem dúvida, “pagar o mal com o bem e tirar o ser humano da miséria.” Defensor ardoroso dos Princípios Rosacruzes e Maçônicos, Alessandro Cagliostro possuía a dádiva da cura e uma personalidade magnética; era, até certo ponto, clarividente e amava o mistério. Certos pontos do pensamento de Cagliostro coincidem com alguns aspectos da filosofia Rosacruz, o que não é de se admirar, uma vez que ele afirmou ter freqüentado as antigas escolas do Oriente, recebendo, no Egito, a “gnose que iluminava seu interior”. Mergulhado progressivamente, e cada vez com mais intensidade, na vida do espírito, Cagliostro voltou-se para o Rosacrucianismo e para a Maçonaria, apaixonadamente, pregando e expandindo seu raio de ação, pois ele via, nesta instituição fortemente perseguida pelos poderes religiosos de então, a possibilidade de pastorear, de alguma forma, as almas que procuravam a melhor compreensão da vida material e a consequente paz de espírito. Tornou-se Cagliostro conhecido pelo exercício dos “divinos poderes”, que exercitava com simplicidade e franqueza. Assim adivinhava os números da loteria, segundo consta; profetizava, previa o futuro das pessoas, fazia ouro por meio de operações alquímicas ou transmutação; dava origem à manifestação de fenômenos de Magia, Alquimia e Taumaturgia, para crédulos e incrédulos, interessados ou curiosos. No processo de seu crescimento, parece ter conseguido reconhecer o rumo de sua vida, o risco que corria pelos inúmeros enganos cometidos, e deu asas à larguesa de seu espírito. Protegido por pensamentos sublimes, começou a sentir-se confiante, seguro e forte. Adquiriu uma visão de rara beleza da essência da sabedoria a que alçara com suas próprias asas.

Durante a consagração do Templo, coube ao representante do Grão-Mestre pronunciar o belíssimo discurso, que muito bem refletia 
o sentimento de todos em relação a Cagliostro: 
“Meus irmãos, é com o coração amargurado e traspassado de dor que fomos encarregados, o irmão V. e eu, de vos transmitir o adeus do Grande “Cophte”, nosso fundador; ele deixou a França para sempre, e habita, neste momento, em um novo reino. As mágoas e as tristezas a respeito deste infeliz evento são muito grandes, uma vez quem tendo as previsto, ele delas partilhou e, até o último momento de sua permanência em nosso país, ocupou-se, especialmente, com seus filhos de Lyon e com a sua felicidade. Vós não imaginais quantas vezes ele projetou vir, em pessoa, inaugurar e consagrar este Templo, esta Nova Jerusalém, tão querida de seu coração e que é destinada a uma glória extensa e brilhante. Os decretos da Providência colocaram , constantemente, obstáculos para isso. Os homens sem fé poderiam reclamar a respeito disso, mas os seres privilegiados como nós devem saber que nossas fraquezas nos impedem de conceber ou penetrar nos segredos do Ser Supremo; devemos nos conformar e submeter. Abraão consentiu, há muito, em sacrificar-lhe seu filho; nós fazemos hoje, para Ele, o sacrifício de nosso pai. Não julguemos nem nos atormentemos com os efeitos futuros daquilo que nos é desconhecido e digamos como Jô: Deus no-lo deu e Deus no-lo tirou”. 

Sempre muito interessado pelas atividades místicas, tanto na Ordem Rosacruz como na Maçonaria, Cagliostro relatou que, certa vez, em Bordéus, teve uma “visão celeste”, que veio estimular seus esforços para o desenvolvimento da Maçonaria Egípcia: ele se viu agarrado pelo pescoço por duas pessoas, levado e transportado para uma profunda caverna. Lá, uma porta se abriu e ele foi conduzido para um lugar delicioso que comparou a um aposento real, grande e esplendidamente iluminado, onde se celebrava uma grande festa. Todos os assistentes estavam vestidos de branco, com túnicas que desciam até os calcanhares e entre eles, reconheceu (e o disse aos que o ouviam) muitos filhos da Maçonaria que já haviam morrido. Pensou, então, estar liberto dos males deste mundo e ter chegado ao paraíso. Ofereceram-lhe uma longa túnica e uma espada, semelhante `que era costume colocar-se nas mãos do anjo exterminador; adiantou-se e ofuscado por uma luz forte, prostrou-se e rendeu graças ao Supremo Ser, por ter alcançado a felicidade; ouviu, então, uma voz desconhecida responder-lhe: “esta será vossa recompensa, mas ainda é necessário trabalhar”. E a visão desvaneceu-se. Tal fato foi contado por ele a muitos de seus discípulos. 

E continuava afirmando Cagliostro
sobre o mistério da Rosa-Cruz:

“O pretendido mistério de Hiran não passa de um grotesco absurdo, e o título de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO que é dado a Deus, é um apelido, cujo sentido comum seu inventor inglês não conhecia. A imensa variedade das manifestações da vida no seio da Ordem Universal revela às vossas consciências uma causa Primária Absoluta que procurais definir, apesar da insuficiência da linguagem humana. As palavras exprimem a sabedoria do mundo exterior (exotérico) mas não satisfazem à mente interior (esotérico); são, pois, a expressão de uma parte da verdade. Não mais busqueis a expressão simbólica da ideia divina pois foi criada há sessenta séculos pelos Magos do Egito. Hermes Tot fixou-as em duas palavras: a primeira, Rosa, porque esta flor apresenta uma forma esférica, o mais perfeito símbolo da Unidade, e porque o perfume que exala é como uma revelação da vida. Esta rosa foi colocada no centro de uma cruz, figura que expressa o ponto onde se unem os ápices de dois ângulos retos cujas linhas podem ser prolongadas ao infinito, no triplo sentido de altura, largura e profundidade. Este símbolo é feito de ouro, porque, na ciência oculta, ouro significa luz e pureza, e o sábio Hermes deu-lhe o nome de ROSA+CRUZ, isto é, esfera do infinito”.

Para concluir este parágrafo, pode-se afirmar que a essência de Cagliostro era: “O homem pertence à eternidade, mas perdeu a noção do divino que nele está encoberto; por isso, nem sempre estima seu próprio valor."

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No Brasil, é comum, a participação de Rosacruzes em lojas maçônicas e vice-versa. É bom ressaltar ainda que a Maçonaria teve uma expansão marcante em território brasileiro, tendo no País uma atuação bem decisiva, como é do conhecimento da grande maioria. Entre os brasileiros, há de se admitir que a Ordem Rosacruz tem uma participação mais tímida, menos expressiva, porque também a sua história é recente entre nós. Mas todos os estudiosos reconhecem, que na Idade Média, e mesmo em períodos históricos mais remotos, os Rosacruzes tiveram eloqüente participação no desenrolar de fatos, através de seus mais insignes representantes, que não mediam esforços, enfrentando situações delicadas, diante da realidade da época. Para alguns observadores, isso ocorre porque o status evidencia a Maçonaria, por meio do simbolismo, como já foi dito. Já os Rosacruzes não ostentam esse mesmo poder, sendo uma fraternidade mais espiritualizada. De qualquer maneira, pelo que representam no contexto histórico e pelo que já conquistaram, estas escolas de mistérios merecem, por estes e outros motivos, todo respeito e admiração de nossa parte.

O Cristão deve ser Conservador. Entenda.

"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão." (Mateus 24:35) Cristão  x Conservador - Muitas pe...